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História Get Out - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Family Meeting


Fanfic / Fanfiction Get Out - Capítulo 4 - Family Meeting

Era sábado de manhã quando o sol bateu no meu rosto e eu abri os olhos preguiçosamente, logo em seguida me veio na mente a noite anterior e eu sorri sozinha. Eu acho que já estava ficando apaixonada... aquele sorriso, aquele beijo. Sem falar que agora eu não era mais uma desempregada, ele me dera um emprego, mas e se nós não dessemos certo? Eu teria que trabalhar pra ele e vê-lo todos os dias? Pensando por esse lado, não era tão bom assim. Mas eu tinha que pensar positivo, afinal ainda estávamos nos conhecendo.

Me arrastei até o banheiro e tomei um longo e demorado banho. Logo que saí, o telefone começou a tocar:

- Oi mãe.

- Não esqueceu do nosso almoço em família, esqueceu?

- Não, é claro que não - falei olhando para o relógio e vendo que já se passava das dez da manhã.

- Então venha logo, achei que fosse me ajudar com tudo. A não ser que esteja muito ocupada.

- Eu já estou indo, mãe.

Com isso, eu desliguei o telefone e fui me trocar. Talvez um shorts jeans simples, uma camiseta e um par de sandálias, era verão e não tinha porque me arrumar pra ir num almoço em família. Penteei os cabelos molhados e passei um batom qualquer. Meu celular vibrou novamente, dessa vez era James perguntando o que eu iria fazer hoje. Será que ele queria um segundo encontro? Tão rápido assim? Eu não respondi, apenas joguei o celular dentro da bolsa e saí para pegar um ônibus.

Quando cheguei na casa dos meus pais, estava tudo igual, a pintura amarela, os móveis de lojas de antiguidade, os papéis de parede floridos, exatamente como eu me lembrava há um mês atrás.

- Ana, até que enfim - disse minha mãe me pegando pelo braço - preciso que venha preparar as bebidas.

- Mas e a comida? Já está tudo pronto?

- Não, seu pai resolveu fazer churrasco.

- Mas eu vim o mais rápido que pude.

- Você demorou demais.

Minha mãe era um pouco mais baixa do que eu, corpulenta e não parava um só minuto quando tinha visita em casa. Pela janela que dava para o quintal, eu percebi que a visita não era só eu. Havia várias pessoas lá fora, bebendo, conversando, pessoas velhas da família, parentes em geral, mas um deles era meu amigo de infância.

- O Max veio? - indaguei agora mais animada.

- Bem, ele voltou essa semana de Nova York, eu encontrei com a mãe dele e resolvi chamá-los para o almoço.

- Eu vou lá falar com ele.

Max era alto, cabelos castanho escuro, olhos amendoados e tinha um dom para fazer piadas tanto quanto eu. Quando me viu, disse:

- Ana? 

Nós nos abraçamos demoradamente.

- Você está...

- Baixinha como sempre? - brinquei.

- Não, que isso, você mudou bastante, quero dizer, não nos vemos desde o colegial.

- Isso é verdade, mas eu não mudei muito, só platinei o cabelo.

- Não, você também tirou o aparelho.

- Ah, nem me lembre! Eu odiava usar aparelho.

Nós dois rimos e sentamos em uma das cadeiras do quintal.

- E então o que anda fazendo aqui em Chicago? 

- Eu trabalho em... quero dizer, trabalhava como secretária em um prédio comercial, mas fui demitida e, graças a alguns contatos já consegui um novo trabalho.

- Nossa, que ótimo! 

- E você está fazendo o que em Nova York?

- Eu estava trabalhando em uma companhia grande, terminei a faculdade de finanças por lá, mas senti falta de Chicago.

- Então isso quer dizer que vai ficar? - falei abrindo um sorriso.

- Talvez, eu ainda não sei. Por quê? Você gostaria?

- Talvez, eu não sei - copiei-o rindo logo em seguida.

Algo nele, depois desses anos, havia mudado, ele parecia mais maduro, mais sério, mais atraente, não sei porque, mas parecia.

- Bem, eu preciso voltar pra cozinha e preparar as bebidas senão minha mãe vai me matar!

Ele sorriu assentindo.

Ao chegar lá, minhas primas já estavam ajudando-a e eu aproveitei para pegar o celular e responder James, o qual eu havia esquecido completamente. Havia várias mensagens não lidas e duas ligações perdidas:

 

“Ana?”

“Não vai me responder?”

“Está ocupada?”

“Me dê um sinal de vida”

“Oi?”

“???”

“Tudo bem, quando não estiver mais ocupada me retorne”

 

Eu fui até o lado de fora e liguei para ele.

- Oi? 

- Finalmente! Eu te mandei mensagem faz uma hora, por quê não me respondeu? - disse ele impaciente.

- Desculpe, eu vi sua mensagem, mas não tive tempo de responder, estou em um churrasco da minha família, minha mãe insistiu que eu viesse logo. A culpa foi minha, eu acordei tarde e atrasada.

- Você poderia ter avisado.

- Eu disse que não tive tempo.

- Tá, tudo bem. Eu fiquei preocupado.

- Você está agindo como se fosse meu namorado - falei revirando os olhos.

- Eu poderia ser, não poderia?

- Mas não é, James.

- Ok, te vejo segunda então.

Ele desligou sem dizer mais nada. Estranhei essa atitude um tanto quanto inusitada, mas deixei pra lá e voltei para a festa. 

 

Passei as horas seguintes conversando com minhas primas, e elas pareciam estar bem, fazendo faculdade a qual os pais pagavam, moravam com eles. Resumindo, não tinham as preocupações que eu tinha. Meus pais, em contrapartida, sempre tiveram problemas financeiros com o banco, então nunca puderam pagar a minha faculdade. Meu irmão mais velho conseguiu uma bolsa e foi estudar em Boston, e pelo jeito deu tudo certo, já que nunca mais voltou. Quanto a mim, saí de casa com o salário pequeno que tinha e tive que me virar se quisesse provar alguma coisa. 

- Então você está... sei lá, namorando, casada? - indagou Max sentado ao meu lado no sofá.

- Não, quero dizer, estou conhecendo alguém, mas não é nada sério, quero dizer, não sei se vai dar certo ou não.

- Ah entendi.

- E você?

- Bem, eu namorei por um tempo, você deve ter visto no Facebook...

- Ah eu acho que sim, era uma moça de cabelos loiros, não era?

- Sim, a Jane, ela era de família rica, sabe? Desde o começo os pais dela não gostaram de mim, e ela obediente como era, não demorou muito pra terminar tudo.

- Mas vocês namoraram por um bom tempo, não foi?

- Dois anos.

- Eu sinto muito.

- Já faz algum tempo, então não me importo mais.

Nós conversamos por mais algum tempo e então fui ajudar minha mãe com os pratos na cozinha.

- O Max cresceu, não é mesmo? - disse ela.

- Sim.

- Eu acho ele um bom partido pra você.

- Pare com isso, mãe. Eu já tenho idade pra escolher meus pretendentes.

- Eu sei, mas se demorar muito vai ficar pra titia - falou ela caçoando.

Eu revirei os olhos e continuei meu serviço.



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