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História Gettin' closer - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


EAEEE GALERA!
estamos em tempos difíceis e espero que todos estejam se cuidando muito bem e cuidando do próximo, e que tudo possa ficar bem, vamos nos cuidar.
entaoooo
mais um cap e........eu senti vontade de escrever depois de muito tempo, com todas as coisas que estão acontecendo eu meio que fiquei muito triste pra escrever, mas consegui e aqui está e só digo que: os sentimentos são confusos demais...
VAMO LER!!!

Capítulo 11 - Close to you


                    Como sei que os planos que fazemos em nossas cabeças nunca dão certo, ou nunca se encaminham do jeito que queremos. É um grande paradoxo de a vida querer nos fazer mudar de direção, ou irmos a defronte a algo que dissemos que nunca iriamos fazer. É engraçado que a vida está sempre pronta para nos fazer se contradisser, e se enganar em preceitos que sempre mudam ao longo do tempo, frases que jamais seriam ditas, palavras jogadas ao vento para a sua própria sorte, e momentos que parecem ser da vida de outra pessoa e não nossa, pois, dificilmente iriamos estar vivendo tal pequena parte de um todo.

                    Como tudo pode mudar em momentos, em minutos e até mesmo em segundos. Tudo que parecia ser verdade pode não parecer mais, e tudo o que foi uma mentira, pode se tornar uma verdade. É incrível a imprevisibilidade que tudo ao nossa volta pode ter. Tudo pode mudar, e tudo eventualmente vai mudar, querendo ou não, ou se estivermos esperando ou não. Sempre pensei que poderia contar com meus sentimentos para constatar a verdade, embora, não sabia que sentimentos também poderiam ser confusos e instáveis, como tudo que se transforma na natureza, e tudo não pode parar. A vida não para. Os sentimentos se mutam. As pessoas mudam.

                    Ademais, não sabemos onde estamos ou para onde vamos ir, tentamos seguir no escuro algo que não temos controle e simplesmente não sabemos onde vai dar? Assim, a vida não parece assustadoramente imprevisível e caótica? Simplesmente não temos controle de nada, e apesar de sermos adolescentes que estão entrando na vida adulta sabemos o que queremos e o que achamos que devemos ser, entretanto, o problema sempre é o que podemos ser, e o que a vida quer que sejamos. Nunca acreditei em destino, às vezes a pessoa simplesmente tem de fazer valer a sua própria sorte, todavia, é engraçado como as coisas sempre se voltam para certa presença sempre, aquela tal presença que sempre é jogada em nossas caras, um caminho ao qual sempre nos aparece e persegue.

                    Acreditava que podia confiar em mim e nos meus sentimentos. Que tudo parecia certo se eu fosse fiel ao que sentia e ao que defendia, mas, tudo está mudando dentro e fora de mim. Não consigo controlar tudo o que estou sentindo, ou muito menos me entender, é difícil viver constantemente em dúvida consigo mesmo e tentar extrair informações de uma mente que vive em constante mudança e mutação, não podendo se parar em uma só certeza, pois a grande certeza é que há mudanças e que não podemos evita-las nem se pudéssemos ou quiséssemos. É grande o medo e a dúvida que carregamos a cada momento de nossas vidas, e estou me perguntando aqui se você poderia me escolher mesmo, Hyunjin?

                    Logo no começo do dia estava borbulhando em alegrias e em felicidade a qual queria demasiadamente compartilhar com você, entretanto, agora isso já não seja mais verdade, venho me perguntando e me questionando o que estou fazendo, se estou tentando demais te agradar e talvez se esquecendo de mim? Talvez não seja em tentar agradar, mas sim a pessoa que você gosta te aceitar do jeito que você. Talvez eu esteja tentando ser alguém que não sou por gostar tanto de você.

                    Entretanto, e quando nem mesmos sabemos quem somos para ter a certeza de que estamos mudando?

