História Genesis, Interativa - Capítulo 2


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Palavras 2.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


título do capítulo retirado da música: freak nasty - megan thee stallion.

oi gente, como está o lindo domingo de vocês?
eu recebi duas fichinhas lindas e isto me deu força de vontade para terminar um teaser que eu tinha largado aqui no meu docs por preguiça, porém acabei me empolgando e essa encheção de linguiça acabou ficando com mais de 2k de palavras 😭😭 PORÉM se vocês quiserem saber mais do jihoon e da junghwa 'ta aí.
eu juro de pé junto que revisei essa caceta mais de 203909 vezes, mas eu sou míope e tenho astigmatismo, [email protected]##$

Capítulo 2 - 00. Teaser;; if he say he a dog, i'ma treat him like a pet.


 

Algum dia qualquer de novembro, 2009

— E essas são as propostas que eu pretendo implantar como nova diretora criativa — Junghwa sorria grande, a postura correta e o cheiro de quem era nova na indústria realmente se mostrava como sendo o traço mais refrescante da estagiaria novata e pretensiosa, mas, infelizmente não era o suficiente para agradar os velhotes barrigudos sentados na mesa larga à sua frente, que prendiam o riso debochado. —, hm… O que acharam senhores? — pigarreou. 

 

— É realmente interessante, secretária Choi — O homem arrastou a palavra “secretária”, como se zombasse do cargo inferior da mulher confiante na sua frente, era como se quisesse colocá-la no seu devido lugar, desdenhando de tudo o que Junghwa havia falado, mesmo que fosse entre uma conversa de olhares com os outros velhos carrancudos de terno e gravata reunidos ali. —, porém um grupo rotativo dividido em units? Isso nunca iria funcionar em uma indústria como o kpop. — Gargalhava grosso, provavelmente por conta do cigarro que sempre fumava e fazia o nariz da pobre Junghwa coçar. Mais do que nunca, a Choi desejou que os pulmões gastos do outro falhassem ali mesmo.

 

Logo a sala toda ria da ideia por tanto tempo pensada e planejada, fazendo com que a mulher se sentisse zombada, um simples bobo da corte na mão de homens barrigudos e com muito dinheiro. Era considerada apenas uma maldita piada para aqueles estúpidos.

 

— Eu não entendo porquê não funcionaria, grupos como AKB são um fenômeno e a indústria precisa de algo novo.

 

Junghwa sentia o tique nervoso lhe atacar o olho esquerdo, principalmente quando um dos velhotes estalou a língua no céu da boca, como se estivesse sendo obrigado a lidar com uma criança chata e reclamona. 

 

— Sabe minha linda, eu acho que você é apenas uma novata vivendo em um conto de fadas, alguém que pensa entender tudo da indústria — Junghwa apertou as unhas com força nas próprias mãos, um nó se formando em sua garganta. —, mas que na verdade só entende de servir cafézinho. — Aquela foi a gota d’água, e o balde transbordou quando a sala inteira se juntou em um coro de risadas que fizeram o estômago de Junghwa embrulhar.

 

— Pois eu acho que você deveria enfiar o cafézinho bem no meio do seu rabo! — A mulher se surpreendeu com as suas próprias palavras, cobrindo a boca, envergonhada, porém estranhamente livre e muito mais solta. Resolveu, ali mesmo, que não iria nunca mais deixar um ricaço barrigudo e fumante pisar em si, Junghwa iria fazer o que quisesse sem pensar nas consequências, pelo menos por hoje.

 

Nem pensou muito antes de jogar as planilhas feitas com tanto esforço na cara do chefão, se divertindo ao extremo ao ver todos exclamarem em descrença. 

 

— Eu me demito — Gritou, sem medo de ser considerada louca. —, espero que essa empresa alcance o fundo do poço e vocês lembrem bem da minha risada enquanto as ações despencam.

 

Agarrou a bolsa largada no chão, marchando em direção a saída com passos duros.

 

— Vocês ainda vão ouvir muito sobre Choi Junghwa.  

 

Talvez tenha sido ali que a sua amargura tremenda e total desgosto por homens tenha se iniciado, Junghwa não sabe, mas lembrar daquilo e pensar que a sua premonição do futuro daquela empresa medíocre estava certa, sempre deixa o seu humor nas alturas. Afinal, a empresa realmente faliu poucos anos após a demissão de Junghwa, algo envolvendo escândalos sobre drogas ou algo assim foi o nêmesis da companhia. Simplesmente música para os ouvidos da Choi.



