História Ghost Love Score - Lysandre (Long Fic) - Capítulo 84


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Kentin, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Deuses, Lysandre, Mitologia, Mitologia Celta, Mitologia Nórdica
Visualizações 68
Palavras 6.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com mais um capítulo, desculpem se ficou grande, os próximos terão essa média de palavras, pois estamos na reta final (quero que a fic acabe no capítulo 102, 1+0+2=3, tenho toc com o número 3 kkk) e ainda tem muita coisa para acontecer!!

Capítulo 84 - Luz e escuridão...


Fanfic / Fanfiction Ghost Love Score - Lysandre (Long Fic) - Capítulo 84 - Luz e escuridão...

Iniciamos o show com “Carry On Wayward Son”, essa música era como o nosso amuleto de sorte e, mesmo alterando o setlist, não conseguíamos deixar ela de fora, pela reação do público ao terminarmos de cantá-la, nossa escolha parecia ter agradado, principalmente ao meu pai, que nos aplaudia orgulhoso. Eu me perguntava como a minha mãe e ele se sentiam ao ver meu irmão e eu juntos em um palco, após tantos anos separados. Continuamos o show com vários clássicos de rock e algumas músicas próprias, eu tentava me convencer que era só coincidência, mas quando eu cantava, a energia que eu depositava na música parecia influenciar o público, quando era uma música muito melancólica, algumas pessoas até choravam e quando era uma música alegre, todos ficavam exageradamente eufóricos, o que costuma ser comum em shows, mas algo me dizia que, naquele caso, não era um fenômeno normal, embora, mais uma vez, só eu enxergasse o óbvio. Tentei continuar o show ignorando as minhas percepções e executando minhas funções com perfeição, na metade do setlist, demos pequena uma pausa e fomos sentar com os meus pais e com os nossos amigos, que elogiaram bastante a nossa performance.

Voltamos para o palco e concluímos o show com êxito, meus pais e amigos foram embora mais cedo e nós ficamos para desmontar os instrumentos, com a ajuda do Leigh, a Fantine foi embora com o meu pai, para deixar lugar no carro, que já estava esbarrado, para todos nós. Na saída, enquanto Leigh e Rosalya nos esperavam no veículo, eu tive que engolir o ciúmes e lidar, tentando não surtar, com 5 fãs que cercaram os meninos, incluindo a Nina, que não desgrudava do Lysandre, as mesmas não puderam entrar por serem menores de 16 anos, por isso, aguardaram o final do show do lado de fora. Eu tentei ser paciente e entender que eram apenas fãs e aguentei elas tirando fotos com os rapazes e elogiando o show, como se eu não fizesse parte da banda, mas já estava começando a irritar a atenção e o carinho exagerado que a Nina dava ao Lysandre e também a falta de atitude dele para afastá-la. 

- Lys, lembra quando eu te roubei um selinho no show da praia? O que você faria se eu fizesse isso de novo? - Nina perguntou dando risinhos extremamente irritantes e o Lysandre me encarou sem graça, enquanto tentava afastar a garota.

- Ele eu não sei, mas eu com certeza quebraria a sua cara! - Afirmei irritada e todos me olharam assustados.

- Não precisa ser tão rude, você deveria respeitar as fãs da sua banda. - Uma das outras fãs reclamou irritada.

- Ser fã é uma coisa, dar em cima descaradamente do MEU namorado é outra, estou sendo paciente em consideração à vocês, que estão REALMENTE agindo como fãs e também por causa da pouca idade desse projeto de Lolita, mas paciência tem limite e o meu é bem curto! - Respondi séria. 

- Amor, calma… - Lysandre pediu paciente.

- Calma é o… - Comecei a falar, mas respirei fundo e controlei o belo palavrão que eu queria soltar. - Quer saber? Se você acha a atitude dessa garota normal, ótimo! Continue dando atenção para ela, eu vou embora a pé. - Completei irritada.

- Concordo, você só está atrapalhando… - Nina falou em tom de desdém, antes que eu pudesse virar as costas e antes de mais alguém ter qualquer reação sobre o que eu tinha dito.

Eu não disse nada, apenas a encarei com ódio e desejei que ela pagasse por suas palavras.

- Nina, já chega, você está exagerando! - Lysandre finalmente agiu e a alertou com firmeza. 

A garota se preparou para dizer alguma coisa, mas o Lysandre e uma outra garota a olharam assustados, em seguida, a Nina colocou a mão do nariz e ao perceber que a mesma estava coberta de sangue, começou a gritar desesperada. Enquanto todos acudiam e acalmavam a garota, eu estava imóvel e sem reação, eu tinha certeza que aquele intenso sangramento nasal foi, de alguma forma, causado por minha raiva. Leigh e Rosalya, provavelmente por notarem a movimentação, saíram do carro, foram até nós e, após notarem o estado da garota, também a acudiram.

