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História Ghostin - Capítulo 14


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Notas do Autor


oi hihi nem sei como começar isso aqui sem ficar com vergonha. Desculpa pela demora pessoal, não tem muito o que justificar. Eu estive muito ocupada com o trabalho e consequentemente estressada demais para conseguir escrever alguma coisa :/

para falar a verdade, eu nem sei mais se gosto da forma que eu desenvolvi essa história. Pra mim tá tudo uma bosta e eu tenho vontade de reescrever DE NOVO kahsdhhas. Alguém pode me estrangular, por favor?

mas ok, não vou reescrever nada não. Vou deixar assim e tentar consertar o que eu odeio nos próximos capítulos (isso se eu não surtar antes cof).

enfim gente, eu não sei quando sai a próxima atualização, mas eu prometo que vou tentar ser um pouco mais rápida <3

boa leitura!

Capítulo 14 - S e B chegam perto


Baekhyun roçava os dedos uns nos outros de maneira nervosa. Os lábios ficavam secos alguns segundos depois de ele os umedecer com a língua, então de nada adiantava. Baekhyun estava numa briga com o relógio que o torturava tão sadicamente.

A tortura teve fim quando ele avistou os jogadores do time de basquete abandonando o ginásio junto às suas mochilas de tubo, risadas e brincadeiras idiotas. Baekhyun puxou o celular depressa do bolso, ligando para o motorista vir buscá-lo, e logo depois esperou que Sehun o avistasse. Assim que isso aconteceu, Baekhyun seguiu para o lado de fora rapidamente e Sehun se apressou para alcançá-lo, tentando ser o mais discreto possível com a sua desculpa para não ir com os seus parceiros até o Star Meadow.

Sehun entrou depressa na limusine estacionada no pátio e torcia para que nenhum dos garotos tivesse o visto.

Eles conseguiam ser tão fofoqueiros. Bem mais do que as líderes.

— Oi. — Sehun disse enquanto fechava a porta, sorrindo para a expressão nervosa de Baekhyun. Ele cumprimentou o motorista com um aceno positivo de cabeça.

— Oi. — Baekhyun respondeu-lhe, decidido a parar de morder a parte interna da bochecha daquele jeito.

Ele não queria deixar tão óbvio que estava nervoso, mas ficou um pouco aliviado depois de perceber que Sehun também tentava não transparecer a mesma coisa. Os dois acabaram fechando um acordo mútuo e silencioso de que não se falariam durante o trajeto até a casa de Baekhyun, pois não tinham nenhum assunto a tratar o qual o motorista pudesse ouvir.

“O andar dele sempre foi tão alto assim?”, pensou Sehun enquanto eles subiam os andares do elevador. Baekhyun não tinha se mudado, acontece que permanecer sozinho com ele em um elevador parecia tornar os minutos em horas, e era difícil respirar e lutar contra a vontade de agarrá-lo ao mesmo tempo.

— Sinta-se à vontade. — Falou Baekhyun enquanto abria a porta do apartamento, deixando Sehun ser o primeiro a entrar.

Sehun apertou a alça da mochila com força suficiente para deixar as falanges brancas. Tipo assim, beijar Baekhyun em uma cabine era menos... Sufocante. Por mais irônico que pareça. Afinal, uma cabine de banheiro é muito apertada para dois, então beijar alguém dentro de uma se trata exatamente de ser sufocante. Mas para Sehun, isso era libertador.

Dentro de uma cabine sufocante ele não tinha espaço para pensar ou olhar para outras coisas. Ali no apartamento de Baekhyun ele de repente teve um grande choque de realidade no momento em que lembranças lhe atingiram.

Então, porra, ele estava mesmo dando uns pegas no seu ex-melhor amigo depois de terem se evitado por dois anos. Essa era de longe a pior forma de tentarem se dar bem de novo.

Sehun tentou fugir durante aquelas semanas de qualquer pergunta óbvia. Tipo essas:

Eu sou gay?

Eu gosto dele?

O que significa o que estamos fazendo?

O que somos agora?

Eu deveria parar?

Isso está certo?

Acontece que agora essas perguntas estavam vindo todas de uma vez, como um raio destruidor. Sehun estava torrando o cérebro.

— Sehun? Tudo bem? — Baekhyun perguntou após notar sua expressão congelada, junto a um tocar sutil em seu ombro.

