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História Gimme Danger (Imagine Park Jimin) - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Hello, bom com vcs?

Boa leitura❤

Capítulo 28 - De volta a um conto sombrio.


Fanfic / Fanfiction Gimme Danger (Imagine Park Jimin) - Capítulo 28 - De volta a um conto sombrio.

P.O.V. Yuri

Se aquilo era uma tentativa de causar medo, estava funcionando. O homem corria pelas ruas com sangue pelo corpo e mal se dava ao trabalho de me despistar. Sabia quem estava correndo atrás dele e sabia que não importava para onde ia, eu iria encontrá-lo.

Ele gritava por perdão e prometia que iria se tornar um homem melhor, mas as palavras não eram verdadeiras. Seu arrependimento era falso, porém, o ódio no olhar era diferente. Eu também sabia que ele, apesar do medo, se tiver uma mínima chance de tentar me matar, o faria.

O homem pegou um beco quando me viu mais próxima do que antes e com raiva empurrou dois latões de lixo, já eu, parei e observei a sujeira que aquele imundo fez. Enquanto um latão veio rolando em minha direção, que eu coloquei o pé em cima para para-lo, o medroso se chocou contra Jungkook, que cruzou os braços sem nenhuma reação após o homem gritar de susto e dar alguns passos para trás.

- Nós só queremos fazer algumas perguntas. – Jungkook disse enquanto inclinava a cabeça e encarava o homem a sua frente como uma presa

- Não tenho nada para conversar com vocês, eu já disse.

Eu fiquei com tanta raiva da negação falsa do sujeito que até chutei o latão para longe. Como estava de costas para mim, tomou mais um susto com a ação repentina e me encarou com olhos arregalados. Eu dei alguns passos, quanto mais perto eu chegava mais ele se encolhia.

- Eu já torturei você no passado, posso fazer de novo se você não abrir a boca. – Enquanto eu falava, o homem olhou desesperado pro Jungkook. Eu estava longe de ter feições frias ou assustadoras, posso até estar com raiva, mas o que dava medo no homem era que ele sabia do que eu já fui capaz.

- Eu já falei, flor de lis, não sei nada dela. – disse se abaixado quando cheguei ao seu lado e se abraçou tentando não me encarar.

Me agachei e sussurrei:

- Primeiramente, se quiser sair sem mais nenhum machucado é bom parar de me chamar de flor de lis. A flor murchou, queimou e virou cinzas. Segundamente, nós sabemos que foi você que me mandou o último bilhete no hotel. – Eu ergui o queixo do homem com cuidado e delicadeza, mas depois apertei e o fiz olhar nos meus olhos – Pietra Allegra Brown. Esse nome lhe é familiar?

- Maciel, por favor, não me faça falar. Eu tenho uma esposa agora e a Pietra irá atrás dela se eu lhe contar algo.

- Eu que irei atrás dela se você não abrir a boca. – marquei o queixo do homem com as minhas unhas – Se você esqueceu-se de tudo que eu fiz, eu posso lhe lembrar.

O larguei e me levante, virando-me de costas e contendo a raiva pelo silêncio do homem, mas então, aquela voz velha soou.

- Pietra nunca mais falou comigo. Foi Scarlet que me mandou lhe entregar os bilhetes.

- Você – O olhei por cima do ombro – foi até a Coreia do Sul?

- Quê? – disse incrédulo, o homem passou a mão limpa nos fios grudados na testa e os ajeitou para trás – Minha empresa está sendo processada há meses por poluição ao meio ambiente, não posso sair do estado.

Jungkook resmungou algo sobre a empresa do homem, mas continuou na dele. Eu me virei e encarei o sujeito, a raiva aumentava.

- Scarlet ainda mora em Campinas?

- Não, ela se mudou há alguns meses para cá.

- Especifique em que lugar da cidade, São Paulo é enorme.

- Bem... – o homem engoliu em seco – Scarlet abriu uma boate na Rua Oscar Freire, todos falam que é a melhor.

- Sabe o nome? – O homem negou – Abriu mais alguma balada depois da dela?

- Não também.

Está bem, então eu terei que procurar a última balada inaugurada em uma rua que quase não tem fim. Será difícil pela extensão, mas se tudo der certo, eu vou achar aquela desgraçada e descobrir se ela tem contato direto ao não com a Pietra.

P.O.V. S/n

- Você não precisa fazer isso. – Jimin disse segurando a minha mão, eu o olhei e percebi que ele estava receoso com aquela situação – Você já foi ao túmulo dos seus pais, não precisa se massacrar vindo até aqui.

Tirei a mão que estava na maçaneta da porta e acariciar a dele que segurava a minha outra. Seu olhar era relutante e só se acalmou quando eu soltei um leve sorriso.

