História Getaway Car - Capítulo 3


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Categorias Bill Skarsgård, Taylor Swift
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Bill Skarsgård, Carro De Fuga, Fuga, Getaway Car, Kate Jones, Ladrões, Romance, Roubos, Taylor Swift, Trevor Walsh
Visualizações 48
Palavras 2.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente.
Como prometido, aqui está o capítulo. Leiam as notas finais, tenho uma surpresa para vocês!

Boa leitura!

Capítulo 3 - Contagem Regressiva


Fanfic / Fanfiction Getaway Car - Capítulo 3 - Contagem Regressiva

2007, Colorado

Kate teve poucas horas de sono naquela noite, e na noite seguinte sequer conseguiu dormir. A cada segundo, o prazo para pagar sua dívida ficava mais curto. O valor que devia a Michael quase alcançava sua parte da fortuna que conquistou com Trevor, essa muito bem guardada num galpão alugado no outro lado de Denver, e usar desse dinheiro para solucionar seu atual problema apenas faria com que acabasse criando mais um, pois ficaria com uma quantia demasiadamente pequena e demoraria um bom tempo para conseguir se reerguer. Isso, é claro, se conseguisse pagar a dívida e logo em seguida fugir do ex-amante, o que até então, sem uma boa estratégia em mente, não seria tão fácil.

Pensou diversas vezes em contar sobre a situação em que se encontrava para Trevor, no entanto teve medo de envolvê-lo ainda mais naquela confusão. De certa forma ele já fazia parte de tudo, afinal, possuir o ódio de Buckle era tão perigoso quanto ter o cano de uma arma apontada em direção a sua testa. Mas Walsh poderia facilmente fugir e sair de vez do alvo de Michael, só precisava se manter distante daquilo tudo. Distante da nova Blue CK, distante do Kansas e do Colorado, distante dos Estados Unidos. Para zelar sua segurança, precisava ir à Europa, com ou sem Jones.

No dia após o roubo, terça-feira, os ladrões se ocuparam contando a quantia que conseguiram e se surpreenderam ao arrecadar o total de cento e trinta mil dólares. Com tal tarefa, a loira conseguiu esconder um pouco o quão preocupada estava, porém, ao contrário do que imaginava, Trevor também era um observador. Foi perceptível que havia algo de errado, e o rapaz apenas não se pronunciou sobre sua estranheza porque não estava certo de suas suspeitas. Em um ano, sua parceira nunca foi tão quieta, tão calada. Walsh refletiu profundamente sobre o assunto quando permaneceu sozinho e, se aquele modo de agir de Kate se tornasse contínuo, não ficaria mais recluso sem buscar uma explicação.

Quando despertou na manhã de quarta-feira, entretanto, Kate sabia que não conseguiria disfarçar sua frustração tão bem quanto antes. Após tomar um banho demorado no banheiro precário da suíte em que permaneceu e se vestir com um par de roupas simples, pegou do fundo de sua bolsa a browning que possuía e a encarou com dúvida. Usava a arma para roubos, sempre descarregada para não acabar causando alguma tragédia, mas via necessidade em carregá-la com intenção de realmente atirar caso necessário depois do encontro que teve com Benjamin Ohio. Não se sentia mais segura andando pelas ruas sozinha ou acompanhada, de carro ou a pé. Precisava de uma proteção, e aquele utensílio lhe traria isso. Tendo em mente tal pensamento, abriu a caixa de balas que conseguira junto com a arma e a carregou, colocando-a ao fim das costas, na barra dos jeans. Em seguida, deixou um bilhete debaixo da porta do quarto de Trevor avisando que traria o café da manhã, pegou um pouco de dinheiro, vestiu sua jaqueta de couro e saiu do hotel.

Percorria o caminho até a cafeteria mais próxima com o olhar para frente e sobre os ombros, certificando-se de que ninguém a seguia. Aproveitou para respirar fundo, relaxar os ombros pesados e libertar as pernas tensas. Quando o medo a preenchia graças a um olhar estranho ou um esbarrão, lembrava-se da arma na barra de sua calça, sentia seu cano frio e voltava a se tranquilizar.

