História Genesis - Capítulo 26


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Categorias Alex Pettyfer, Ashley Benson, Brooklyn Beckham, Finn Wittrock, Justin Bieber, Nicola Peltz, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Alex Pettyfer, Ashley Benson, Brooklyn Beckham, Finn Wittrock, Justin Bieber, Nicola Peltz, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Drama, Jelena, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez
Visualizações 862
Palavras 3.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Eu adoro o jeito como você me ama.


Fanfic / Fanfiction Genesis - Capítulo 26 - Eu adoro o jeito como você me ama.

Estou descobrindo outros tipos de padrões. É melhor do que a sensação de culpa que aos poucos vai esvaindo-se de mim. É sobre como eu me sinto deitada refletindo sobre como vou lidar com os minutos seguintes, como se eles fossem mudar a versão melhorada de mim mesma. Eu tento aproveitar o dia, a tarde, o mundo. Apenas um toque eu posso sentir o arrepio da minha pele.

Estou prestes a exclamar, quando furto o corpo de Ashley passando pela porta.

Respiro fundo e solto o ar depressa, tentando canalizar toda essa energia negativa em algo produtivo. Além disso, Ashley está segurando um potinho colorido enquanto mexe a colher de alumínio dentro dele. E é sempre a mesma coisa, essa sensação incógnita quando estou prestes a fazer algo inédito, como arrancar alguns dos pelos do meu corpo. Amanhã mesmo estarei demitindo essa sensação da minha vida.

— Olha, eu sei que isso é assustador para você, mas precisa relaxar. — diz Ashley, afagando com uma das mãos os próprios cabelos. — Todo mundo se sente assim na primeira vez.

Finjo entender, pois não quero expor tantas emoções. Talvez eu até esteja errada, mas que isso me intimida, intimida e muito. Porém, dou um jeitinho de me afastar de todo o assombro quando Ashley se aproxima ainda mais.

— Vai doer? — meus olhos e boca tremem de desespero, mas prefiro desviar o olhar para a janela fechada, com as cortinas em cores fortes.

— Vai. — responde, como uma louca, embora transpareça no rosto uma tranquilidade natural. — Está numa boa temperatura. — consto em seus olhos azuis uma expectativa demasiadamente simbólica. E esse medo me persegue enquanto me reviro na maca estética de sua mãe. —  Pronta?

— Não.

Ashley varre em seu rosto uma fumaça de frustração, apesar de entender bastante o meu lado e meu jeito um pouco complicado de lidar.

— Vou perguntar só mais uma vez e quero que preste atenção, entendeu? — abano a cabeça mesmo que ela ainda esteja caída no travesseiro. — Você quer ou não quer se depilar?

— Quero. — formulo a resposta muito rapidamente.

— E você vai ou não vai me deixar fazer isso?

— Eu vou, Ash. — digo, mesmo que carregue no rosto uma parcela de hesitação. — Só estou com um pouquinho de medo, entende?

— Só fique quietinha e deixe o resto comigo. — tenta me reconfortar, ainda que sua cara de menina má continue ali.

Ashley amarra os cabelos com um elástico rosa e solta sua respiração dentre os lábios, tentando esfriar um pouco mais a cera derretida dentro do pote entre as mãos. Ela, então, força um sorriso bem amarelo, relaxando também os braços. No entanto, quando descubro que o medo está se amontoando em mim, fico dura e gelada sobre a maca, sentindo meu vestido subir com leveza.

A dor é suportável, embora machuque a pele. E passado vinte e cinco minutos, muito de mim arde. E há bastante verdade no que me foi dito. Eu soltei alguns gritos ficando histérica no quarto, caprichando também nos palavreados que não consegui engolir goela abaixo. A saliva desceu dura e quadrada pela minha garganta. No final, não existe cabelo algum ali. Na verdade, é como se jamais tivesse crescido um fiapo sequer. Tão longo foi os últimos minutos. Jamais me esquecerei da ardência sentida em cada puxão, ainda que Ashley possua a mão leve. Foi uma experiência nova e dolorosa.

