História Ghost (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 4


Escrita por: e incroyable

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Rosé
Tags Fantasma, Llyaas, Sobrenatural, Xsasa
Visualizações 256
Palavras 4.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


sasa: ooooooi!! Fantasminhas, vocês ainda não desistiram da fanfic, não é? Espero que não porque daqui pra frente é que começa o ápice da história 😔🤙 De novo fiz uma capítulo maiorzinho para recompensar vocês pela nossa demora, espero que seja um bom pedido de desculpas.
A propósito, não avisei no capítulo passado mas o primeiro e segundo capítulo foram editados, não mudou muita coisa, apenas a função da KIM's que virou uma editora de revistas sobre moda.
A Mafê como é de poucas palavras mandou um olá para todos vocês kjkk

Obrigada por todos os comentários do capítulo passado e boas vindas para todos os fantasminhas novos que começaram a acompanhar a história <3 arrumem a postura e boa leitura (。•̀ᴗ-)✧

Capítulo 4 - IV


Fanfic / Fanfiction Ghost (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 4 - IV

Ghost | Capítulo quatro

O barulho insistente do meu alarme me faz resmungar enquanto eu tateio o espaço ao meu redor a procura do meu celular, e é nesse momento que percebo que não estou deitada na minha cama. Assim que abro meus olhos dou de cara com o chão duro e frio de madeira contra o lado direito do meu rosto, amassando a minha bochecha completamente, franzi o senho com indignação antes de me levantar, já nem ligava mais para a música do despertador, eu só queria dar uns tapas na Chaeyoung.

— Chaeyoung, acorda agora! — Eu dou um tapa leve na bunda dela, aproveitando que ela estava deitada de bruços. Ela se levanta e olha o redor, parecia mais perdida que eu. — Ahn? O que?

— Por que você está na minha cama, sua incoveniente? Você não tinha ido dormir no quarto de hóspedes? — Não perco a chance de dar um peteleco na testa dela, ela reclama e limpa a baba do canto da boca antes de se sentar ao meu lado no coxão.

— Eu teria ficado lá se não tivesse ouvido barulhos de passos a noite inteira. — Chae fez um coque no cabelo e me olhou com uma expressão falsa de medo. — Aigoo, unnie. Achei que casas assombradas fossem legais, mas fiquei com tanto medo que vim dormir com você.

— Dormir comigo ou dormir na minha cama? Sabia que você me fez dormir no chão feito um animal? — Questionei antes de me esticar ao lado dela para pegar meu celular e desligar o alarme que ainda estava tocando. Foi aí que percebi o horário, e no mesmo instante dei um pulo para fora da cama. — Nós estamos atrasadas!

— Como assim? O alarme mal tocou e... — Assim que ela olhou para o horário do celular seu desespero também foi inevitável. — Sete e vinte? Os sunbaes vão arrancar as nossas cabeças fora e servir como aperitivo no kalguksu se não nos apressarmos.

No mesmo instante trocamos olhares e pelo visto parece que pensamos na mesma coisa já que começamos a correr em direção ao banheiro ao mesmo tempo.

— O chuveiro com água quente é meu. Eu sou a dona da casa, sua mal educada! — Debati enquanto tentava empurrar ela para trás para tentar chegar primeiro no banheiro.

— Mas eu sou visita, eu mereço o chuveiro com água quente. E eu também tenho a imunidade baixa, se tomar banho gelado de manhã posso pegar uma pneumonia. — Ela parou no meio do quarto e cruzou os braços com uma carinha de cachorro pidão. Eu ia mandar ela ir se foder e parar de ser exagerada mas o som da campainha soou como um gongo para me impedir de falar aquilo, então suspirei e apontei o dedo indicador na sua direção.

— Te dou cinco minutos para terminar. — Falei e dei as costas para ela para poder sair logo daquele quarto escuro e abafado. — E abre as janelas do quarto! — Gritei já chegando na escadaria.

— Unnie, você é tão doce e gentil.

