História Girl Desire - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Akatsuki, Haruno, Hentai, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Traição, Uchiha, Voyeurismo
Visualizações 535
Palavras 3.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu aqui!

Capítulo 10 - Click 10: Eutanásia


Fanfic / Fanfiction Girl Desire - Capítulo 10 - Click 10: Eutanásia

Algo mudou.

Dizer que é como se eu tivesse perdido a virgindade de novo, teria sido a maior idiotice que eu já disse aqui — mesmo que eu possa ter feito isso muitas vezes. No entanto, dizer que não me sinto diferente, quase outra pessoa, quando abro os olhos e encontro a pele quente, macia e repleta de pelinhos negros do peito de Sasuke, também seria ridículo.

Eu levanto os olhos só para encontrar seu rosto dormindo suavemente num sono profundo. Ele não ronca, mas respira levemente e eu acho isso bonitinho. Fico pensando na noite passada, e em como ficamos boa parte do nosso primeiro dia e noite na cama. Quando vejo no relógio da parede que estamos quase no meio do dia, não posso nos culpar. Eu estava exausta.

Meu corpo estivera em posições que eu sequer sabia que existiam. Posso ter feito mais exercícios numa noite do que fiz em toda minha vida, o que explica facilmente o quanto meu corpo está dolorido. Quando me movo lentamente na cama, para poder sair sem acordá-lo, é quase como deixar que ele seja chicoteado com a intensão de sair — e a facilidade também.

Antes de me trancar no banheiro, pego a câmera em cima do criado mudo e tiro uma foto de seu rosto adomercido. Tão adorável!

Meu rosto no espelho, ao contrário, não está acabado; sou realmente uma nova pessoa. Vários fios loiros despontam para todos os lugares, mas meu rosto tem um leve tom avermelhado nas bochechas e a pele está macia como a de alguém que transou a noite toda. Essa pessoa sou eu mesma.

Escovo os dentes e tomo uma ducha rápida ao som mental da trilha sonora de Uma Linda Mulher. Posso estar cantarolando enquanto me esfrego, e posso ter pensando nas mãos de Sasuke passando pelo meu corpo todo ontem a noite...

Será que vai ser sempre assim?

Inesquecível?

Intenso?

Louco?

Será que toda vez que nós transarmos vou me sentir a protagonista do meu próprio filme? Será que vai ser sempre como se eu tivesse caminhando nas nuvens? Pego a esponja e começo a ensaboar meus seios, respirando fundo ao me lembrar, novamente, de como seu toque era firme e preciso.

Ele sabia exatamente o que fazer para me levar a loucura. E isso é ótimo, levando em consideração que eu não sabia que alguém poderia ser tão bom em algo como Sasuke Uchiha é fazendo sexo. Quando ergo meus olhos, um sorriso brinca em meus lábios, e eu sei o quão é bobo, pois consigo ver refletido exatamente no rosto do homem parado ao lado do batente da porta, me observando.

— Se divertindo? — pergunto, abrindo a porta do box do banheiro.

— Muito. — ele se aproxima, totalmente nu.

Ninguém nunca saberá o quão é bom ter Sasuke nu em sua frente, até vê-lo. Seu corpo pálido não tirava a atração de cada músculo bem definido dele, ou de como o cabelo pós-foda e pós-soneca caia tão bem ao redor de seu rosto, ou como a barba por fazer o deixava com uma imagem quase selvagem.

— Eu só quero tomar banho. — ele diz convictamente, assistindo meu sorrisinho sacana e minha cabeça balançar em positivo, embora eu com certeza pareça não estar escutando quando se coloca atrás de mim. — Eu planejei um dia muito bom para nós, e ele não envolve sexo.

— Não parece tão legal agora. — ele pega o frasco de shampoo, joga um pouco em sua mão e começa a massagear minha cabeça. — O que você planejou para nós?

Eu me viro em direção a ele, jogando um pouco de sabonete líquido na esponja. Começo a passar pelo seu corpo, assistindo seus olhos me assistirem a seduzi-lo. Eu não era muito experiente na arte, mas aparentemente estava dando certo; se eu fosse levar em conta seu membro encostado na minha barriga.

— Tem um restaurante muito bacana aqui perto. Gosta de frutos do mar? — eu aceno, embora eu nunca tenha comido antes. Seu sorriso aumenta, e eu gemo quando seus dedos ficam mais firmes na minha cabeça. — E depois poderíamos ir a praia, o dia está lindo lá fora. E eu gostaria muito de te ver de biquíni.

— Pode me ver sem ele. — eu esfrego meus peitos lentamente em seu peitoral, vendo seu rosto ficar endurecido e a mandíbula travar. — Sabe, eu tenho planos melhores. Podemos transar aqui, e então transarmos na cama. Se sentirmos fome pedimos comida, aí comemos e transamos de novo. O que acha?

