História G.G: Sasuke vs Naruto x Menma vs Satoshi. - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Lemon, Menma, Naruto, Romance, Sasuke, Satoshi, Shonen, Shonen-ai, Yaoi
Visualizações 168
Palavras 4.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi babys, eu geralmente gosto de postar de uma só vez as duas fics, mas dessa vez eu demorei um pouco mais com G.G porque quando o cap. tem muitos personagens eu preciso pensar um pouco mais, já que eles pensam diferente e tem personalidades completamente diferentes.
Sem contar que nas minhas fics eu acentuo a personalidade deles de maneira diferente.
Como assim Tah-chan?
Pra quem lê Eu definitivamente odeio Uzumaki Naruto e G.G sabe que são Sasuke's completamente diferentes, Naruto's completamente diferentes... e etc, ou seja eles são moldados de acordo com a história, e querendo ou não é um pouco complicado lembrar de não colocar um Sasuke histérico aqui, apesar da personalidade dele ser apenas acentuada, é feita de maneira diferente em todas as fics, mesmo que o Sasuke, o Naruto e os outros personagens sejam os mesmo.
Então eu acho que to me justificando muito hehê

Espero que gostem...
G.G tá acabando T-T e eu já to chorando <3
Espero que gostem babys...
Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 22 - Gêmeos enfrentando o mau.


Na manhã seguinte os gêmeos acordaram cedo, e por mais que insistissem não conseguiram convencer os Uchihas a ficarem no templo, Deidara contou sobre a decisão deles ao monge responsável pelos pecados que resolveu respeitar e guia-los até a cachoeira.

Sora foi junto, Sasuke não queria atrasar a todos então deu o seu melhor, mas mesmo assim Satoshi o apoiou para que não exagerasse, por mais que estivesse melhor não poderia arriscar piorar. A mãe deles os matariam se algo acontecesse com Sasuke, principalmente por terem fugido apenas deixando um bilhete.

Estavam surpresos pela policia não ter sido acionada ainda.

- Estamos chegando - disse Motoi o guia que nos acompanhava.

Assim que se aproximavam cada vez mais da cachoeira tudo parecia ficar mais  claro, Deidara, Naruto, Menma e Sora não admitiram naquele momento mas se sentiam estranhos conforme se aproximavam daquelas águas, era como se ela os afastasse.

Menma foi o primeiro a se aproximar, e um frio tomou conta da sua espinha assim que pirou na primeira  pedra que dava em direção a cachoeira.

- Apenas um de cada vez! - disse o monge - Aquele que esta preparado para enfrentar o seu pecado primeiro por favor se aproxime.

Os irmãos se encaram, Sora não tinha a intenção de participar, por isso se mantinha distante no mesmo lugar em que os Uchihas estavam, o monge disse que a purificação feita pela água era necessária apenas para aqueles que enfrentariam o seu pecado, então não fazia nenhum sentido pessoas que não os tivessem se aproximarem, a força naquele  lugar era absurda.

- Eu vou primeiro! - falou Menma e foi segurado por Deidara.

- Não, eu sou seu irmão mais velho eu que deveria...

- Não Dei-nii, isso não tem nada a ver nesse momento, eu consegui suprimir o luxuria uma vez, sem contar que o seu pecado é mais perigoso para as outras pessoas aqui, já o meu é perigoso apenas pra mim, apenas se  acalme e se prepare.

- Menma...

- Relaxem - Menma olhou em direção a Satoshi que o encarava apreensivo -, eu vou voltar - ele sorriu de lado sendo acompanhado por um sorriso preocupado de Satoshi.

- Volte pra mim! - gritou Satoshi.

- Não seja tão convencido Satoshi no baka - ele disse isso sorrindo e seguindo a trilha de pedras.

- Você irá enfrentar o seu pecado no meio das águas, existe uma ilha onde você deve meditar até achar o que procura.

Menma concordou com a cabeça e entrou dentro da caída d'água.

Ele não se molhou muito, era como se paredes de água envolvessem aquele lugar.

Menma sentiu aquele frio na espinha de novo, era como se algo dentro dele estivesse incomodado, e pela primeira vez ele percebeu que o incomodo não era dele, e sim do pecado que nele habitava.

- Com medo Lust - zombou o moreno se sentando naquele meio -, eu também teria, se tivesse que me enfrentar.