Encontro-me vulnerável quando deixo o banheiro. Caminho tão devagar que as vezes temo estar congelada entre os armários onde a mãe e Ashley guarda seus produtos de cabelo. Ela tem um salão de beleza e trata de tudo um pouco. Essa é a razão de Ashley estar sempre melhorando consideravelmente minha aparência. E eu sempre gosto do resultado mesmo sabendo que a versão atual é a melhor que há em mim.

— O que achou? — a loura, ainda meio desconfiada, limpa o balcão com uma flanelinha azul.

— Está ardendo um pouco. — engulo em seco. — Mas “ela” ficou muito bonitinha.

Minha amiga solta uma risada ao mesmo tempo em que me olha sobre o ombro direito. É como se a única coisa que eu precisasse nesse momento fosse de um conselho da minha Ashley.

— Por que decidiu se depilar?

— Estou apta a experimentar coisas novas se isso não me prejudicar de algum modo. — sento-me na maca, balançando os pés no ar. — Acho que me sinto uma pessoa um pouco crescida. Nunca soube o tipo de garota que sou. É legal se descobrir, sabe? Significa muito para mim.

— Então não é por causa do Justin?

Meus olhos crescem, eu quase engasgo com a saliva que tinha à deriva da boca.

— Não. — respondo muito depressa. Ashley olha-me com clareza. — Ele nunca falou comigo sobre esse tipo de coisa. E eu não acho que seja um problema. Homens gostam de mulheres, elas se depilando ou não. Pelo menos, deveria ser assim, né?

No fundo, eu tinha sim essa preocupação. No final, todas nós nos importamos com o que eles vão achar.

— Deveria. — a loura suspira. — Mas nem sempre é assim. E eu não quero que você seja controlada por um cara, entendeu?

— Eu não sou. — eu tremo de ansiedade durante os próximos cinco minutos. — E eu não acho que o Justin seja esse tipo de cara. E-eu... Não estou apaixonada por um idiota. — me calo ao perceber que isso é uma coisa que a machuca. E ela fica parada, permanecendo em um momento de reflexão, sentindo imediatamente que eu me comportei de maneira precisa. — Você e o Ryan estão bem?

Um barulho agudo surge do corredor e tão logo a cabeleira escura de Sydney aparece voando pelo quarto. Ela nem olha para mim, está eufórica colocando a mochila no balcão e mordendo, depois, a maça que provavelmente furtara da geladeira.

— A Selena empatou a minha foda. Acredita nisso, Ashley? — com um tom de voz brincalhão, a morena me cutuca com o cotovelo ao ficar extremamente próxima. — Nunca vou te perdoar por isso, se quer saber.

— Syd, ele tinha a boca nos seus seios. Isso é inapropriado e pecaminoso.

— Selena, meu anjo... — ironiza ao levantar ambas as sobrancelhas. — Eu queria que ele continuasse com a boca nos meus seios.

Cruzo os braços num forte sinal de alerta, quase não tolerando a promiscuidade que vi na última noite. Percebi-me fugindo do assunto, mas ela está me envolvendo em si como se não desejasse que eu caísse o fora disso... Ou me martirizar pelo que vi. Fui uma intrometida de carteirinha, mas prefiro acreditar que a salvei de alguma coisa.

— É por isso que o meu pai não me deixa dormir na sua casa. — ela finge decepção ao forçar uma carranca.

— Isso porque ele acha que a Ashley é perfeita, que não pensa em sexo em hipótese alguma. Não é mesmo? — remexe as sobrancelhas simultaneamente.

Ashley revira os olhos, bastante impaciente.

— Isso é verdade. — concluo que há muita farsa entre nós três. — Ele tem uma imagem bem distorcida do que a Ashley é.

— Eu ainda estou aqui. — ela vira a cabeça para trás. — E não sou tão terrível quanto pensam. Não transo há semanas, se isso te faz sentir melhor.