— Falsa! — Gritei assim que cheguei na sala. Antes de abrir a porta aproximei meu rosto do olho mágico da porta para poder ver quem era, do lado de fora estava um homem alto, bonito e com cara de tonto, muito familiar para mim. — Seokjin. — Dei um sorriso ao abrir a porta da sala para ele, mesmo não sabendo oque meu irmão veio fazer na minha casa a essa hora da manhã. Jin sorriu de volta mas logo fez uma expressão confusa.

— Por que você ainda está de pijama? Não vai trabalhar hoje? — Ele nem mesmo esperou um convite formal vindo da minha parte, apenas deixou os sapatos sociais no pequeno espaço perto da porta e adentrou em minha casa. Eu engoli a vontade de puxar a orelha dele por ser tão incoveniente e fechei a porta, o seguindo pela sala em seguida. — Deixa eu adivinhar: para variar, atrasada de novo?

— Uau! Você é um vidente ou oque? — Fingi estar impressionada ao apontar para o sofá maior da sala, pedindo silenciosamente para ele se sentar, ele me obedeceu.

— Não seja sarcástica comigo, você quer levar um puxão de orelha? — Ele uniu o dedo indicador com o polegar, insinuando que estava puxando minha orelha, eu apenas revirei os olhos, pelo visto não estou com um bom humor hoje.

— E o que você veio fazer aqui, huh? Você também não trabalha? — Cruzei os braços ao vê-lo olhar com a sombrancelha erguida o pequeno monte com a decoração da festa de ontem que deixei amotoado no canto da sala. Não posso fazer nada, a minha preguiça falou mais alto e eu tive que juntar toda a bagunça para arrumar depois.

— Eomma me mandou trazer essas lancheiras para você. — Jin me estendeu uma sacola média que parecia estar cheia de vasilhas com comida, eu nem mesmo percebi que ele estava carregando algo quando entrou, mas mesmo assim aceitei toda aquela comida de bom grado. Meu irmão pode ser um pé no saco às vezes, mas ele sempre aparece para me ajudar nas horas certas, se não fosse por essas lancheiras eu com certeza ficaria sem comer até meu horário de almoço.

— Obrigada, oppa. — Falei com uma voz fofa ao me curvar rapidamente, eu balancei a sacola no ar e caminhei até a cozinha para guardar tudo. A minha mãe deve ter mandado mais de sete tipos diferentes de comida, daria para passar uma semana inteira com tudo isso.

— Mas então... — Escutei a voz de Jin atrás de mim, não me virei para ele, continuei guardando as lancheiras na geladeira, mas emiti um barulho com a boca para que ele prosseguisse. — Por um acaso a KIM's está precisando de algum modelo para marketing?

— Você não desiste nunca, não é? — Estreitei os olhos para ele assim que fechei a porta da geladeira, Jin estava escorado na bancada da pia com um bico triste no rosto. — Eu já te disse que fazer um ensaio fotográfico e ter sido o garoto propaganda daquele comercial de pés de galinha não te deixa na altura para ser modelo da KIM's. — Prossegui ao colocar dois potes com haejangguk para esquentar no microondas.

— Omo! O que custa me dar uma chance? Eu sou tão bonito. — Se gabou ao apontar para seu próprio rosto, ele sorriu sem mostrar os dentes e fez aegyo. — Kim Seokjin, sinônimo de beleza mundial.

— Kim Seokjin? — A voz de Chaeyoung se fez presente antes mesmo que eu pudesse responder meu irmão. Minha amiga entrou na cozinha correndo e parou na frente de Jin, arrumou a postura e sorriu largamente.

Ai, eu mereço.

— Oi Seokjin oppa, eu não sabia que você viria. — Chae falou com uma voz irritantemente fofa e colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha.

— Eu só vim trazer comida para a ______, já estava de saída. — Ele diz antes de dar um sorriso e afagar o cabelo de Chaeyoung, ela fica toda boba e eu me limito a revirar os olhos. Deus! Por que a minha amiga tinha que gostar logo do meu irmão? Que coisa mais desconfortável. — E me liga, você some do nada e ninguém sabe se você está viva ou morta. — Jin fala para mim ao me dar um abraço apertado, mesmo um pouco mal humorada retribuí o gesto e dei alguns tapinhas nas suas costas.