Ele fechou os olhos e naquele escuridão sua mente foi em direção a aquele lugar.


 

-- Menma --

 

Abri meus olhos, e não estava mais naquele lugar estava em um espaço cheio de água no chão, em frente ao uma jaula.

- Vai me deixar aqui por quanto tempo? - perguntou a figura na minha frente, pisquei algumas vezes e foi quando percebi, estava de frente para mim mesmo...

- E... eu...

- Muito chocado? Não deveria, esse é você de verdade.

Era eu...

Não...

Não era eu!

- Ah lust, você acha mesmo que pode ficar brincando comigo.

- Não é como se eu gostasse dessa forma, mas infelizmente você é a droga do meu hospedeiro, então...

Ele foi envolvido por uma fumaça negra e quando percebi estava do meu lado, com roupas que eu nunca usaria na minha vida.

Estava com um shorts de couro, correntes como suspensório, não usava camisa, e estava com um coturno com fivelas e um chicote na mão, sustentando um sorriso debochado em seu rosto... no caso no meu rosto.

- Seu mal gosto me surpreendeu mais do que o fato de sair de lá - apontei para a jaula onde ele se encontrava antes.

- Hahá, você sabe que isso não passa de fantasias intimas suas - revirei os olhos.

- Eu nunca usaria isso.

- Pois está usando - falou apontando pra mim e foi quando percebi que vestia o mesmo que ele.

Cobri meu corpo por impulso.

- O QUE FEZ COMIGO?!

- Eu não fiz nada, eu sou apenas desejos do seu subconsciente, desejos 'ruins', mas apenas desejos.

- Calado, você não faz parte de mim!

- Pode ser até verdade, mas ainda assim sou moldado de acordo com os seus desejos, você pode negar o quanto quiser, mesmo eu sendo algo esterno eu ainda faço parte de você, é uma maldição do seu clã, apenas aceite e ceda a mim de uma vez por todas.

- Só pode estar brincando comigo, acha mesmo que eu vou...

- Não seja estupido, acha mesmo que o Satoshi gosta de você.

- É claro que gosta - não fazia nem um pouco de sentido o que ele estava dizendo.

- Você viu o meu poder, sabe que posso fazer quem eu quiser cair aos meus pés, por que acha que com o Satoshi não foi o mesmo.

- Não faz nem sentido o que esta dizendo - virei de costas pra ele, essa coisa acha mesmo que pode me enganar de maneira tão baixa.

- Já parou pra pensar que eu posso ter começado a jogar com ele a muito tempo, não acha que é muito estranho ele ter se apaixonado por você, sejamos sinceros, Satoshi gosta do mundo, e do nada ele se diz apaixonado por você.

- Não foi do nada.

- É isso que ele diz, mas eu posso apenas tê-lo induzido, fazer as pessoas confundirem sentimentos de verdade e fantasia é a minha especialidade.

- Você não estava lá! Quando aconteceu eu te prendi...

- Isso importa? Se eu já tinha feito, faz alguma diferença eu estar presente no ato em si... pense nisso Menma... ódio e amor são sentimentos completamente diferentes e não podem ser confundidos.

- Você... 

Eu sabia, sabia que ele queria me confundir, sabia que ele pegaria em qualquer ancora para ter controle sobre mim, mas se em algum momento ele agiu com o Satoshi e eu não percebi... talvez o que Satoshi sinta por mim nem seja real, e eu apenas esteja me engana.... NÃO!

NÃO VOU CAIR NA DELE.

- Sabe, é muita coragem sua me dizer que fez alguma coisa que eu não saiba, eu sei muito bem quando está me usando e quando o sentimento é real.

- AH é, e o que me diz do Kurama, consegue admitir que você mesmo queria ter estado com ele, ter feito sexo com ele e ter desejado ele, sem me culpar em momento nenhum, consegue admitir isso a si mesmo.

Ele me rondava e alisava ao chicote em meu tronco nú, eu me mantive em silencio.

- É mais fácil me culpar né, mas fácil dizer que era eu que te fazia sentir desejo por ele... admita.

Ele parou na minha frente segurando o meu queixo e olhando no fundo dos meus olhos, os olhos dele brilhavam em um vermelho tão vivo que pareciam que iriam queimar a qualquer momento.