Sehun sobressaltou-se de leve e depois respirou fundo. Okay. Ficar agitadão com aquilo logo agora era tarde. Deveria tentar relaxar, e ele nunca quis tanto que Chanyeol estivesse ali com um baseado verdinho no bolso da calça.

— Sim. Tudo bem. — Sehun respondeu de uma maneira meio engessada, mas Baekhyun resolveu deixar pra lá porque estava igualmente nervoso.

— Quer tomar algo? — Ele inquiriu de costas para Sehun, se dirigindo até o frigobar da cozinha americana que compunha o luxuoso apartamento.

Sehun pôde se distrair durante alguns instantes com a vista do 83 Tower, qual ficava muito bela dali de cima, exposta pela grande janela que cobria quase a parede inteira.

— Quero. Obrigado.

— Pode se sentar... Se quiser. — Baekhyun disse enquanto pegava dois copos e os enchia com um refresco de groselha com baixo teor alcoólico.

Sehun sentou-se no sofá lentamente, como um robô, e apoiou a mochila no colo. O cheiro de Baekhyun estava por toda parte... Era quase enlouquecedor.

— Aqui. — Sehun desviou o olhar do tapete após ver um copo invadir seu campo de visão.

— Obrigado. — Falou enquanto envolvia o vidro gelado com os dedos.

Baekhyun liberou um riso soprado, ocupando o assento ao lado de Sehun posteriormente de afastar uma almofada. Diferente da posição endurecida do mais alto, Baekhyun colocou os pés para cima do sofá. Sentar daquela forma era a sua maneira de expulsar a tensão.

— Você está falando menos do que o normal. — Baekhyun brincou, tentando dissipar o clima.

Os dois estavam sozinhos, é claro. Baekhyun era o tipo de garoto que ficava sem a supervisão dos pais pela maior parte do tempo, que tinha um frigobar só para ele, dinheiro a vontade e todo o capricho imaginável.

Mas ainda era meio... Solitário.

— O que você quer que eu diga? — Sehun inquiriu enquanto sorvia do seu drink, mal tendo tempo de engolir antes de Baekhyun largar o próprio copo na estante ao lado do sofá e segurar o seu rosto.

— Eu quero que diga ou faça o que tem vontade. — Sehun sentiu o coração falhar uma batida e o ar tornar-se rarefeito novamente.

Ele desvencilhou-se das mãos de Baekhyun somente para também largar o próprio copo e inclinar o rosto na direção dele, unindo os lábios em um beijo ansioso. Baekhyun fechou os olhos em reflexo e estirou os braços em volta do pescoço de Sehun, tremendo quando as línguas se encontraram e lhe trouxeram a sensação qual nunca enjoaria.

Sehun se inclinou um pouco mais na direção de Baekhyun até que ele deitasse no sofá, tornando o beijo um pouco mais lento e excitante.

— Podemos ir para o seu quarto? — Sehun não acreditou que havia mesmo perguntado aquilo, mas Baekhyun estava suspirando demais, gemendo baixinho e já tinha enroscado a sua cintura com as pernas.

Ele queria chegar a algum lugar com aquilo. A não ser que só estivesse blefando... Sehun torceu com todas as forças para não ter errado seu palpite.

— Podemos... — Baekhyun quase sussurrou e a sensação de alívio foi imediata.

Sehun saiu de cima de Baekhyun, esperando-o guiá-lo até o quarto. Logo teve a sua mão segurada num toque morno e confortante, e dessa maneira Baekhyun conduziu-o até uma porta ao final do corredor.

Quando eles entraram, o corpo de Sehun ficou ainda mais mole e ele sentiu o perfume de Baekhyun com mais intensidade. Queria muito deitar com ele... Nem que fosse só simplesmente deitar, como eles haviam feito na sua cama há alguns dias depois daquela festa doida.

Mas algo lhe dizia que os dois fariam um pouco além disso...

Baekhyun trancou a porta com a mão livre, permanecendo com a outra entrelaçada na de Sehun. Depois o puxou até a cama, deitando-se nela e assim fazendo Sehun deitar-se também. Baekhyun parecia tão mais seguro sobre aquilo que Sehun temeu estar sendo um tremendo idiota. Ele estava muito ansioso, contrastando com os toques lentos e arrastados de Baekhyun em seu corpo.

