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História Getting in Trouble - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Uma noite turbulenta


 Felizmente consegui chegar a tempo e alcancei o ônibus, cumprimentei o motorista que já estava acostumado com a minha correria e me sentei respirando fundo. Eu preciso parar te correr tanto assim.

— Com licença... — Levantei o rosto rapidamente olhando para o rapaz que falava comigo — Desculpa incomodar é que eu nunca andei pra esse lado de Seul e acho que estou perdido.

— Ah, eu não conheço muito as redondezas só por onde trabalho, mas você tem um endereço? Talvez eu conheça — Ele pareceu mais acanhado com minha pergunta.

— Eu vim visitar um amigo mas ele só me disse para pegar esse ônibus e me disse que fica perto de um pequeno restaurante bem conhecido por aqui, tentei perguntar mais alguma informações porém ele desligou tão rápido que não tive tempo.

— Assim fica difícil mas acho que sei o tal restaurante que ele fala.

— Sério? — Concordei vendo-o se animar e sorrir contente — Muito obrigado moça.

— Não precisa agradecer — Sorrir amigável — Pra sua sorte eu trabalho lá, podemos ir juntos.

— Se não for um incomodo — Neguei rapidamente deixando-o mais relaxado.

— Eu recomendo você sentar um pouco, não é muito perto daqui — Concordou logo se sentando no banco atrás de mim.

Não conversamos mais, seguimos o caminho em silêncio até que me levantei e o avisei que estávamos chegando, levantou rapidamente ficando ao meu lado, descendo assim que o ônibus parou.

— Bem é aqui — Parei na calçada após andarmos mais um pouco até chegar na frente do restaurante — Seu amigo te mandou mais alguma mensagem? — Negou — Ah que pena, não tenho como te ajudar, eu realmente preciso entrar.

— Não tudo bem, vou ficar por aqui até que ele dê algum sinal de vida, muito obrigada, se você não tivesse me ajudado nem chegaria aqui. Aliás eu me chamo Hoseok.

— Prazer em conhecê-lo Hoseok, eu me chamo S/n. Eu realmente preciso entrar agora, boa sorte Hoseok — Ele agradeceu novamente e eu finalmente entrei.

Cumprimetei algumas pessoas enquanto rapidamente ia me trocar, fui praticamente correndo e por isso acabei esbarrando em Jimin quase nos derrubando.

— Uou, calma moça, pra onde vai com tanta pressa hein?

— Ah desculpa Jimin, estava correndo tanto que nem te vi — Respirei fundo procurando controlar minha respiração.

— Fica tranquila, meu tio precisou sair pra resolver um problema e tecnicamente eu estou tomando conta de tudo, então pode se acalmar e ir no seu tempo — Sorriu amigável.

O agradeci e fui me trocar o quanto antes, em seguida comecei a trabalhar o quanto antes para que não houvesse problemas depois.

Digamos que alguns colegas de trabalho não são tão amigáveis e qualquer coisinha eles se aproveitariam para me afetar. 

— S/n — Jiwoo — uma das funcionárias — me chama enquanto vem até mim — Um rapaz veio aqui, queria falar com você mas eu disse que você tinha ido se arrumar. Ele queria esperar mas o amigo dele parecia apressado então pediu que eu agradecesse por ele, disse que você saberia quem é. Hoseok era o nome dele.

— Ah, obrigada Jiwoo — Agradeci vendo-a concordar e voltar ao trabalho.

— Quem é Hoseok? 

— Ai Jimin, que susto! Caramba quer me matar do coração? — Praticamente gritei quando apareceu de repente atraindo olhares de alguns clientes. Pedir desculpas constrangida e me afastei um pouco do local puxando Jimin comigo — O que deu em você?

— Desculpa, não fiz por mal. Acabei ouvindo sua conversa com a Jiwoo e fiquei curioso...

— Tudo bem, só não chega desse jeito na proxima vez — Concordou — Vamos voltar ao trabalho.