Era estranho ter essa visão de mim mesmo, pensar que eu podia fazer esse tipo de expressão era assustador, mas ao mesmo tempo era engraçado, engraçado demais.

Soltei uma risadinha e ele me encarou confuso.

- Gomen né, mas é que é muito estranho ver você apelar para o que eu tinha com o Kurama, na verdade eu não me lembro de ter te acusado de me usar quando eu  estava com o ruivo, minha relação com ele foi escolha minha, e eu me lembro bem de tudo o que eu fiz com ele e não me lembro de ter me arrependido.

- O que você...

- Sejamos francos 'lust' - continuava o chamando pelo 'apelidinho' carinhoso -, eu tomei ciência de você a pouco tempo... melhor dizendo, real ciência sobre o que você é... e eu sei bem quando a vontade é minha ou sua.

- Não tem como você saber.

- Claro que tem, quer um exemplo - eu tomei o chicote de sua mão e ele se assustou com a minha atitude -, a primeira vez que fui pro quarto do Kurama e fiz sexo com ele, aquilo era eu mesmo, um desejo meu um necessidade minha.

- Então admite que o quer...

- Nada disso, admito que naquela época eu o queria, passado - falei vendo ele ainda me encarar -, agora no dia em que fui ao quarto dele atrás do meu melhor amigo e tive pensamentos estranhos por causa do ambiente e do cheiro, aquele vez foi 'você', você brincando de me mostrar um desejo que eu tive de verdade.

- Não fiz nada além de te mostrar o que você queria realmente.

- Está enganado, você apenas desenterra sentimentos que não existem mais para que eu ache que é isso que eu quero, mas eu não quero mais o Kurama, porque sempre que penso em coisas impuras o único que me vem a cabeça é o Satoshi e você sabe muito bem disso, mas não é só isso, você se sente mal pois não é só carnal o que eu tenho com Satoshi, está além da sua compreensão, afinal você é apenas a luxuria não é mesmo.

- Você ainda não sabe que o que ele sente por você é verdadeiro...

- Então eu vou ter que descobrir - falei sorrindo e vendo a grande jaula abrir atrás de mim.

Luxuria parecia quase que eu pânico.

- Ele vai pisar em você, e você vai ficar no chão, posso fazer ele beijar os seus pés, pode ter quem você quiser, por que se submeter a isso?

- Porque eu o amo - me aproximei dele e ele recuou -, sabe, eu não tenho medo dele me machucar, acho que isso faz parte de se apaixonar, por alguém, você entrega a droga do seu coração e confia que a pessoa não vai destruí-lo, sabe essa adrenalina de que a pessoa pode fazer o que quiser com você mas não vai porque ela te ama também, devia sentir algum dia.

O empurrei e ele caiu sentado e logo a gaiola se fechou na frente ele.

- Não preciso do seu poder 'lust', pois eu sou forte por mim mesmo - segurei a gaiola vendo ele se levantar e tentar sair.

- Vai se arrepender, pode ter o mundo aos seus pés.

- Eu não preciso de você pra isso, eu sou forte por mim mesmo, e se eu quiser conquistar o mundo eu posso faze-lo sozinho, mas isso dá muito trabalho, então eu vou viver a minha própria vida, aproveite seu tempo na gaiola, pois eu te garanto que viverei muito tempo para ser a sua jaula.

Me virei de costas e percebi que minhas roupas haviam voltado ao normal.

- Ah só mais uma coisinha - me virei pra ele -, seu senso de moda é horrível e esse shorts é completamente desconfortável.

Acenei para ele e continuei andando até tudo ficar preto de novo.

Assim que abri meus olhos estava sozinho novamente no meio daquela caída d'água, no meio daquele lugar devia ser impossível se ouvir qualquer barulho externo, mesmo assim eu conseguia ouvir um barulho vindo do lado de fora.

Caminhei para fora da caída ainda ficando escondido no meio das árvores, foi quando ouvi as pessoas falando.

- Ele está demorando demais - tenho certeza de que aquela era a voz de  Deidara -, eu sabia que devia ter ido primeiro, é muito perigoso brincar com os pecados.

- Nii-chan, devia confiar um pouco mais no Menma - isso aí Naru dá nele.

- Eu vou entrar lá e arrancar o Menma lá de dentro - Era a voz do Satoshi.

- Não seja idiota, vai acabar causando problemas, não se esqueça que ele está fazendo isso por você...