Antes de alcançar seu destino, Kate passou por um banco. Seus olhos percorreram toda a estrutura exterior do estabelecimento antes que suas pálpebras se fechassem pela segunda vez. Notou o mecanismo que controlava as portas de vidro, as duas câmeras de segurança internas no teto, o segurança parado como uma estátua após a entrada, as filas visíveis e o máximo que pôde da movimentação. Continuou a caminhar com os passos já disrítmicos, controlando-se para não sacar a browning, render o segurança juntamente com os clientes e funcionários e gritar para o gerente encher uma bolsa qualquer com dinheiro.

Suspirou.

Levando em conta a situação em que se encontrava, assaltar aquele banco daquele modo ou de qualquer outro não parecia ser uma ideia tão ruim assim. Mas balançou a cabeça em negação, concluindo que um roubo sem planejamento era um roubo sustentado unicamente pela sorte, e a sorte não costumava pairar com certa frequência sobre Kate. As chances de tudo dar errado eram três vezes maiores que as chances de haver sucesso. Jones não gostava de se arriscar.

Logo em seguida, deparou-se com um bar. As portas não estavam abertas e não havia ninguém do lado de dentro; eram sete da manhã, o estabelecimento com certeza estava fechado. O desapontamento no rosto da moça foi notável para qualquer um que passasse por ela. Ao mesmo tempo que se sentiu decepcionada pelo fato de não poder entrar no local e afogar todos os problemas no álcool, Kate ficou grata pelo mesmo motivo, porque, impedida de fazer aquilo, não ficaria bêbada e a possibilidade de fazer uma enorme burrada era quase nula.

A loira soltou um ar pesado dos pulmões, prosseguindo com sua caminhada até encontrar uma cafeteria a quinze metros do bar. Era simples, pequena. Sem muitas características marcantes e chamativas, ainda assim, o lugar fornecia um ar aconchegante. Kate o adentrou sem pensar duas vezes, encaixou-se numa fila para fazer seu pedido e aproveitou o tempo de espera para observar os detalhes internos, já que a parte exterior não proporcionava uma análise tão boa.

Mesas e cadeiras de madeira envernizada a parte, pessoas eram mais interessantes para Jones. Começou pelo casal ao fundo do terreno retangular, e terminou no senhor idoso que lia um jornal próximo à saída. Clichê, ela pensou e revirou os olhos. Procurou por uma aventura no semblante de cada um presente, mas nada achou além de sono, cansaço e comodidade. Em bancos há pessoas mais ativas, em boates há pessoas mais emocionantes, e tremeu, sentindo o estômago embrulhar e um frio subir por seus ossos ao se lembrar da doce Blue CK. Vomitaria se não fosse pelo cheiro reconfortante de café que invadia o local.

Esperou por mais alguns minutos na fila até que enfim foi atendida. Pediu dois expressos com creme e pagou. Em instantes, teve os copos sobre uma bandeja de papel em mãos.

Indo embora, cruzou novamente o caminho do idoso ao lado da saída e seus olhos pousaram descontraidamente em seu jornal. Na primeira página, estava divulgado numa enorme manchete o roubo feito por Kate e Trevor há dois dias. Abaixo dela, um período lhe chamou atenção:

“Sem pistas ou suspeitos, a polícia está à procura do carro de fuga usado pelo ladrão e seu cúmplice.”

Sentiu-se aliviada e, ao mesmo tempo, tensa. Naquele dia, estava vivendo um paradoxo de sentimentos e emoções. O alívio a preencheu porque a primeira coisa que havia feito, depois de muito tempo dirigindo, fora trocar de veículo. A tensão a atingiu porque, por outro lado, se o carro antigo fosse encontrado, seria demasiadamente fácil encontrar o atual. Concluiu que precisava de outro automóvel, somente como uma garantia.

A moça saiu às pressas da cafeteria. Não corria, mas seus passos eram rápidos e largos. Agora duas coisas preenchiam sua mente, a polícia e seu ex-namorado. Estava completamente desorientada.

Refez o caminho com mais precisão, focando em seu destino e tentando não ter sua atenção atraída por outro estabelecimento das calçadas. Apenas desviava, vez ou outra, o olhar desconfiado para pessoas que transmitiam uma má impressão. Odiava se deixar levar por conceitos pré-formulados, mas, naquele momento, seus instintos eram necessários.

