História Gênese - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Romance, Sasusaku, Suspense, Terror
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Palavras 2.870
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Final - Águas Cristalinas


Quando recebi a notícia da morte do homem que amei, eu senti como se estivesse desmaiado, não tinha forças para sequer abrir os olhos. Pensar que Sasuke foi um fruto da minha imaginação já estava sendo difícil demais de acreditar, mas, ouvir que ele estava morto foi como se minha alma também estivesse morta.

Seis meses se passaram, e eu fingi que estava bem, porque tinha a certeza que quando pudesse sair do hospital psiquiátrico, poderia encontrar Gênese onde quer que ele estivesse.  

Meus pais tiveram um momento de trégua, e até que eu estivesse bem, ele foi morar conosco e estava dormindo no quarto de hóspedes. De dia, eu agia como se estivesse curada, estudava, fazia o acompanhamento psiquiátrico e conversava com meus pais sobre meus anseios futuros.

No entanto, à noite, eu caía em indagações e minha mente vagava em busca de voltar ao Sheol e reencontrar minha filha. Sentia que mesmo que estivesse louca, a existência dela emanava em mim.

A doutora Foster continuava com seus discursos e eu sabia que de certa forma, ela não acreditava em uma melhora da minha parte. Aos vinte e quatro anos eu não passava de uma garota sem passado, sem presente e sem futuro. Tudo que vivi não passou de memórias falsas.

Deitada em meu quarto, ouço alguém bater na porta, e mesmo que fosse involuntário, meu coração saltava em ânsia de algo, ou melhor, de alguém.

— Querida... — Meu pai abriu a porta após eu sussurrar a permissão.

— Sim?

— Sua mãe e eu estávamos conversando e queríamos te levar até a casa de verão. — Sugeriu.

— Mas a casa de verão era proibida, eu pedi para que me levassem quando sai do hospital, mas foi negado — recordo-me.

— Sim, mas conversamos com a doutora Foster e isso vai fazer parte do seu tratamento, ela irá nos acompanhar.

— É sério? — Levanto o olhar, sentindo pela primeira vez em anos uma pontada de esperança. Foi lá que tudo começou, talvez seria possível me conectar com todas as minhas alucinações.

— Sim, querida. Nós partiremos amanhã. — Papai deu um sorriso genuíno, era como se ele também estivesse esperançoso.

A partir daquele momento, eu reuni algumas peças de roupas e parei para me olhar no espelho. Consegui ganhar peso, parecia saudável, mas quem olhava através dos meus olhos, podia perceber que eu não estava nesse mundo, eu me perdi em algum lugar da minha mente, e estava tentando me trazer de volta.

No dia seguinte, ao chegarmos na casa de verão — lugar que deixou de ser um bom lugar para passeio em família —, nos deparamos com uma vista incrível, era possível ver o mar com toda sua grandeza. Era possível enxergar que o pouco que sabíamos sobre o mundo não era nem uma gota do oceano.

Sinto a brisa refrescante, a paz que invade entorpece todo o meu corpo. Eu apenas aspirei o ar puro, enquanto meus pais adentravam a casa com as malas.

O som que o vento fazia era como um canto em meus ouvidos. Sentei-me na varada e deleite-me com a sonoridade encantadora. A energia boa que eu senti foi tão forte que senti vontade de chorar. Meu corpo todo se retesou, os soluços foram se intensificando à medida que o choro passou a cair com mais fluidez.

Eu chorei como se minha vida dependesse disso.

— Me deixem, por favor — Aviso aos meus pais quando eles tentam me consolar. A ebulição de sentimentos que tive só podiam ser contidos por mim.

As lágrimas caiam pesadas. Este era um tipo diferente de lágrimas, elas não contavam uma história real, elas contavam uma mentira pessoal, era o tipo de mentira que o próprio mentiroso acredita, mas se todos me diziam que eu estava alucinando, quem poderia dizer que não?

Me senti quebrada, e sabia que nunca mais iria restaurar os caquinhos que se dissiparam com o vento.

À tarde, a doutora Foster apareceu e nós nos reunimos na sala para conversar. Sentei-me no carpete, sentindo-me como um rato de laboratório, prestes a ser dessecado.

Meu pai sentou-se no sofá e a doutora em uma poltrona, logo minha mãe surgiu carregando uma enorme caixa vinda do sótão.

— Sakura... Essa é a última etapa do seu tratamento, e foi difícil chegar até aqui, pois é algo que envolve muito o que aconteceu no seu passado, mas, mais do que isso, envolve o passado da sua mãe — Foster começou.

— Estou pronta para saber de tudo, eu sempre soube que havia algo omitido... — pronunciei.