— Não fuja do assunto dona S/n — Segurou em meu pulso quando me virei — Não vai me dizer quem era?

— Por que? Ficou interessado? — Rir vendo-o revirar os olhos — Brincadeira, ele é apenas um rapaz que estava perdido e eu acabei ajudando.

— E a mulher maravilha ataca novamente! — Rolei os olhos não deixando de rir — Certo, vamos voltar ao trabalho — Concordei por fim voltando a me concentrar. 

A tarde se passou rapidamente e logo poderia voltar pra casa. Ajudei a arrumar as mesas, levar os últimos pratos e talheres sobre algumas mesas, depois fui me trocar e por fim me despedir dos que ainda estavam.

— Ainda está aqui? — Perguntei confusa ao encontrar com Jimin no ponto de ônibus.

— Minha mãe me ligou pedindo pra comprar algumas coisas e acabei perdendo o ônibus — Mostrou as sacolas — Não te esperei por isso.

— Sem problemas — Me juntei a ele — Ah, mem tive tempo pra te contar. Vou tentar fazer um estágio, bem eu não queria fazer mas o professor insistiu e acabou me convencendo — Dei de ombros — Seria bom se eu conseguisse mas não quero ficar com expectativas. 

— Por que não? Você é super inteligente, ta tirando sempre boas notas e eu duvido muito que tenha alguém melhor que você — Rir negando brevemente — É sério! Ta certo que se você passar isso significa que eu mal vou te ver mas você merece, é muito dedicada e eu tenho certeza de que vai conseguir! 

— Ah você é o melhor! — Sorrir grata antes de abraçá-lo.

— Tem planos pra amanhã? 

— Bem, eu tenho uma avaliação na segunda então vou aproveitar o fim de semana pra estudar, não vai ser nada fácil.

— Ah então a gente não vai poder sair? — Me olhou claramente decepcionado. 

— Você queria sair comigo? — O analisei surpresa. 

— Eu to sempre querendo mas a senhorita tem uma vida muito ocupada sabe? — Comentou descontraindo. 

— Ah desculpa, vou arranjar um tempo pra gente sair, que nem da última vez. Só espera essa semana de avaliações passar que a gente marca algo legal, certo? — Concordou ficando imediatamente animado, igual uma criança quando recebe uma notícia boa. Fofo. Esse pensamento me fez sorrir. Meu amigo parece uma criança as vezes. 

— Seu ônibus ta vindo — Olhei na direção do carro confirmando ser ele mesmo — Bem, até a próxima semana doçura, vê se não esquece de me mandar mensagem — Concordei o dando um último abraço antes de sinalizar para que o carro parasse.

— Tchau jiminie — Acenei antes de entrar e me sentei próximo a janela vendo-o acenar de forma agitada as mãos. 

O caminho até em casa havia sido tranquilo, fui andando mais um pouco após descer do ônibus. Estava frio, igual a noite da primeira vez que vi o Kim. 

Ah, eu devia parar de pensar nele, nós não vamos mais nos encontrar, e se acontecer, ele vai apenas fingir que nunca me viu.

Suspirei incomodada pela quantidade de vezes que me pegava pensando no garoto, parecia até uma adolescente onde não conseguia esquecer de qualquer garoto que a chamasse atenção. Kim era bonito, isso não tinha como negar, mesmo todo machucado, mas do que adianta tanta beleza se é grosso e um mal agradecido?

— S/n? Hey, garota! — Me assustei saindo de meus pensamentos quando notei Soo-ah bem na minha frente — Você por acaso é surda? Não ta ouvindo a confusão dentro da sua casa? — Foi só quando ela disse que eu finalmente notei que já estava em frenta a minha casa e também notei a confusão lá dentro — Pode pedir para brigarem mais baixo? Eu quero dormir sabe? Não tenho nada haver com o problema de vocês.