Sehun respirou fundo durante o tempo em que se beijavam, assumindo um pouco mais de compostura e tentando relaxar. Era só sexo, né? Sehun estava há muito tempo sem aquilo, mas isso não queria dizer que precisava ficar quebrando a cabeça. Se continuasse tão nervoso, iria queimar neurônios até que sobrassem menos do que sobravam em Chanyeol.

Era Baekhyun embaixo de si. Era a boca dele, a pele dele e o toque dele... Era o garoto que confundiu a sua cabeça por muito tempo e ainda confundia, mas Sehun não queria sair correndo como um gatinho medroso. Queria ser confiante como havia sido naquela noite no Dragon Club. Queria ser um pouco mais como Kyungsoo, ou Luhan, ou Zitao.

A única coisa que precisava saber naquele instante era que queria Baekhyun; que sempre o quis.

Sehun afastou-se do corpo do Byun somente para tirar a própria camiseta, fazendo o mesmo com a do mais baixo logo em seguida. Baekhyun ficou arrepiado mesmo que estivesse quente, e suspirou quando as peles cruas encostaram uma na outra. Sehun tinha um corpo muito firme.

— A-ah... — Um gemido escapou dos lábios de Baekhyun após Sehun lhe beijar no pescoço, passando a língua na região e depois descendo as carícias pelo seu peito.

Baekhyun ficou com vergonha quando Sehun colocou um de seus mamilos na boca, e isso era meio engraçado porque ele não teve vergonha nenhuma na vez em que Yixing fez isso. Talvez porque quando Baekhyun fez isso com Yixing ele estava tomado pela curiosidade. Ele queria descobrir como era estar com um garoto, visto que com garotas Baekhyun nunca encontrou a sensação prazerosa que esperava.

Mas com Sehun... Bem, também tinha curiosidade, mas também tinha medo, paixão e um monte de coisas que o deixava à beira de colapsar. Ele não sabia o que queria fazer primeiro com Sehun. Ao mesmo tempo em que o queria beijando o seu corpo, queria-o beijando os seus lábios. Queria abraçá-lo, senti-lo e não soltar nunca mais.

Era bom e angustiante. Uma paixão tão forte que doía.

— Sehun... — E de repente Baekhyun sentiu que precisava dizer isso a ele. Só assim conseguiria se acalmar.

Sehun pensou que Baekhyun só estava gemendo o seu nome daquela maneira dócil e erótica qual ele sempre fazia quando estavam se tocando, por isso ele continuou depositando beijos molhados na barriga desnuda do menor, com as mãos postas uma em cada lado do seu tronco magro. As mãos de Sehun eram muito quentes, e grandes também.

— Sehun... — Baekhyun voltou a sussurrar, prendendo o lábio inferior entre os dentes quando Sehun traçou um caminho com a língua da sua barriga até os seus mamilos novamente, envolvendo-os com a boca e voltando ao pescoço. Baekhyun tinha uma pele muito deliciosa de lamber. — A-ah Sehun... — Ele persistiu, não percebendo que isso deixava Sehun cada vez mais excitado. — Por favor...

— “Por favor” o quê? — Sehun inquiriu junto a um sorrisinho, beijando as bochechas de Baekhyun enquanto sentia as mãos dele apertando desesperadamente os cabelos da sua nuca.

Sehun não deixou que ele respondesse a sua pergunta, pois selou novamente os lábios em um beijo afoito e aberto.

Agora Baekhyun tinha plena certeza de que era muito difícil controlar Sehun quando ele estava com tesão.

— Eu... Sehun... — O Byun voltou a falar após os lábios se desgrudarem. Sehun ondulou a cintura contra a de Baekhyun, dirigindo uma das mãos até o zíper da calça dele enquanto tornava afundar o rosto no pescoço cheiroso e macio. — E-espera, Sehun, eu te amo!

Baekhyun soltou tudo de uma vez, fazendo o maior parar de beijá-lo e assim o permitindo respirar. Céus, mais um pouquinho e Baekhyun estaria sem roupas. Ele não imaginava que Sehun, com aquele jeito todo quieto, pudesse ter tão perigoso. Claro que no sentido sexual de perigoso. Se você não prestar a atenção, vai tentar encontrar algum assunto para fazer o cara quietinho abrir a boca. É exatamente aí que você termina pelado.