- E se não der certo - quanta gente de pouca fé, mas ainda assim é engraçado ver ele todo preocupado.

- Ele tem que fazer, não lembro do Menma perder quando decide fazer alguma coisa - surpreendentemente quem mais bota fé em mim é o Sasuke - e mais, duvido que você continuaria com ele se não se livrasse do luxúria.

- Claro que continuaria, ele poderia me trair e me colocar aos seu pés  que eu nunca sairia do lado dele, pois sei que ele me ama de verdade, e eu o amo também.

- Olha que bonitinho - falei passando a mão no meu cabelo, iria brinca um pouco com a situação - Isso significa que eu posso pegar quem eu quiser que você não vai se importar - falei me aproximando a passos lentos.

Ele caminhou em minha direção e assim que estávamos de frente um para o outro ele parou e olhou nos meus olhos.

- Você não, o luxuria talvez, agora não o meu Menma - ele colocou a mão no meu rosto.

- Como pode ter tanta certeza de que eu sou o Menma?

- Porque eu sou o seu guardião, sou apaixonado por você e principalmente o seu olhar é completamente diferente dele.

- Não é que o menino Uchiha é bom mesmo - falei sorrindo.

- Okaeri - ele aproximou nossos lábios.

- Tadaima - nos beijamos.

...

 

-- Deidara --

Nii - olhei para Menma, eu iria ser o segundo, todos estavam posicionados para me deter se eu perdesse o controle -, ele vai tentar te confundir, vai querer que você se entregue ao ódio, ele é a 'ira', mas mesmo que esteja dentro de você não faz parte de você, apenas lembre disso.

Balancei a cabeça positivamente.

Já tinha feito isso antes, já tinha ficado de frente com ele, mas ele era mais forte, ele sempre me ganhava não importa quantas vezes eu o atacasse eu continuava perdendo e ele ficando mais forte...

Pera... atacasse?

Porque exatamente eu estava o atacando?

Todos ainda  falavam comigo mas eu não ouvia mais ninguém.

Olhei aquelas pedras e  caminhei até a caída d'água.

Apenas uma coisa estava na minha cabeça.

Me sentei naquele meio e fechei meus olhos foi quando os abri ainda estava sentado e alguma coisa me rondava.

Encarando e medindo qualquer movimento que eu fizesse.

Da primeira vez que estive aqui eu apenas o ataquei, eu nunca prestei atenção em como ele era ou no que ele queria, eu vi uma criatura ameaçadora e fui pra cima, mas não sei ao certo o porque de eu ter feito isso.

Me levantei devagar vendo ele parar na minha frente.

Assustei-me um pouco quando percebi que ele era como eu.

Seus olhos não tinham branco, eram nada além de um buraco vermelho, presas e garras.

Ele não falava apenas rosnava.

Esse é o Ira, ele não é racional, ele é apenas ódio, uma massa grande de ódio do meu tamanho, e parando pra pensar... do que eu tenho tanta raiva?

- Né, porque está tão bravo? - talvez parecesse bobagem perguntar isso, mas naquele momento isso me pareceu o certo.

- Matar... bater... trucidar... todos eles! - ele apenas repetia isso.

Pensei nas vezes que defendi meus irmãos de valentões, ou mesmo nas vezes em que tinha um oponente na equipe de luta.

Não lembro de sentir um ódio real deles.

Pensando bem, até hoje eu nunca precisei lutar por mim mesmo, nunca tive uma situação que me fez querer arrancar a cabeça de alguém... quero dizer, as vezes eu quero matar meus irmãos, os Uchihas... principalmente o Itachi... mas isso não significa que eu vá fazer.

Na real.

Isso está me parecendo tão desnecessário.

Caminhei até a criatura e ele ficou parado me encarando.

Parecia um bichinho, na verdade isso era meio estranho, me ver daquela forma.

- Você não quer me machucar né... - toquei em seu rosto e percebi que os olhos vermelhos estavam marejados.

O puxei pra mim e o abracei.

- Eu sei, você não queria ter machucado nenhum deles, eu sei... - falei segurando na cabeça e a acariciando enquanto sentia meu ombro molhar.

- Dói... eles não vão me machucar? - perguntou ainda com a cabeça no meu ombro.