— Pode deixar. — Respondo com um sorriso fraco antes de selar um beijo na bochecha dele. Jin coloca as mãos nos bolsos da calça e saí da minha vista após sorrir para a Chaeyoung, minha amiga quase que vira geleia e caí no chão com o gesto dele. — Limpa a baba que tá escorrendo. — Dei risada e apontei para o canto da boca da Chae, ela apenas negou com a cabeça com um bico. — Tem comida no microondas, deixe tteokbokki picante para mim, eu vou tomar banho. — Antes de sair da cozinha neguei com a cabeça, vendo que Rose ainda estava sorrindo para o nada.

Pouco tempo depois estávamos a caminho do meu carro, Chae iria dirigir para que eu pudesse ir comendo. Eu entrego minhas chaves para ela que dá a volta no carro que já estava estacionado na frente da calçada, mas de repente ela para ainda com a porta do veículo aberta e me encara curiosa.

— Aquele não é Min Yoongi? — Ela aponta para a casa a frente da minha, eu olho para lá curiosa e uno as sombrancelhas.

— Acho que sim... — O loiro estava trancando a porta do que deve ser a casa dele, ele arruma o seu paletó e passa a mão no cabelo, jogando os fios para trás. — Min Yoongi! — Eu chamo a atenção dele, Yoongi levanta o seu olhar e dá um sorriso largo, logo caminha na nossa direção.

— Tudo bem, colegas de trabalho e agora vizinhos? — Ele nota Chaeyoung pela primeira vez e dá um sorriso tímido.

— Pelo visto sim, será que não é o destino agindo? — Pergunto com um tom de voz humorado, ele dá de ombros. — Bom, estamos indo para a empresa, venha com a gente.

— Se não for um incômodo... — Ele coça a nuca, parecendo um pouco tímido, e então todos nós entramos no carro.

O nosso trajeto foi tranquilo, aproveitamos a viagem para nos conhecermos melhor já que Yoongi ainda é novo na empresa. Descobri que ele é de Daegu e que veio para Seul para trabalhar e terminar sua faculdade de engenharia.

Quando descemos no estacionamento da KIM's o clima entre nós três estava maravilhoso, até que um par de olhos verdes - que com certeza são lentes - e um cabelo vermelho lustrosos apareceu no meu campo de visão, eu imediatamente revirei os olhos, Chaeyoung fez o mesmo enquanto Yoongi estava parado ao meu lado sem entender nada.

— Olá, meninas. — A voz irritante de Margot atravessou os meus ouvidos, eu apenas cruzei meus braços e a encarei de cima a baixo.

— Você não tinha sido transferida para a sede da KIM's em Incheon? — Chae perguntou com uma voz seca, nosso desgosto por aquela imitação barata de Fionna era mútuo.

— Sim, mas senti tanta saudade de vocês que decidi voltar, Incheon é bonita mas tão sem graça. — Seu lábios se curvaram em um sorriso pequeno, e essa foi a deixa para eu me pronunciar pela primeira vez.

— Margot, ficamos sabendo do seu romance com o senhor Sha, quando será o casamento? — Provoquei. Ela me olhou com uma sombrancelha erguida e então nos deu as costas e se afastou.

Margot tem um caso com o nosso chefe, ela finge gostar dele para conseguir benefícios na empresa como um carro executivo só para ela, uma boa posição e um salário acima da média. Ela tenta colocar medo em todo mundo, fazendo com que quase toda a empresa a adore como primeira dama da KIM's, mas com Chaeyoung e eu é diferente, ela nos odeia porque nunca abaixamos a cabeça para ela e principalmente por sermos as queridinhas do presidente Sha.

— Tudo bem, o que aconteceu aqui? — Yoongi perguntou assim que começamos a andar em direção aos elevadores. — Quem é ela?

— Uma longa história envolvendo traições e ódio, te explicamos depois. — Chae gesticulou com as mãos antes de apertar o botão do painel para chamar o elevador.