 


 

10 de Janeiro de 2018, às 2:00pm

Virou outro copo do whisky velho que havia roubado da estante de Seungmin, torcendo o nariz para a mais que bem-vinda queimação em sua garganta. Junghwa estava prestes a morrer de tanta dor em sua cabeça, ainda tinha que agendar um novo dia para a seleção de trainees, já que aquele maldito do Kim havia simplesmente surtado da cabeça e resolvido sumir, viajando para o Havaí com a família sem ao menos contatar algum dos funcionários da empresa, deixando a empresa à mercê sem um CEO.

 

Junghwa jura que tenta sempre entender o que se passa na cabeça de Kim Seungmin, mas ultimamente estava impossível, e olha que convivia com aquele homem desde o ensino médio.

 

— Bebendo durante o expediente de novo, sunbaenim? 

 

— Cuida da sua vida, Minah. — Ameaçou de encher o copo novamente, mas foi parada pela mãozinha irritante de sua nova secretária. 

 

— Seungmin-nim quer falar com você, ele está na primeira linha. — Minah direcionou o seu olhar para o telefone em cima da mesa com uma estranha expressão de preocupação no rostinho delicado, prendendo os lábios entredentes antes de falar. —, ele parece meio fora de si.

 

Junghwa apenas acenou com a cabeça e pediu licença, Minah entendendo sem precisar do uso de palavras que a mais velha gostaria de ter uma conversa particular com o outro. A Lim se curvou rapidamente, antes de bater a porta com cautela. 

 

A mulher de cabelos curtos respirou fundo, meio que se preparando para o pior, pois nunca sabia o que se esperar vindo do mais velho. Bagunçou os fios da nuca, antes de finalmente pegar o telefone em mãos e pressionar o botão para atender a ligação da linha 1.

 

— Seungmin-ie, como vai a viagem? 

 

— Junghwa, eu vou fechar a empresa.

 

— O que?! — Junghwa se encontrava completamente sem palavras, tudo parecendo ter se entalado em sua garganta. Ela sabia que o outro não se encontrava no melhor estado de sua mente, mas não a ponto de cometer uma loucura impensada daquela.

 

— Eu já decidi, não aguento mais nenhum segundo nessa indústria imunda. — O outro gargalhava exageradamente do outro lado, deixando claro que havia bebido alguns copos antes de apertar o botão de ligar para Junghwa no seu celular.

 

— Você bebeu quantas, Seungmin? Vai tomar um banho gelado e para de falar merda. — A mulher já estava impaciente, massageando as têmporas enquanto refletia se valia a pena pegar um vôo para o Havaí só para acertar uns bons tabefes na cara do Kim.

 

— Eu estou sendo seríssimo aqui, Choi! — Mesmo estando através do telefone, Junghwa não tinha dúvidas que Seungmin estava fazendo aquela expressão de cachorro sem dono que a deixava enojada. — Eu vou passar a empresa para o seu nome. — Disse após uma longa pausa, parecia estar se servindo de mais bebida, por conta dos barulhos de vidro batendo que Junghwa ouviu.

 

— Hm… É mesmo é? — Junghwa já nem levava mais nada do que o homem falava naquela ligação à sério, decidindo apenas se divertir com as frases absurdas que saíam da boca alheia.

 

— Sim, mas só se você criar um boygroup perfeito — Falava arrastado, demorando mais de segundos para completar uma palavra inteira. —, que vai alcançar primeiro na Billboard e todas essas merdas.

 

Dessa vez foi impossível de conter a risada que lhe escapou, Junghwa tendo que se apoiar na mesa à sua frente para não cair no chão de tanto rir. — Claro, claro.

 

— Dá p’ra você me levar à sério, bruxa? — Uau, fazia muito tempo que não era chamada daquele jeito pelo mais velho, por isso apenas sorriu.

 

— Ok, Seungmin-ie é melhor você ir logo dormir. — Falava como uma mãe tentando convencer o filho malcriado a lhe obedecer, só faltava falar cada frase com entonação infantilizada.

 

— Minha oferta não vai estar de pé para sempre. — Seungmin parecia ter se aborrecido, já que desligou a ligação na sua cara.

 

A mulher apenas revirou os olhos.

 

Demoraria um pouco mais até ela perceber que Seungmin nunca esteve a brincar quando lhe sugeriu aquilo.