— Acho que você é insaciável. Feche os olhos. — eu os fecho, sentindo ele puxar minha cabeça em direção a água corrente e quente. Ele enxagua meu cabelo, com os dedos precisos no meu couro cabeludo. — Eu não te trouxe a praia para não te levar a praia.

— Eu adoro praia, mas você está ganhando dela de lavada. — eu abro os olhos, tirando o excesso de sabão que ficou no meu rosto. Pego o frasco de shampoo e começo a fazer o mesmo com seu cabelo, tendo que ficar nas pontas dos pés para alcançá-lo.

— Que tal chegarmos a um meio termo? — um riso corta a minha garganta quando ele me puxa pelo pulso, me vira de costas e faz com que meu corpo fique preso contra a parede. — Nós transamos aqui, depois transamos na cama. Você coloca aquele biquíni preto que está na sua bolsa e saímos para almoçar. Depois eu te levo para passear na praia, passo muito protetor solar nessa sua pele branquinha e frágil e curtimos um pouco a água. Então, como só iremos voltar para a casa amanhã, nós podemos transar a noite toda.

A parede fria do box fricciona levemente nos mamilos dos meus peitos. Sua mão segura um braço meu para trás, enquanto a outra está empenhada em descer levemente até o Sul do meu corpo.

— Parece uma boa ideia. — sinto seus movimentos pararem, e tento olhá-lo por cima do ombro.

— Você toma algum tipo anticoncepcional? — sua pergunta faz com que o ar frio que vem de fora chegue até meu corpo, me fazendo arrepiar toda.

— Tomo. — digo, e graças a Deus não preciso dizer mesmo o porquê de tomar. Antes que eu pense em fazer, seu membro já está duro e pulsante dentro de mim. — Ah!

A maneira bruta com que ele mete em mim, os lábios tocando o lóbulo da minha orelha, os dedos friccionando em meu clitóris, fazem meu peito subir e descer, esfregando os mamilos esfregarem na parede agora quente do box.

— Sas... Ah! — espalmo as mãos na parede, vendo a nuvem de fumaça ficar mais espessa e dificultando minha visão.

Suas mãos seguram meu quadril, para que possa ir mais fundo. Eu começo a gemer com mais força, sentindo minha cabeça ficar cada vez mais nublada com aquilo.

Então, pelo que parece, eu vou mesmo me sentir fora de mim toda vez que fizer isso.

— Ele consegue fazer você se sentir assim? — ele me vira, puxando meu corpo para cima. Como se fosse programado, eu envolvo sua cintura com as pernas quando ele me joga contra a parede. — Consegue?

— Não. — engulo um grito quando ele consegue chegar em um lugar que faz meu corpo todo ficar trêmulo. — Não assim, não...

— Nem vai conseguir. — sua respiração fica acelerada quando seus lábios encostam nos meus e ele começa a me beijar. Quente, apaixonado e dócil... — Ninguém... — ele mete profundo — Vai te foder... — de novo — Assim... — e de novo...

E eu derreto, afundando meu rosto em seu pescoço quando me perco na sensação do orgasmo.


...

Eu me abaixo, ficando agachada com as mãos no joelhos, encarando o rostinho dócil do cachorro que me encara de volta. Ele gane um pouco, mas se abre todo quando eu acaricio sua cabeça.

— Você é tão fofo. — e todo o corpinho dele se anima. — E não tem um dono. Que pena, não tenho nada pra você.

Mesmo que eu diga isso, tudo o que ele parece querer é um pouco de atenção. O Sol brilha resplandecente no alto do céu sem nuvens, vestido num azul límpido. Eu abaixo os óculos de sol no rosto, para proteger meus olhos. Quando me levanto, olho ao redor e respiro fundo; realmente, estamos num ótimo dia para praia.

Eu uso um shorts preto de tecido fino por cima do biquíni. Foi o que usei para ir ao restaurante brasileiro que Sasuke nos levou — mas tudo bem, todo mundo usa biquíni para ir em todos os lugares aqui. Quando olho para trás, vejo Sasuke conversando com um homem alto, magro e mais velho, ele me dá um sorriso rápido, mesmo que não pareça que está olhando para mim por conta do óculos rai-ban.

Olho para o cachorrinho, dando atenção para ele e me impedindo de vagar por esse caminho — mas já é tarde. Lógico que ele já esteve aqui antes, e mais lógico ainda é ter pessoas que o conheçam. Por isso eu andei na frente, usando a desculpa de adorar cachorros para me afastar. Eu adoro, mas a normalidade no rosto do homem alto e magro ao lado de Sasuke, fez com que eu ficasse em alerta.