— Claro. — Sydney se diverte às custas da amiga. — Você e o Ryan só sabem discutir quando estão juntos. E quando não estão, pensam no que discutir quando se encontrarem de novo.

— Ele está pegando no meu pé.

— Ashley! — solto um suspiro um pouco mais aliviada. — Não quero ser uma mala e nem tentar te controlar, mas o Ryan tem razão.

Ela me encara imediatamente, de queixo caído.

— C-como?

— Você está bebendo demais. Todos os dias, na verdade. — ela enfia a raiva nas juntas dos braços e tende a guardar o rosto entre as mãos. — Isso vai te fazer mal. Quer acabar como o seu pai?

Isso me deixa em chamas. Fico com pena de Ashley. Com muita pena mesmo, embora saiba que ninguém é digno de tal sentimento. Ela estremece de dor, deixando-nos ver seu olhar de tristeza diante daquelas duras palavras. Percebo, pela primeira vez na vida, que ela se importa bastante com o que penso sobre isso. E agora sinto que me tornei insensível ao amor que ela me oferece.

— Me desculpe, eu não quis chatear você... — tento não gaguejar, mas acontece. — Só quero o seu bem. E sei que o Ryan pensa do mesmo jeito.

Um estalo alto ecoa entre nós duas.

— Tudo bem... — sussurra, sendo só uma menina perdida. — Eu preciso pensar um pouco.

Essa é a nossa deixa.

Sydney, muito rapidamente, apanha sua mochila do balcão. A gente se comunica pelo olhar. Já perto da porta, lembro-me das minhas próprias coisas. Corro para pegar de volta minha calcinha, e tão logo a tenho no corpo de novo.

Eu nunca fui de recuar da verdade. Eu costumava pensar que isso fosse uma qualidade magnífica... Mas não quando isso magoa aqueles com os quais nos importamos.

Agora do lado de fora, deslizo as mãos até minha bicicleta e começo a andar ao lado de Sydney, que parece pensar no que aconteceu dentro da casa. Fico com uma mente muito pesada e sei que preciso me livrar dessa sensação de perda. Quase conservo-me em silêncio e bem distante, mas não tão tarde estou pensando em como conversar com ela.  

— Como pude ter sido tão indelicada com a Ashley? — quanto mais adiei falar, mas agora parece que as palavras são difíceis de serem ditas.

Reduzo-me a destroços.

— Não, ursinha, você fez bem em ter dito o que disse. — ela responde. Fico anestesiada. — Eu pensava em fazer isso há dias, sabe?

Deixo com que ela me convença, mesmo que aos poucos, de que não estou sendo tão egoísta quanto temo. Ou no mínimo uma pessoa meio ruim. Quase totalmente.

— Acho que magoei seus sentimentos. — quando penso na maneira como Ashley me olhou, fico um pouco ressentida, querendo dá-la um abraço de urso, só isso, mas não parece tão fácil assim. Na minha cabeça não há complicação, mas a vida não segue o meu roteiro.

— Você foi honesta. Amigas servem para isso. — a morena endireita a mochila em um dos ombros. — Ashley está bebendo muito, como o pai dela costumava fazer antes de pegar algumas malas e sumir do mapa. Ele era um alcoólatra agressivo do cacete, que foi destruindo a própria família aos poucos. As chances de Ashley passar pelo mesmo são altíssimas. Não é o que queremos, né? — ela me olha com um sinal de interrogação descarado no rosto.

— Claro que não. — digo, ao mesmo tempo em que balanço a cabeça.

— Ela precisava ouvir isso de uma de nós. Significa muita coisa, no final das contas.

Conseguimos atravessar o bairro, tão logo sigo um caminho e Sydney segue outro.

Ainda sinto as gotas de violência derrapando em minha pele sob a calcinha.


Dias mais tarde

Hoje é o meu aniversário e eu estou ansiosa. Nem por um único segundo deixo alguém me convencer de que não será um dia incrível. Estou como uma borboleta... Ou como um dragão. E agora sei como voar. Chego tão além que posso sentir um soprar na boca do estômago como nunca antes aconteceu. Quase posso ficar sem fôlego.