- Ninguém vai te machucar, então não precisa se preocupar - foi quando eu vi uma grande gaiola aparecer na minha frente.

- Eu... posso dormir? - me afastei dele de leve vendo o andar de costas em direção a gaiola.

- Pode, eu vou cuidar da gente.

Foi quando eu percebi que os olhos presentes ali agora eram os meus, cansados demais de ficar nervoso e irritado apenas pesados.

Assim que eles se fecharam foi como se uma fumaça vermelha voasse para dentro daquela gaiola e ela se fechasse completamente.

- Oyasuminasai...* (boa noite)

...

Eu apenas pisquei e estava novamente sentado naquela cachoeira, no meio da caiada d'água.

Não me sentia exausto.

Na verdade era como se eu tivesse dormido por uma semana.

Me levante e senti minha aperna bambear, sentia que podia sair flutuando dali sem nenhum problema.

Ri com esse pensamento e saí daquele lugar.

...

- E então? - Menma me olhou preocupado.

Ergui o polegar.

- Tudo sob contro... - mas uma vez minha perna vacilou, mas dessa vez eu fui segurado antes que caísse na água.

- Não era como se eu esperasse menos - Itachi me segurava e eu sorri para ele.

- O que eu não faço por você - falei rindo e ficando de pé novamente.

...

-- Naruto --

- Parece que chegou a minha vez - falou Naruto olhando para Sasuke que estava sentado escorado em uma árvore ao lado.

- Só se lembre que...

- Eu sei, não sou eu de verdade é apenas algo que habita em mim e blá blá blá, já entendi.

Pulei pelas pedras entrando naquele lugar.

Olhei em volta e realmente era difícil ouvir algo do lado de fora, ou talvez todos estivessem fazendo silencio.

Me sentei naquele meio e fechei meus olhos.

Me concentrei na queda d'água, demorou um pouco mas finalmente me encontrava naquele lugar.

Ali estava ele, ou no caso... eu.

- Demorou, não gosto muito de esperar - ele é bem ousado não é mesmo.

- Estava com presa de ser preso, não achei que fosse desse tipo...

- Sabe Naruto, eu particularmente nunca precisei usar o meu poder real, na verdade eu usei poucas vezes e quando eu o usei você percebeu muito bem, já que você é uma pessoa orgulhosa por si só, principalmente quando se trata de Uchiha Sasuke.

- O que quer dizer?

- Ora, me surpreende muito você querer ficar com alguém como ele, não achei que fosse do tipo que gosta de ser humilhado.

- Sasuke não faz esse tipo de coisa... - era uma mentira.

Ele riu, e ele sabia que eu não tinha firmeza nenhuma para dizer aquilo.

- Você sabe muito bem que aquele buraco que fez nele não chega nem aos pés dos buracos que ele fez em você, não chega nem aos pés das vezes em que ele te humilhou.

- Mas ele me a...

- Sim, é muito fácil agora que você é mais forte que ele, derramar palavras de amor e carinho quando na verdade sempre fez o contrário, pisou nos seus sentimentos ele pode não ter dormido com a garota que você gostava, mas ele deixou que pensasse assim, e ainda por cima fez o irmão dele o fazer, aquela dupla realmente é o que você quer proteger.

- Eles não são assim - será que não são mesmo?

- Oras, agora que você é forte e poderoso, agora que ele não chega nem perto de você ele quer que você perda todo o poder que conquistou, assim é fácil, assim ele pode pisar em você de novo.

Eu não conseguia retrucar, por que eu não conseguia retrucar, na minha cabeça tudo que me vinha eram as vezes em que Sasuke havia me feito de idiota... por que me apaixonei por ele mesmo?

Não, duvidas apenas o deixam mais forte.

- Está enganado, eu também agia com arrogância com ele.

- Mas tenho certeza de que vai ser o primeiro a se entregar, vai deixar que ele invada o seu corpo para compensar o fato de tê-lo 'machucado', aquele machucado externo nem se compara com os internos que ele lhe fez.

- Pense bem, de vocês dois quem mais machucou o outro foi mesmo você, ‘usuratonkachi’ – aquilo doía, não por ser uma ofensa, mas por ser simplesmente verdade.

Mesmo que eu saiba que faz isso apenas para me provocar e que talvez o Sasuke nem pense dessa forma... eu só...