Minha mãe, aproximou-se de mim com a caixa, e a depositou ao meu lado, abaixando-se a seguir para sentar-se à minha frente. Percebi que suas mãos estavam tremendo.

Ela parecia tão quebrada e desgastada, tanto quanto eu. E quando abre a caixa, me deparo com livros. Todos eles eram bíblias, começo a mexer e vejo que elas estão em diversos idiomas, mas, mais do que isso, havia artigos religiosos e um diário.

— O que é isso? — Questiono com os olhos diretamente em Mebuki.

— São coisas que escondi depois que você entrou em coma.

— Mãe...

— Sakura... — Ela agarrou minha mão. — Quando eu era mais nova, antes mesmo de ter você, eu fui criada dentro de uma religião e até mesmo cogitei ser freira. Mas depois conheci seu pai, e nos apaixonamos.

— Isto é novo para mim, nós nunca falamos de religião.

— Nós falamos e muito, mas você não se lembra. Depois que tive você, eu senti que estivesse me perdido no pecado, acreditei que estar com seu pai era errado e foi a partir daí que começou minhas alucinações... Eu tentei pará-las, ficava acordada com você a noite toda orando...  — Ouvia tudo como se estivesse congelada.

As lágrimas encheram os olhos dela, e sua boca se abriu querendo continuar, mas nada saiu.

— Sua mãe teve problemas, mas até então, ela não havia feito mal a ninguém por conta das suas alucinações. — Meu pai anuiu quando minha mãe travou.  — Até que em um fatídico dia, nesta casa, ela teve um surto e quase te afogou. — A medida que ele contava, as lágrimas desciam pelo rosto da minha mãe. 

— Eu tomava remédios antidepressivos, e eles eram tão fortes... Uma voz falou comigo e me pediu para fazer aquilo. Eu sei agora que tudo não passou de loucura, mas aconteceu.

— Não mamãe, você não tem culpa — eu disse, pois ainda acreditava que algo maior estava por trás de tudo isso.

— Ela está certa Mebuki, você não tem culpa. Os perigos da nossa mente são inimagináveis — a doutora Foster opinou pela primeira vez.

— Depois disso, sua mãe passou a ter acompanhamento psiquiátrico, eu não quis interná-la, ela ficou sob minha responsabilidade. Mas, no meio disso, eu passei a beber com muita frequência e me tornei alheio a tudo que acontecia... — O ambiente estava carregado de amargura.

 — Eu te fiz ler a bíblia mais de cem vezes, te fazia ajoelhar durante a noite toda para que orasse e pedisse perdão a Deus por nossos pecados.

— Depois que você quase se afogou, você passou a imaginar que havia alguém com você, achávamos que era algum tipo de amigo imaginário.  — Quando meu pai diz isso, sinto que não conseguiria ouvir tudo.

— Parem com isso, vocês estão apenas arrumando desculpas para justificar a minha loucura.  — A respiração que eu estava segurando foi liberada.

— Não, meu amor, nos ouça... Seu pai e eu nos separamos quando ele foi para uma clínica de reabilitação, e por isso você nunca teve a opção de ir com ele. E quando você completou dezesseis anos, acho que você teve o mesmo surto que o meu, acho que a religião te pressionou como pressionou a mim... E você tentou se matar....  — Ela exprime as palavras de uma forma que elas mal saem de sua boca. — Você disse antes de ir que entraria no mar para encontrar o oceano... — Mebuki tirava as palavras do seu mais profundo íntimo.

— Eu não tentei me matar... Eu não faria isso. — Limpei a garganta, sentindo meu coração batendo contra meu peito. Sabia que tudo fazia sentido, mas não queria acreditar.

— E quando você entrou em coma, eu tomei uma atitude, tirei tudo da nossa casa, todos os artefatos religiosos, todos. Entrei em uma clínica psiquiatra e conheci a doutora Foster, ela me ajudou muito. E no momento que você acordou, sem lembrança alguma, eu senti que podíamos recomeçar, por isso eu não lhe contei nada.

— Eu sabia que estava omitindo algo de mim.

— Sim..., mas, você não parou de ver esse tal homem... E tudo foi desmoronando. Sinto que arruinei sua vida mais do que a minha, e sei que não há perdão. Eu só quero que fique bem e saudável.

Dei uma inspiração profunda. 

— Isso é absurdo... — Começo a levantar-me.

— Sakura, tenha calma, sabemos que é muita informação... — A doutora falava, mas tudo que foi dito depois dali tornou-se palavras vazias, eu não as ouvi.