- Saiam de cima dela, tem muita gente, isso é pior… - Alertei séria, após finalmente conseguir reagir, depois, sentei a garota na borda da calçada, virei a cabeça dela para cima e estanquei o sangue usando o casaco de flanela que eu vestia. - Isso já aconteceu antes com você? - Perguntei preocupada, após o nariz da garota parar de sangrar e ela negou assustada. - Vocês moram longe, vieram como? - Perguntei encarando as outras garotas.

- Moramos todas em um condomínio do bairro C, viemos de ônibus. - A garota respondeu temerosa, eu analisei melhor e vi que todas tinham por volta de 13/14 anos e estavam bastante assustadas com a situação. 

- E onde os pais de vocês estavam com a cabeça para deixarem vocês saírem sozinhas à noite e para o centro da cidade? - Perguntei inconformada.

- Você fala como se tivesse 80 anos… - Uma das garotas resmungou me encarando.

- 80? - Perguntei gargalhando. - Na verdade, eu tenho bem mais que isso, eu sou uma bruxa disfarçada. - Brinquei forçando um tom sombrio e as garotas me encararam assustadas, duas delas até se abraçaram, o que me fez rir.

- Como vocês são bobas, é óbvio que ela só está brincando! - Nina afirmou rindo.

- Você é bem esperta e que bom que a brincadeira te fez rir e tirou aquela expressão de pânico do seu rosto. - Afirmei em tom carinhoso. - O sangramento já parou, mas o mais sensato é irmos até o pronto-socorro para termos certeza de que não é nada. - Falei pensativa. - Me dê o telefone dos seus pais, eu ligo para eles e explico a situação. - Pedi me dirigindo à Nina, que me encarou triste.

- Não precisa, eu só quero ir para casa, se demorarmos perderemos o último ônibus. - Nina respondeu sem ânimo e eu insisti que ela deveria ir até o hospital. - Os meus pais são separados, há meses o meu pai saiu de casa e raramente dá notícia, por isso, minha mãe desenvolveu uma depressão profunda e mal sai da cama, ligar para ela só irá piorar tudo. - Ela me explicou baixinho e com a voz embargada, o que fez o meu coração apertar no peito, em uma mistura de compaixão e culpa.

- Façamos o seguinte então, o Nathaniel e o Castiel acompanhará vocês quatro de ônibus até o bairro C, assim vocês chegarão seguras e de quebra poderão tietar bastante os ídolos de vocês… - Falei me dirigindo às outras garotas após pensar um pouco, sem nem consultar a opinião do meu irmão, que me olhou irritado e do meu cunhado, que aceitou sem reclamar. - E você vai comigo e com o Lysandre para o pronto-socorro, levaremos você de táxi, não deixarei você voltar para casa sem ter certeza que não é nada grave. - Completei encarando a Nina, por mais que eu tivesse certeza que a causa do sangramento era a minha ira, eu não achava prudente deixar a garota ir embora naquele estado.

- Nada de táxi, nós levamos vocês… - Rosalya falou em tom autoritário e encarou o namorado.

- Concordo, além disso, para passá-la no pronto-socorro precisa ter alguém maior de idade… - Leigh falou calmo, lembrando de um importante detalhe que eu deixei passar.

Fizemos como o planejado, Leigh, Rosalya, Lysandre e eu levamos a Nina ao pronto-socorro e o Castiel e o Nathaniel acompanharam as outras meninas até o bairro C, eu também pedi para o meu irmão não informar os meus pais e só dizer que eu tinha ido dormir no Lysandre, caso eles dessem falta de mim, eu não achava necessário alarmá-los. Ficamos cerca de 2 horas no hospital, eu já estava começando a me acostumar com aquele local, que passara a ser um destino frequente na minha vida. Para o meu alívio, a Nina não tinha nada sério, somente uma veia fina que tinha estourado e que, segundo o médico plantonista, milagrosamente tinha voltado ao normal, sem precisar cauterizar. Na volta, deixamos a garota, que acabou adormecendo no meu colo no caminho, na casa dela, comovida com sua história, eu acabei dando o número do meu celular para ela e pedi para que ela me ligasse caso tivesse algum problema. Além da empatia e do meu instinto de proteção, eu me sentia responsável pelo incidente e a culpa me consumia.

[…]

- Você leva jeito com crianças… - Lysandre falou em tom divertido, enquanto ele preparava a banheira e eu escovava os dentes, estávamos no banheiro dele, após chegarmos do hospital e eu agradecer dezenas de vezes pela ajuda da minha amiga e do meu cunhado. 

- Elas não são crianças, já são bem grandinhas… - Falei séria, após cuspir a pasta de dentes e enxaguar a boca. 

- Desculpa a minha falta de reação com a Nina, é que eu sempre senti a aura triste dela e nunca tive coragem de ser firme com ela… - Lysandre explicou calmo. - E agora sabemos o motivo… - Ele completou pensativo.

- Relaxa, a errada da história sou eu… - Falei chateada. - Eu exagerei no ciúmes, ela é só uma garota que desconta as frustrações da vida se alienando em sua paixão pelo ídolo, eu não deveria ter sentido tanta raiva à ponto de machucá-la. - Desabafei em tom de reprovação.