- Você sempre vai ser orgulhoso Uzumaki Naruto, e nunca vai conseguir deixar esse orgulho de fora, mesmo que seja pela pessoa que você ama, me diga se consegue olhar nos olhos dele sem pensar nas coisas ruins que vocês fizeram um ao outro ou mesmo se as boas sobressaem as ruins... eu acho que não.

Eu simplesmente não conseguia olhar para mim mesmo e me desmentir, eu não conseguia olhar nos meus próprios olhos e dizer que estava tudo bem.

Não conseguia afastar a satisfação que sentia toda a vez que eu era melhor que o Sasuke em alguma coisa.

Por que eu queria a aprovação dele para alguma coisa?

Por que eu queria ser melhor que ele?

Por que tantas dúvidas tomavam conta da minha cabeça?

Orgulho!

Ele se mistura com arrogância e com o meu medo de ser humilhado e deixado para trás, de alguma forma naquele momento Sasuke não me trazia a segurança que eu precisava, e eu me odiava por pensar dessa forma.

Tudo voltou a ficar preto e eu estava mais uma vez sentado naquela cachoeira.

...

Olhei em volta completamente decepcionado comigo mesmo, como eu podia não confiar no Sasuke, ou melhor... eu não tinha confiança nenhuma em mim mesmo.

Meu orgulho estava mesmo acima de qualquer sentimento, eu estava disposto a deixar ele me dominar por completo.

Estou confuso.

Estou com medo.

Corri para fora da queda d’água.

Passei pelas pessoas que me perguntavam o que tinha acontecido, mas eu não conseguia admitir que era o único fraco entre os meus irmãos.

Meu maldito orgulho não permitia.

Eu não era capaz de enfrenta-lo, pois ao contrário dos meus irmãos ele fazia parte de mim, não era algo externo.

Passei por Sasuke vendo seu olhar de preocupado e me embrenhei no meio das árvores ouvindo ele gritar o meu nome.

Percebi que meus irmãos pediam para me deixar sozinho.

Com certeza estavam cientes da minha derrota.

Apenas eu...

Fui derrotado pelo meu pecado.

(...)

Estava sentado naquela árvore já fazia um tempo, o sol daqui a pouco iria se por. Quem diria que demoraria tudo isso de tempo, e pensar que saímos de casa bem cedo.

- Finalmente te encontrei – olhei para baixo vendo Sasuke se apoiar na árvore -, fiquei preocupado.

- Por quê? Não acha que sou capaz de cuidar de mim mesmo? – pulei do tronco ficando de frente para ele, não era minha intensão ser rude, mas ele era um dos principais motivos que me impediam de enfrentar o meu orgulho.

- Estava preocupado com qualquer coisa que fosse passar pela sua frente, animais inocentes não têm culpa – falou e eu acabei rindo, me sentia cada vez pior -, você é forte o suficiente para não me deixar preocupado no meio de uma floresta.

- Acha que eu sou forte? – ele me encarou como se eu tivesse dito o maior absurdo do mundo.

- Está perguntado isso pra mim, que eu me lembre sou eu que tenho um arrombo no meu tronco por sua causa – falou e eu me senti péssimo -, acredite se quiser isso é um baita elogio, quem mais no mundo pode dizer que tem Uchiha Sasuke caidinho aos seus pés.

Foi a primeira vez que ouvi aquilo.

Sasuke não era do tipo que se declarava com facilidade, ele era mais de demonstrar com atos a dizer em palavras o que sente.

- Não acredito em você – falei sério.

- Por que não? – aquela pergunta mostrava o quando ele estava confuso, seu tom era surpreendentemente inocente, nunca o tinha visto daquela maneira.

- Você é o mesmo Sasuke? O mesmo Sasuke que gostava de pisar e se mostrar superior a mim? – estava irritado, irritado com a possibilidade de ele estar agindo assim apenas pela minha condição.

- Não, eu não sou o mesmo – Sabia, ele tem apenas pena de mim... -, aquele que você conheceu era um Sasuke vazio, que tinha medo de demonstrar quem ele era de verdade e que fazia o que precisava para chamar a sua atenção, esse que está na sua frente é o Sasuke de verdade, o Sasuke que te ama e que faria qualquer coisa por você.

Me destruiu.

A muralha que o orgulho ergueu foi destruída com aquelas palavras.

Sasuke estava ali.