                    Fico às vezes me perguntando quando as pessoas de fora nos dizem que estamos mudadas, que nosso pensamento mudou de um tempo para cá e não tenho dúvida, pois como disse antes, essa vida toda é movida a mudanças e mutações, mas, como eles sabem e não nós? Nós que carregamos nosso osso e carne e nossos pensamentos, que convivemos conosco e com nossa imaginação que parece montar um cenário diferente a cada momento e a cada dia que nasce um sentimento diferente.            

                    Tem momentos que parece que irei explodir de tanta coisa que estou sentindo, e não queria ser assim, definitivamente sentir demais dói demais, e causa muito danos a nos mesmos, mas se alguém tiver uma escapatória para isso, por favor, diga-me.

                    E mais uma vez estava divagando em tais sentimentos e dúvidas. Perguntando-me se era certo querer tanto que alguém me escolhesse, pois sabendo que a outra parte também não está nada bem para ter tanta certeza de sua escolha, será que quero começar algo em cima de dúvidas e anseios? Será que não seria melhor esperar e ver como tudo se desenrola, deixar que a vida por si só de desenrolasse e estaria vendo no que se tornaria?

                    Não sei se às vezes tentar duramente é o caminho certo, e questiono-me se estava fazendo a coisa certa, não mais por tudo, mas, por mim, e no meu coração. Será se seria o certo ouvi-lo mais que a minha própria mente?             Será que estaria dando muita atenção aos meus sentimentos, sendo sentimental e esquecendo de ser racional. Ou estaria sendo muito impulsivas e me guiando meramente por meus instintos mais ferozes que estão guardados no meu interior, as vontades que gritam e arranha-me a garganta para se fazerem presentes na minha vida e das pessoas a minha volta?

                    Como era difícil estar a par de todos esses sentimentos que nos cobram algo e se cobrar algo para entendê-los talvez seja a pior parte de tudo.

                    Ao invés de mudar e cobrar coisas de mim mesma, eu deveria tentar me entender e entender o que está acontecendo comigo. E ter a certeza de que estou fazendo algo de bom para mim, e não só tentando agradar ou buscar aprovação não só de quem eu gosto, mas de todos em geral. Tentar entender que não é preciso de aprovações ou desaprovações, pois a verdade é mutável e muda de pessoa para pessoa, e se esse grande mundo fosse feito de uma única verdade então não seria o mesmo.

                    Observo onde estou, onde tive minha primeira conversa sobre meus sentimentos com Hyunjin, naquela festa a qual Heejin a chamara, mas ela fora ao meu encontro e ficara comigo. Não sei se por tal atitude dela me dera mais coragem de ser eu e querer que ela gostasse de mim, mas, estava aqui e permanecia aqui parada e esperando que ela pudesse me encontrar. Ela não chegou. Ela não veio. Hyunjin também não atendia minhas ligações, e muito menos respondia as minhas mensagens, estava no escuro, tateava e procurava a presença que tanto queria, mas nada achava.

                    Sentada naquela arquibancada, a luz do luar se colocando presente pouco a pouco como se estivesse tímida demais para aparecer. O céu em tons alaranjados que logo seriam trocados pelos azuis escuros e as estrelas que ali já apareciam de modo calmo e fugaz. Não queria me dar por vencida, embora, a verdade já soubesse, estava ali tempo demais e só comera alguns lanches que trouxera para Hyunjin e eu comermos, mas que não era bem isso que estava acontecendo. Poderia estar ficando perigoso também. Não poderia me prolongar mais por muito tempo.

                    Igualmente, não poderia ficar aqui a noite toda esperando por Hyunjin, já estava me sentindo triste o bastante por ter pedido o dia todo aqui, poderia estar fazendo outras coisas, vendo outras coisas, distraindo-me e fazendo coisas por mim, mas, mais uma vez me peguei doando-me inteiramente a agradar quem eu gosto, e como isso me afetava, pois sempre estava esquecendo a pessoa que sempre está comigo e tentava me colocar pra cima, eu mesma.

