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História Girl Crush - Capítulo 10


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Notas do Autor


X IMPORTANTE!!!!! X


> CAPÍTULOS POSTADOS NOS FINS DE SEMANA (DE SEXTA A DOMINGO)

> POR FAVOR, LEIA AS NOTAS FINAIS PORQUE LÁ EU CONVERSO COM VOCÊS, ENTÃO LEIAM AS NOTAS FINAIS AMORES!

> BOA LEITURA!!!

Capítulo 10 - Capítulo Nove


Fanfic / Fanfiction Girl Crush - Capítulo 10 - Capítulo Nove

Com a cabeça nas nuvens
Não há nenhum peso nos meus ombros
Eu deveria ser mais sábia
E perceber que eu tenho

Um problema a menos sem você
Eu tenho um problema a menos sem você
Eu tenho um problema a menos sem você

(Ariana Grande feat Iggy Azalea, Problem)

 

Ajeito a lente da câmera semi profissional e tiro a proteção para disparar o flash, verifico se está tudo certo e me afasto um pouco para poder tirar fotos do ensaio da turma de teatro. Eles fariam uma peça sobre Shakespeare e estava com metade do figurino pronto, bato mais algumas fotos para o jornal e depois sigo para a sala onde Gwineffer está me esperando para adicionar as fotos a matéria. Mas no meio do caminho eu sou parada por Felícia que tromba em mim assim que viro no corredor.

- Opa. Ah Diana, eu estava te procurando. Diz ajeitando seus cabelos e sorrindo para mim.

- Oi. Respondo esperando ela dizer o que quer.

Eu meio que fugi dela hoje no almoço para poder dormir um pouco na biblioteca, mas ainda assim eu estava super cansada.

- Você está bem? Felícia questiona me olhando bem com seus olhos felinos.

- Sim. O que você precisa? Eu meio que estou ocupada, preciso entregar umas fotos para Gwineffer. Digo a fazendo abrir a boca em um ‘Oh’.

- Claro, é eu te procurei na hora do almoço, mas você sumiu. Diz juntando as mãos e mordendo os lábios.

Me sinto meio culpada, mas eu não era amiga dela, não tinha obrigação de andar com ela, mal nos conhecíamos. Mas mesmo assim eu respondo: - Eu precisava tirar um cochilo na biblioteca.

- Oh, certo. Tudo bem. Fala e ri. Ela ajeita seu cabelo novamente e rodopia na minha frente me fazendo quase bufar.

- Felícia. Falo sem paciência a fazendo ficar séria.

- Ok, certo. Eu queria te convidar pra ir ao jogo do time de lacrosse essa noite, eles vão jogar contra a Academia Evelyn Grace. Vai ser muito legal. Diz me fazendo franzir a testa.

- Jogo? Lacrosse? Questiono pensando porque ela pensa que eu iria querer ir a um jogo que nem sei como se joga.

- Sim, vamos comigo, vai ser divertido e depois sempre tem festa do time mesmo perdendo – diz franzindo o rosto – Aparentemente os jovens gostam de beber para comemorar e beber quando perdem.

Faço careta não querendo ir nesse jogo, eu tinha coisas maiores em que pensar, como no fato de eu não conseguir ter uma boa noite de sono ou que tem um psicopata atrás de mim. Não estava no clima de ir a festas, eu perdi a porra da minha família. Mas Felícia não sabia disso, ela estava tentando ser legal comigo e eu aprecio.

- Ah, vamos, por favor. Pede percebendo que eu não estou afim.

- Tudo bem, mas eu preciso pedir permissão da minha tutora. Eu te mando mensagem se ela deixar. Respondo com nenhum pouco de remorso de estar mentindo para ela.

- Isso! Mas me avisa rápido porque eu preciso encontrar uma roupa pra vestir. Diz e dou meu celular pra ela anotar seu número.

- Pode deixar. Eu preciso ir. Falo gesticulando para a câmera e pegando celular de volta.

- Claro, vai lá.

Eu não pediria pra Kelly porque eu não estava afim de ir, só concordei porque queria que ela parasse de me encher. Felícia era uma garota legal, mas eu não estava no clima, minha vida é muito complicada.