— D-desculpe... Eu só falei qualquer coisa para ganhar sua atenção. — Baekhyun explicou-se depois de perceber o silêncio de Sehun. Uma explicação bastante mentirosa.

Ele continuava sob o seu corpo, lhe olhando de perto, mas logo acabou por sentar na cama. Meio que como um reflexo, Baekhyun abraçou um travesseiro para cobrir o peito desnudo. Ele não tinha muita confiança no próprio corpo, embora seu corpo fosse o tipo que estampava as capas da Burberry. Ou qualquer outra revista fashion que ama um magricelo gatinho protagonizando todos os catálogos da temporada.

— Ah... Foi mal, eu não percebi que você estava querendo falar algo. — Sehun coçou a nuca, tentando acalmar o coração disparado. Por um momento, realmente acreditou naquelas palavras...

— T-tudo bem... — Baekhyun engoliu com um pouco de dificuldade. — Olha só...

— Você já fez isso com um cara? — Sehun o interrompeu depois de não conseguir segurar a pergunta que cercava seus pensamentos desde que eles entraram naquela brincadeira quente.

Baekhyun não parecia ter nenhum tipo de conflito quando o assunto era transar com um garoto. Ele não hesitava, enquanto Sehun, a cada toque diferente, pensava milhões de vezes se estava fazendo certo.

— O quê? — Baekhyun piscou rapidamente. — Eu... É... Já. — Completou após processar a pergunta.

Não faria mal admitir isso à Sehun né?

Pela expressão surpresa que ele abria naquele instante, talvez o momento não tivesse sido tão propício a essa confissão.

— Com quem? Quando?

Baekhyun respirou fundo, abaixando os ombros após soltar o ar.

— Faz tempo. Antes de vir para Seul. — Sehun permaneceu por alguns instantes em silêncio.

Agora aquele beijo que eles deram ao final do jogo do Spring Break fazia mais sentido para Sehun. Ele sempre perguntou a si mesmo o porquê estar tão assustado com primeiras vezes se Baekhyun conseguia ficar de boa.

Talvez porque não era a primeira vez dele beijando um garoto. E não seria a primeira vez transando com um.

Sehun de repente se sentiu meio... Enciumado. Era esquisito e o deixava com o sangue quente. Ele quis sair correndo para casa e chorar como um bebê assim que chegasse, mas não faria isso. Ao menos não a parte de sair correndo.

Ele se sentia muito estúpido por ter ciúmes das antigas relações de Baekhyun.

— Com quem? — Sehun repetiu a primeira pergunta.

— Você não conhece.

— Tá, mas o que vocês eram?

— Amigos, mas eu já disse que faz tempo. — Baekhyun umedeceu os lábios e abraçou o travesseiro com mais força.

Por que Sehun de repente parecia tão puto?

— Hm...

— Você tá bravo? Não quer mais fazer? — Não era como se Sehun não quisesse fazer, era só que de repente ele estava se sentindo um mané.

Parecia ser um virgem patético e medroso tentando transar, e a última vez que ele se sentiu assim foi quando Chanyeol e Minseok começaram a crescer. Sehun sabia que esse foi o maior motivo para ele ter namorado com Nayeon, porque ele não queria ficar para trás. Chanyeol fumava maconha o tempo todo, andava de skate por aí e bebia Kloud Malt no Chimsan Park. Ele tinha amigos mais velhos e assim como eles, podia voltar a hora que quisesse para casa. Minseok, por sua vez, sempre pareceu mais velho do que a maioria. Ele sabe beber vodka sem fazer careta e nunca faz sexo sem camisinha. Era por essas e outras que Sehun se sentia errado.

Ele gostava de todas as coisas que Chanyeol e Minseok gostavam, mas desde que os três foram atingidos pela puberdade e sentiram vontade de beijar na boca, Sehun percebeu que ele gostava de quase todas as mesmas coisas que Chanyeol e Minseok.

E isso era assustador.

— Não é isso. — Sehun balançou a cabeça.

— Então o que é?

— Tipo, olha só, você não é o meu amigo. Ou é? — Baekhyun franziu o cenho.

— Eu não sei... Você quer que eu seja?

— É exatamente isso. Talvez estejamos indo rápido demais. — Sehun disse vestindo a camiseta rapidamente.