- Eu quero por um ponto final no meu passado Jimin. – Olhei para a maçaneta e escutei aquele maldito tiro de anos atrás. Sete anos e só agora as cicatrizes se fecham de verdade. Balanço a cabeça, negando o sofrimento – Eu quero entrar nessa casa e apenas lembrar dos bons momentos, da comida boa que a minha mãe insistia em fazer mesmo com empregados, do sol batendo de tarde na televisão, dos meus pais fazendo um piquenique no jardim.

A casa em minha frente era onde os meus pais morreram e onde tudo desabou. Depois que eu soube que Oliver estava ciente que eu morava na Coreia, eu e o Bangtan e as meninas viemos para o Brasil para despista-lo e aproveite para finalmente fechar a última porta do meu passado.

Eu já fugi do Brasil e fechei essa cicatriz, eu aprendi a sorri e a cicatriz que doía por fazer tal ato se sessou, eu quase me perdi e perdi o Jimin e aprendi a curar essa ferida, Seul tinha virado o meu lar e Kwan tirou isso de mim, doeu, mas estou me curando. E maior ferida já feita, a perda dos meus pais, estava preste a se fechar.

Finalmente.

Eu achava que depois que livrasse o Bangtan da cadeia e acabasse com o Kwan teria paz, mas com Oliver ainda vivo isso seria impossível. Além do mais, Filipa disse que só aguentou o Oliver por tanto tempo porque o acordo dos dois era que ela trabalhasse para ele e ele não iria atrás de mim, coisa que só aconteceu de verdade quando me mudei para o outro lado do mundo, o que quer disse que o velho está me procurando furioso.

- Está bem. – Jimin beijou a minha cabeça quando viu meu olhar distante – Eu não sairei do seu lado, ok?

- Ok. – abri a porta e olhei para dentro, tudo estava coberto com panos brancos para proteger do pó, mas estava todos os móveis ali, intocados. – Parece que a casa até me esperava. – sorri de leve e dei os primeiros passos até ir para o centro da sala. Eu me recusei olhar para o sofá onde eu e minha mãe dormimos quando ela morreu.

- É o piano da sua mãe? – Jimin apontou para o objeto coberto no fundo da sala e eu dei alguns passos na direção

- É.

Sim, eu quero chorar, entrar em um buraco mais fundo do que quando no dia dos sete anos de mortes dos meus pais, mas Jimin veio mais rápido e me abraçou por trás. Beijou o meu pescoço e comentou contra a minha pele:

- Podemos ir se quiser.

Se meu silêncio pudesse machucar ouvidos, teria feito estragos enormes. Mas então eu reclamei mentalmente por não responder o meu namorado e ele achar que eu estava pior do que parecia visível.

- Apenas uma música, – antes de falar, Jimin tinha pedido novamente se eu queria ir e se estava bem mesmo e aquela era a minha resposta. Virei o meu rosto para encara-lo e para mostrar que estava lidando bem com os meus pensamentos e sentimentos – daí podemos ir.

Jimin concordou e me ajudou a tirar o pano de cima do piano, eu me arrumei e Jimin ficou encostado ao lado do instrumento. Eu não toquei a música que a minha mãe tocava, na verdade toquei uma música que me inspira e o que mais me surpreendeu é que quando chequei na metade, Jimin começou a cantar. Uma voz de anjo que acalma o meu dilúvio.

O tanto que meu coração palpita, eu me preocupo

O destino está com inveja de nós

Assim como você, eu estou tão assustado

Quando você me vê

Quando você me toca

O universo se move para nós 

Não houve nem uma pequena falha 

Nossa felicidade

Era para ser

Porque você me ama

E eu te amo

- Jimin, – Me levantei quando a música acabou com lágrimas de felicidade nos olhos, então coloquei as mãos ao redor do pescoço dele e ele me abraçou – sua voz é linda, poderia ser cantor.

Park bufou descrente, mas selou nossos lábios.

- Consegui te acalmar?

- Melhor, como sempre me trouxe paz. – Nós dois sorrimos e eu olhei ao redor – Agora podemos ir embora.

Saímos e Jimin, como sempre, entrelaçou as nossas mãos.

Eu olhei apenas uma vez para a casa que havia me forjado, destruído e abrigado, então decidi, olhando para frente, que aquela história não acabava ali. Aquelas duas pessoas que eu tanto amei não haviam morrido em vão, e suas mortes seriam vingadas. 

E bom, Oliver, eu estou de volta a um conto sombrio com o único objetivo de te destruir.


Notas Finais


Alguém sabe me dizer se eu já dei um nome para a mãe da S/n? Kkkkk
Juro que não lembro😂


Gostam da minha escrita? Fiz uma nova fic cheia de suspense, surpresas e ação, tudo misturado com magia
https://www.spiritfanfiction.com/historia/coroa-de-pecados-15382366

E outra do Jimin está saindo do fornooooo
Só não sei quando vou postar kkk

Bjs❤


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