Quando chego na sala encontro Gwineffer andando de um lado para o outro com seus cabelos em um rabo de cavalo presos em um laço rosa, assim que me vê vem até mim pegando a câmera nem mesmo dizendo obrigado.

- De nada. Respondo irônica e me afasto indo para o meu computador.

***

- A comida está boa? Kelly questiona dando uma garfada no frango empanado e assinto.

- Sim. Respondo e bebo um pouco do suco.

Olho para a tv onde passava o noticiário, o repórter falava sobre um ataque de feminicídio em Brent Cross.

- Você está bem? Kelly questiona me observando e encaro seus olhos castanhos.

- Sim – dou de ombros me sentindo meio pra baixo – Posso pegar o mousse de chocolate?

- Sim. Diz e me levanto indo até a geladeira. – Sabe, eu estava pensando em ir ao shopping amanhã. Você quer ir comigo? Convida sorrindo e assinto.

- Claro, mas tem que ser depois da escola. Digo colocando um pouco de mousse em uma taça.

A campainha toca me fazendo olhar para Kelly.

- Eu atendo. Diz largando o guardanapo na mesa e se levantando.

Eu guardo o doce de volta na geladeira e dou uma colherada.

- Diana! Kelly chama me fazendo levantar a cabeça.

Ela aparece no batente da porta da cozinha.

- Tem uma amiga sua da escola na porta, disse que vocês irão a um jogo hoje. Fala entrecerrando os olhos e engasgo com o mousse.

Bato no peito não acreditando que Felícia veio até a minha casa, eu não mandei mensagem pra ela e pensei que perceberia que não ia. Aparentemente não, já que está na porta da casa da Kelly.

Kelly ri baixinho e balança a cabeça. Passo por ela indo até o hall e encontrando Felícia arrumada, com calça legging preta, uma camisa vermelha e jaqueta de couro, estava maquiada e seu cabelo estava solto e enrolado. – Hey. Ela diz parada na porta de um jeito meigo.

- Oi. Como sabe onde eu moro? Questiono surpresa.

Felícia cora e abaixa a cabeça.

- Desculpa, eu não sou uma stalker nem nada, mas é que eu vi seu endereço na sua ficha quando a Vargas pediu que eu te guiasse pela escola. Fala com vergonha e suspiro.

- O que está fazendo aqui? Pergunto já sabendo.

- Vamos para o jogo, lembra? Questiona me checando em meus pijamas.

- O jogo? – questiono e a encaro – Felícia eu não aceitei ir. Falo com cuidado a fazendo abrir a boca.

- Oh. Responde ficando sem graça e me sinto uma cadela.

- É jogo de que? Kelly questiona atrás de mim.

- Do time de lacrosse da escola. Respondo fazendo ela concordar, depois se aproxima e coloca a mão em meu ombro quando diz a Felícia: - Ela vai ir querida.

Viro meu rosto pega de surpresa e já pronta pra recusar.

- Kelly.

- Você vai Diana – declara olhando em meus olhos de um jeito sério – Vai se divertir com sua amiga, vai sair um pouco menina.

Meu rosto queima de vergonha e me volto para Felícia que está me encarando com esperança, com aqueles olhos de gatinho abandonado na sarjeta.

Droga. Eu não queria ir, mas talvez Kelly tivesse razão e eu precisasse me divertir, quem sabe se eu não fosse poderia cansar bem e capotar na cama quando chegar.

- Tudo bem – respondo cedendo e fazendo Felícia bater palmas – Mas vai ter que esperar eu me arrumar.

- Claro, claro. Diz rindo.

Olho para Kelly e nego não acreditando que uma adulta estava me incentivando a sair em dia de semana de aula. – Quer mousse de chocolate amiga da Diana? Ouço-a perguntar a Felícia assim que começo a subir as escadas pro quarto.

Kelly me elogia e praticamente me enxota da casa depois que desço arrumada com calça jeans, botas de salto e blusa preta de gola alta. Mas antes de sair ela diz: - Não se esqueça que amanhã acorda cedo. Divirtam-se.

Felícia ri achando aquilo tudo divertido e sorrio não sabendo o que fazer com Kelly. Aquela senhora não existia.