Minutos depois já tínhamos começado os nossos devidos trabalhos, Rose ficou na recepção da empresa enquanto Yoongi me seguiu até a minha sala, eu quase tinha me esquecido que tinha ganhado um secretário para me ajudar em meu trabalho.

— Yoongi, antes poderíamos conversar? — Perguntei assim que ele se sentou em sua mesa a frente da minha sala, o Min me olhou curioso e concordou com a cabeça.

— Você disse que deveríamos conversar sobre... Sabe? Sobre ontem a noite. — Eu apoiei minha bolsa em sua mesa antes de diminuir o volume da minha voz já que não éramos os únicos no corredor.

— Oh, sim. — Yoongi pegou sua maleta e começou a procurar algo dentro dela, até que ele tirou de lá um cartão pequeno e me entregou. Pelo que vi rapidamente era o contato de uma médium, eu engoli em seco. — Então você consegue ver espíritos? Quer dizer que trabalho com uma médium?

— Acho que sim. — Eu sorri. — Pra falar a verdade nunca liguei para isso de ter contato com pessoa mortas, herdei isso de minha avó. — Expliquei enquanto ele balançava a cabeça mostrando que ouvia tudo atentamente. — E você, Yoongi? Você também conseguiu ver aquele espírito ontem. Você também é médium?

— AAH! — Ele riu sem graça e fechou os olhos enquanto coçava a nuca, eu não entendi muito bem a reação dele. — Sunbae, eu tenho que começar a trabalhar, preciso colocar todos os seus eventos em ordem. — O safado mudou completamente o rumo da conversa, eu olhei para ele desconfiada mas mesmo assim concordei com a cabeça, talvez ele não se sinta confortável em falar sobre isso.

— Tudo bem, eu vou estar na minha sala. Se precisar de ajuda não hesite em me chamar. — Falei antes de entrar no meu escritório.

Mesmo um pouco inquieta com a reação de Yoongi sorri ao ver a minha sala nova, tão linda e espaçosa. Eu não tinha decorado ela completamente, mesmo que o senhor Sha já tivesse me dado um belo sofá de couro, uma mesa e um armário como bônus pelo sucesso da última revista da KIM's. Sinto que não vou ter muito tempo e então não vou conseguir arrumar tudo tão rápido, mas pelo menos já tenho uma boa quantidade de mobílias.

Caminhei até a minha mesa e passei meus dedos sobre o móvel de madeira escura e bem lustrada. Dei a volta nela e sentei devagar em minha cadeira de couro, balancei minha bunda devagar nela para sentir o material de primeira qualidade, agora não vou mais me importar em fazer hora extra, posso até mesmo dormir aqui.

Eu estava relaxada sobre a cadeira quando o toque do meu interfone me fez saltar em um susto, coloquei minhas mãos sobre meu peito e peguei o telefone.

— Sim, Yoongi. — Atendi um pouco atordoada.

Desculpa incomodar, mas o senhor Sha está te chamando na sala dele, disse que é uma reunião importante.

— Tudo bem, já estou indo. — Eu fiz um bico enquanto colocava o telefone no lugar. — Aaarh! — Fechei meus olhos por um momento e respirei fundo antes de me levantar.

Ao ficar de frente para a porta do Presidente Sha engoli em seco, eu sei que não fiz nada de errado ultimamente, mas mesmo assim sou muito pessimista. Talvez ele tenha percebido que cheguei atrasada? Céus! Ele pode estar aí dentro com Chaeyoung pronto para nos demitir, eu sei que ele odeia funcionários que não cumprem horários corretamente.

— ______ sunbaenim, senhor Sha está a sua espera. — A secretária dele chamou minha atenção ao ver que eu já estava parada lá na frente da porta dele a um bom tempo, eu forcei um sorriso e entrei devagar na sala dele. Por sorte Chaeyoung não estava lá, mas para o meu azar a peste da Margot sim, ela estava sentada na mesa do senhor Sha como a verdadeira safada que ela é.