Completamente exposto, era apenas ele, não existia orgulho em suas palavras, ele estava disposto a ser honesto comigo.

Em momento nenhum ele teve medo de ser humilhado por suas próprias palavras, em momento algum ele pensou que eu poderia usar o que ele estava dizendo contra ele, ele apenas estava demonstrando seus sentimentos para a pessoa que ele amava.

Sasuke não estava com medo.

Já eu estava tremendo.

Precisava só de mais uma coisa pra saber que ele era a pessoa certa.

- Se fizermos agora, você se importaria de ser o passivo – o encarei completamente sério, aquilo era o limite do limite, nunca que ele me permitiria algo assim.

- Se você quiser, sou todo seu – falou abrindo os braços.

- Como pode! Não se sente humilhado o suficiente!

- Humilhado? De onde tirou isso? Em momento algum eu me senti humilhado, estou falando com a pessoa que eu amo, por que me sentiria humilhado?

- Por que... por que... eu não sei – não sabia, não fazia a mínima ideia do porque aquilo deveria ser humilhando.

- Eu nunca vou pisar nos seus sentimentos, você é importante demais pra mim, é a pessoa que eu mais confio no mundo, é quem eu escolhi para entregar o meu coração, o orgulho é uma coisa banal quando se pensa no que eu sinto por você.

Senti meus olhos marejarem.

No final se tratava disso.

A entrega total a pessoa.

Sasuke nunca traiu minha confiança, nem mesmo quando brigávamos, ele nunca contou nenhum dos milhares de segredos que eu tinha contado a ele antes de nos tornarmos rivais.

Me inclinei e o beijei agarrando seu pescoço com as minhas duas mãos.

Só o soltei quando precisei respirar.

- Me sinto melhor agora.

- Se quiser ir pra casa podemos ir – falou ainda me abraçando.

- Não... eu estou pronto agora.

...

Assim que voltamos para aquele lugar notei que Sora tinha os cabelos molhados.

- Naru, você voltou – Menma se aproximou -, Sora resolveu enfrentar o seu pecado também.

- Vocês me deram coragem – disse ele sorrindo – consegui colocar aquele infeliz dentro da jaula.

Não conseguia imaginar alguém tão calmo como o Sora enfrentando algo como a ‘inveja’, mas ele parecia um pouco exausto.

Eu estava feliz, feliz por ele ter enfrentado o seu pecado mesmo que fosse contra tudo isso desde o início.

- Eu estou pronto agora – falei indo em direção as pedras.

Senti o olhar de todos me seguindo, os olhares eram carregados de positividade e sorte para que eu conseguisse.

Eles estavam torcendo por mim, e eu não podia decepciona-los.

Nós vamos nos enfrentar ‘orgulho’, aquela foi a última vez em que você pôs dúvida na minha cabeça.

Afinal de contar o que importa já foi blindado pelo amor de certo alguém.

Agora que meu coração está impenetrável, meu cérebro não pode me confundir.

No final eu sempre pensei mais com o coração mesmo.

...

 

 


Notas Finais


Aí meu kokoro, só de pensar que tem só dois cap. já to chorando aqui, but depois que G.G acabar vai ter projeto novo, então isso já me conforta um cadinho.

Espero que tenham gostado...
Será que o Naru-chan agora é capaz de enfrente o seu pecado.
Eu adoro as reflexões dos personagens e adoro escrever sobre o quanto eles são confusos, a adolescência é uma época complicada, e se você tem a praga dos 7 pecados capitais é pior ainda.
Talvez todo mundo deva fechar os olhinhos e olhar dentro de si mesmo e se tiver algo ali te incomodando enfrentar como eles estão fazendo, isso é bom... é bom amadurecer...
Quer mais do que personagens que não podiam se olhar sem entrar no tapa (mas isso não significa que eles não possam fazer isso ainda).

Bom como sempre!
Aguardo ansiosa os comentários.
Dois cap. e diremos adeus a essa história, então vamos dizendo aí quem está gostando de toda essa encrenca.
Mudei G.G 50 vezes desde que a comecei e me divirto a cada cap escrito, e espero que vocês também <3
Muitos Obrigada a quem leu ><
Muitos Kiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssssssssssuuuuuuuuuuuuuuuuusssssssssssssssssssss <3 <3 a todos e nos vemos nos comentários <3


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