- Escuta Diana. Felícia me para no meio do caminho pegando em meu braço – Eu queria pedir desculpas, eu percebi que você não queria ir, mas é que eu quero mesmo ir ao jogo e é meu ultimo ano, sabe? Eu nunca fui ver os jogos porque o pessoal do grêmio acha tudo muito desnecessário ver caras correndo atrás de uma bola, mas eu quero todas as experiencias adolescentes.

Olho para ela não sabendo o que dizer depois disso. Eu também não tinha experiencias adolescentes, nunca me liguei no que todo mundo estava fazendo, mas posso entender onde Felícia quer chegar. Vamos nos formar em menos de um ano e depois serão responsabilidades uma atrás da outra, viramos adultas e acabou juventude sem problemas.

Só que eu já passei dessa fase, eu nunca tive e sei que nunca vou ter juventude, as responsabilidades vieram bem cedo pra mim e eu tive que crescer e virar adulta.

- Olha, eu confesso que não queria ir a esse jogo, só disse que pediria a Kelly pra você parar de me encher. – confesso a fazendo abrir a boca com a minha sinceridade – Mas eu quero me distrair e você parece ser legal, e acho que posso aproveitar essa noite com você.

Felícia sorri de lado e depois ri entrelaçando nossos braços. – Você também parece ser legal.

- Eu sou mesmo. Respondo a fazendo rir mais ainda.

A Academia Evelyn Grace ficava em Brixton então tivemos que pegar um Uber para chegar lá. A escola era menor que a nossa, mas o estádio da mesma era maior, com grama aparada e postes de luz voltados para o jogo. Felícia e eu arranjamos lugares quase perto da ação e enquanto o time de lacrosse lutava pelo titulo estadual ela me explicava um pouco sobre lacrosse já que eu não sabia nada e estava mais perdida que cego em tiroteio.

No fim, Streatham & Clapham High ganhou de quatro a dois com dois gols de Tate Thomas, de acordo com Felícia ele era incrível e super gato. O jogo termina com aqueles que vieram prestigiar o jogo aplaudindo nossa escola com bandeiras roxas e amarelas.

- Vamos na festa? Felícia questiona olhando-me com olhos esperançosos.

Faço careta andando ao seu lado em direção aos portões da escola.

- Não sei, não Felícia. Está ficando tarde e está trovejando. Gesticulo para o céu onde nuvens estavam sobrecarregadas. Choveria em breve.

- Ah para Diana, sempre chove em Londres. Por favorzinho. Eu nunca fui a uma festa do time de lacrosse e meu pai está na casa da namorada até de madrugada. Pede juntando as mãos.

- Ele sabe onde você vai? Questiono estranhando e ela desvia os olhos de mim. – Felícia.

- Não, mas eu disse a ele que iria pra casa da minha tia e pra minha tia eu disse que iria na casa de uma amiga. Fala rindo e tampando a boca.

- Você é maluca. Digo negando e troveja novamente.

- Vamos Diana, por favor. Você disse que queria aproveitar essa noite comigo e eu quero muito ir nessa festa. Implora jogando minha fala contra mim.

Olho ao redor vendo alguns estudantes montarem em picapes e saírem gritando. Um cara com o rosto pintado grita ‘Festa na casa de Tate Thomas’. Eu suspiro sabendo que ela iria de qualquer jeito e não me sentiria bem deixando ela ir sozinha em uma festa que não está acostumada a ir.

- Está bem, mas quando eu disser vamos embora, você vai. Falo apontando o dedo pra ela que grita e me abraça dizendo que eu sou a melhor.

Só esperava não me arrepender dessa decisão.

A casa de Tate Thomas era parecida com a de Melinda, só que um pouco menor, mas isso não parecia ter impedido a todos porque havia estudantes da Streatham & Clapham High por tudo quanto é lado. Sentados na grama lá fora, empoleirados na sala de estar, na sala de jantar havia garotas vestidas com pouca roupa dançando encima da mesa e caras jogando ping pong na cozinha. Uma playlist de hip hop tocava pela casa inteira.