Apenas corri o máximo que pude, escancarei a porta sabendo que gritariam suplicando para eu voltasse. Segui rápido, até o mar, meus pés entraram na água fria dando um choque térmico em minha pele.

Eu olhei para aquela imensidão e supliquei:

— Sasuke! Sasuke! Eu sei que você está em algum lugar, apareça, apareça... — Grito, olhando para frente. E em meios a súplicas percebo alguém vindo em minha direção.

Um homem trajando apenas uma calça jeans aproximou-se de mim, reluzente. Seu corpo perfeitamente moldado parecia uma visão de um paraíso. Era ele, eu sabia que ela era.

A avalanche de emoções me fez cair, ainda em solo.

— Você... Você está vivo? — Balbuciei.

— Sim. Eu ressurgi, por você.

— Então me leve, por favor, me leve, não quero mais ficar aqui, quero ficar com você e nossa filha.

Ele balançou a cabeça.

— Sakura... Você precisa ficar.

— Não, eu não quero ficar. Eu não tenho motivos para ficar... — Não consegui força para me levantar, por isso, ele apenas abaixa, ficando na mesma altura que eu.

Inclinei a cabeça, olhando para ele, perdendo-me em suas feições, querendo gravá-las para sempre em minha memória.

— Você é real, não é? — Tenho que questionar.

— Sim, eu estou aqui... — De repente ele toca minha cabeça e eu tenho a constatação de que sim ele existia, mas apenas em minha mente.

A sensação de ter descoberto a verdade foi como mil facas entrando em minha pele, a dor tão excruciante me deixou em estado de choque, eu não chorei, tremi.

Minha visão ficou turva e memórias passaram a percorrer a minha mente, o que era real e o que não era, se chocaram, olhei para o céu e peço socorro.

— Você não pode estar apenas no meu coração, eu amo você. — A súplica saiu do meu âmago.

— Eu amo você..., mas você precisa decidir se quer continuar comigo ou se vai me deixar.

— Eu não posso escolher isso.

— Você pode. — Ele passou a mão pelo meu rosto, os olhos vividos nos meus.

— Não...

— Hey... — Ele pegou em meu queixo. — Você é uma garota forte, bonita e inteligente, você pode viver sem mim.

— E para onde você vai?

— Eu estou aqui, no mar, no oceano e sempre estarei nas águas. Abaixo do céu.

— Vou poder te ver?

— Não... Isto seria pior para você — eu vi o olhar sombrio enchendo seus olhos.

— Eu não consigo, isso dói demais. Não sinto que sou capaz de ficar sozinha, a minha mente está me consumindo, há monstros dentro de mim, eu sou incapaz de contê-los.

— Tome o controle de sua vida. Só você pode fazer isso. — Ele se levantou, ajudando-me a levantar-me a seguir.

— Se eu tomar o controle, jamais te verei novamente. — Sasuke me puxou contra ele, segurando-me em um abraço apertado.

— Seja forte. — Aos poucos seu abraço se afrouxou e ele voltou a me olhar. — O mar e o céu não se encontram, mas o mar é o espelho do céu, você sempre se refletirá em mim, é hora de dizer adeus...  

— Não vá.... — Ele começou a se desvencilhar... e caminhou novamente em direção ao mar. — Não vá.... Não! — Eu gritei forte, e tomei ar nos meus pulmões para gritar mais e mais vezes.

Ele não me ouviu, ele desapareceu.

 

[...]

 

Dez anos depois...

Quando consegui assimilar que toda a minha vida não passou de meras ilusões eu consegui retomar o controle de minhas ações. Agora sei exatamente o que aconteceu no dia do meu afogamento.

Mamãe, Ino e eu fomos para a casa de verão, na tentativa de melhorar nossos ânimos, minha mãe estava com depressão e mal saiu da cama, já Ino tinha acabado de levar um fora e eu ainda tentava assimilar o que era ou não pecado.

Por ter lido a bíblia tantas vezes, eu comecei a acreditar que o mundo ia acabar em um piscar de olhos, e eu, como uma humana precisava me abster de qualquer pecado para conseguir uma salvação.

Mas, naquela noite, eu encontrei um homem, ele era bonito, jovem, me senti encantada e quando ele me beijou, acreditei que cometi um pecado e foi por isso que tentei me matar.

Consigo relembrar tudo que aconteceu sem me sentir sufocada, mas o tratamento para minha mente era contínuo. Estando melhor, foi possível terminar a escola e começar uma faculdade.

Apesar de ainda não ter um bom relacionamento com meus pais, nós nos engajávamos com nossas lutas. Sabíamos que nunca seriamos as mesmas pessoas que um dia fomos, mas tínhamos a certeza que cada dia era uma vitória.