                    Respirei furando, limpei minha calça, peguei o presente que estava descansando ao meu lado e levantei-me. Iria à casa de Hyunjin meramente para ver se ela estava lá, e querer saber o que aconteceu, não podia ser tão egoísta e pensar que ela tinha me esquecido, será que havia acontecido algo? Será que ela estava bem? O que havia acontecido? Ela nunca fora de fazer essas coisas, sempre me tratou com demasiada atenção, e talvez por isso eu tenha a levado por garantia e esperando que cada vez mais me tratasse melhor.

                    A casa de Hyunjin não era longe, minhas pernas caminhavam apressadamente e eu sabia que poderia chegar lá em menos de trinta minutos, então foi o que aconteceu. A vizinhança estava calma, mães e seus filhos observavam a rua e o caminhar das outras pessoas, idosos que se balançavam em suas cadeiras ouvindo as outras pessoas em suas apressadas vidas, e tudo parecia extremamente normal, nada parecia estranho, todavia, algo parecia levar as minhas pernas o quanto antes possível para a casa de Hyunjin. Toquei a campainha e aguardei, mais uma vez e nada.

                    Toquei a campainha uma terceira vez e nada.

                    As pessoas começavam a me olhar curiosamente, e não poderia tirar a razão delas, viera tão rápido que fiquei sem ar e minhas pernas perderam a força, fui me arrastando até sentar um pouco na calçada e retomar a respiração.

                    Os pais de Hyunjin não estavam em casa, muito menos ela...

                    Observei o céu que agora já estava totalmente azul escuro, as estrelas aparecendo cada vez mais, uma lua tímida que se fazia presente.

                    Tentava afastar pensamentos ruins ou dúvidas que só me colocavam mais para baixo ainda. De fato era inevitável não pensar nisso, eu sabia que Hyunjin tinha ido se encontrar com Heejin antes de ir à aula, e até agora não aparecera... Isso só me colocava a pensar que... Talvez tenha finalmente acontecido, talvez fosse algo que eu já aguardasse mesmo que no fundo do meu ser eu quisesse que fosse minha pessoa, eu estivesse lutando por isso o tempo todo, embora, agora fosse visível que talvez não fosse para lutar, talvez a vida se encarregasse de tudo.

                    Continuei ali sentada por alguns momentos perguntando-me se devia levantar e ir embora. Chega de esperar. Até que senti uma presença ao meu lado e virei-me para ver quem era, não poderia se-

                    – Jungeun... O que está fazendo aqui?

                    Jungeun estava com expressões sérias, seu cabelo loiro por seus ombros como se estivessem dançando uma melodia já tão conhecia. Sua jaqueta preta e blusa branca, calça jeans e um olhar penetrante para minha pessoa. Nunca estivemos tão perto, ela sentara tão ao meu lado que nossos braços estavam se tocando.

                    – Olá, Jinsoul. Então, eu estava procurando por Heejin, ela não atende minhas ligações. A última vez que a vira fora mais cedo quando saiu da minha casa e disse que iria até em casa buscar algumas roupas, mas até agora nada. O celular não chama, as mensagens não são entregues, é isso. – Jungeun dizia enquanto colocava seu cabelo atrás da orelha, ajeitava sua postura e dirigia seu olhar para mim, somente a mim. – Por isso vim aqui procura-la, mas acho que você também não teve sorte.

                    – Sim... – comecei a dizer enquanto abaixava minha cabeça. Não estava chorando nem nada, era cansaço. – Cheguei um pouco antes de você, toquei a campainha umas três vezes nada. Mais cedo, iria me encontrar com Hyunjin, mas ela me deu um bolo por horas. Uma de suas últimas mensagens era dizendo que...

                    – Que...

                    – Iria à casa de Heejin saber o que aconteceu.

                    Junguen virou seu rosto e respirou fundo. Afirmava alguma coisa para si mesma, e deu um leve sorriso.

                    – Bom, ela não é a única que quer saber o que aconteceu, também não sei.

                    Houve um silêncio e apenas ficamos ali aproveitando a companhia uma da outra. Olhava seu perfil e as expressões sérias ainda estavam ali.

