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História Gemini - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Com boas intenções


Os meninos, quando olharam para a sujeita, pequenina e gordinha, não se intimidaram. Aliás, um deles, alto, de cabelos brancos preso em tranças, coberto de músculos, chamado Aaron, aproximou-se dela como um animal e perguntou, com um sorriso sádico no rosto e uma voz grosseira na garganta:

- O que faz aqui, pequenina? - Ao que ela não respondeu, apenas o olhou com um misto de raiva, petulância e indiferença - Isso não é lugar para mulheres... - Ele sorriu.

- Eu não sou mulher, não senhor! - Ela respondeu baixo.

- Então vai apanhar que nem homem!!

Ele deu um forte soco na cara dela enquanto Gabriel olhava a cena assustado, não temia por ela mas sim pelo seu amigo. No entanto, Maeve caiu no chão, e ainda assim, antes que pudesse ser chutada, esmurrou ainda mais fortemente o joelho de Aaron, fazendo ele cair no chão dessa vez. Maeve montou em cima do rapaz dando-lhe socos no rosto até ele perder e engolir alguns dentes. Elijah, o terceiro menino que batia no pequeno sujeito, correu até Maeve para segurá-la por trás, prendendo os seus braços, e quando estava segura, Elijah gritou:

- Gabriel!!! - Sinalizou então para ele vir bater nela.

Gabriel obedeceu, estava mais corajoso pois, com ela presa não poderia reagir, ele a deixaria inconsciente e depois vazaria e nunca mais olharia pra ela. Ele a esmurrou com toda a sua força fazendo o seu nariz sangrar, esmurrou-a novamente partindo de leve o canto da sua boca, deu um chute na sua barriga, mas Maeve era forte e incansável, deu uma cabeçada forte em Elijah, fazendo-o cair na calçada e, enquanto pisava a barriga do mesmo disse a Gabriel:

- Não devia ter feito isso.

Ela puxou Gabriel, erguendo-o do chão com as suas próprias mãos e atirando-o contra a parede, ele caiu em seguida, e ela pisou nas suas bolas com tamanha força que ele começou a chorar e, logo, também desmaiou enquanto urinava-se. Elijah se levantou, mas no momento em que Maeve olhou para ele, o menino correu apavorado como uma criança.

Maeve os destruiu, e sequer estava realmente no transe que a levava a acabar com os seus oponentes... Acontecia na maioria das vezes, mas às vezes não. Esse transe era, acreditava Maeve, uma vantagem que a menina tinha sobre os homens no ringue, sendo uma das poucas mulheres a conseguir competir, até hoje ela não havia perdido luta alguma. E por essas e outras, já era considerada extremamente forte e resistente... Maeve já matara muitos nos ringues.

O menino loiro que estava apanhando antes a olhou, arrastando-se de costas pelo chão até começar a encostar-se na parede, tremia não de medo, de puro nervosismo, Maeve era a criatura mais linda que ele já vira na vida!! Seus cabelos longos, seu corpo fofo e seu rosto redondinho, seus olhos eram grandes e suas íris estavam coloridas de lilás, ela tinha tatuagens pelo corpo todo e suas unhas eram pequenininhas, Maeve era curvilínea e tinha sobrancelhas grossas, um nariz pequeno e uma boca grande, ela sorriu bondosa o deixando mais nervoso. Meu deus, ele pensava, os dentinhos da frente dela são separados!! Era a coisa mais linda que ele já havia visto na vida inteira.

- Calma... - Ela começou - Não vou te machucar também... - O menino estava destruído, a boca e o nariz jorravam sangue, seu olho esquerdo estava inchado, haviam marcas de arranhões pelo corpo e sua camisa estava rasgada. No entanto, era um rapaz bonito, extremamente bonito aos olhos de Maeve, cabelos loiros e medianos, como se tivessem sido cortados com uma tigela na cabeça, olhos castanhos e sardas pelo rosto, tinha também um corpo magrinho, mas não tanto assim. Sua camisa tinha vários retângulos, como bandeiras, coloridas de várias maneiras diferentes, estava escrito "orgulho" em cima. As bandeiras foram reconhecidas pela menina, que, sem filtros como era, perguntou diretamente: - Você é gay? Foi por isso que te bateram? - Assustado, ele não conseguiu responder - Essas bandeiras são de várias identidades LGBT... Estava sofrendo violência homofóbica? Conheço esses caras, podemos denunciar eles e...

Ele desmaiou, Maeve então fez com que ele fosse atendido num hospital próximo, e o aguardou recobrar a consciência no quarto. Maeve era pansexual e já havia sofrido maus bocados por não corresponder às expectativas de uma sociedade homofóbica. Não queria deixar aquele rapaz tão pequeno e frágil sozinho mesmo que fosse num hospital... Ele não parecia no entanto ser muito mais novo que ela, apenas mais bobo.

Seu nome era Noah e ele viveu a vida inteira numa casa extremamente tradicional, longe de radiação, porém também longe de si, onde o pai o impedia de sair ou levar homens para dentro de casa, onde o pai somente admitiria que ele namorasse mulheres e uma vez, na frente da família inteira, o espancou por ter se defendido enquanto pansexual. Porém quando foi expulso de casa e conseguiu um emprego como secretário em outra cidade, acreditou que poderia finalmente ser livre. Mas não podia tanto assim.


Notas Finais


E essa quarentenah hein?? DJKBSHFAVHFBAJDFADJF


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