- Como assim machucá-la? - Lysandre perguntou confuso.

- Tenho certeza que o sangramento foi causado por causa da raiva que eu senti, assim como a repentina cura foi por sua causa! - Afirmei com firmeza e ele me encarou surpreso. - Eu percebi que o seu nariz também sangrou e que você o limpou discretamente. - Contei convicta. Enquanto eu estancava o sangue da garota na calçada e no carro, à caminho do hospital, eu reparei que o Lysandre teve um sangramento leve no nariz e disfarçou.

- Não foi proposital, eu só me desesperei por vê-la daquele jeito e quis que parasse. - Lysandre explicou sem graça.

- Então trate de aprender a controlar isso, se fosse algo mais grave você poderia se prejudicar! - Afirmei séria. - Assim como eu vou arrumar uma maneira de controlar a minha raiva para não machucar mais ninguém. - Completei com firmeza. 

- Você não tem como saber se foi realmente culpa sua… - Lysandre falou pensativo.

- Eu sei que foi! - Afirmei séria. - Vamos deixar esse assunto esquecido por enquanto, estou cansada… - Pedi desanimada e entrei na banheira.

- Você tem razão, no final das contas, foi um ótimo dia, vamos fazer com que ele termine da melhor forma… - Lysandre falou sorridente e entrou comigo.

[…]

Os dias passaram e eu fiz o máximo para manter o meu humor estável e a minha raiva controlada, o acontecido com a Nina não saía da minha cabeça e eu não deixava de me preocupar com o que de mais grave a minha raiva poderia causar. Já para ela e para as outras garotas, a experiência parecia ter sido bem positiva, pois as mesmas só postavam elogios sobre mim no fã-clube que elas criaram para a nossa banda nas redes sociais e a Nina me ligou algumas vezes para desabafar, eu inclusive convidei as 5 para a comemoração do meu aniversário, com a condição de que elas não convidassem mais ninguém e que não dessem o endereço para outras fãs, a história da garota realmente tinha me comovido.

[...]

- A Wandinha Adams ainda habita esse quarto? - Castiel perguntou ironicamente, após entrar no meu quarto sem bater. Mais uma semana tinha passado, estávamos em uma terça à tarde, eu tinha acabado de arrumar o meu quarto e estava pesquisando sobre ocultismo no meu computador.

- Mora, mas o Pugsley Adams não larga o namorado e esquece que a irmã dele mora na mesma casa… - Rebati em tom de alfinetada.

- Primeiro, não admito ser comparado ao Pugsley, não nos parecemos em nada! E segundo, você está sendo injusta, você vive na casa do Lysandre e quando está em casa, fica enfiada no seu livro esquisito, cuidando do jardim, ou pesquisando sei lá o que no computador. - Meu irmão reclamou chateado.

- Primeiro, você parece o Pugsley sim, não saí da cola da irmã e faz tudo que ela quer! - Afirmei rindo. - Segundo, desculpa se eu estou sendo injusta, eu só não fico mais com você com medo de atrapalhar você e o Nath… - Expliquei sincera, saí do computador e sentei na minha cama.

- Você não atrapalha, pelo contrário, sinto falta de passar mais tempo com você… - Meu irmão respondeu em tom de desabafo.

- Vem cá carente… - Chamei batendo na perna, o Castiel ainda estava em pé perto da porta, ele me encarou emburrado, foi para perto de mim e sentou no chão, entre as minhas pernas. - Por que você está tão sentimental hoje? - Perguntei rindo e baguncei o cabelo do meu irmão.

- Sei lá, eu só parei para pensar e reparei que quando nós não morávamos juntos e não sabíamos que éramos irmãos, convivíamos bem mais… - Ele respondeu sem ânimo.

- Você tem razão e acho que a culpa é minha, essa história toda tirou a minha cabeça do lugar e eu ainda não voltei ao normal… - Desabafei pensativa.

- Parece que isso tudo só serviu para te unir ainda mais ao Lysandre e para te separar um pouco mais de mim… - Castiel falou chateado e, no fundo, eu sabia que ele estava certo, por ele discordar das minhas crenças, eu acabava passando a maior parte do meu tempo com o Lysandre, que era o único que compartilhava dos mesmos pensamentos que eu e que ouvia quando eu precisava desabafar sobre tais assuntos.

- Desculpa por isso, não foi intencional, prometo passar mais tempo com você e voltar a ser como eu era quando éramos apenas melhores amigos! - Afirmei sinceramente e arrependida, enquanto acariciava o rosto dele.

- Vou cobrar! - Meu irmão resmungou fingindo estar sério.

- Não vai precisar, seu carente ciumento! - Afirmei rindo, parando para avaliar, meu irmão era muito afetuoso e carente de atenção, ele só escondia isso e se fazia de durão por ter sido privado de carinho durante toda a vida.