Voltamos ao velho tema. Como todos os anos, alguns dos meus familiares vieram para um dia em família. Eu não posso dizer que não me divirto por algumas horas. Mas hoje, frequentemente me esqueço do papel que sempre represento, e papai não chama minha atenção quando olha para o meu rosto cheio de maquiagem. A princípio, fico petrificada, mas o medo vai cessando e abrindo espaço para uma carinha feliz.

Enquanto algumas primas discutem, suas mães perguntam sobre o meu namorado. E confesso que estou curiosa para saber em como isso vai terminar. Minha família traz um bocado de expectativas para esse dia. A maioria das pessoas não conseguiriam fingir que isso não é uma novidade das grandes.

— E onde está o seu namorado, querida?  — Cíntia estica os braços e apanha um salgadinho da bandeja sobre a mesa, ainda na parte externa da casa. — Estamos ansiosos para conhecê-lo.

— Ele já deve estar chegando. — comento, sem muito ânimo. Acho que sua animação deveria ser um pouco mais razoável. Não quero que nada remova a alegria que sinto hoje, tampouco os comentários que Justin terá que suportar durante um tempinho conosco.

Vejo Theo e seus pais atravessarem as grandes portas de vidro. Ele carrega uma caixinha entre as mãos e fica cada vez mais perto. Tento aconselhar-me sobre o melhor.

— Feliz aniversário, Selena! — diz, ao empurrar o braço na minha direção. Um vento frio varre os meus cabelos e rosto. — Espero que goste.

— Obrigada. — sorrio de lado, esmagando as bochechas e ficando vermelha com muita facilidade. Eu sinto um cheiro forte toda vez que nos encontramos, mas não posso dizer que isso me incomoda de alguma maneira. — Fique à vontade.

Ele acena com a cabeça, balançando também os fios negros e enrolados que tem em torno do crânio. Há um quê de esquisitice quando Theo se afasta. Nunca desejei que as coisas chegassem a esse ponto, embora tenha sido a causadora de tudo. Numa noite, entendi que não precisava desesperadamente evitar uma pessoa. Só pioraria tudo entre nós.

Tiro algumas fotos de Sydney. Ashley ainda não apareceu, mesmo que eu tenha telefonado à casa dela desde as nove da manhã, quando minha mãe aprontava tudo e Finn enchia alguns balões na sala, largado no sofá. Continuo a falar com qualquer um que se aproxima, mas só quando ele passa pelas portas de vidro que o meu coração dispara de medo. Todo aquele sentimento volta à tona. Entretanto, não me surpreendo, ainda assim.

Após dar vazão a toda a minha ansiedade, corro para encontrá-lo. O teor do momento é mais ou menos esse: em primeiro lugar, grito pelo seu nome. Depois, todo mundo analisa a situação inédita que nos ocorre.

— Que bom que veio. — digo, com a boca bem perto de seu ouvido. Aos poucos vou me aproximando para beijá-lo na bochecha.

Justin olha para a direita e avista o corpo magro de Theo perto do bolo. Ele prefere balançar a cabeça e sorrir para mim, momentaneamente.

— Feliz aniversário, meu amor! — diz... Tão amável, eu suspeitaria.

Agora, está empurrando até mim uma embalagem quadrada, com estampa de corações. Fico animada de novo, mesmo que ele ria sem jeito por ter embalado o presente de maneia simples.

— Obrigada, Justin! — reconforto-o com um abraço.

Aos poucos, meus familiares se aproximam e, um por um, Justin conhece. Ele dá três passos para trás toda vez que alguém tenta avançar seu espaço. Contempla fogo, como se quisesse fugir para um lugar seguro comigo. Eu entendi, naquele minuto, que alguma coisa o sufocava: talvez a afeição de muita gente quando tudo que ele recebia era atenção de pessoas que não se importavam de onde ele veio e quem era seu verdadeiro “eu”.