 

 

24 de Fevereiro de 2017, às 7:00am

— Jihoon! Jihoon!

 

Gritava uma platéia ensandecida, após mais uma apresentação da sensação, estrela nacional, Shin Jihoon.

 

O garoto sentia o suor escorrer por sua têmpora, os músculos queimavam por conta da adrenalina pura que corria por suas veias. Jihoon se sentia vivo ali, em meio aos holofotes, como se finalmente tivesse encontrado o seu lugar no mundo, após tanto ser chutado de um lado para outro pela sociedade, por aqueles que confiava e até mesmo por sua própria família. Não queria deixar aquela adrenalina e a serotonina em seu corpo escaparem de si nunca.

 

— Jihoon! Jihoon! — Dessa vez os gritos pareceram até mesmo mais altos, o que fez Jihoon lançar beijos e se curvar diversas vezes em frente a plateia. 

 

— Jihoon! Jihoon, seu vagabundo! — Que plateia agressiva. Para piorar a situação, os gritos vieram junto de algo duro lhe acertando bem na testa, o que fez Jihoon gemer de dor e acordar assustado, caindo da cama em direção ao chão em um baque surdo, tinha certeza que havia perdido três de seus neurônios naquela queda.

 

Infelizmente, havia tudo sido um estúpido sonho.

 

Agora era a hora de encarar o seu pesadelo pessoal, que se resumia basicamente em sua tia gritando a todo o maldito segundo em seu ouvido e o fazendo xingar todos os deuses possíveis por tê-lo obrigado a vir ao mundo. 

 

Ah, ele morava com a tia, seus pais o deixaram quando ainda era pequeno. Algo sobre viver a juventude perdida, Jihoon só sabe que os dois pegaram o primeiro vôo para Los Angeles e nunca mais voltaram nem para dizer um “oi”. Apesar de tudo, Jihoon não os culpa, provavelmente faria o mesmo, nunca teve muito jeito com crianças mesmo... Pelo menos é assim que tenta se convencer, desse jeito a dor parece diminuir um pouco.

 

— Seu maldito, acha que depois de largar a escola vai ficar vagabundeando aqui em casa? — E lá vamos nós para mais um discurso que dura mais ou menos umas treze horas sem interrupções. — Cadê o emprego? E a faculdade? Jesus, eu acho que joguei pedra na cruz, só pode.

 

O Shin apenas esperou a mulher virar de costas para revirar os olhos, bagunçando os cabelos, tentava descontar sua frustração consigo mesmo em qualquer coisa. Se espreguiçou de qualquer jeito, indo até o banheiro e bufando de raiva ao ver a porta trancada.

 

— Jung Gijoon, sai daí de dentro logo, moleque desgraçado, pulguento! — Batia na porta repetidas vezes, acordar de mau humor já era algo rotineiro de sua vida, basicamente.

 

Após longos minutos, onde ele já se encontrava prestes a derrubar a maldita daquela porta, finalmente uma figurinha saiu dali.

 

— Era eu que ‘tava usando o banheiro, oppa. — Olhou para baixo, vendo uma figura minúscula lhe encarando com um sorriso desdentado na cara. 

 

Pegou a menininha em seu braços, girando-a no ar e deixando um beijo molhado na bochecha gorda de Yeseo, que fez uma falsa expressão de nojo, soltando um de seus gritinhos característicos.

 

— A minha princesa pode usar o banheiro por quanto tempo ela quiser.

 

Deixou a garota no chão, após a própria reclamar que estava atrasada para a escola. Pode-se dizer que o seu dia ficou 10% menos merda com a ajuda de sua prima mais nova, mas é como sempre dizem; felicidade de homens bonitos dura pouco e foi com uma simples frase que sua tia estragou tudo.

 

— Você vai ajudar o seu tio na oficina hoje. 


 


 

Não tinha nada no mundo que odiava mais do que trabalhar naquela maldita oficina, todo mundo sabia que suas mãos haviam sido feitas apenas para o amor e para as artes, além do que; ele não tinha a menor habilidade com um macaco, então o Shin apenas ficava lá, passando cera naqueles carrões das dondocas que ele não entendia porque iam até aquela parte de Busan para consertar o carro.

 

Pelo menos o seu tio pegava mais leve consigo do que aquela mulher doida que ele chamava de esposa, também era muito fácil escapar de fininho do mais velho durante o horário do almoço, o mais velho dificilmente notando a sua ausência. E foi aquilo que aprontou naquela tarde, tirando aquele macacão encardido e se enfiando na sua jaqueta jeans.