- Não sou nada disso! - Ele afirmou fingindo indiferença. - Mudando de assunto… Estou começando a ficar com medo dessa festa que a sua mãe está planejando para comemorar o nosso aniversário, ela está muito empolgada e cheia de planos, estou achando que vai ser estilo festa infantil… - Meu irmão falou pensativo.

- Fique tranqüilo, com certeza a NOSSA mãe, fará algo bem com a nossa cara… - Falei fingindo seriedade. - Já vi algumas coisas que ela comprou para a decoração, tinha alguns arco-íris, unicórnios e balões neons, acho que ficará bem legal! - Completei em tom divertido.

- Nem brinca! - Castiel afirmou fingindo desespero e riu em seguida, minha mãe não nos deixou ver nada do que ela tinha comprado para a decoração, só contou que a festa seria no porão, nos pediu para gravar um pendrive com as nossas músicas favoritas e para convidarmos quem queríamos, além de dar ideias sobre comidas e atividades. 

Meu irmão e eu continuamos conversando até a hora do jantar, falamos sobre filmes, músicas e outros assuntos que tínhamos em comum, eu andava tão aérea que não tinha me dado conta da falta que me fazia passar momentos desse tipo com ele.
As semanas passaram rapidamente, o tempo parecia assustadoramente voar, meus dias não foram muito diferentes e seguiam uma rotina tediosa. Eu dividia o meu tempo entre a escola, os ensaios com a banda, saídas com os meus amigos, momentos à sós com o meu namorado e com o meu irmão, meus estudos sobre ocultismos e os cuidados com o meu jardim. 

Meu namoro com o Lysandre se solidificava cada vez mais, eu continuava com as minhas fugas noturnas para a casa dele e nós dois continuamos com o nosso culto quase secreto aos deuses, ele parecia ser a única pessoa que realmente conhecia e entendia a minha verdadeira essência, essência essa que muitas vezes era estranha até para mim mesma, eu sentia um duelo entre luz e escuridão cada vez mais latente dentro de mim, além de vivenciar acontecimentos estranhos e sobrenaturais. O meu relacionamento com o meu irmão também tornava-se cada dia mais sólido, embora houvesse algumas discordâncias entre nós, ficarmos brigados era algo que definitivamente não fazíamos, nossa ligação era muito forte e intensa e, após a nossa conversa, começamos a passar bastante tempo juntos. 

Com os meus pais também estava tudo em paz, tanto da minha parte, quanto da do Castiel que, mesmo ainda não os chamando de pai e mãe, os respeitava muito e se dava muito bem com os dois e o Nathaniel continuava sendo como mais um filho para eles, além de não ter tido mais desentendimentos com o meu irmão. 

A aguardada sexta-feira do nosso aniversário chegou, o primeiro a me desejar "feliz aniversário" foi o Lysandre, que me ligou assim que deu meia-noite, minutos depois, foi a vez do meu irmão, que entrou no meu quarto sem bater e já foi pulando na minha cama para me entregar o seu presente, estragando os meus planos de ir no quarto dele antes.

- Não vale, eu não fui dormir no Lys hoje só para poder ir no seu quarto meia-noite, mas você chegou antes! - Contei fingindo estar emburrada.

- Ninguém manda ser lerda! - Castiel falou rindo. - Abre logo… - Ele pediu impaciente, apontando a embalagem fina e quadrada que ele tinha me dado.

- Sim, senhor! - Afirmei rindo e em seguida abri o embrulho, já prevendo que se tratava de um disco, por causa do formato. - Mentira! - Exclamei sorridente e incrédula, ao ver o LP de vinil do Screaming Tress. - Onde você conseguiu? É super raro! - Questionei surpresa, enquanto admirava o presente.

- Internet! - Meu irmão afirmou rindo. - Eu sabia que você iria gostar! - Ele completou satisfeito.

- Gostar? Eu amei, era o meu sonho ter um desse, eu nunca achei! - Contei animada e dei um abraço nele. - Obrigada, você é o melhor amigo e o melhor irmão do mundo! - Afirmei agradecida, ainda o abraçando. 

- Eu sei, sou mesmo! Agora chega de ser sentimental… - Meu irmão falou sem graça.

- E o mais chato e convencido também! - Afirmei rindo e dei um beijo no rosto dele. - Feliz aniversário, meu irmão… - Concluí sorridente e emocionada.

- Feliz aniversário, minha irmã… - Castiel falou também emocionado.

Ainda era extremamente emocional e até estranho para nós dois assimilarmos que éramos mesmo gêmeos e que, depois de 17 anos, finalmente estávamos passando aquela data juntos.

- Esse é o meu… - Falei após levantar e dar uma pequena caixinha para ele.

- Você já deu o meu mês passado, quando pensamos que eu fazia aniversário em agosto. - Castiel falou sem graça.

- E daí? Eu quero dar outro na data certa… - Falei dando de ombros.

- Não sei o que dizer… - Castiel falou surpreso, dentro da caixinha tinha um papel escrito “vale uma tatuagem” e o desenho de uma flecha. 