Consegui um emprego como professora em uma cidade perto do litoral, onde eu conseguia ficar próxima do mar. Nenhum episódio de afogamento aconteceu novamente, pois nunca mais ouvi vozes ou vi alguém que não existia.

É estranho pensar que minha mente chegou a criar um mundo próprio, mas ao pensar que a solidão pode nos tornar loucos, consigo assimilar que o que me aconteceu foi fruto de uma mente doente.

Morando sozinha, eu preparo-me um chá e vou até a varanda. Logo percebo uma movimentação, um caminhão de mudanças estaciona na casa ao lado, juntamente com uma caminhonete.

Uma garotinha desce do banco do passageiro e ao vê-la meu coração mal se conteve em meu peito.

A sua pele branca, os cabelos e olhos negros, se assimilavam tanto com Sarada.

— Hey, não corre! — O pai da garota diz, abrindo a porta do carro. — Eu sabia que não estava fantasiando. A feição, os cabelos... O conjunto todo me lembrava alguém... Sabia que em algum momento, minhas memórias confundiram sua face, não era possível lembrar dele com exatidão. Mas esse homem despertou algo em mim.

Jamais amei alguém, alguém real, mas vendo-o, senti que estava renascendo.

Fico ansiosa, esperando que alguma mulher apareça, uma esposa talvez, mas nada.

Eu passo o dia apenas vendo a mudança deles e quando anoitece, tenho a curiosidade de ir até lá. Passei um tempo no espelho apenas me incentivando a cumprimentá-los. Saio de casa movendo os pés contra a calçada tentando não perder a coragem.

Um passo atrás do outro, até que consigo finalmente chegar a casa e bater na porta.  

Minha respiração acelerou quando a porta se abre.

— Olá... — Ele diz. O maxilar forte, os olhos negros tão profundos, os lábios que um dia imaginei beijar.  Eu senti vontade de chorar. Sabia que não podia ser ele, mesmo assim, era tão parecido...

Talvez, eu soubesse no fundo que sempre encontraria ele, em algum momento, e ele não seria uma alucinação.

— Oi, eu sou sua vizinha... E queria te dar as boas-vindas.... — Enchi minha voz de confiança.

O homem me olha, medindo-me dos pés à cabeça e parecia ter entrado em algum tipo de transe, apenas mirando-me.

— Papai... Quero cookies — a garotinha dizia ao fundo.

Ele pigarreia.

— Já pego para você querida.... — Passa as mãos pelos cabelos. — Me desculpe a indelicadeza, estou correndo para arrumar toda essa bagunça.

—  Tudo bem, devo ter vindo na hora errada. —  Estou pronta para sair.

—  Não... Espere. Você não quer entrar?

—  Não quero incomodá-lo. — Sorri, discreta.

—  Você jamais incomodaria, entre, por favor... —  Ele tocou meu ombro e o seu toque despertou uma chama dentro de mim.

— Com licença...

— Você gosta de morar aqui, perto do mar? — Pergunta fechando a porta.

— Sim, sinto que me conecto a coisas boas.

— Engraçado, é exatamente o que sinto. Qual é o seu nome? — Questiona ao fechar a porta.

— Sakura.... — Respondo quando paramos de frente um para o outro. Seus olhos negros encontraram os meus verdes, e ele sorriu, um sorriso genuíno.

— Sasuke...

A emoção foi intensa e perpassou um sorriso da minha parte. Eu sabia que tudo que aconteceu no passado foram meras alucinações decorrentes de uma mente cansada e pesada por ser forçada a uma doutrinação. Mas, agora consigo perceber que minha mente ansiou por alguém, talvez eu tivesse prevendo de alguma forma o futuro, talvez eu sempre soubesse que o encontraria.

Ele está na minha frente e ele é real, e é tudo que eu preciso saber. Agora, finalmente, estou navegando em águas cristalinas.

 O mar, profundo e inquieto, com sua força intensa, move e guarda segredos infinitos. O céu que se divide entre o dia e a noite, tão belo e misterioso. Eles são opostos e semelhantes, o encontro deles jamais seria possível, mas na linha do horizonte o mar e o céu se encontram.

Eu me tornei o céu, ele o mar e nós finalmente nos encontramos.

Fim.

 

 

 

 


Notas Finais


Olá pessoal! Finalmente chegamos ao fim, bom, depois de muita confusão vocês finalmente descobriram a verdade sobre Gênese. Eu espero que tenham gostado e eu agradeço por terem lido até aqui.
Um beijo pra vocês e quem quiser continuar me acompanhando é só dar um clique no meu perfil.
Beijo!


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