Felícia me puxa em direção a cozinha onde um balde de cerveja estava e um cara com o uniforme do time nos pergunta se iremos querer. Felícia aceita e pega dois copos de plástico, ela me entrega o meu e cheiro antes de beber para saber se não estava misturada com outra coisa.

- Isso está lotado. Ela grita por cima da música e assinto.

- Felícia. Ouço uma voz masculina chamando o nome de Felícia e me viro encontrando Tate Thomas.

Ele era alto e musculoso como um atleta, tinha os cabelos loiros na altura dos ombros cheio de cachos, um sorriso angelical e olhos castanhos profundos. Eu via o apelo das meninas nele.

- Tate, hey. Felícia diz o abraçando e me questiono de onde eles se conhecem.

Eu nunca vi ela perto dele, apesar de que só estava na escola a dois dias então.

- Você veio mesmo. Ele fala e se vira para mim batendo os olhos.

Os encaro tentando entender de onde surgiu essa amizade estranha. Apesar de que Felícia era linda, tinha corpo de líder de torcida e inteligência de uma nerd.

- Hum, Diana esse é Tate e Tate essa é minha nova amiga Diana. Felícia nos apresenta e Tate estende a mão para mim.

Aperto e dou um sorriso educado.

- Oi.

- Oi. Como vieram? Questiona para Felícia, mas ainda olhando para mim me deixando inquieta.

- Viemos de carona. Conta e grita quando Chris Brown começa a tocar – Ai eu adoro essa música, Diana vem dançar comigo. Pede me puxando e deixando Tate pra trás.

Olho para trás o vendo nos observar, ele pisca para mim e me viro revirando os olhos.

Felícia amava Chris Brown e fez questão de todos saberem quando começou a rebolar e dançar cantando a letra da música. Eu ri e dei uns passos terminando minha cerveja. Ela estava atraindo olhares masculinos ao nosso redor e sei que depois dessa noite ela seria com certeza notada na escola pelos caras, se já não era notada antes.

Ela me rodopia e ri de si mesma, como eu não era muito de dançar disse a ela que pegaria mais cerveja e voltei para a cozinha encontrando Tate de conversa com uma garota bonita. Pego dois copos e antes de me virar para sair Tate chama meu nome, eu olho para ele questionando o que diabos ele queria.

- Você está gostando da escola? Questiona e sua amiga diz: - Você é aluna nova, não é?

- Sim. Respondo e me volto para Tate.

- Se precisar de alguma coisa pode me chamar, está bem? Oferece dando um sorriso de galã de novela e coro sentindo o efeito dele.

- Está bem, obrigado. Digo e me viro não sabendo o que foi aquilo.

Ele era mesmo legal ou estava querendo algo.

Quando volto para Felícia a encontro dançando abraçada a um cara que nunca vi, eles sorriam um para o outro e decido não atrapalhar, então eu bebo minha cerveja quieta no canto apenas observando a multidão. Mas um tumulto começa quando um cara sem camisa entra na casa e grita POLÍCIA!

As meninas gritam e os caras desligam a música, e é um pegando na mão do outro para sair dali. Felícia é empurrada e largo os copos tentando ir até ela. – Felícia! Grito esbarrando em uma menina que me xinga.

- Diana. Ela me procura olhando para os lados e quando consigo alcança-la a porta está sendo aberta por policiais.

Seus uniformes me fazem entrar em pânico tendo a porra de um deja-vu da noite que Melinda foi morta.

- Temos que sair daqui. Falo para ela assim que o policial grita para ficarmos onde estamos.

Eu a puxo tentando ir pela cozinha, mas o policial segura seu braço a fazendo gritar.

- Larga ela! Eu grito com ele puxando Felícia.

- Me solta! Ela grita também, mas ele não solta e a puxa me fazendo solta-la.

Me viro para trás pensando em um jeito de sair, mas vejo outro policial segurando dois caras pela camisa com cara de que sabiam que estavam ferrados.

- Vocês estão com muitos problemas senhoritas. O oficial diz apontando o dedo para nós duas fazendo Felícia agarrar meu braço com medo.

Porra.

***

- O quão ferradas estamos? Felícia questiona sentada no banco da cela em que dividimos com mais alguns alunos.