 

Já se passava das 6:00 da tarde quando escorregou por entre os portões da oficina, caminhando até a esquina que sabia estar presente algum de seus amigos. 

 

— Ora, ora, se não é nosso amado Don Juan. 

 

— Em carne e osso. — Deu uma voltinha, fazendo uma curta reverência que arrancou risada das outras pessoas presentes ali. — Quais são os planos para hoje?

 

— A gente vai p’ra Seul, abriu um clube novo em Itaewon.

 

Jihoon respondeu com um curto “‘tô dentro”, enquanto roubava a cerveja de uma das garotas presentes ali, a qual apenas lhe enfiou o dedo médio no meio da cara, tentando fugir das mãos daquele ladrãozinho sem vergonha.



 



 

— Aqui ‘tá chato, eu acho que vou andar por aí. — Gritou no ouvido de um dos colegas, que apenas fez sinal positivo com o polegar, antes de voltar a sua concentração ao que estava fazendo, coisa da qual Jihoon não tinha a mínima curiosidade em saber o que era.

 

Saiu do clube meio sem rumo, a brisa fria da noite fez seu corpo tremer e as mãos irem parar nos bolsos de sua jaqueta. Não havia bebido nada desde a sua chegada ali e, pra falar a verdade, nem sentia vontade, estava com a cabeça nublada de pensamentos demais e sentia que a bebida apenas serviria para embaralhá-los de um jeito pior do que já estavam.

 

Jihoon estava concentrado demais em chutar as pedrinhas no seu caminho, sendo apenas interrompido por um tumulto gigante de pessoas tentando entrar em clube em particular, parecia estar acontecendo algo muito impressionante lá dentro para tanta baderna. E Jihoon nunca foi alguém de fugir da onde a festa estava, então logo tratou de se infiltrar ali no meio, sendo uma tarefa fácil driblar o segurança fortão.

 

Segundo os gritos de algumas pessoas por sobre a música alta que soava ali, iria acontecer algo relacionado a dança e todo mundo queria ver esse tal grupo, Donguris. Na opinião do Shin aquele era o nome mais ridículo do mundo, mas quem era ele para julgar alguém, não é mesmo. Apesar do nome, eles pareciam ser o melhor da região já que todos os antecipavam daquele jeito.

 

Quando as luzes se apagaram e a fumaça subiu, Jihoon foi ágil como um gato ao se esquivar até a parte da frente da multidão, conseguindo ter uma melhor visão do palco à sua frente. Os garotos subiram em cima do palco e logo a gritaria rolava solta, então aqueles eram os famigerados Donguris, que conhecia a poucos segundos, mas já nutria tantas expectativas sobre.

 

É fácil de afirmar que essas expectativas foram todas atendidas assim que a música começou a tocar, os garotos eram demais. Seus movimentos continham fluidez e eram extremamente afiados, e olha que era muito difícil impressionar Jihoon quanto a dança, sendo o garoto perfeccionista ao extremo. Porém, ele simplesmente não conseguia tirar a sua atenção das formações, saltos, coreografia e poucas acrobacias que se desenvolveram ao longo da rotina. Além da escolha dos remixes das músicas, que pareciam muito bem pensados e se adequavam perfeitamente a cada encaixe dos movimentos, além de sempre ser capaz de deixar a platéia entretida. Era impressionante, principalmente levando em conta que muitos  dos membros ali pareciam bem novos.

 

Nem ao menos viu o tempo passar, foram os dez minutos de apresentação mais rápidos de sua vida e quase quis vaiar junto com a multidão quando os garotos saíram do palco. Se pudesse descrever toda aquela coreografia em uma única palavra seria; marcante, ele com certeza não esqueceria facilmente do que viu em cima daquele palco.

 

E com certeza guardaria aquele nome ridículo; Donguris, em sua mente.

 


Notas Finais


infos da fic: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/put-ya-cape-on-you-a-super-h0e-17578171
prazo de entrega das fichas: 01/11

SIM O JIHOON SE INSPIROU NOS DONGURIS PRA CRIAR OS GUMIHOS!!!!! mesmo que ele nunca admita ele lamberia o sapatinho de todos os integrantes dos donguri,,, eh vdd.
obrigada pelo apoio e digitem #forçasguerreira para salvar uma ku9nlin ferrada na escola.


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