Alcançou a rua do hotel são e salva. Quando pensou que poderia respirar fundo, contudo, Kate se deparou com o mesmo carro preto que vira pelo retrovisor há dois dias, durante sua fuga do banco. Por impulso, arrastou-se para atrás de um prédio, observando com cautela o veículo. Um homem com a silhueta absurdamente semelhante com a de Ben Ohio o adentrou logo após deixar o hotel que a ladra estava frequentando. Assim que o carro foi acelerado e virou a primeira curva, a loira fechou os olhos e inspirou uma quantidade significativa de ar, podendo expirar pesadamente. Seu coração pulsava com tanta força que seu peito doía, mas juntou todo o seu medo e engoliu fundo, reerguendo sua confiança e correndo em direção a entrada do hotel.

Depois de passar pelo escritório, encaminhou-se para o último quarto, no qual estava hospedada. Previsivelmente, a porta estava aberta. Suas mãos começaram a tremer, e a bandeja com café a balançar minimamente. Catou um copo com a mão livre, levou aos lábios e saboreou o líquido quente. Não era algo forte como whisky, mas serviu como um estímulo para ganhar coragem.

Entrou no quarto com cautela, com medo do que poderia encontrar. Seus olhos exploraram o cômodo totalmente bagunçado, muito diferente de como o havia deixado. De início, percebeu que uma das cortinas da janela estava caída, o abajur da cômoda estava quebrado sobre o carpete e o quadro que enfeitava a sem graça parede cor creme fora amassado. Quando passou a suspeitar de possíveis sinais de uma luta corpo a corpo, Kate se deparou com a peça final daquele quebra-cabeças: Trevor Walsh desmaiado em sua cama.

— Trevor! — gritou e correu até o rapaz, deixando a bandeja com os cafés em cima da cômoda no meio do caminho.

A loira se posicionou em frente ao colchão e analisou brevemente o rosto de Walsh; havia uma enorme mancha vermelha ao redor do olho esquerdo e um corte logo abaixo dele, sob o osso que marcava sua maçã, assim como o corte em seu lábio. Kate levou as mãos aos ombros do rapaz, sacudindo-os e tentando acordá-lo. Sem resposta, pousou dois dedos no pescoço do parceiro, procurando por sua artéria e podendo suspirar de alívio ao senti-la pulsar.

Afastou-se da cama e se direcionou até a pequena mesa de madeira que havia no quarto, agarrando um dos dois copos de vidro que estavam sobre ela. Foi até o banheiro da suíte, encheu o recipiente com água e voltou para sua posição anterior, jogando o líquido gélido contra o rosto ferido do parceiro. A resposta que teve foi instantânea. Trevor se ergueu e balançou a cabeça, arregalando logo em seguida os olhos e levando as mãos até o rosto molhado. Com o ato, as feridas em seus dedos também ficaram visíveis.

— Que merda! — ele grunhiu, movido pelo susto e pela dor.

— O que aconteceu aqui? — Kate ignorou o protesto do rapaz e perguntou, mesmo já tendo uma ideia completa de qual seria a resposta. Ainda que com um tom severo, sua preocupação era perceptível, e Walsh abriu um sorriso de lado ao notá-la, mas o escondeu logo em seguida.

— Não precisa se exaltar — ele disse, enquanto levava as mãos aos bolsos, em busca de cigarros. Suspirou ao não encontrar ao menos um. — Deveria ter visto o rosto do outro cara. Até choraria.

Kate revirou os olhos e, quando estava prestes a surtar, Trevor deixou as brincadeiras de lado.

— Achei seu bilhete e vim para juntar o dinheiro para levarmos ao galpão mais tarde, como sempre fazemos dois dias depois dos roubos — começou. — Quando havia acabado e estava saindo, Ben Ohio, o cachorrinho do seu ex, apareceu pela porta. Ele perguntou por você e, quando eu falei que você não estava, ele pediu para que eu lhe desse um recado. No instante seguinte, ele me socou. Brigamos um pouco, até que ganhei uma chave de braço e perdi a consciência.

Jones abaixou o olhar, lamentando. A verdade é que não conseguia sequer encarar o parceiro sem se corroer vendo seus machucados, porque o que acontecera fora exclusivamente sua culpa. Queria Trevor a salvo, longe de tudo aquilo, e o que teve foi Trevor ferido e mais envolvido do que nunca na situação.

— Eu sinto muito...

— Kat — ele a chamou carinhosamente pelo apelido que havia a dado, levando uma das mãos até o queixo da ladra e erguendo seu rosto com o indicador dobrado —, o que está acontecendo?