Prima Faith pega no braço dele e checa algumas de suas tatuagens, olhando-o, depois, muito pensativa... Está, no mínimo, tentando flertar com o meu namorado na minha frente?

Fecho os olhos e gemo. Quando o miro de novo, Justin está encarando a mão de Faith ainda em seus bíceps.

— Não toque em mim. — ele responde. E não há, ainda, qualquer tipo de sinal amistoso.

Eu estou mesmo com o cara certo.

Ela abana a cabeça no ar e ri, esmagando as próprias bochechas no canto da boca.

Meus pais acreditam que está tudo correndo bem. Eles jogam conversa fora com Justin por algum tempo e concordam em chegar à parte favorita da nossa reunião, o que trará o fim dessa tarde para que eu e Justin escapemos daqui, de algum modo, mesmo que seja meio improvável a autorização de alguém capaz de bater o martelinho da disciplina aqui.

É bolo de chocolate e há muito glacê. Passo uma gotinha branca na ponta do nariz de Justin. Ele ri para mim, melecando também, minhas bochechas vermelhas de felicidade. Cogito uma ideia maluca, guardando-a no fundo da minha mente. E eu consigo tempo de tirar algumas fotos para fixá-las no caderninho que comprei na lojinha da esquina. Nunca me senti tão leve quanto naquele momento.

Prefiro me sentar no chão para abrir os presentes. Meus pais estão abraçados, Justin em pé ao lado de Sydney, forçando uma expressão de dor. Parece haver um temporal dentro de mim quando percebo que ganhei alguns livros de romance. Gwen e Andrew gostam de discutir sobre enredos diabólicos, mas incríveis ao mesmo tempo. Eles são pagos para ler, como quem é pago para respirar.

O fato de abrir tudo tão rápido causa um certo abalo em muita gente, que esperava um quê de mistério no final da tarde.

Meus pais, então, se aproximam com uma caixinha rosada, amarrada por um laço vermelho, que dá muitas voltas na embalagem.

— O que é? — pergunto.

John ri.

— Abra.

Balanço os ombros e sinto as unhas rasgarem o papel de presente. Forço uma feição confusa quando encaro ceticamente o aparelho pretinho, com tonalidades cinza. Ele abre e fecha. Nunca vi nada parecido antes, nem em filmes.

— O que é isso, papai? — ele solta uma risada.

— É um celular, Selena. — diz.

— Mas o que é um celular, afinal?

Sydney se aproxima. Ela senta nos tornozelos e me auxilia.

— É como um telefone portátil, ‘tá vendo? — encaro-a nos olhos. — Você consegue fazer ligações por ele. É um máximo.

— Wow! — exclamo, já animada.

No entanto, parto para o presente seguinte. Sydney me enche de maquiagem nova. Papai não fica contente, mas se cala nessa tarde.

O presente de Theo parece miúdo. A embalagem cabe na palma da mão e é muito fácil de ser rasgada. Contudo, fico encabulada com o que vejo dentro do veludo preto que o dá suporte. É um colar brilhante, com a inicial do meu nome cheia de pedrinhas cristalinas. Aprendi a agir tão normalmente que ainda assim não consigo demonstrar muitas emoções, mesmo tendo gostado bastante do que fora me dado.

— Muito obrigada, Theo. É lindo! — ele sorri e balança a cabeça. — Eu gostei muito.

Eu suporto a dor nos olhos de Justin. Ele mastiga a própria bochecha e desvia o olhar assim que apanho a caixa que ele trouxe para mim essa tarde. Chacoalho-a no ar, mas não faz barulho. Resolvo, no entanto, livrar o embrulho das muitas fitas adesivas que o juntava num só.

Meus olhos ficam enormes, o coração dispara. E eu exagero na felicidade que coloco sobre o rosto, quase explodindo na frente de todo mundo. Agora, ele me encara sem jeito, como se não achasse aquilo bom o bastante para mim. Mas é. Todo mundo saca a minha animação. E eu puxo o ursinho da caixinha, apertando-o contra o peito.