— ______. — Ele deu um sorriso acolhedor, fazendo um gesto com a mão para que eu me sentasse na cadeira a sua frente, assim fiz. — Você sabe que já estamos em tempo de desenvolver a revista de divulgação das novas linhas de roupas das nossas marcas patrocinadoras, então chamei os chefes de redação das nossas filiais para que trabalhem juntos e obtenham um melhor resultado. A KIM's está em um alto padrão de revista agora, não podemos diminuir a nossa qualidade.

— Tudo bem, eles vão vir até aqui para uma reunião? — Perguntei ao pegar o tablet da minha bolsa para anotar tudo que fosse necessário para passar para Yoongi.

— Sim, mas primeiro marquei um jantar de negócios para vocês. — Eu ia protestar mas ele prosseguiu. — Você sabe que defendo a minha tese de que um bom trabalho em equipe começa com uma boa comida e um vinho francês caro. Não irei te obrigar a nada, mas seria bom um jantar entre vocês para começarem a discutir suas ideias, se aceitar hoje você pode ser liberada mais cedo para se preparar, e todo o jantar será pago pela empresa.

Eu suspirei e dei um sorriso sem mostrar meus dentes. Bom, pelo menos vou ganhar companhia para essa noite e comida de graça, não vou ter que me esforçar muito.

— Pode deixar presidente Sha, eu irei comparecer. — Me curvei antes de me levantar da cadeira, Margot me olhou com uma cara de poucos amigos, eu apenas ignorei e saí de lá despreocupada.

No mesmo dia, 07:29pm

Minha mania de se atrasar ainda estava intacta, eu mal tinha terminado de me arrumar e o jantar foi marcado para exatamente daqui a quarenta minutos.

Eu estava arrumando uma maneira de deixar meu cabelo bem apresentável enquanto passava um gloss vermelho nos meus lábios. Eu já estava terminando quando me olhei no espelho, me senti muito básica, mesmo sendo apenas um jantar de negócios eu não queria que achassem que sou despreocupada com minha aparência, meu vestido mediano preto e meus saltos vermelhos estavam me incomodando, então fui até meu guarda-roupa para procurar alguns acessórios, foi quando meus olhos recaíram sobre o colar que achei naquela noite.

Devo ter ficado alguns bons minutos encarando ele e até achei que estava ficando louca quando comecei a escutar sussurros pedindo para eu colocá-lo, era como se meu subconsciente quisesse que eu o usasse.

— Eu não posso fazer isso. — Falei ao colocar o colar de volta no canto do guarda-roupa. Eu nem mesmo sabia de quem era aquilo, nem sei porque não chamei o senhor Lee para que ele tentasse achar o dono.

"O colar é seu". Escutei uma voz sussurrando em torno de mim, eu olhei ao meu redor para ver se não era o desgraçado daquele fantasma tentando me deixar louca, mas não tinha ninguém no quarto além de mim.

— Eu não vou cair nos seus joguinhos, seu idiota. — Avisei em alto e bom som, mas não obtive nenhuma resposta.

"Use o colar, você ficará linda com ele". Dessa vez era uma voz masculina sussurrando em minha cabeça e eu fui obrigada a me sentar na cama por conta da minha cabeça que começara a doer, nem mesmo percebi que estava com o colar nas minhas mãos. "Ele é a nossa ligação, use ele, querida".

Eu engoli em seco e me levantei, quando fiquei de frente para o espelho apoiei o colar no meu pescoço, assim que fiz isso senti uma sensação estranhamente familiar, meu coração começou a bater mais rápido e por puro impulso coloquei o colar.

— Que se dane, depois eu devolvo. — Falei antes de pegar a minha bolsa e sair do meu quarto.

Por reflexo olhei em volta da minha casa antes de sair, o fantasma não apareceu uma vez se quer hoje, e espero que fique assim para sempre.

Alguns minutos depois eu já estava sentada na mesa reservada para o nosso jantar, sem surpresa descobri que fui a última a chegar. Choi Minki, Park Jimin e Lalisa Manoban já estavam me esperando a no máximo dez minutos, então tive que me desculpar pela demora, felizmente nenhum deles se importou muito com meu atraso.