                    – Você quer tomar algo comigo? – Jungeun perguntou-me do nada. Seu rosto parecendo mais risonho. – Ou se estiver muito cansada e quiser ir para casa, tudo bem. – Ela levara uma de suas mãos para seus cabelos e fingia coçar. – Só queria me distrair um pouco, e acho que você também.

                    Ponderei por alguns segundos, e realmente também queria me distrair e tentar extrair algo de bom daquele dia, então por que não?

                    – Quero sim.

                    – Brilhante. Então vamos. Tem um bar aqui perto, conheço o pessoal de lá, é gente fina. – Jungeun disse colocando-se de pé e estendendo a mão para me ajudar a levantar.

                    (...)

                    A caminhada até o bar fora silenciosa, mas era aquele tipo de silêncio que não era ruim ou excruciante, na verdade, Jungeun sabia aproveitar a luz do luar como eu. Fizera um comentário de como as estrelas estavam mais brilhantes naquela noite que tive de meramente concordar e fazer elogios a aquela bela vista.

                    – Ei! JUNGEUN!!! Voltou para trabalhar? – Uma figura alta, cabelos curtos no ombro, olhar sério e de roupas sociais vinha em nossa direção quando adentramos no local.

                    O bar não era muito grande, mas com certeza muito aconchegante. Luzes verdes e pratas cobriam o lugar. Desenhos de garrafas em neon chamativo. Lugares a qual havia chapéus temáticos e óculos para tirar fotos ao canto. As mesas eram redondas onde as pessoas poderiam conversar mais perto e se ouvir, pois o volume da música estava um pouco alto. O ambiente era festivo e amigável, estava gostando muito até o momento.

                    – Sooyoung, por favor, não em envergonhe na frente de Jinsoul.

                    – Jinsoul. – disse a morena ao me encarar. – e ela é sua...

                    – Pode-se dizer amiga, Sooyoung, e tira o olho.

                    – Mas, eu não fiz nada. – disse Sooyoung fingindo que estava magoada com as palavras de Jungeun, pareciam velhas amigas. – Ainda.

                    Jungeun revirou os olhos.

                    – Se controla garota. Cadê a Jiwoo?

                    Sooyoung deu um sorriso meigo e envergonhado, mas logo se recuperou.

                    – Ah... Isso aí depois a gente comenta.

                    Jungeun apenas sorriu e agarrou minha mão. Passamos pelas várias mesas redondas que ficavam no centro do lado, viramos à direita e havia uma luz vermelha ao fundo, e duas mesas quadradas em cada canto, uma estava com um casal que se beijava como se não houvesse amanhã e a outra fora onde Jungeun e eu nos sentamos.

                    – Você trabalha aqui? – perguntei tentando puxar assunto, mas era péssima nisso.

                    – Sim, é estranho para você? Desculpe por Sooyoung, ela é legal, nem sempre é assim.

                    – Tudo bem. – apenas dei um sorriso sincero. – Vocês parecem bem próximas.

                    – Apesar de ela ser minha chefe, temos um relacionamento bom. – Jungeun disse enquanto tirava sua jaqueta, e poderia imaginar, pois ali estava um pouco quente. Jungeun colocou sua jaqueta em algum canto, e o que eu não poderia estar esperando era que a blusa branca que usava era uma regata, então os seus músculos estavam à mostra e pode-se dizer que eram definidos e bem bonitos. Tentei desviar o olhar que Jungeun pegara, mas podia ver que estava rindo da minha reação.

                    – Vou pegar algo para beber. Você quer...

                    – Uma cerveja estaria bom.

                    – Cerveja? Nunca pensaria que você era de beber. Ainda bem que aqui eles liberam bebidas alcoólicas porque trabalho no local.

                    – É... eu gosto um pouco. – disse envergonhada. – Não julgue o livro pela capa.

                    – Jamais.

