História Girassóis de Fogo (Yoonseok) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Minjoon, Mistério, Namjin, Suspense, Yoonseok
Visualizações 110
Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!! Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem!
Muito obrigada pelos comentários e favoritos, amo vocês!





Boa Leitura!

Capítulo 6 - A Cura Através de um Desejo


Fanfic / Fanfiction Girassóis de Fogo (Yoonseok) - Capítulo 6 - A Cura Através de um Desejo

Capítulo 5

A Cura Através de um Desejo

Jung Hoseok

 

Estava parado diante da cama de Namjoon, o fitando com seus olhos fechados e curativos nos machucados por todo seu corpo. Ainda me sentia impactado por tudo aquilo que Yoongi tinha feito com ele, e com tudo que meu amigo sofreu até ir parar naquela cama. Suspirei pesadamente, e fechei os olhos, sentindo meu peito doer enquanto tentava encontrar uma solução para toda aquela bagunça. Senti uma suave tontura, e me apoiei na cama, sentando e passando a mão pela minha testa. Levei instintivamente a mão livre a minha barriga, e engoli seco. Eu tentava abrir meus olhos, mas eles pareciam pesados demais para que aquilo acontecesse.

Alguns minutos se passaram, e eu senti alguém agarrar meu braço, e me balançar. Abri os olhos, fitando Jimin que dizia algo.

— Hobi… Hobi…

Pisquei algumas vezes, e olhei em volta.

— O que…? — murmurei tentando entender o que tinha acontecido.

— Você adormeceu? — perguntou e fitou algo na minha mão. — O que é isso?

Franzi o cenho, e vi nas minhas mãos um caderninho do qual eu não me lembrava de ter pegado antes.

— O que estava escrevendo? — perguntou Jimin me fitando.

— Eu… — não terminei de falar pois comecei a ler as frases escritas ali.

 

Não acredite em tudo que vê.

Ande sempre alerta.

O caminho será incerto.

Acredite no seu futuro.

Corra dela.

Rainha do medo.

Esteja pronto.

Dite as regras.

Impeça ele.

Tenha calma.

Estado extremo.

Não me salve.

Ouça a mensagem.

Mantenha distância.

Impeça ele.

Não me salve.

 

— O que… o que é isso? — sussurrei arregalando os olhos e mostrando o caderninho para Jimin.

Ele leu todas as mensagens, e negou com a cabeça parecendo tão confuso quanto eu.

— Não sei, Hobi… — disse me fitando assustado.

— Essa… essa letra não é a minha, Jimin. — abracei meu corpo, sentindo um tremor passar por todos meus músculos.

Meu amigo respirou fundo, passando a mão pelos cabelos loiros e voltando a fitar o caderninho.

— Não fale pra ninguém sobre isso. Pelo menos não por enquanto.

Assenti e fitei Namjoon desacordado na cama. O cobri melhor, e levantei indo olhar pela janela do quarto.

— O que está acontecendo? — sussurrei pra mim mesmo.

***

Andava pelo quarto, lendo e relendo as frases escritas no caderninho. Minha cabeça doía de tanto que pensava, mas ao mesmo tempo, não conseguia deixar quieto. Tinha virado sonâmbulo? Depois de tudo que sofri com a Paralisia do Sono, agora teria que lidar com mais aquilo? Enquanto pensava sem chegar a lugar algum, Yoongi entrou no quarto, e me fitou.

— Tudo bem? — murmurou a pergunta.

— Sim. — suspirei pesadamente, e o fitei. Um clima estranho tinha se instalado entre nós dois.

— Já comeu? Precisa se alimentar bem, Hobi. — disse parando perto a mim e colocando as mãos nos bolsos da calça.

— Vou fazer isso agora. — disse suspirando e indo até a porta.

— Podemos… conversar depois? — ele perguntou assim que abri a porta.

Olhei para ele por cima do ombro, e assenti.