— Ele adora visitantes. — olho para cima, encontrando um rosto bronzeado e um cabelo amarelo meio grisalho, juntamente um sorriso brilhante. — O Cold, ele adora visitantes. Ainda mais quando são belas moças em biquínis pretos.

— Cold? Que ironia. — eu levanto, sorrindo para o cachorro, que olha de mim para o desconhecido. — É um cachorro bem esperto, pelo visto. Ele fica observando as belas moças em biquínis pretos?

— Só quando elas têm um sorriso tão lindo. — o charme em sua voz poderia facilmente me seduzir, mas não era caia tão facilmente nessa. — Posso te fazer companhia, bela moça?

— Ela já está acompanhada. — sinto o braço de Sasuke rodear minha cintura, e seu cheiro pertinente me envolve completamente. — Está bem?

— Sim. — sorrio, um pouco. O homem bronzeado, que provavelmente era apenas alguns anos mais novo que Sasuke, escondeu um sorriso e fez uma expressão de compreensão quando eu sorri. — Pois é, já estou acompanhada. Mas cuide bem do Cold para que ele não fique dando em cima de garotas de biquíni.

O cara sorri, a imagem quase como a de um comercial de pasta de dente. Sasuke nos guia na direção contrária, seu rosto sério e o corpo tenso. Eu respiro profundamente, segurando a bolsa grande que trouxe com as minhas coisas.

— Podemos sentar aqui mesmo. — digo, olhando para cima, para seu rosto sério. — Tudo bem?

— Você estava flertando com aquele cara. — nós paramos, e embora sua voz esteja normal, sua expressão dura recai sobre mim.

— Sim, eu estava. Eu trabalho num bar, flerto com todo mundo. — ele desvia os olhos, respirando lentamente. Sem querer, eu abro um sorriso quando percebo o que está acontecendo e ele parece ficar ainda mais chateado.

— Você está rindo de mim?

— Você fica lindinho com ciúmes, Sasuke Uchiha. — eu cruzo os braços, balançando a cabeça e friccionando os lábios um no outro.

— Eu não estava... — ele para, chocado, então olha novamente para o sorriso que se torna ainda maior em meu rosto. — Eu estava com ciúmes?

— Aham. — aperto ainda mais os lábios, assistindo seu rosto ficar cada vez mais perplexo. — Com ciúmes de mim, como pode?

Sem que eu possa me defender, ele me puxa pela cintura, ficando por trás de mim enquanto eu tento me soltar.

— É que eu não gosto quando a minha garota fica dando mole pra outros caras. Quero ser exclusivo. — quando eu me viro, e encaro seu rosto iluminado, algo que todos diziam ser impossível para alguém como Sasuke Uchiha, me dou conta de uma coisa:

Ninguém conhece esse homem de verdade.

Não conhecem o fato dele amar comida brasileira, nem que ele amarra o cabelo num rabo de cavalo pequeno quando está assim, tão despojado, de bermuda, chinelo e camisa branca; não sabem que ele só dorme se estiver balançando o pé, que adora quando fazem cafuné nele até que ele pegue no sono ou que prefere o lado direito da cama por alguma superstição boba; as pessoas provavelmente não sabem que ele tem ciúmes, que é carinhoso, atencioso e adora Breaking Bad.

Ninguém sabe disso, pois conhecem apenas a fachada de empresário frívolo e calculista que ele deixa a mostra. Mas ele não é, com certeza, o cara ruim que todos estão acostumados a admirar.

Ele é mais do que isso, mas, com isso, percebi também outra coisa:

— Eu não sou sua garota. — um riso descrente corta meus lábios, enquanto seu rosto começa a perder, lentamente, o brilho. — Muito menos exclusiva. Você é casado, e eu namoro o seu filho.

— Eu sou casado apenas no papel. — ele diz, a voz calma e compreensiva, como se ele pudesse entender o que estou falando. Como se ele soubesse exatamente como me sinto em questão a isso. — E você não gosta do Ken.

Seu filho. — eu aperto os olhos, vendo ele desviar os seus de mim. — É o seu filho, e mesmo que eu não goste dele, você não se importa de enganarmos ele assim? Não se importa que eu esteja brincando com os sentimentos dele?

Vejo em seu rosto um brilho de incerteza, mas não de culpa. Não sei o que pode fazer um homem ser tão desinteressado pelo próprio filho, ou trair a esposa com uma adolescente qualquer e sem futuro, nem mesmo um terço da beleza e elegância que Karin Uchiha tem.

O que ele viu em mim?