                    Jungeun saiu por alguns segundos e já estava com duas cervejas na mão colocando-a em frente a mim. Tomei um gole e a bebida desceu bem, era bom, pois estava com sede.

                    – Então... falando em livros. Seu livro favorito. – Jungeun perguntou enquanto tomava um gole de sua cerveja. Seu olhar totalmente em mim. Não sei por que ficava tão nervosa com toda aquela atenção.

                    – Provavelmente Harry Potter.

                    – Sério? – ela perguntou se empertigando para minha frente. – O meu também.

                    – Que legal, qual a sua casa?

                    – Grifinória. – ela disse muito orgulhosa, obrigada. – e você?

                    – Corvinal. – disse enquanto fazia uma cara de inteligente, se isso existisse.

                    Jungeun riu e bateu as mãos como uma criança, ela estava linda e era bonito o seu sorriso, mesmo que fizesse uma estranha careta, era engraçado então me coloquei a sorrir.

                    – Hermione Granger o mundo é seu e nós só vivemos nele. – ela disse enquanto levantava as mãos para falar.

                    – Não vamos esquecer Luna Lovegood, por favor. – disse enquanto dei um leve soco na mesa. – E os homens da franquia que lutem.

                    Jungeun ria mais ainda, e naquela risada quis morar. Era libertadora. Como se um peso tivesse sido tirado de meus ombros.

                    – Ai... Você é engraçada, Jinsoul. – Jungeun disse enxugando uma lágrima de seu olho direito e bebendo mais um gole de sua bebida que já estava no final. – Mas, me diga... nome, idade, cor favorita e essas coisas.

                    – Que isso? É entrevista de emprego e eu não sei, bem que estou precisando.

                    – Garota, você é hilária.

                    – Eu sei, obrigada. – disse enquanto tomava mais um bom gole, acabando com a bebida. Jungeun também acabou com a dela, e pediu que trouxessem mais uma dose. – Mas, tudo bem, ire falar. Hm... Jung Jinsoul, dezenove, azul, livro favorito Harry Potter, gosto de dançar e às vezes cantar, me viro no basquete e é isso, eu acho.

                    – Kim Jungeun, 17, vermelho, gosto de dançar e sou um pouco muito ruim nos esportes, correr só se for pela minha vida e é isso.

                    – Ownn, você é mais nova, que meigo. – disse enquanto Jungeun fazia uma careta.

                    A noite se desenrolou e uma conversa amigável era presente, era muito fácil conversar com Jungeun, como se já nos conhecêssemos e realmente estava me divertindo.

                    – Então...O que rola entre você e a Hyunjin?

                    Sabia que em algum momento esse assunto iria surgir, afinal, era o que nos fizera nos encontrar e estar aqui.

                    – Bem... Eu não sei... Essa é a verdade, eu acho. Eu queria algo a mais. – dizia e bebia ainda mais. – Mas, não sei o que acontece entre ela e..

                    – Heejin. – Jungeun complementou seria.

                    – Sim... e não sei se ela tomaria a decisão de ficar comigo e abandonar o amor não correspondido dela de anos. Não sei o que sentir, eu sou uma bagunça.

                    – Uma bagunça muito bonita por assim se dizer. – Jungeun acabara de dizer isso e nosso olhar se cruzou, apenas dei um sorriso envergonhado, e ela retribui de um modo como se soubesse o efeito que causaria.

                    – Obrigada... E, eu acho que é isso. Eu não sei o que é. – olhei para o presente que estava ao meu lado. – Só sei que talvez quisesse respostas ao invés de estar nadando por algo que não irá me salvar.

                    – O problema é que eu não sei nadar se não poderia te salvar.

                    – Mas, eu sei.

                    – Uée... – Jungeun disse enquanto fazia uma cara de dúvida. – então você poderia me salvar.

                    Talvez fosse a escolha de palavras que fora totalmente não proposital, mas algo mudara no ambiente, e nossos olhares se cruzaram mais uma vez e ficaram assim por alguns segundos.