— Espera, me deixa entender. Com isso você disse que quer ir devagar, ou que quer parar tudo por aqui? — Baekhyun igualmente vestiu a camiseta porque não queria estar seminu sozinho.

— Eu disse que ficamos sem nos falar por dois anos, e que essa não é a melhor forma de reatarmos a nossa amizade. — Baekhyun olhou para o colchão e balançou a cabeça positivamente.

Sehun se sentiu um pouco orgulhoso do que havia feito porque era exatamente isso que Minseok faria. Mas se seguisse o estilo de Chanyeol, provavelmente já estaria vasculhando a gaveta atrás de um preservativo.

— Tudo bem... Eu também acho. — Baekhyun disse estendendo o braço e o colocando em torno do pescoço de Sehun, puxando-o para ele. — Deita comigo.

 

Quando eles eram amigos, costumavam fazer isso muitas vezes. Quase sempre era na garagem de Sehun, naquele colchonete velho e projetado para apoiar a geladeira estragada que, depois de passar pelo conserto, o deixou vago.

E os dois ficavam lá por horas ouvindo música, fumando, bebendo e rindo de tudo. Era muito bom ser amigo de Baekhyun porque ele dava a sensação de que estando ao lado dele, tudo era possível. Havia algo muito descuidado nas ações impulsivas que Baekhyun tomava, mas não era sempre que dava errado. E quando dava, ele sempre parecia pronto demais para abraçar as consequências.

Sehun nunca foi muito bom em lidar com elas, então talvez por isso cuidasse muito com os próprios futuros passos. Ele não se arriscava demais, e beijar Baekhyun era arriscar tudo. Sehun sentia-se vivo e muito maluco. Tipo, ele poderia ir para um festival hippie agora e voltar só daqui a três dias. Transaria com Baekhyun dentro de uma Kombi, o levaria para ver o mar e transaria com ele de novo na praia em cima de uma toalha de banho colorida e super psicodélica que teria conseguido no festival.

Pff.

Que engraçado. Eram insanos os lugares que a sua mente viajava quando ele estava ao lado de Baekhyun.

— Você está tenso. — Baekhyun riu ao notar que o corpo de Sehun tinha congelado.

Bem, era óbvio que seria assim. Eles estavam quase transando há alguns minutos e Sehun tinha medo das chamas se acenderem novamente. Com Baekhyun, tudo era possível.

— Foi mal... — Baekhyun soltou Sehun do abraço, somente ficando deitado ao lado dele e deixando os braços se roçarem timidamente, sem pretensão alguma. — Eu não sei se é isso o que eu quero.

Baekhyun moveu o rosto no colchão, procurando pela imagem do perfil de Sehun.

— Não quer o quê? — Sehun também moveu o rosto no colchão, acabando tão pertinho de Baekhyun que as pontas dos narizes quase se encostavam.

— Essa relação... Eu nunca fiquei com um garoto. E até então eu só quis que a gente voltasse a ser amigo como antes. — A vontade de chorar atingiu Baekhyun em cheio, mas ele não deixou que as lágrimas saíssem e nem que isso ficasse óbvio.

A verdade era que Sehun tinha medo de só estar nutrindo algum tipo de obsessão por Baekhyun. Desde que eles se afastaram, ele pensou muito nele. No quanto ele era lindo, agradável e confiante. Talvez Sehun só tivesse desejado demais ser igual a Baekhyun que achou estar apaixonado. Ou talvez realmente o admirasse ao nível de alguém que está apaixonado.

Era difícil de saber, e ele preferia não pensar.

— Podemos só... Esquecer isso por um tempo? — Baekhyun respirou fundo e apertou os lábios, pegando uma das mãos de Sehun e a envolvendo com a sua entre o espaço dos corpos.

— Então não vamos mais nos beijar? — Sehun balançou a cabeça negativamente. — Tá bom.

— Mas vamos ser amigos como antes.

Baekhyun agradeceu internamente por ele e Sehun não terem transado. Se tivessem, provavelmente teriam voltado à estaca zero. Mas agora ele ficava feliz porque Sehun não queria colocar tudo a perder ao se envolver com um cara sem ter certeza disso. Ele estava zelando por uma relação com Baekhyun, e isso deveria ser o suficiente por enquanto.

 

É, era sim.


Notas Finais


eu não betei ahsdhs então desculpa por qualquer erro

e gente, o que vocês estão achando do desenvolvimento?

XOXO


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