- Pensei sobre o que você disse há uns dias, que não era justo eu ter feito uma tatuagem com o meu namorado e com o meu irmão gêmeo não e concluí que você tem razão… - Falei sorridente. 

- Eu só estava brincando, para encher o saco do Lys, não era sério… - Meu irmão explicou sem graça.

- Eu sei que era brincadeira, eu te conheço bem, mas isso me fez refletir e eu gostaria que fizéssemos uma juntos, você sempre fala que tem vontade de se tatuar, então eu dei o primeiro passo… Não precisa se decidir agora, pode pensar mais um pouco e se você não quiser fazer eu entendo… Eu já deixei as tatuagens pagas e o tatuador aceitou manter o pagamento por um ano, se até lá você não quiser, eu faço as duas em mim, vontade e ideias para novas tatuagens não me falta… - Falei em tom gentil e completei com um risinho. - Eu fiz esse desenho, pois a flecha tem uma simbologia linda: Nas culturas antigas, as flechas eram usadas para sacramentar algo imutável e eterno, também pode simbolizar um objetivo alcançado, além de ser um amuleto de proteção contra as batalhas da vida e por fim, a flecha só pode ser lançada para frente, por isso, está ligada com obstáculos superados no passado… Eu acho que tem tudo a ver com a nossa história de vida, nós passamos por uma grande batalha, que foi a nossa separação e a superamos, por causa do nosso elo de irmãos que é inquebrável e eterno, nós sempre buscamos algo que não sabíamos o que era e quando nos encontramos, alcançamos o nosso objetivo e finalmente encontramos o que procurávamos, uma ao outro… - Expliquei paciente e o meu irmão me ouviu atento. - Claro que é só uma sugestão, eu farei a flecha, mas você pode fazer outro desenho se quiser, desde que façamos juntos. - Completei sorridente.

- Você me surpreende… - Meu irmão falou atônito. - É claro que eu quero fazer e o mais rápido possível, eu demorei demais para fazer a minha primeira tatuagem, inclusive! - Ele afirmou rindo, após pensar um pouco. - Sobre o desenho, eu não tenho nem o que dizer, eu gostei bastante da arte e o significado é perfeito, eu farei a mesma, com certeza! - Castiel completou sorridente. - Você pensou em tudo mesmo, nem parece que é tão burrinha! - Meu irmão brincou em tom divertido, bagunçou meu cabelo e, em seguida, me deu mais um abraço.

- Dorme aqui hoje? - Pedi sorridente.

- Eu já vim com essa intenção… - Ele respondeu rindo. 

Guardamos os presentes no meu criado-mudo, eu apaguei a luz do quarto, abri a janela, meu irmão deitou de barriga para cima, eu me ajeitei no braço dele e nos cobrimos com o meu edredom.

- O céu está incrível, tem tanta estrela que está iluminando tudo… - Comentei enquanto observava o céu pela minha janela, que ficava bem de frente para a minha cama.

- Está mesmo, é um caso raro poder enxergar tantas estrelas com a lua tão cheia… - Castiel falou pensativo, também observando o céu.

- Talvez seja um presente da nossa mãe espiritual para nós dois… - Falei em tom reflexivo e sorrindo levemente.

- Não estraga tudo falando essas coisas, Luna… - Meu irmão pediu desanimado, eu respondi um “ok” e não falei mais nada. - Será que amanhã, ou melhor, hoje tem horário livre no tatuador? Seria legal se fizéssemos as tatuagens no dia do nosso aniversário. - Castiel questionou após passarmos um tempo em silêncio.

- Podemos ir lá ver depois da aula, a mãe nos proibiu de voltar para casa antes do horário da festa mesmo… - Falei rindo.

Conversamos mais um pouco, até pegarmos no sono e na manhã seguinte, antes do meu despertador tocar, nossos pais e o Nath entraram no quarto cantando parabéns, a minha mãe segurava um cupcake com uma velinha acesa em cada mão e entregou um para mim e um para o Castiel assim que nos sentamos na cama. Para mim não foi surpresa, os meus pais me acordavam dessa forma em todos os meus aniversários, já para o meu irmão, parecia ser um gesto bastante emocionante, já que seus olhos estavam aguados e ele estava sem reação, além de eu sentir um nós na garganta, que eu sentia que estava sendo passado dele para mim. 

- Feliz aniversário! - Meus pais e o Nathaniel exclamaram sorridentes após terminarem de cantar “parabéns”.

- Obrigada(o)… - Meu irmão e eu falamos uníssonos e assopramos as velas.

- Espero ter acertado nos sabores, frutas vermelhas para a Luna e limão para o Castiel… - Minha mãe falou após nós dois darmos uma mordida no doce.

- Acertou, sim! - Meu irmão e eu falamos juntos, ambos com a boca cheia.

O Nathaniel pediu licença e foi se arrumar, pois em breve teríamos que ir para a escola, Castiel e eu terminamos de comer os nossos cupcakes, enquanto os nossos pais nos fitavam sorridentes.