Olho para ela de pé e inquieta. Eu estava suando tanto que podia sentir uma gota escorrer pelo meu pescoço, não era medo e sim puro terror de estar de volta atrás de uma grade. Olho para esses estudantes de cabeça baixa e olhares tediosos achando que essa seria uma história e tanto pra contar para seus filhos, mal sabem eles que a realidade estava longe de ser essa aqui.

Esses policiais estavam sendo legais conosco nos colocando em celas limpas com janelas e nos cedendo água e lanches até que nossos responsáveis viessem nos buscar.

- Muito ferradas. Ferradas do tipo castigo pra eternidade. Respondo me virando de costas pra ela e pegando na grade com força.

Ela ficaria de castigo e eu levaria a maior bronca, além de decepcionar Kelly. Ela confiou em mim para fazer a coisa certa e eu vim parar na cadeia logo na primeira semana morando com ela. James me mataria.

Coloco a testa na grade fria e inspiro fundo tentando arranjar um jeito de me tirar dessa. Eu não podia ficar aqui, eu sentia que estava preste a ter um ataque de pânico do inferno e seria um assunto muito bom pra fofocar amanhã na escola. Diana, a aluna nova surtando na delegacia.

- Diana, você está bem? Felícia questiona se aproximando de mim e me fazendo olha-la.

Seus olhos estavam borrados de maquiagem e ela parecia assustada pra caralho.

- Eu estou, só preciso pensar em algo pra nos tirar daqui sem chamar nossos responsáveis. Falo para ela limpando o suor da minha testa com as mãos tremulas.

- Boa sorte. Uma garota de vestido fala despreocupada.

A ignoro e penso no que fazer. Eu não podia ligar para o James e pedir ajuda, ele acabaria comigo e eu não podia deixar eles chamarem a Kelly, não aguentaria a decepção no seu rosto. Só sobrava uma pessoa, mas era a ultima que queria pedir ajuda. Styles com certeza me tiraria daqui, principalmente com o meu histórico dentro de delegacias.

- Hey, hey oficial. Grito batendo na grade e fazendo Felícia me questionar.

- O que está fazendo?

- Oficial! Grito para o oficial que estava sentado na mesa escrevendo em uns papeis.

Ele me olha entediado e respira fundo procurando paciência.

- Pare de gritar e vá se sentar.

- Não, eu quero falar com meu advogado. Eu tenho direito a uma ligação. Falo o fazendo rir.

- Tem é? Acha que isso aqui é um episodio de Lei e Ordem garotinha? Não. Você e seus amigos vão ficar ai até eu decidir chamar seus pais. Fala e volta para os seus papeis.

- Eu sei os meus direitos e eu duvido que consiga falar com os meus pais, eles estão viajando, Irlanda ou algo assim. Eu vou ficar aqui se não ligar para o advogado do papai, mas você quem sabe, é o senhor que vai ficar aqui comigo. Falo mentindo e dando de ombros.

Ele inspira e volta a me olhar. O encaro batendo os cílios e escondo um sorriso quando ele se levanta.

- É melhor não estar brincando comigo porque eu juro que te deixo aqui por setenta e duas horas, entendeu?

Assinto apressada e cruzo os dedos jurando.

- O que está fazendo? Você tem advogado? Felícia questiona em meu ouvido e me viro para ela.

- Eu vou tirar a gente daqui. Falo pedindo pra ela confiar em mim e o oficial abre a cela.

Eu saio sendo puxada por ele pelo braço e ele bate na grade pedindo silencio quando os meus colegas de escola pedem mais água, ir ao banheiro e para ligar para os pais.

- Calem a boca. Grita os calando e resmunga: - Adolescentes inconsequentes.

Eu sou levada para a sua mesa onde disco o número do Harry depois que ele me entrega meu celular. Ele me assiste enquanto eu digo a Harry que fui presa porque estava em uma festa, ele bufa no telefone e pergunta em que delegacia, assim que eu digo, ele diz que é pra eu esperar e desliga na minha cara.

Entrego o telefone de volta para o oficial não sabendo se foi uma boa ideia ter ligado para o Styles, ele não parecia muito feliz no telefone e me questiono se ele vai me deixar aqui e ligar pra Kelly mesmo eu pedindo que não fizesse isso.