Os três ocupam a mesma posição que eu nas filiais da KIM's em Busan, Incheon e Taejon, tínhamos os mesmos interesses e, depois de muita conversa fora descobri que também tínhamos muito em comum. Não foi difícil negociarmos um tema para a nova revista, talvez o vinho estivesse nos ajudando a pensar melhor.

— Então um brinde ao bom trabalho em equipe que vai surgir. — Lisa levantou a sua taça de vinho com um sorriso encantador nos lábios, nós fizemos o mesmo e então brindamos. — Foi bom ter uma mulher aqui no jantar, ______. Achei que teria que lidar apenas com homens essa noite.

— É... Então. — Minki chamou a atenção dela, mas tinha um sorriso no rosto também. Ele é andrógino e tem um estilo feminino, seu cabelo grande e preto quase me fez confundi-lo com uma garota, o achei adorável.

— Tens algo contra homens, Lalisa? — Jimin perguntou sugestivo ao arquear a sombrancelha, mas dava para notar que ele só estava brincando.

— Não muito. — Ela respondeu ao bebericar um pouco do seu vinho, eu sorri com a cena e me levantei, pedindo licença para ir ao toalete.

Enquanto eu caminhava para o meu destino, procurando em minha bolsa o meu gloss para poder arrumar minha maquiagem, acabei me trombando com alguém no caminho, por reflexo os braços do homem alto e bem vestido acabaram se envolvendo em minha volta, mesmo que não houvesse necessidade de me segurar.

Me sentindo desconfortável acabei dando dois passos para trás, me afastando de seus braços. Meu olhar subiu para o seu rosto bem moldado e sua pele perfeita, seu corpo não era musculoso mas, mesmo estando escondido pelo seu terno impecável, dava para perceber que ele tinha um corpo bem definido.

Ele me olhava com intensidade, era como se pudesse ver a minha alma, e aquilo me fez tremer, não entendo porque, mas senti medo daquele homem.

— ______... — Ele disse com uma voz grossa e arrastada, e por alguma razão senti calafrios.

— Como você sabe meu nome? — Perguntei curiosa, mas ainda mantendo distância dele. O canto do seu lábio se curvou em um sorriso bonito, mas que mesmo assim me fez temer por algo, porque no fundo da minha mente eu sentia que o conhecia, aquele sorriso era familiar e ao mesmo tempo grotesco. Ele não me respondeu, invés disso seu olhar desceu para o meu busto, por alguns segundos achei que ele estivesse olhando para meu decote, mas logo depois percebi que ele encarava o meu colar, por reflexo levei minha mão até o pingente, tampando com a mão a pedra verde que estava pendurada na corrente.

Sem dizer mais nada dei meia volta e saí dali apressadamente, voltando com a respiração pesada para a mesa dos meus colegas de trabalho, eu olhei para cada um deles ainda assustada e sem falar nada. Lisa me olhou preocupada.

— ______? Você está bem? — Ela perguntou ao examinar o meu rosto, eu concordei com a cabeça e forcei um sorriso.

— Não muito, mas não é nada grave. Vocês se importam se eu for para casa mais cedo? Podemos manter contato. — Todos na mesa se entreolharam e concordaram sorrindo, então me despedi dos três e caminhei nervosa até a entrada do restaurante para esperar o manobrista trazer meu carro.

Meu coração estava batendo feito louco em meu peito e minha respiração estava descompassada, eu sentia algo ruim em toda a minha volta, uma sensação horrível que nunca senti antes. Minha avó já me falara que seria normal que eu sentisse isso, poderia ser uma intuição ou um sinal mostrando-me que algo ao meu redor não é bom, e eu realmente sentia que entre as duas, a segunda opção era a relevante no momento.

— Senhorita, o seu carro. — O manobrista chamou a minha atenção, eu tentei recompor a minha postura e caminhei até a porta do motorista que ele abriu para mim. Antes de entrar no meu carro vi aquele homem esquisito atravéz das grandes janelas de vidro do restaurante, ele estava arrumando a gola de seu terno e assim que notou o meu olhar acenou com a mão, eu não entendi porque mas no mesmo momento retirei o colar que estava usando e o joguei para dentro do carro, só então entrei nele e fui embora sem olhar para trás.

