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História Genesis Code - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Piloto


Fanfic / Fanfiction Genesis Code - Capítulo 1 - Piloto

O sol daquela manhã de inverno iluminava as ruas da cidade de Cliffside, a pacata cidade conhecido por não ter nada muito interessante. Os moradores começavam a acordar e se preparar para o dia que estava acontecendo.

Jonathan Reed, um jovem típico era uma dessas pessoas, que estava tomando o café da manhã para ir ao colégio. Ele costumava ficar em casa sozinho, já que sua mãe vivia de plantão no Hospital da cidade. 

Jonathan já estava saindo de casa para embarcar o ônibus escolar que o levaria ao seu destino. No caminho, ele sempre pensava no rumo que sua vida tomara nos últimos anos. Quando seu pai foi embora, ele precisou arranjar um emprego para ajudar sua mãe nas despesas da casa. 

Apesar de não ter gostado da ideia no começo, ele se acostumou ao emprego de assistente de dentista no consultório do Dr. Brion, e até começou a considerar essa carreira quando se formasse. Além disso, conforme os anos passavam, ele tinha dificuldades para conciliar seus estudos e seu trabalho. 

Porém, seus pensamentos foram interrompidos quando o motorista do ônibus o despertou.

- Johnny? Garoto? Chegamos. Pode descer agora.

- Ã? Ah está bem. Obrigado - Jonathan desceu do veículo. Ele viu seus colegas e amigos se dirigindo às portas do colégio quando o sino tocou. 

As coisas não pareciam diferentes. Adolescentes ocupavam os corredores, organizando seus armários. Alguns casais aproveitavam os momentos sem aula para deixar sua relação explícita para todos. Jonathan foi até sua sala de aula. Estava vazia.

Depois de algum tempo, seu melhor amigo Simon Hawkins chegou também. Ele era um aluno bem mediano, mas só por causa de seu sonho de ser policial. Ele sempre vivia investigando coisas e criando teorias que tiravam sua atenção. 

- Ei, Johnny! - Simon jogou sua mochila na cadeira e sentou ao lado de seu amigo - Noite difícil?

- Estudando. Aquela prova de química amanhã vai ser uma barra - Jonathan lia seu livro de química com toda a concentração - Você estudou?

Simon ficou sem palavras. Parecia surpreso - Ããã... Tem prova amanhã?

Jonathan bateu com a palma da mão na cabeça. Estava certo que Simon não prestava muita atenção nas aulas, mas sempre estudava para as provas. 

- Droga! Parece que hoje vai ser uma noite e tanto - Simon arrumou a mochila ao lado da mesa quando os outros alunos entraram na sala. Ele cutucou Jonathan para chamar sua atenção - Ei ei! Aí vem ela!

Jonathan olhou para a porta desinteressado. Erika Matthews, a aluna mais inteligente, popular e bonita do colégio acabara de entrar na sala. Simon era apaixonado por ela faziam quase 5 anos. Porém, ela nunca o havia notado. 

- Bom, Pessoal. Sejam bem-vindos à aula de hoje. Antes de começarmos, eu quero apresentar a vocês uma nova aluna - O Professor apresentou uma jovem loira, com cabelos longos e franja, e os olhos azuis como um lago cristalino - Essa é Evelyn Brady, veio de Los Angeles. 

Evelyn olhou pela sala e levou os cabelos para trás das orelhas. Ela andou de cabeça baixa pela classe e se sentou na carteira ao lado de Erika. A patricinha logo a notou.

- Você! - Erika olhou Evelyn de cima a baixo. Ela usava um casaco azul-marinho por cima de uma blusa com estampas de flores, e uma saia preta que ia até os joelhos - Adorei seu visual. Você vai andar sempre comigo. 

- Er... Tá bem. 

Jonathan estava encantado por Evelyn. Ele a olhava de vez em quando, e sabia que ela também ficava olhando para ele. Ambos mal prestaram atenção naquela aula. 

No horário do almoço, Evelyn se sentou com Erika. O namorado de Erika, Blake, era capitão do time de basquete do colégio e o cara mais popular da escola. Eles já namoravam há alguns anos. 

- Oi, gata! - Blake chegou a mesa de Erika e os dois deram um beijo quente, que deixou Evelyn desconfortável - E a sua amiga?

- Essa é a Evie. Ela é nova. Evie, esse é o Blake, meu namorado e capitão do time de basquete - Erika sorria, os olhos verdes brilhando. 

Evelyn parecia muito tímida, mas ainda conseguiu fazer uma pergunta - Erika, quem é aquele que na mesa perto da saída?

Jonathan e Simon estavam sentados na mesa da saída. Erika não soube dizer, mas Blake sabia e a respondeu - Qual deles? O da direita é o Simon Hawkins, é um pateta. 

- O amigo dele - Falou Evelyn. 