O oficial me leva de volta pra cela e Felícia questiona o que estava acontecendo, eu digo a ela que um amigo policial viria nos buscar e nos tirar daqui, ela parece meio em dúvida, mas concorda.

Meia hora depois o oficial chama meu nome e quando saio da cela dou de cara com uma carranca profunda me olhando sob aqueles olhos verdes claros.

- Advogado, não é? O oficial fala balançando a cabeça e dou de ombros me sentindo mais calma com o Styles aqui.

- Vamos. Harry diz com as mãos na cintura e nego.

- Não, a minha amiga vem junto, ela também estava na festa. Falo olhando pra ele que nega.

- Não, eu não serei responsável por nenhuma adolescente imprudente. Diz duramente e cruzo os braços.

- Então eu não saio daqui. Declaro o fazendo entrecerrar os olhos.

- Diana, vamos. Fala perdendo a paciência e nego.

Harry bufa e me encara com fogo nos olhos. Ele gesticula para o oficial e chamo Felícia. Ela sai meio envergonhada e seguro em sua mão. – Agora sim. Falo e a puxo passando por ele que comprime os lábios.

- Desculpa pelo transtorno. Ele pede ao oficial que o cumprimenta e quando se vira diz em uma voz gelada me fazendo saber que ele não estava contente. – Vamos.

Quando nos acomodamos no carro, Harry pede o endereço de Felícia e segue em silencio, Felícia estava quieta no banco de trás parecendo estar aliviada e preocupada ao mesmo tempo. Eu estava sentada no bando da frente me sentindo mais que aliviada de não estar mais na delegacia, e Harry aprecia preste a enforcar o volante com suas mãos.

- É aqui. Felícia diz a ele que para em frente a uma casa simples de dois andares.

Harry se vira para mim apontando – Você fica aqui – depois se vira para Felícia – E você vem comigo.

- O que? Questiono não entendo.

- Ai meu Deus. Felícia geme e eu nego.

- Não, Styles, eu te chamei porque era pra nos tirar de lá e não dar uma de policial mal e contar para os pais dela. Exclamo indignada e ele ri irônico.

- Acontece que eu sou policial Diana e vocês duas pisaram na bola. Sua amiga é de menor e os pais dela tem que saber o que aconteceu. Diz e sai do carro, eu tento sair, mas ele trava a minha porta me fazendo gritar de raiva.

- Vamos. Ele apressa Felícia que diz a mim: - Está tudo bem Diana.

Nego e cruzo os braços não acreditando como ele estava sendo idiota. Porra.

Observo quando ele bate na porta e o pai de Felícia abre com a expressão curiosa, Harry gesticula e fala não dando para eu ouvir, mas posso ver a expressão do pai de Felícia. Ele a puxa para dentro de casa bravo e fecha a porta.

Quando o ogro entra no carro eu bato em seu braço sem pensar.

- Não podia ter feito isso, ela vai ficar de castigo. Se eu soubesse que você faria isso teria esperado a Kelly aparecer.

Harry olha para onde bati em seu braço e depois para mim com uma expressão gelada.

- Pois eu estou feliz que você me chamou porque a Kelly iria rir dessa situação e você precisa de um choque de realidade Diana e não brincadeiras. E sua amiga deveria ter pensado nas consequências antes de participar de uma festa cheia de bebidas alcoólicas e menores de idade. Alias eu posso sentir seu hálito de cerveja. Diz se virando e ligando o carro.

Eu cruzo os braços e resolvo o ignorar.

Até parece que a Kelly riria disso, ela diria o quanto eu a decepcionei.

Vamos para a casa da Kelly em silencio e quando ele para na frente dos arbustos eu vou abrir a porta não querendo falar mais com ele, mas ele trava a porta me prendendo dentro do carro com ele, eu me viro encontrando seus olhos sérios em mim.

- Você não vai sair até conversarmos. Declara me fazendo rir debochada.

- Jura?