A loira suspirou.

— Benjamin está tentando me amedrontar — expediu sua conclusão. — Ele me encontrou na segunda-feira, naquela lanchonete.

— Eu não o vi.

— Talvez estivesse distraído — ela supôs, e estava certa. A mente de Trevor estava bastante ocupada naquele momento, pensando em como seria seu futuro ao lado de sua parceira caso realmente fossem à Europa.

— E o que ele disse?

Assim, Kate se sentou na beirada do colchão e se permitiu contar tudo que acontecera no corredor daquele estabelecimento. Falou sobre sua dívida, sobre a ameaça e sobre a nova Blue CK, tudo que queria omitir para Walsh. Ele, por sua vez, foi um bom ouvinte, permanecendo calado durante todo o relato, dando toda a sua atenção à moça e tentando, ao mesmo tempo, formular uma solução para aquela confusão. Quando Jones terminou e mostrou as marcas roxas dos dedos de Ben Ohio próximas a sua nuca, no entanto, a única coisa que seu parceiro conseguiu dizer foi:

— E planejava esconder tudo isso de mim?

— Eu não queria te envolver ainda mais, queria que fizesse sua viagem e ficasse o mais longe possível de Michael e sua turminha.

Trevor se magoou por ter sido poupado do assunto, pois a confiança que nasceu entre ele e Kate durante o ano que conviveram juntos parecia ser forte o suficiente para cobrir tal assunto, mas compreendeu os motivos de Jones, e esses o fizeram criar uma pequena esperança em relação ao sentimentos dela por ele estarem se intensificando.

— Não há como eu sair da jogada, Kat — disse. — Eu fiz parte da sua fuga. Para Michael, eu te roubei dele.

— Eu fugiria em algum momento… com ou sem a sua ajuda.

— Não tenho dúvidas disso — Trevor foi compreensivo, pois a conhecia bem o suficiente para saber que ela não aguentaria a vida ao lado do ex-namorado por muito tempo. — Mas foi necessário apenas três meses de convivência com Michael para saber o que ele achava de você. Ele te via como uma boneca, não acreditava que conseguiria se virar sozinha.

A loira não se pronunciou, apenas assentiu, concordando com o parceiro porque sabia que o que ele dissera era verdade. Mesmo depois de um ano, entretanto, não conseguia aceitar que fora contra tudo que acreditava em relação ao poder feminino ao se manter num relacionamento tóxico e abusivo com Buckle, sendo rebaixada todos os dias, de maneira indireta, pelo próprio namorado.

Assim, o silêncio se estendeu por mais do que o esperado e tomou total conta do ambiente.

Enquanto isso, Walsh aproveitou para revisar tudo que sua parceira havia contado e enfim chegou numa conclusão.

— Pelo visto, vamos ter que planejar um roubo e uma fuga em menos de três dias — o ladrão murmurou, encostando-se na cabeceira da cama. — Já posso sentir a adrenalina.

Jones abriu um sorriso tristonho, sabendo que Trevor entenderia sua causa e a ajudaria no que precisasse. Estava grata, porém agoniada com a possibilidade do rapaz se ferir mais.

— Mas antes eu preciso dar um jeito nisso — ela falou, apontando para o rosto do rapaz. Em seguida, levantou-se e rumou em direção à porta do quarto. — Vou ver se a administração daqui tem um kit de primeiros socorros.

— Pergunte também se eles possuem uma fantasia de enfermeira — ele sugeriu, quebrando completamente a tensão dentro do cômodo. — Sabe, para ajudar na minha cura.

Kate riu e negou com a cabeça, deixando a suíte com um pouco mais de tranquilidade em seu corpo preenchido por tensão. Graças à brincadeira de Walsh, ela pôde de fato respirar, porque sabia que, ao menos naquele momento, havia paz. Ao menos naquele momento estava tudo bem.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Como a grande baba ovo que sou de GC, eu decidi fazer uma edit em homenagem ao meu casalzão Trevor e Kate. Já que a história foca bastante na Kate, resolvi mostrar um pouco do ponto de vista do Trevor em relação aos sentimentos dele. Link: https://www.youtube.com/watch?v=nW28BNkt3ZA
Não se esqueçam de deixar suas opiniões.

Beijos,
Anna.


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