                    – Eu também não sei o que Heejin quer comigo. – Jungeun começara a dizer. – Eu não sei se ela sente o mesmo, deve sentir algo, pois me atura, mas não deve ser tão forte. Só estou onde ela precisa por ser o que ela precisa, mas não o que me satisfaz. Talvez não queira me dar por vencida, mas sei que talvez a guerra já esteja vencida muito antes de nos aparecermos, Jinsoul.

                    Ninguém falara mais nada e mais uma vez bebemos e o silêncio se fez presente. Jungeun disse coisas profundas e talvez certas, talvez já estejamos lutando contra o inevitável e a guerra já estava vencida, talvez as batalhas que lutamos não fizessem importância nenhuma, talvez...

                    Estava começando a ficar um pouco tonta, não era mistério que não poderia beber muito, mas mesmo assim me deixei levar, a conversa com Jungeun estava tão boa que nem mesmo vi o tempo passar, estava ficando tarde e o bar já diminuía a sua clientela. Éramos uma das ultimas clientes ali, e percebendo isso Jungeun pediu a conta, falando que eu não precisava me preocupar que ela me convidara e da próxima vez eu poderia retribuir.

                    Levantei-me para sairmos do bar e quase me desequilibrei, beber sentada não é muito uma boa ideia, galera, vamos nos ligar nisso. Saímos do bar nos despedindo de Sooyoung que foi muito simpática comigo. Olhei para o céu e cada vez mais estrelas ali brilhavam, mas o ar estava gélido e percebendo isso Jungeun me dera sua jaqueta.

                    – Mas, e-e você? Não não vai ficar com frio? – perguntei enquanto espiava mais uma vez seus braços. Não sabia por que estava repetindo palavras e gaguejando talvez fosse a bebida.

                    – Tudo bem. Ei...

                    Tropecei de verdade agora e quase vou de cara ao chão. Não estava conseguindo andar em linha reta, o auge.

                    – Jinsoul, você está bêbada. – Jungeun riu fortemente e não se controlava, também estava um pouco feliz. Olhei para rua e não conseguia distinguir as formas ao longe, o chão parecia estar se movendo e a sensação de pisar era totalmente diferente, parecia que pisava em uma geleia, que engraçado, pessoal.

                    Depois do ataque de risos de Jungeun ela se agachou na minha frente.

                    – Sobe. – ela disse e sabendo que não iria conseguir andar tive de ir. – Sinto-me culpada, fui eu que te chamei para o bar, então...

                    – Se eu chegar assim em casa minha mãe vai me matar. – eu disse rindo comigo mesma. – Não.. ela vai me matar mesmo.

                    – Mas, você tem dezenove anos. – Jungeun comentou enquanto seus braços abraçavam minhas pernas e os meus o seu pescoço. Senti o cheiro de seu cabelo e enterrei minha cabeça ali, sentindo o seu perfume sem saber o que estava fazendo.

                    – Eu sei!!! Mas, ela é assim.

                    – Então, vamos para minha casa.

                    – Tá bom!!

                    Meus olhos estavam pesados e acho que seria uma boa fecha-los por um momento...

                    (...)

                    Despertei e estava parada em frente a uma porta que desconhecia, nos braços de alguém... Pera, é Jungeun. Minha cabeça não estava mais tão pesada, e acho que conseguiria ficar de pé.

                    – Jungeun... desculpa, eu dormi...

                    Jungeun riu, mas não parecia preocupada.

                    – Tudo bem, chegamos a minha casa. – ela disse enquanto tentava pegar a chave, mas não conseguia, pois ainda estava montada em suas costas então rapidamente desci e tentei controlar meu balanço. – Ei, você está bem?

                    – Sim sim, a tonteira está passando um pouco. – disse enquanto me segurava em seu ombro.

                    – Vamos, então.

                    Entramos na casa e pequena, mas certamente aconchegante. As luzes estavam apagadas, menos a da cozinha. Poderia ver a sala de estar e a televisão estava ligada, uma figura com cabelos loiros estava ali, na tela algum jogo e em suas mãos um controle, parecia concentrada demais para nos olhar.