Assim que entrei em casa a primeira coisa que fiz foi atirar a minha bolsa na poltrona da sala e me jogar no sofá, afundando a minha cara em uma das almofadas. Eu estava me sentindo exausta, como se toda a minha energia tivesse sido sugada de uma vez só, meu corpo estava sem energia nenhuma e eu só queria dormir, mas pelo visto as coisas não iriam acontecer como eu queria.

— Vai embora. — A voz do fantasma da minha casa se fez presente e eu nem mesmo me dei o trabalho de levantar a cabeça para olhar para ele. — Você não tem medo de mim? Não tem medo do que eu posso fazer com você? — Nem mesmo respondi, continuei respirando com dificuldade, ainda tentando recuperar as minhas forças para me levantar. — EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ!

— Cala a merda da sua boca! — Levantei meu rosto a alguns centímetros da almofada para poder vê-lo parado na escada, ele estava com uma expressão nada amigável no rosto, nem me importei com isso e voltei a cair no sofá, eu não estava bem, talvez tenha exagerado no vinho.

— Quem você acha que é para falar assim comigo? — O sofá que eu estava se moveu rapidamente e quando me levantei de solavanco para tirar satisfações com aquele fantasma idiota, fui acertada em cheio na testa por algum livro que estava decorando a minha estante, com o impacto acabei caindo do sofá. A dor na minhas costas por causa da queda se juntou ao meu cansaço físico e eu acabei gemendo de dor, sem nem mesmo conseguir levantar de onde eu estava.

O fantasma apareceu no meu campo de visão e eu acabei cobrindo meu rosto com os braços para me proteger, jurando que ele fosse me matar ali mesmo, mas alguns segundos se passaram e nada aconteceu, então olhei para ele novamente e o vi perplexo e até mesmo preocupado enquanto olhava para a minha situação. Mas que diabos? Me acerta com um livro e agora fica preocupado?

— V-você está bem? — Ele perguntou ao se agachar perto da minha cabeça, seus olhos se arregalaram ao olhar na minha testa, eu não entendi o porquê até que senti algo líquido escorrendo pelo canto do meu rosto, ao repousar a mão no lugar que estava doendo vi minha mão voltar com sangue. — Eu não queria fazer isso, eu só queria te assustar, mas você entrou na frente bem na hora que eu joguei o livro. — O fantasma tentava se explicar mas se atrapalhava cada vez mais com as palavras. Eu não estava entendo nada, cadê aquele fantasma que tava me ameaçando a minutos atrás?

Eu iria responder mas minha testa doeu ainda mais, oque me fez fechar os olhos com força, minha respiração estava acelerada mas começou a se normalizar assim que senti algo frio em minha cabeça, quando abri meus olhos novamente vi que ele estava tentando tocar na minha testa, mas sem sucesso porque sua mão atravessa a minha cabeça. Seria cômico se não fosse tão esquisito.

— Pare com isso. — Mandei e gemi de dor mais uma vez quando tentei me levantar, a minha testa doeu e eu não tinha força nenhuma no corpo. O que diabos está acontecendo comigo?

O olhar dele ainda estava sobre mim, ele me olhava com preocupação e ao mesmo tempo revezava seus olhos entre meu rosto e minha testa ferida. Eu o encarava de volta e até que queria rir e xingar ele, mas o estado que eu estava não me deixava nem mesmo pensar em fazer isso. Minha visão começou a ficar embaçada e a última coisa que senti antes de apagar de uma vez foi meu corpo sendo erguido do chão.


Notas Finais


(capítulo ainda não revisado)

e aí mozamores? O que acharam da Margot? E quem vocês acham que é o homem misterioso do restaurante? Quero ver os palpites de vocês.

Espero que tenham gostado do capítulo, terminei ele hoje e já corri para postar ele para vocês (⁎˃ᆺ˂) acho que não vamos demorar para postar o próximo capítulo porque ele já está sendo escrito lá todo bonitinho, então aguardem <3

Beijinhos com bastante coco ralado e até a próxima, amo vocês 💜✨


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