- Levantem para nos dar um abraço… - Meu pai pediu abrindo os braços, após terminarmos de comer, nós dois levantamos e fomos abraçá-los juntos, minha mãe aproximou-se e nos acompanhou no abraço em família.

- Nós amamos vocês, não se esqueçam disso… - Meu pai falou emocionado.

- Eu também amo vocês, mas vamos parar com tanto sentimentalismo, pois isso está parecendo um drama coreano! - Afirmei rindo, para quebrar o clima sentimental e minha vontade de chorar, meus pais riram e nos soltaram, Castiel forçou uma risada, mas estava emocionado demais para conseguir disfarçar.

- Obrigado por isso, significou muito para mim… - Meu irmão falou comovido.

- Não precisa agradecer, filho, o dia de vocês ainda nem começou… - Minha mãe falou sorridente.

- Nós vamos deixar vocês se arrumarem, não queremos que se atrasem… - Meu pai falou gentilmente e meus pais saíram do quarto, Castiel pediu licença com um sorriso leve, tentando disfarçar a emoção e também saiu.

[…]

Após nos arrumarmos e tomarmos café-da-manhã em família, como sempre, fomos para a escola de carona com a minha mãe, mas dessa vez, meu pai fez questão de nos acompanhar, mesmo tendo que voltar de ônibus depois. Meus pais estacionaram na porta da escola, meu irmão, meu cunhado e eu saímos do carro e os meus pais abriram a janela para se despedirem de nós.

- Tchau mamãe, tchau papai, obrigada pela carona… - Falei sorridente e dei um “tchauzinho” com a mão.

- Tchau, meus amores, boa aula e não se esqueçam, só quero vocês em casa na hora da festa! - Minha mãe afirmou sorridente.

- Pode deixar… Tchau, pai… Tchau, mãe… Até à noite… - Castiel falou sem graça, virou as costas e entrou sem nos esperar, Nathaniel, meus pais e eu ficamos nos encarando surpresos por um tempo, era a primeira vez que o Castiel os chamava assim... Após se recuperarem da emoção, meus pais se despediram mais uma vez e saíram com o carro, Nathaniel e eu entramos na escola e corremos para alcançar o meu irmão. - Se falarem uma única palavra sobre o que acabou de acontecer, eu nunca mais os chamarei assim de novo… - Meu irmão falou irritado.

- O que aconteceu? Não percebi nada de diferente…. - Meu cunhado falou em tom divertido. 

- Eu também não! - Afirmei rindo, depois me agarrei no braço do meu irmão e apertei a bochecha dele. - Seu bebê chorão! - Completei em tom provocativo e dei um beijo na bochecha dele.

- O que você está fazendo, Peggy? - Nathaniel perguntou confuso, após perceber a garota nos fotografando.

- Juntando registros para a matéria do ano… - Peggy explicou com uma expressão vitoriosa e nós a encaramos confusos.

- Que matéria? - Castiel e eu perguntamos uníssonos e impacientes.

- Só vou falar pois, talvez, vocês queiram contar a versão de vocês e uma entrevista enriqueceria ainda mais o meu artigo… - A fofoqueira respondeu após pensar um pouco. - Há semanas tenho observado o comportamento e de vocês e descobri o seu segredinho… - Ela falou me encarando e depois fitou o Castiel. - Não é segredo para ninguém que você namora o Lysandre, mas a sua relação com o Castiel é muito estranha e todo mundo comenta sobre isso nos corredores, eu cheguei a pensar que você, descaradamente, mantinha um relacionamento com os dois, mas eu reparei a semelhança de vocês, consegui alguns documentos na diretoria e descobri a verdade: Vocês são gêmeos! - Peggy concluiu satisfeita.

- Parabéns, descoberta do ano… - Castiel ironizou indiferente. 

- Imagino que, para conseguir tais informações, você tenha usado métodos que não condizem com as normas da escola e você já deve imaginar que eu informarei a diretora. - Nathaniel falou sério.

- Não me importo com a punição, precisamos nos sacrificar em nome do bom jornalismo! - Peggy respondeu convicta. - Infelizmente, no diário escolar de vocês só tem a informação de que vocês descobriram recentemente que são irmãos e a cópia de um boletim de ocorrência, acusando a mãe do Castiel de tentativa de assassinato do filho e outro a acusando de ter matado o marido. Tais documentos foram anexados para justificarem a semana de falta de vocês... - Ela explicou animada e insensível, ignorando o fato de que aquelas informações nos magoavam. 

- Chega, Peggy… - Nathaniel pediu irritado, enquanto Castiel e eu permanecíamos imóveis e calados, eu não sei o que se passava pela cabeça do meu irmão, mas na minha, eu fantasiava dezenas de maneiras de torturar aquela intrometida.

- Com o pouco que eu sei da história e com a minha imaginação fértil, eu posso garantir que a matéria será digna de roteiro de novela mexicana… - Peggy falou convencida, ignorando o pedido do Nathaniel. - Por isso, eu quero saber se vocês preferem dar a versão de vocês, ou deixarão por conta da minha criatividade… - Ela questionou em tom de ameaça, Castiel cerrou os punhos e a insultou com um palavrão.

