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História Ghost Rule - Capítulo 34


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Notas do Autor


Hello Again
Estou meio desaparecida né?
Mas não se preocupem, estou bem!
*MusicAC*

Capítulo 34 - Nostalgic


Sabia que meu pedido de desculpas não adiantaria nada, então tinha que ser conveniente. Afinal estava tudo conectado, o ataque e as ordens de Hiro. Chamei todos para uma conversa na sala de Hiro, suspirei. 

— Eu não sou uma pessoa fácil e não gosto de pedir desculpas,mas estava errada. Sinto muito por isso, Hiro. Não quis te escutar. — Olhei para ele.

— Eu também fui cabeça dura. — Ele suspirou. 

— Mas o que eu queria falar é, o ataque e as ordens que Hiro recebeu, estão conectadas. Fui olhar os registros que ele recebeu, o e-mail parecia autêntico das forças armadas, mas na verdade, era só uma farsa. Havia uma criptografia nele. — Mostrei na tela para todos.

Re. Deve ter interceptado e mudado os dados. — Thomas me disse enquanto mexia no tablet.

— Mas os padrões estão corrigidos. —Ryoma confirmava.

— Mas não há uma sincronia, quando tentei sincronizar todos, não tinham estabilidade. Mas isso confirma que, realmente pode ter vindo de alguém das forças armadas ou melhor, do Protetorado. — Afirmei.

—Temos um agente duplo. — Rize disse.

— Avisarei ao Protetorado.— Hiro já ia pegar o celular quando levantei a mão em sua direção.  

— Não assim, nosso agente duplo pode tentar sumir, precisamos ir até lá. — Eu disse.

— Quer ir na sede? Pode haver mais deles. ,— Alone me avisava. 

— Por isso, nosso general está aqui. Iremos eu, Belinda e Ryoma. Preciso de todo o resto aqui, os Mekas precisam ser vigiados. — Olhei para todos, eles concordaram. General Hiro ligou para sede com a desculpa:" Evie Nears está disposta a vender seus brinquedos ao Protetorado." Eles caíram, Hiro conhecia o truque. Belinda, Ryoma e eu nos trocamos, precisávamos ficar apresentaveis. Meu pai ia comandar a equipe de conserto aos Mekas. 

— Quando chegarmos lá, nos dividiremos. Ryoma ficará comigo e Belinda com Hiro, coletaremos informações com esse nanochips, eles não irão perceber, eles se moldam ao ambiente. — Disse a eles.

— O mais importante é achar o agente duplo sem fazer alarde na sede. Precisamos de um nome. — Ryoma nos instruiu. Hiro estava fardado e então entramos no carro. Fiquei no banco do carona enquanto Belinda e Ryoma estavam atrás. 

— Evie, o que acontece se eles descobrirem? — Belinda me perguntou enquanto colocava o cinto. 

— Não se preocupe, sempre tenho uma plano. — Sorri de lado para ela, Belinda tinha um  rosto meio triste. Não me atrevo a perguntar o motivo. 40 minutos de carro, estava um silêncio. 

— O Protetorado. Por que mudaram o  nome? Gostava de Forças Armadas, era mais ameaçador. — Perguntei ao Hiro, ele riu. 

— Não sabia que gostava de coisas desse tipo. — Ele me olhou e voltou os olhos para a estrada. 

— Tem muita coisa que não sabe sobre mim. — Olhei para a janela. 

— Verdade, mas quando Castiel chegou dizendo que você tinha montado um robô gigante, eu queria saber mais sobre você. — Ele disse. 

— Percebi, mas ele também me avisou que você era um babaca. Então, não ligava. — Cruzei os braços. 

— Pois é,  percebia como ele gostava de você. — Hiro disse e fiquei atenta. — Chegamos, vamos passar pelo portão de verificação.  

— Alto, identificação...Ah, General! Desculpe! — O soldado ficou surpreso.

— Está tudo bem, eu trouxe a Senhorita Evie e seus assistentes, pode verificar se estamos liberados para entrar? — Hiro perguntou ao soldado. 

— Só um minuto, Senhor! — Ele checava na lista. — Podem entrar, tenha um bom dia senhor! 