— Sim, podemos.

Deixei o quarto levando o caderninho comigo. Não sabia o porquê, mas algo dentro de mim me dizia que tudo estava prestes a desmoronar, e não existia nada que eu pudesse fazer. De qualquer forma, naquele momento, não tinha muito o que fazer, então apenas fui até a cozinha, procurar algo para comer. Ao entrar no lugar, deixei o caderninho em cima da bancada e fui até a geladeira. Decidi fritar um bife e fazer uma salada. Retirei os ingredientes da geladeira, e enquanto preparava a carne pra fritar, senti que era observado. Olhei em volta, um pouco temeroso e desconfiado, até que vi pela janela do lado de fora uma pessoa. Engoli seco, e peguei a faca. A pessoa então retirou o capuz, revelando seu rosto. Era o Ceifador que eu tinha visto no castelo Banshee.

Não sabia o porquê, mas me aproximei da porta, e a abri para ele. Ainda segurava a faca e o olhava desconfiado. Não podia confiar em ninguém naquele lugar.

— Precisamos conversar, Hoseok. — disse me fitando.

Olhei para ele e em seguida para a cozinha. Engoli seco, e peguei o caderninho, deixando o castelo junto a ele. Andávamos pelos arredores do lugar, não nos afastando muito. Eu ainda mantinha a faca em mãos, e notei que Dong-yul a fitava.

— Sabe como usar isso? — murmurou a pergunta.

— Sei o suficiente. — respondi diretamente.

— Sabe que isso não vai me matar, não é?

— Sei… — suspirei pesadamente. — Mas pelo menos vai me dar uma chance de fugir de você. — murmurei e então o fitei. — Agora chega de enrolação. Sobre o que queria conversar?

Dong-yul olhou para o céu estrelado e então começou a falar.

— Sobre sua omma. — disse parecendo se perder em pensamentos. — E sobre a nossa relação.

Franzi o cenho, e o fitei.

— Eu… me lembro de ter um porta-retratos. — revirava aquela memória que tinha acessado quando vi Dong-yul pela primeira vez. — Ela o deixava na cômoda do quarto.

Ele assentiu e colocou as mãos no bolso do seu casaco longo preto.

— Como deve saber, ou se não sabe, lhe explicarei, Ceifadores e Banshees nascem em pares. — disse me fitando e continuou. — Kyung-Soon era meu par.

Assenti e sustentei o seu olhar.

— Então… vocês eram próximos, certo?

— Sim. Todo Ceifador e Banshee, tem uma ligação próxima. — disse me fitando e então mudando a direção em que andávamos. — Com o passar dos anos, com a extinção quase que completa dos Lux, Banshees pararam de nascer.

Lux? — perguntei franzindo o cenho e o seguindo. — O que são Lux?

— Seres de luz, que são com quem as Banshee se relacionam para ter novas Banshees, mantendo assim viva a espécie. — explicou e começou a andar até uma colina.

— E… por que eles começaram a ser extintos? — perguntei intrigado e subindo com cuidado.

— Por que começaram a ser caçados por esporte. — respondeu sem olhar pra mim. — Lux não eram seres que tinham instinto de defesa muito apurado. Por serem seres puros, nunca tiveram que lidar com guerras ou conflitos.

— Q-quem caçou os Lux? — tinha medo da resposta que viria.

— Alguém que está perto de você. — disse parando de andar, e fitando diretamente nos olhos. — Você o conhece como Seokjin, nós Ceifadores o conhecemos como Thanatos.

Fiquei chocado com aquela revelação. Passei a mão pelos cabelos, sem saber lidar muito bom com tudo aquilo.

— Por que ele faria isso? — sussurrei a pergunta.

Dong-yul riu sem humor.

— Não faz ideia do que um Deus é capaz de fazer, por muito pouco. — disse frio e sério.

— Por quê? Sabe o motivo disso? — perguntei me sentindo cada vez mais abismado com tudo.