- Ah. É o Jonathan Reed. O pai dele causou uma confusão e foi expulso da cidade pela polícia. Foi um grande escândalo - Falou Blake. Sua jaqueta colegial rubra e preta parecia deixar seus músculos muito maiores.

- Eu soube. Meu pai é o Xerife - Naquele momento, Erika quase se engasgou. 

- Como assim? Seu nome não é Brady?

- É o nome de solteira da minha mãe. Eu tive que me mudar pra cá depois que ela morreu, há algumas semanas atrás - Evelyn claramente não conseguia falar daquilo com facilidade. 

- Ah, Evie. Eu sinto muito - Erika colocou sua mão no ombro da garota - Saiba que eu vou ajudar você no que precisar. 

- Obrigada.

Depois da aula, Jonathan saiu às pressas do colégio. Ele encontrou o Xerife Vega na calçada, que parou em meio à sua corrida.

- Johnny. Como vai, filho? - Perguntou o Xerife. Seu chapéu pálido e distintivo dourado deixavam claro sua profissão.

- Estou bem, Xerife. Não se preocupe, não estou me metendo em problemas - Os dois começaram a rir.

Evelyn se aproximava quando percebeu Jonathan conversando com seu pai - Ah! Creio que já tenha conhecido a minha filha, Evelyn - O Xerife a chamou, e Jonathan se virou para olhá-la. Ele ficou tão surpreso quanto Erika - Ela se mudou há pouco tempo de Los Angeles. 

- É... Conheci sim - Jonathan não conseguia falar muito na presença de Evelyn - Bem, preciso ir agora. Até logo, Xerife.

Jonathan se afastou caminhando dos dois. Depois de uma quadra, ele olhou seu relógio e começou a correr novamente. Porém, começou a ficar cansado e voltou a caminhar. Foi quando seu telefone tocou.

- Oi, mãe. Como foi o turno? - Jonathan falava com sua mãe, Mary. Ela havia ficado a noite toda de plantão no Hospital e já havia chego em casa - É, estou indo ao consultório. Logo vou chegar lá - Algum tempo andando, Jonathan percebeu que estava sendo seguido - Mãe, daqui a pouco eu te ligo. 

Ele desligou o celular e continuou andando. Havia um homem atrás dele, de capuz e cabeça baixa. Conforme ele acelerava, o perseguidor também acelerava. Foi quando ele notou que mais dois homens se juntaram ao primeiro. 

Jonathan começou a suar frio. Com certeza eram assaltantes, provavelmente armados.  Ele se desviou e entrou em um beco, seguido pelos perseguidores. Quando dobrou, se encontrou com uma grade de aço, onde não era possível escalar. Ele estava encurralado.

- Aí, irmão! - O primeiro homem que o estava perseguindo chamou. Ele sacou uma faca do bolso do blusão e apontou para Jonathan - Passa tudo! 

Ele não teve escolha. Abriu a mochila e entregou sua carteira. O assaltante a entregou para um de seus parceiros. 

- Só tem uma identidade aqui. Não tem mais nada - Disse o parceiro. Ele jogou a carteira ao seu lado no chão. 

O chefe ergueu a faca a altura do pescoço de Jonathan - Eu mandei passar tudo! Celular agora!

Jonathan puxou seu celular do bolso e entregou. Depois disso, não havia mais nada para entregar. 

- Você tá me tirando? Tá querendo me fazer de retardado? - Reclamou o líder em relação ao celular de Jonathan. Era um celular antigo, onde se podia apenas fazer ligações e mandar SMS.

- Não... É tudo que eu tenho.

Os assaltantes começaram a se aproximar e Jonathan ficou contra a grade. O chefe avançou para lhe dar uma facada, mas quando a arma atravessou sua blusa e atingiu sua barriga, a lâmina se quebrou. 

- Ãã? - Disse o primeiro assaltante. Sua faca havia quebrado. Ele ficou com raiva, jogou o objeto no chão e tentou desferir um soco no rosto de Jonathan. Porém, quando sua mão atingiu a face do alvo, os ossos do pulso até o antebraço se quebraram - Aargh! Você quebrou meu braço, cara! Você é feito de quê?

Jonathan não sentiu nada da facada nem do soco. Ele socou seu "agressor" no rosto e ele saiu em alta velocidade, se chocando contra a parede de concreto no fim do beco. Ele caiu desmaiado no chão. Os outros assaltantes saíram correndo e deixaram tudo no chão. 

- O que tá acontecendo? - Jonathan estava confuso. Como era possível ele bater em um homem e mandá-lo mais de 5 metros de distância? Como ele levara uma facada e um soco no rosto sem sentir dor alguma? 

Aquilo tudo era um mistério. Algo incompreensível. Mas ele não tinha tempo. Apanhou sua carteira e seu celular do chão e voltou pelo caminho que havia feito. 



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