- Nem uma coisa, nem outra! - Afirmei irritada. - Você vai pegar essa câmera, vai apagar essas fotos e vai confessar para a diretora o que você fez, como forma de se desculpar por ter sido tão intrometida, rude e insensível! - Completei irritada e encarando a garota fixamente, despejando todo o meu ódio pelo olhar.

- Por que eu faria isso? - Peggy perguntou indiferente.

- Porque eu estou MANDANDO e tenho certeza que você vai preferir perder a sua matéria e levar uma suspensão, a aguentar minha ira! - Afirmei com raiva, sem deixar de fixar o meu olhar no fundo dos olhos da garota. - Você não me conhece nada, não pense que eu me importo por ser expulsa da escola, ou até de ser presa por fazer você aprender a não se intrometer em assuntos tão sérios… O DNA da mulher que matou o marido e tentou matar o filho corre nas minhas veias, se ela fez o que fez com pessoas da família, imagina o que eu não posso fazer com quem eu mal conheço! - Concluí com ódio, já sem medir as minhas palavras.

- Luna, chega, não exagera! - Meu irmão pediu sério, enquanto Peggy e Nathaniel me olhavam assustados.

- Mostre que você entendeu o recado, me dando o cartão de memória da sua câmera… - Pedi séria, sem deixar de encarar a garota e ignorando o pedido do meu irmão.

Peggy abriu o compartimento da câmera, tirou o cartão de memória e o entregou na minha mão, como se tivesse em transe. Eu peguei o objeto e o apertei em minha mão com força, com a intenção de parti-lo ao meio.

- Não quebre, tem outras fotos nele, eu prometo que não farei a matéria… - Peggy pediu desesperada.

- Considere como um Castigo pela sua insensibilidade! - Afirmei séria e voltei a apertar o cartão.

- Luna, pára! - Meu irmão pediu irritado e quase gritando. - Você não é assim, não precisa disso tudo… - Ele completou em tom de reprovação, eu fui abrindo a mão aos poucos e desisti de fazer o que eu estava fazendo, o “você não é assim” do Castiel, foi o que me tirou do transe de ódio e sede de vingança que eu estava.

- Você tem razão, desculpa, eu me excedi… - Falei friamente. - Vou confiar na sua promessa e vamos deixar tudo isso apenas entre nós, não precisa contar o que você fez para a diretora, considere como uma compensação por eu quase ter quebrado o seu cartão de memória. - Falei séria e entreguei o cartão para ele.

- O-obrigada… - Peggy agradeceu tremendo.

- Ok, mas lembre-se, enterre essa história e não fale sobre o que a minha mãe fez para ninguém, ou da próxima vez, eu pego a câmera e não serei tão compreensiva... - Alertei em tom de ameaça.

- S-sim, senhora… - Peggy falou assustada e fez uma espécie de reverência para mim, depois, pediu licença e saiu apressada.

- Caramba, você realmente assustou ela, a Peggy não costuma se intimidar assim, fora que ela parecia hipnotizada… - Nathaniel comentou surpreso e um pouco assustado.

- Não foi só ela que a Luna assustou… - Meu irmão falou irritado e me encarou com uma expressão de reprovação. - Não precisava desse exagero e muito menos se comparar à louca da nossa mãe biológica! - Castiel afirmou inconformado e saiu andando na minha frente, Nathaniel o seguiu e eu fiquei parada no meio do pátio, sem reação e tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer.

Eu me sentia culpada por ter ameaçado a Peggy e por tido pensamentos tão ruins, mas ao mesmo tempo, eu me sentia superior e poderosa, me trazia alívio me sentir vingada e ver alguém que tentou me fazer mal, tão vulnerável à mim e cumprindo as minhas ordens.

- Amor? - Lysandre chamou após tocar levemente em meu ombro, me tirando dos meus pensamentos sombrios. 

- Lys? - Perguntei confusa, como se voltasse de um transe.

- Você está bem? Por que está parada no meio do pátio? - Ele perguntou preocupado.

- Eu me distraí… - Falei sem graça. - Por que você não está na sala de aula? O sinal já vai tocar… - Perguntei curiosa, geralmente ele chegava bem mais cedo do que eu.

- Seus amigos e eu estávamos esperando você e o Castiel chegarem na porta da sala de aula, para felicitarmos vocês dois pelo aniversário, quando o Castiel chegou irritado e falou que você estava no pátio, vim ver o que aconteceu… - Meu namorado explicou calmo.

- Mata a primeira aula comigo? - Pedi desanimada.