Ele apertou um botão e o portão se abriu. Hiro andou com o carro. A sede tinha uma muito azul e preto, meus olhos ardiam. Ele parou o carro na entrada do prédio e tinha pelo menos um homem de terno. Em sua volta, dois soldados. Descemos do carro e ele veio logo me cumprimentar. 

– Prazer em conhecer, Senhorita Nears. Eu sou Yan Alcan, dos recursos armamentistas do Protetorado. — Ele estendeu a mão e o comprimentei. 

— Igualmente, este são Belinda e Ryoma, meus cientistas mais importantes para meus projetos, os chamei para ver de perto o que realmente importa para o Protetorado. — Indiquei a ele.

— Oh sim, o General Hiro nos informou. Não é mesmo? — Ele olgou para Hiro.

— Sim, então acho que feitas todas as apresentações, preciso me retirar, deve fazer meu relatório, os encontrarei na sala de armas. — Hiro me olhou, isso era parte do plano.

— Claro, espero que o senhor Yan nos guie adequadamente.— Belinda disse fingindo um sorriso. 

— Com certeza, por aqui por favor. — Yan nos disse e o seguimos. Hora de colocar o plano em ação. Começamos o "passeio" pela sala de treinamento e então chegamos a sala de operações, discretamente enquanto Yan falava, Belinda conectou um pendrive a uma entrada e recolhia dados.

— Então, como podem ver, nada sai ou entra sem passar por aqui. — Yan dizia. Belinda fez um sinal para mim indicando seu sucesso.

— Interessante, o que significam aqueles dados ali? — Perguntei.

— Receio que aqueles dados são sigilosos,  sinto muito. — Ele me olhou.

— Tudo bem, mas se um dia eu quiser confiar meus projetos ao Protetorado, saberei. Vamos a sala de armas?— Disse olhando para Ryoma e Belinda. 

— Ah, será que antes podem nos mostrar o banheiro? — Ryoma disse.

— Mas é claro, esse soldado mostrará o caminho para vocês. — Senhor Yan falava e o soldado foi na frente. — Nos encontraremos na sala de armas. 

— Claro. — Belinda me olhou e saiu com Ryoma atrás do soldado. Recebi uma mensagem no celular, peguei para olhar.

"A sala dos backups fica ao lado dos banheiros, de acordo com a planta desse lugar, só vamos demorar um pouco. Distraia eles." 

                                           — Bel. 

— Vamos? — Eu olhei para Yan. Seguimos nisso rumo, passamos por várias salas de treinamento. — Seus soldados são treinados de uma forma peculiar. 

— Os soldados do Protetorado, senhorita. — Ele me disse. — E sim, são. Buscamos os melhores cientistas e formas de adaptação inovadoras.

— No final, são só humanos. — Dizia enquanto olhava o relógio no meu pulso, chegamos em uma sala cheia de soldados e havia um homem no centro, era como uma rinha de galinhas. Ele parecia estar ganhando, o outro homem estava quase morto.

— Por favor, Marechal Pierce. Temos uma visita. — Yan parecia estar desapontado. Ele parou na mesma hora.

— Rapazes, levem esse homem a enfermaria. Afinal, tenho que estar apresentável para a jovem dama ali. — Ele fez todos aqueles soldados rirem. Carl sussurrou para mim, "Desculpe por isso". 

— Você não disse que veríamos um Marechal hoje. — Olhei para Yan.

— Fui avisado de última hora, minha sinceras desculpas, mas o Protetorado quer que ele veja para fazer um relatório. — Ele me disse enquanto colocava a mão no bolso. As portas atrás de mim abriram, Ryoma e Belinda. 

— Então você é a Senhorita Nears. Estava esperando uma senhora com rugas, mas você é muito nova. Marechal Pierce, ao seu dispor.  — Ele estendeu a mão para um aperto.

— Hum, ao me ver, você também não é muito velho. Evie Nears, não aperto mãos. — Olhava para ele. 

— Entendi, depois que viu aqui, também não apertaria minha mão, vamos para a sala de reuniões? — Ele indicava o caminho. Carl e os soldados foram na frente.

— Achei que não iam voltar, fiquei preocupada — Falei banco para Belinda, enquanto olhava para os lados. 

— Precisamos encontrar o Hiro. — Belinda me respondeu. 

— Seu amigo, não é tão confiável quanto pensávamos. — Ryoma me olhou, seu olhar estava diferente. Falei para irmos andando antes que eles percebessem algo. 