— Mãe! — A ignorei e fui correndo até a porta, procurando desesperadamente a chave — Merda! Cadê? — Desistir de procurar e comecei a chutar a porta na inteção de arrombá-la.

"Me solta por favor" — Foi isso que ouvir antes de finalmente conseguir arrombar a porta. Na sala havia móveis quebrados e coisas espalhadas por todo canto, deixei isso pra lá e continuei correndo até chegar na cozinha onde minha mãe estava sendo segurada pelo cabelo. Podia ver que havia apanhado, seu rosto estava vermelho e sangue saía de sua boca, aprentava ter outros hematomas mas não tive coragem pra olhar. Olhei para o homem cheia de raiva, meu pai estava claramente bêbado e fora de si.

— Olha só quem chegou... — Ele riu descaradamente.

— S/n, vai embora, corra e não olhe pra trás vai — Sua voz saiu fraca e percebir que ela se esforçava pra não chorar — Filha...

— Cale a boca mulher! — Gritou antes de puxá-lhe os cabelos novamente fazendo a outra gritar de dor — Se você abrir a boca mais uma vez eu mato você!

— Larga ela, por favor. O que você quer? — O homem me olhou debochado como se eu já soubesse.

— Meu dinheiro, cadê a droga do meu dinheiro? Você e essa vagabunda esconderam e é melhor me devolver!

— Tudo bem eu te dou, agora solta ela por favor — Me proibir de chorar quando sentir um nó se formar em minha garganta.

— S/n não, vá embora uh? Eu vou ficar bem — O homem a esbofeteou no rosto fazendo-a grita de dor. 

— Para, para por favor! Não escute ela tá? Eu vou buscar o dinheiro, só não a muchuque mais — Possuída pelo medo não conseguir fazer nada até que ele prometesse não a machucar mais. 

Corrir rapidamente até o quarto querendo que ele fosse embora o mais rápido possível.

— Aqui, pegue isso e vá embora. Pode soltá-la agora — O homem a soltou vindo até mim e arrancando o dinheiro de minha mão.

— Da próxima vez, não ouse escondê-lo de mim — Me olhou com raiva antes de sair batendo a porta com tudo. 

Soltei o ar aliviada e passei a mão pelo cabelo tentando controlar a vontade de chorar. Olhei para minha mãe jogada no chão e fui até ela.

— Vem, vamos cuidar disso — Ajudei a levantar e andamos lentamente até o sofá.

Busquei pelo kit de primeiros socorros nas prateleiras da cozinha e voltei para perto dela. Seu rosto estava bastante machucado e foi por onde comecei. Limpei a ferida no canto da boca, depois coloquei um pouco de remédio. Fui fazendo o mesmo processo nos seus outros machucados.

— Você não devia ter dado o dinheiro a ele — A olhei brevemente antes de continuar.

— E deixar ele continuar te machucando? Nem pensar.

— Mas e a faculdade S/n? Pretende pagar como? Eu não tenho como ajudar.

— Não se preocupe, eu dou um jeito — Sorrir tentando confortá-la mas ela apenas rolou os olhos. O assunto se encerrou por ali e após terminar de cuidar dos machucados ela foi para o quarto.

Decidi arrumar toda aquela bagunça, dês da sala até a cozinha, juntei o que não prestaria mais para jogar fora e sair torcendo para não encontrar nenhum vizinho do lado de fora.

Pensei em pedir pro meu chefe adiantar meu salário do próximo mês mas isso provavelmente não rolaria, Jimin não tinha como me ajudar e eu também não o pediria se tivesse. É, eu teria que dar meu jeito antes da mensalidade vencer.




Notas Finais


Olá meus amores, tudo bem? Eu espero que sim.

A S/n entrou em maus bocados hoje não é mesmo? Como vocês acham que ela vai conseguir pagar a faculdade? Me digam o que acham que vai acontecer.

Até o próximo capítulo, bjoss.


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