— É um ursinho carinhoso! — solto um grito que poderia preencher a cidade toda. Meus pais começam a rir. — Ai, meu Deus, eu amei, eu amei! — as lágrimas brotam no canto dos meus olhos. — É igualzinho ao que eu tinha. Veja só, mamãe.

Meu sorriso está aberto de contentamento. Posso garantir que a sensação é muito boa.

Justin olha para o chão e torce os lábios, ainda sem jeito. Eu corro para abraçá-lo. Minhas mãos quase envolvem sua cintura, as dele me apertam com força.

— Obrigada, eu adorei.

— Não é nenhum colar caro, mas... — seu corpo gela.

— É muito melhor do que um colar, do que qualquer colar. — recomendo especialmente a ele que estou feliz à beça.

— Ah, não... — Sydney pragueja. — Esse ursinho de novo?

— Eu nunca vou me desgrudar dele, Sydney. — respondo. Ela mexe os ombros.

— Você é uma menininha, Selena. — ela ataca.

— Não, ela é uma gracinha.— Justin beija minha testa, com os braços em meus cabelos secos e meio bagunçados. — Eu adoro o seu jeito de menina, sabia?

Eu não consigo parar de sorrir.


(...)

Eu estou queimando.

Meu pai, agora da janela, afasta as cortinas e checa tudo com os próprios olhos.

— Cinco minutos, Selena. — diz, meio pretensioso.

— ‘Tá, papai. Calma. Eu já vou entrar. — relutantemente, ele vai para as entranhas da casa.

Justin joga os cabelos para o lado.

— Ele não vai nos dar um tempo.

Subitamente, começo a afagar suas mãos.

— Você não vai me deixar por causa disso... Ou vai?

Ele ri.

Fico à deriva. Espero mesmo aquela resposta. Eu preciso ouvir alguma coisa sobre isso... Sobre nós... E dele. Para que eu me sinta mais segura. Então eu vou sentar e assistir cada um dos seus sentimentos aparecer para mim... Mesmo que de um jeito sutil, como quando queimamos um carro. Sou movida por aquele arrepio na pele.

Justin passa os dedos em meu rosto, deslizando-os em minhas bochechas, até chegar à boca.

— Selena... — sussurra. — Por que uma garota tão linda como você está apaixonada por um idiota?

Ele parece querer ficar insistindo em não ser nada para as pessoas.

— Por causa do fogo que você começou em mim.

Eu não vou deixá-lo apagar nada dentro de mim.

Isso significa tanta coisa e ele sequer sabe.

Justin é como uma pia transbordando. E isso não para.

— Por favor, me deixe amar você. — quase imploro, sentindo medo, sentindo uma aflição gigantesca.

Seus olhos ficam baixos.

Ele me aninha em seus braços. Eu posso ouvir seu coração batendo com intensidade.

— Selena... — eu o olho entre aquelas estrelas brilhante sob nós. — Você é o amor da minha vida... Mas eu não sei amar.

Ao dizer essas palavras, dirige-me um olhar tão cheio de afeto que eu sinto um calor gostoso me invadir inteiramente.

— Tudo bem. — Justin fica surpreso. Seus olhos irradiam sentimentos intensos e bons. — Eu adoro o jeito como você me ama.


Notas Finais


VOCÊS QUEREM O MUNDO? EU DOU O MUNDO PARA VOCÊS.

Enfim, voltei com mais um capítulo e sei que ele ficou bem levinho, mas eu digo aqui que é de inteira importância. Eu preciso desenvolver o namoro deles antes que a merda toda comece a acontecer. O hot provavelmente vai sair no capítulo 29. É quase uma certeza, É AGORA OU NUNCA. TEM QUE SER, NÉ?
Mas sério, gente, me desculpem pelo capítulo paradão, mas espero que tenha gostado... Pelo menos um pouco. Eu vou fazer de tudo para trazer outro capítulo ainda essa semana se vocês aparecerem rapidinho, viu?
Todos os comentários foram respondidos.

https://curiouscat.me/lucaya
https://twitter.com/chrswar

Beijos, meus anjos!


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