— Por que ele já amou uma Banshee.

Fiquei boquiaberta com aquela revelação. Estava prestes a despejar mais milhares de perguntas, mas Dong-yul não permitiu.

— Temos que voltar. — murmurou começando a fazer o caminho de volta.

— Espera! Preciso saber mais… — disse o seguindo de novo.

— Saberá mais. — disse andando apressado de volta para o castelo. — Mas não agora.

Tropecei e sem querer derrubei o caderninho. Dong-yul o pegou do chão e fitou o que estava escrito antes de me devolver.

— São apenas frases aleatórias?

Neguei com a cabeça.

— Não… não exatamente.

Dong-yul apenas assentiu, e continuou o caminho. Ao me aproximar do castelo, estava tão perdido em pensamentos, que nem notei que ele já tinha desaparecido. Suspirei pesadamente olhando em volta, e apenas entrei de volta na cozinha. Encontrei Yoongi na cozinha, fitando os ingredientes que eu tinha deixado na bancada.

— Onde estava? — perguntou me fitando.

Me aproximei dele, e abracei sua cintura, escondendo o meu rosto no seu peito. Logo senti os braços dele me envolverem em um abraço carinhoso. Ainda existiam muitas coisas que precisávamos resolver, mas naquele momento, apenas precisava do seu abraço.

— Tudo bem? — murmurou a pergunta. — O que foi fazer lá fora?

Estava em meio a um dilema. Não sabia se contava a Yoongi ou não o que tinha ido fazer. Odiava mentiras, além de saber que tinha cobrado a verdade dele.

— Estava conversando com um Ceifador. — murmurei e logo a feição dele ficou fria, e seus olhos azuis não desviavam dos meus. — Ele conheceu a minha Mama.

— Hobi… isso é perigoso. — disse sério e um pouco irritado. — Não pode sair por aí com um estranho.

— Sei disso… me desculpe. — respondi coltando a abraçá-lo. — Mas… eu me lembro dele. Da época que era criança, minha mãe tinha uma foto dele no quarto dela. Além do mais, voltei inteiro, sem nenhum arranhão.

— Isso não quer dizer que ele é confiável. — murmurou irritado.

— Podemos… podemos não brigar agora? — perguntei manhoso. — Só… só quero ficar com você um pouquinho.

Yoongi suspirou pesadamente, e assentiu. Ele então começou a me ajudar a preparar a comida, e nós não falamos sobre problemas ou a realidade maluca em que nos encontrávamos. Apenas fomos eu e ele. Hobi e Suga, cozinhando e aproveitando a presença um do outro.

***

Jeon Jungkook

 

Eu seguia Taehyung a algum tempo, sem saber direito para onde estávamos indo, ou o que estávamos procurando. A única coisa que sabia, era que estar fora daquele castelo era bom. Olhava para a paisagem, e mal percebi quando Tae parou de andar, e então me puxou com força ela manga do moletom. Agachei ao seu lado e o fitei.

— Por que paramos? — sussurrei a pergunta, fitando o perfil do seu rosto.

Tae apenas colocou o indicador em cima dos meus lábios, indicando para que ficasse quieto. O toque suave durou milésimos de segundo, mas me fez engolir seco. Logo o dedo dele se afastou dos meus lábios, e então voltou a fitar a sua frente. Ignorei todo o meu embaraço por apenas um toque, e me concentrei no que ele olhava. Queria perguntar por que aquela árvore na beira do lago era importante? Ou por que estávamos nos escondendo? Mas todas aquelas perguntas sumiram assim que vi nos galhos da árvore, gotas que pareciam cintilantes e reluzentes surgirem. Arregalei os olhos diante daquela cena mágica e que parecia ter saído de um jogo ou filme de fantasia.

Mais uma vez, me perdi em pensamentos e só notei que Tae se movia quando já estava a alguns passos de distância. Me levantei, e apertei o passo para alcançá-lo.