— Como todos sabemos, a Senhorita Nears está aqui para compartilhar seus projetos com o Protetorado. Por favor. — Yan me olhou, Hiro tinha acabado de entrar pela porta. 

— É, mas não é o meu projeto, e sim do meu pai. O aprimoramento de armas...— Comecei a falar e Belinda mostrava os slides para eles, sabia que parte era mentira e a outra, apenas um esboço. Mas eles não sabiam, fui convincente. A reunião acabou. Marechal vinha minha direção. 

— Seu pai é um homem sábio, será que você também é? — Ele me disse com tom ameaçador. 

— Não entendo o que quis dizer. — Olhei para ele.

— Sabe, o Protetorado está de olho em sua família, afinal, vocês são uma família de gênios. E pelo que soube, "seus brinquedos grandes" são de última geração. Você pode ser uma garota esperta, mas precisa de recursos. — Ele me disse se encostando na mesa e ficando na minha frente. Abri um sorriso.

— O Protetorado pode até convencer meu pai ajudar na "sua causa expansionista", mas eu só estou aqui para pegar um terrorista e nada mais. Ah, e "meus brinquedos grandes" só para pessoas com cérebros, não crianças. Marechal. Tenha uma boa noite. — Sorri e sai da sala com Ryoma e Belinda. Hiro saiu depois. — Vamos embora, não tenho mais nada pra fazer aqui. 

Saímos do prédio e entramos no carro. Pedi para Hiro ir o mais rápido possível ao esconderijo, sem disse uma palavra sequer, apenas observava os dados coletados do Protetorado. Quando chegamos, Alone e Rose nos aguardavam. Hiro, Belinda e Ryoma saíram e eu fui a última.  

— Evie...— Rize disse, mas Belinda o olhou. 

— Melhor não. — Belinda olhou pra ele. 

— HEY HIRO. — Gritei ele e quando se virou completamente, dei um soco nele que o fez cair. 

— Evie! — Alone me olhou preocupado. — Por que fez isso? 

— Você já vai saber. — Puxei a arma que estava escondida na minha cintura e apontei para Hiro. — Me responda e talvez voce saia vivo:"15 de agosto de 2045, Wings, 21h da noite, nota de relatório General Hiro Hisotaka, missão concluída." 

— O que? Evie, eu não sei o que está dizendo. — Hiro estava com a mão no rosto enquanto se levantava lentamente. 

— "15 de agosto de 2045". Eu li sobre o relatório da missão, mas parece que algumas informações estão em preto. Protetorado deve ter escondido bem. — Olhei para todos.

— Eu não entendi. O que essa data tem de tão importante? — Alone me olhava com um pouco de desespero.

—A data que Castiel Evergreen morreu. Achamos arquivos no Protetorado sobre. Mas não fazem sentido, foi um acidente. — Ryoma disse. 

— Exatamente, mas nosso amiguinho já trabalhava pro Protetorado muito antes, antiga Forças armadas. — Destravei a arma. — Se explique ou eu abro um buraco no seu estômago no qual os médicos vão ter que catar seus restos. 

— Evie! — Era a voz do meu pai. Merda. — Abaixe a arma. Precisamos do Hiro. — Ele me olhou, abaixei a arma. 

— Obriga...— Antes de se levantar completamente, meu pai socou ele forte e no fim, Hiro desmaiou. 

— Não tava com balas, tá vendo? — Mostrei pra ele. — Vamos, entrem no carro e outros vão com meu pai. Como foi a preparação e desmontagem? 

— Normal, ele não vai saber onde vamos. — Meu pai me disse. — Os pilotos enviados por ele voltaram pra sede, eles estavam "limpos".

— O que está acontecendo? — Rize nos olhava, confuso juntamente a Alone.

— Só precisa saber que estamos de mudanças. Peguem o bonitão aí. — Ryoma ia em direção ao carro. 

— Vamos logo, Thomas e Dean estão esperando a gente. — Belinda foi para o carro também. 

— Vamos meninos, afinal a verdadeira caçada começa agora. — Olhei para os dois. Os dois foram com meu pai levando Hiro desacordado e entrei no carro, eu ia dirigir. — Os cintos por favor. 

     Agora está na hora de caçar Re.



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