- Claro, minha linda… - Ele respondeu com um sorriso leve e pegou na minha mão. - Quer ficar no jardim próximo ao clube de jardinagem? - Lysandre perguntou de forma carinhosa e eu assenti com a cabeça. - Antes de você me contar o motivo desses olhos tão acizentados, eu posso te desejar feliz aniversário como se deve? - Meu namorado perguntou com ternura e abriu os braços, eu assenti com um sorriso leve e dei um abraço apertado nele. - Feliz aniversário, minha linda, desejo que você realize os seus sonhos, sane os seus medos e anseios e supere todos os obstáculos que surgirem, saiba que eu sempre estarei ao seu lado para te ajudar com isso tudo… Te amo, nessa e em todas as nossas vidas! - Ele falou de forma carinhosa, enquanto me abraçava e acariciava a minha cabeça, que estava enterrada em seu peito.

Emocionada e sem palavras, eu o agradeci com um beijo carinhoso e o abracei mais uma vez.

- Seu presente está em casa… - Lysandre contou sorridente. 

- Não, ele está aqui do meu lado… - Falei soltando um risinho e dei um beijo no rosto dele, que corou assim que eu terminei a minha frase.

- Agora me conta o motivo da sua angústia… - Ele pediu após nos sentarmos em um banco próximo da estufa do clube de jardinagem. - Brigou com o seu irmão? - Lysandre completou pensativo.

- Como você sabe que estou angustiada e como você sabe que tem a ver com o Castiel? - Perguntei rindo.

- Porque eu conheço bem vocês dois, ele chegou na sala de aula mais mal-humorado do que de costume, não usou ironia e nem sarcasmo com ninguém, só ignorou todo mundo e foi sentar no lugar dele, ele só age assim quando briga com você ou com o Nathaniel, já você, mesmo tentando esconder, está com uma expressão triste e desanimada, fora que os seus olhos estão bem mais acizentados, quase não dá para notar a coloração azul da sua íris e isso só acontece quando você está triste ou com raiva. - Lysandre explicou convicto.

- Realmente, você nos conhece muito bem… - Falei impressionada. - Não chegamos a brigar, foi mais uma atitude minha que decepcionou ele… - Expliquei pensativa e, em seguida, contei tudo o que tinha acontecido com a Peggy, sem deixar passar nenhum detalhe. - Eu deixei a raiva dominar o meu corpo, até eu me assustei com a forma que eu agi. - Completei chateada.

- Ela agiu com muita insensibilidade e falta de empatia, mas realmente, você exagerou… - Lysandre falou delicadamente. - O que mais me preocupa é você ter, mesmo que por alguns segundos, gostado de se sentir com algum poder sobre ela e de vê-la subjugada pelas suas vontades. 

- Você está decepcionado comigo? - Perguntei angustiada.

- Não, meu amor, lógico que não, eu só estou preocupado, eu sei que esse tipo de pensamento não faz parte de você… - Ele respondeu em tom carinhoso e segurou a minha mão.

- Lys, faz parte de mim, sim... Eu posso controlar na maioria das vezes, mas sinto que o mal faz parte de mim! - Afirmei convicta e ele me olhou assustado. - Eu não sei se é herança da Valerie ou se é herança da Mórrígan, mas a minha alma não é completamente boa. - Completei suspirando pesadamente.

- Não fala assim, Luna… - Lysandre pediu triste.

- É o que eu sinto, Lysandre… - Respondi desanimada.

- Se é assim, continue fazendo o que você já faz, deixando o bem falar mais alto… Desde que eu te conheço, você sempre agiu de forma correta e sensata, mesmo nas condições mais difíceis, você sempre demonstrou compaixão, misericórdia e empatia, se o mal existe dentro de você como você diz, ele está muito bem escondido e controlado. - Lysandre opinou convicto.

- Eu nunca precisei me esforçar para agir assim, eu sinto que eu estou mudando, Lys… - Desabafei pensativa.

- Então não permita que essa mudança seja para o mal, eu estarei ao seu lado indiferente de qualquer coisa e não permitirei que você perca a sua verdadeira essência… - Meu namorado respondeu de forma carinhosa e, depois, segurou meu rosto entre as mãos. - Eu sei que você é boa e que a sua alma é iluminada, essa é só uma fase ruim e nós vamos vencê-la. - Ele falou com firmeza, sem deixar de ser carinhoso e completou com um selinho.

Nos abraçamos algumas vezes, eu agradeci as palavras dele e fiquei deitada no banco, com a cabeça apoiada em suas pernas, até a hora da segunda aula. Enquanto ele acariciava a minha cabeça e cantava baixinho para eu me acalmar, eu pensava sobre a minha relação com o Lysandre, realmente, éramos almas complementares, pois quando eu me sentia imersa na sombra, ele aparecia com sua luz e resgatava o meu verdadeiro eu.

[...]


Notas Finais


Será que a Luna está indo para o lado negro da força? E como será que vai ser essa festa? Respostas nos próximos capítulos rsrs
Presente que o Castiel deu para a Luna: https://http2.mlstatic.com/lp-screaming-trees-sweet-oblivion-D_NQ_NP_415721-MLB20843128974_072016-F.jpg
A tatuagem dos dois eu mostro no próximo capítulo :D
Beijinhos e até o próximo!


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