— O que é isso? — perguntei ainda me sentindo abismado com tudo a minha volta.

— Essa é uma Árvore da Cura. — disse ele se aproximando lentamente da imponente árvore.

— Ela… pode dar a cura que Namjoon hyung precisa? — perguntei curioso fitando Tae.

— Acredito que sim. — disse me fitando. — Mas tudo tem um preço.

Fiquei um pouco temeroso com aquilo. Se tem uma coisa que sempre soube, era de que essa ideia de que tudo tem um preço, pode causar ainda mais problemas do que os já existentes.

— Que preço?

— Para a Árvore da Cura, é trocar algo com ela. Mais especificamente, um desejo. — disse com um sorriso sugestivo e com uma pontinha de malícia.

Senti um leve nervosismo subir pelo meu estômago.

— Como exatamente isso funciona? — perguntei receoso.

Tae foi se aproximando lentamente de mim.

— Existem pessoas que tem o sentimento de matar outra pessoa, mas o reprime. — murmurou dando mais um passo em minha direção. Não me movi, mesmo me sentindo inteiro em alerta. — Outras que desejam algo proibido, como a mulher de outro homem. Ou até mesmo, um homem que deseja outro de seu mesmo sexo.

Engoli seco, e respirei fundo. Aquelas palavras quase sussurradas pela voz grave dele estavam me afetando, e eu não gostava daquilo. Taehyung estava muito perto, e seus olhos nãos desviavam dos meus.

— Mostre a ela o seu desejo, Jungkook. — sussurrou.

***

Jung Hoseok

Despertei com o cheiro doce de Yoongi exalando por todo lugar. Ao abrir os olhos, vi que estava no seu colo, e que nos encontrávamos no sofá de um quarto. Semicerrei os olhos por causa da luz e me espreguicei, olhando em volta. Vi Namjoon deitado na cama e Tae, Jungkook, Jimin e Jin também estavam lá. Deixei meu olhar sobre Jin por algum tempo, mas logo desviei e fitei Yoongi.

— O que está acontecendo? — minha voz saiu um pouco rouca por ter acabado de acordar.

— Tae conseguiu algo que pode ajudar Namjoon. — murmurou ele me fitando, e retirando alguns fios de cabelo dos meus olhos.

Me esforcei para me levantar, e vi Tae sentar na cama, pegar um pequeno frasco, e retirar a pequena rolha que o tapava. Ele ergueu suavemente a cabeça de Namjoon pela nuca, afastou seus lábios, e derramou o líquido cintilante na boca dele. Assim que terminou, o ajeitou no travesseiro, e se levantou. Todos no quarto estavam aflitos, sem saber se aquilo funcionaria ou não. Os minutos foram passando, e nada acontecia. Jimin segurava a mão dele e não desviava o olhar do seu rosto. Kookie se encontrava no canto do quarto, encostado na cômoda, de braços cruzados e olhar distante. Já Yoongi se manteve sentado no sofá, apenas fitando Namjoon com o seu olhar indecifrável. Abracei o meu próprio corpo, e não ousei olhar para Jin. Apenas voltei minha atenção para a cama.

Mais infinitos minutos se passaram, até que Jimin olhou para a mão unida a de Namjoon. Ele estava a apertando. Todos focaram no seu rosto, e então seus olhos se abriram. Namjoon puxou o ar com força, como se tivesse voltado a respirar. Ele fitava o teto com os olhos arregalados, até direcionar o olhar para Jimin. O vi engolir seco, e continuar o fitando.

— Hey… — disse Jimin um pouco incerto do que fazer.

Um brilho diferente passou pelas pupilas dele, e o vi afastar os lábios ressecados para finalmente falar.

— Quem sou eu? — perguntou ainda fitando Jimin.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e espero ansiosa pelas teorias!!

Lembre sempre de amar a si mesmo(a)!


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