                    – Chae, estou em cada. Essa é Jinsoul.

                    – Olá, olá, depois a gente se fala, estou quase passando a Hyejoo, estamos jogando online.

                    Jungeun apenas riu e me deu uma garrafa d’agua.

                    – Vamos para o meu quarto. – ela disse enquanto pegava na minha mão, mas o diferente era que não soltou e fazia certo carinho ali com seu polegar, não achei estranho, pois estava gostando, então o deixei.                    

                    Jungeun abriu seu quarto e poderia ver que tinha o toque dela, mesmo conhecendo-a pouquíssimo tempo, a nossa conversa no bar parece ter sido de velhas amigas e conhecidas, parecíamos nos entender muito bem e tínhamos muita coisa em comum, fiquei muito feliz em saber como era legar ter uma conversa sem se preocupar em dizer algo para agradar e fazer a pessoa gostar, parecia que Jungeun já gostava de mim.

                    – Pode-se sentar e tome esse ibuprofeno, vai ajudar sua cabeça.

                    Tomei o comprimido enquanto me sentava em sua cama, e nem percebendo que colocara ali o presente de Hyunjin, parecia que fazia tanto tempo desde que o comprei. Tinha até me esquecido de sua existência mesmo que a minha mão apertasse-o fortemente.

                    Jungeun sentou defronte a mim e me olhou também.

                    – E isso que você carregou o tempo todo?

                    – Ah... isso... – disse divagando em meus pensamentos. – era um presente para Hyunjin. Eu iria pedi-la em namoro.

                    Jungeun pareceu não se assustar com a confissão, nem mesmo rir ou fazer graça, talvez isso já tivesse passado por sua cabeça para fazer com Heejin, talvez.

                    – Iria? Não vai mais?  – ela disse se aproximando de mim. Estávamos muito perto uma da outra, como se fizéssemos sempre essas confissões na calada da noite, como se sempre existe essa nossa conexão e amizade, vai lá saber.

                    – É... eu não sei se é o certo, ou se iria pressioná-la, era o que eu queria, mas nem ao menos sei como ela irá reagir, se é o que Hyunjin quer. Não sei se eu quis tanto por nos duas que esqueci que talvez seja o que eu preciso e não o que ela quer.

                    A última frase que disse pendurou-se pela noite e o tempo passava entre nós, não sabendo mais o que falar ou o que fazer com esse silêncio abaixei a minha cabeça e observei o presente que estava em minhas mãos. Respirei fundo tentando afagar um choro que queria se fazer em meu interior, engoli aquela vontade e ela se foi tão rápido quanto chegou.

                    – Tente comigo. Para ver a minha reação, eu finjo que sou Hyunjin. – Jungeun disse abruptamente.

                    – Oi???

                    – Sério... Só pra você treinar caso um dia aconteça. – Jungeun disse sem devaneios. – Não custa tentar.

                    Realmente, não custava nada, talvez nem acontecesse algum dia.

                    – Tudo bem, vai lá.

                    Jungeun me esperou o tempo que foi.                    Não me apressou, não estava rindo, não estava fazendo nada a não se me olhar atentamente e prestar atenção em tudo que fazia. Meu coração fez algo que não soube dizer o que era, e meu estômago também, mas talvez fosse a bebida, ou o fato que não comi nada de saudável hoje.

                    – Eu não sei quando ou como comecei a gostar de você. – comecei a dizer fitando os olhos de Jungeun, aos quais não tinham me deixado um minuto se quer. – Talvez tenha sido o modo como você dizia-me que era bonita, linda e uma garota especial. Talvez quando você foi me encontrar naquela arquibancada de noite quando me declarei, dizendo que gostava de você, a vontade que tive de beijar você, de te tomar em meus braços e dizer que você era minha, mas você não era, e talvez nunca seja, mas eu posso lhe dizer que: eu fui sua, eu fui totalmente sua por tempo indeterminado, e você poderia ter me ‘pegado’ a qualquer momento quisesse, pois era você e você era o suficiente, mesmo que eu não seja pra você. O modo como você me chamou de louca, e eu era louca de amores e desejos por você, talvez você não saiba o quanto.