- Sim, eu juro. Você foi irresponsável e imatura, eu sei que está no ultimo ano do ensino médio e quer se divertir, mas existem outras maneiras de fazer isso Diana. Você entende como poderia ser fácil para os assassinos da sua madrasta pegar você essa noite? Questiona me deixando furiosa porque ele não entendia nada.

- Se eu sei? É claro que eu sei! Eu me lembro disso todos os dias porra! Eu só queria um pouco de diversão já que a minha vida é uma merda! Grito em seu rosto o fazendo se afastar um pouco.

Eu não me desculpo por isso. Ele não sabia como era ser eu. Ele não me conhecia pra dizer que era irresponsável, ele não sabe o que eu passei, o quanto eu tive que me tornar uma adulta cedo.

- Não precisa gritar comigo.

- Então não me chame de irresponsável. Retruco o fazendo passar as mãos pelos cabelos.

- Isso o que você fez hoje foi sim irresponsável, pode não ser uma, mas a sua atitude foi. Fala calmamente.

- Você não sabe nada sobre mim. Sussurro cansada dessa noite.

- Não, eu não sei, mas eu sei que prometi te proteger, mas não posso fazer isso se você não colaborar. Diz duramente e puxo meus cabelos.

- Ah! Eu estou colaborando, eu fiz o que você queria Harry, eu vim morar com Kelly, eu mudei de escola, eu estou sendo boa e tentando passar de ano pra que eu tenha que me preocupar com só uma coisa. Você não sabe como é ter tudo tirado de você, você não sabe. Digo olhando para os seus olhos sérios.

- Eu não sei, tem razão, mas não é desculpa pra fazer o que fez hoje. Eu estou te dando um ultimo aviso Diana, se isso voltar a se repetir eu não vou te ajudar, não vou. Anuncia me fazendo rir e uma lágrima de nervoso escorre pelo meu rosto. Eu limpo.

- Ótimo. Não ajude, eu nunca te obriguei a me ajudar pra começar, você fez porquê quis. Jogo no seu rosto o fazendo travar a mandíbula.

Nos encaramos com raiva e algo mais que não identifico, ele respira fundo me fazendo bufar e bater na porta.

- Será que dá pra abrir essa merda? Questiono grosseira sabendo que ele não merecia isso, mas eu estava cansada e tudo o que menos precisava era do julgamento dele.

De boas intenções o inferno estava cheio e o meu sono estava cada vez mais atrasado.

Ele ri e rosna ao mesmo tempo, mas destrava a porta e olha para frente esperando-me sair. Eu me viro e abro a porta saindo no chuvisco, fecho a porta e saio pisando duro em direção a porta da frente. Assim que abro a mesma o seu carro arranca furioso e bufo. Droga, eu não queria brigar com ele, mas o Styles me pegou em um dia não muito bom e eu não sabia o porque ele não podia ser legal comigo e me tratar bem, sempre vinha com aquele olhar sério e voz dura pra cima de mim.


Notas Finais


> Irrá! A coisa esquentou ou melhor pegou fogo pro lado da Diana. Quem acha que o Harry está certo?

> Sentimos um interesse por parte de Tate Thomas. Será mais um pretendente para nossa mocinha?

> Pessoal vamos conversar sobre um assunto sério agora. O Covid-19 é uma pandemia séria que está assolando nosso mundo, quase todos os países estão com pessoas infectadas pela essa gripe que está matando a população. Já está no nosso pais e cada dia cresce o n° de pessoas pegando o coronavírus, por isso vamos respeitar os decretos do governo e ficar em casa aqueles que puderem ficar. Vamos tomar conta dos nossos avós e orienta-los a ficar reclusos, vamos lavar bem as mãos, evitar aglomerações e etc. Esse momento é hora de orarmos principalmente a Deus e pedir que tenha misericórdia de nós. Nessa hora difícil somos todos iguais e precisamos ajudar um ao outro, nos lembrar de que somos todos suscetíveis e que ninguém é melhor do que ninguém.
Eu Leti, espero que vocês todos fiquem bem e que aproveitem essa quarentena para colocar suas fanfics em dia. Leiam, assistam séries e cuidem de suas saúde. Fiquem com Deus.

> Obrigado por acompanhar a fanfic e até a próxima!!!

All Love<3


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