                    Parei por alguns segundos. Jungeun ainda me olhando e observando, não dizendo por que não precisava falar nada.

                    – Mas, talvez eu não fosse o suficiente para você, não porque você não gostasse de mim, mas, talvez porque eu não apareci antes em sua vida, e talvez se aparecesse coisas seriam diferente, mas não me arrependo de ter te conhecido, você me fez descobrir sentimentos novos e eu aprendi o que era amor, mesmo que de uma forma dolorosa. Eu aprendi que às vezes podemos amar por dois, sentir por dois e até mesmo ser felizes por dois, e mesmo que o nosso tempo não tenha chegado, eu vivi a nossa felicidade intensamente. Então, queria te perguntar ou te pedir... Se você quer ser minha namorada e parar com todas as dúvidas que tenho na minha mente, e finalmente parar de viver por dois e viver por mim, mas, em mim e em você, e te amar como sempre quis, e não deixar que meus sentimentos me enganem de novo achando que não posso ser eu mesma mesmo que você não seja minha, e com isso, com isso... Eu lhe peço para ser inteiramente e verdadeiramente minha, e não que eu me perca em mim mesma tentando ser sua e de nos duas. Você seria minha namorada, Hyunjin?

                    O silêncio.

                    Aquele silêncio se fez mais presente que nunca.

                    Não pude controlar a lágrima que saiu de meu olho direito, depois acompanhado pelo esquerdo, e assim sucessivamente banhando meu rosto. Meu coração apertado. O ar faltando em meus pulmões, o olhar de Jungeun que ainda assim conseguia sustentar.

                    Era incrível como naquela noite as coisas estavam indo embora e escapando de minhas mãos. O peso em minhas costas estava saindo. As palavras que saíram de minha boca. Tudo... Tudo estava vindo para fora e finalmente estavam saindo de mim, e me deixando tomar um grande suspiro para finalmente poder respirar normalmente. Tudo o que eu falara para Jungeun, tudo que estava sentindo, tudo que estava preso dentro de mim, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, finalmente... finalmente estavam saindo.

                    Abaixei minha cabeça e enxuguei minhas lagrimas um pouco, elas já não desciam mais tanto, apenas meus olhos estavam embaçados e então pisquei e o mundo ficou preto, vi o rosto de Hyunjin, mas logo o deixei ir, tinha de respirar e parar de chorar.

                    O silêncio se quebrou. Senti Jungeun colocando-se mais perto de mim. A cadeira que estava sentada. Nossos joelhos se tocarando, e então levantei meu rosto e a observei.

                    Suas expressões sérias mais uma vez. Seu cabelo loiro, seus olhos, sua boca, seu nariz. Observei tudo em seu rosto, e olhei para Jungeun, realmente olhei-a. Ela era linda.

                    – Posso fazer algo que Hyunjin deveria depois disso? – Jungeun perguntou enquanto colocava seu corpo pra frente.

                    – Sim... – disse e minha voz saiu fraca.

                    – Eu vou te beijar, posso? – Jungeun colocou sua mão em meu queixo.

                    – Pode.

                    Não sabendo de onde saiu essa afirmação, mas constatando quando os lábios de Jungeun foram até os meus, e nós nos beijamos.

                   


Notas Finais


ENTÃO É ISSO
LIPSOUL NATION ESSE MOMENTO É SEU!!!
espero que gostem de vdd e o proximo cap provavelmente vai ser 2jin finalmente e acho que talvez a fic esteja se encaminhando para o fim :((
a hyunsoul nation eu peço desculpas e a heelip tbm o meu coração ta super dividido
então é isso galera pfvr se cuidem bem vou tentar voltar o mais rapido possivel
qualquer erro me perdoem
criticas e elogios sempre bem vindos
annyoeng lindo e obrigada por T U D O <<333333333


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