— Podemos curtir a praia? — ele pergunta, segurando-me pelos braços após tirar o óculos. Seu sorriso tenta ser encorajador, e novamente é como se ele soubesse exatamente o que eu estou sentindo. — Trouxe você aqui para curtimos um ao outro, para nos conhecermos e entender...

— Entender? — eu pergunto, me sentindo completamente fora de órbita. Meu coração estava confuso, mas lentamente sobressaindo a ignorância.

Meu Deus...

— Você diz... — ele balança a cabeça, olhando ao redor. Eu tiro os óculos, encarando seu rosto. O dia está lindo, mas não parecia bom. — Diz que eu não me importo com o Ken, mas me importo. Quem você acha que pediu ao diretor que você não fosse fotografa do baile para poder ir a ele com o Ken?

Abro a boca e os meus olhos se arregalam levemente quando ouço sua confissão, que parece ter sido arrependida logo que minha expressão ficou clara. Sasuke fecha os olhos, como se recriminasse seu impulso, tentando consertar o que não poderia ser feito.

— Está me dizendo mesmo... Isso? — tudo estava muito claro agora, e é óbvio que algo assim explicava tudo. — Você... Como você pode ter feito isso?

— Eu não te conhecia bem. — sua resposta vem rápida e afobada e com mãos querendo me tocar, as quais eu ignoro. — Ken disse que você não se importaria tanto, que até ficaria feliz depois que soubesse que iria ao baile. Achei que era uma obrigação.

— Obrigação? — a palavra sai quase como um cuspido, que parece atingi-lo mais como uma faca. — Fotografar é a única coisa que eu tenho, Sasuke. Esse baile era importante para mim, mas não porque eu teria a chance de ir com seu filho. E eu com certeza não estou feliz com isso.

Começo a andar pela praia, em direção a casa dele. Mesmo que não tenha muitas pessoas por não ser época de festas, as poucas pessoas que estão no meu caminho me encaram como se eu tivesse saído de uma nave espacial. Tenho ciência de que meu rosto está ruim, meu emocional está pior ainda e ter um homem de trinta e um anos atrás de mim, como um cão a abandonado, não ajuda em nada.

— Você pode parar e me escutar? — ele continua falando, mas não tenta me tocar ou parar. Eu fico em silêncio, sentindo que eu poderia matá-lo agora. — Eu. Não. Sabia. Não teria feito isso se te conhecesse como conheço agora.

— Você não me conhece.

— Sakura...

— Não! — me viro, engolindo em seco quando percebo o quão alto minha voz soou. Seu rosto imóvel e os olhares que recebo quando olho em volta amenizam meu estado, mas não minha raiva. — Você não me conhece, Sasuke.

O restante do caminho é rápido e silencioso, e agradeço ao universo por isso. Não quero dar um show, porque não sou assim. Mas desejo com todas as forças dar um show, pois acredito que é isso que me deixará melhor.

Mas não posso.

Não quero ser a garota que fará isso.

Eu, não.

Quando abro a porta, vou em direção ao quarto. Não acredito que em menos de dois dias nós conseguimos discutir dessa forma — mas hoje é totalmente diferente de ontem. Minha mente está mais clara, tão mais ciente do que estou fazendo que as paredes do quarto parecem ficar cada vez menores quando acho minha mochila.

— O que está fazendo? — ele pergunta, encostado no batente. Olho o suficiente para saber que está me observando. — Você não vai embora só por causa de uma discussão.

— Não estou indo embora por isso. — vou pegando as poucas coisas que tenho espalhada aqui. — Estou indo porque eu percebo o quanto isso é estúpido. Eu não posso fazer isso.

— Você só pode estar brincando. — ele se aproxima, balançando a cabeça. — Agora mesmo, nós estávamos... O que? Eu não tô conseguindo te acompanhar.

Eu solto uma risada anasalada, sem humor e viro meus olhos em sua direção, arrancando o óculos do rosto.

— É nisso que dá querer ter como amante uma adolescente numa crise existencial fodida. — volto a arrumar minhas coisas, mas meu corpo é puxado em sua direção. — Sasuke, por favor...

— Eu não me importo com o meu filho. — fico em silêncio, chocada com sua declaração. — É isso que quer ouvir? Então, você tem razão.

— Isso não é legal de se ouvir. — balanço a cabeça, me sentindo nauseada.

— Não me importo com ele se tratando de você. Não me importo em ser a pessoa que é horrível por gostar da namorada do filho, é assim que me sinto e eu posso aceitar isso.

Seu rosto está tão próximo do meu, e seus olhos estão em minha boca, com sua respiração levemente acelerada. Minha mente está nublada, e eu sinto que posso fazer isso mesmo que eu não queira — porque o desejo do proibido é tão forte, que eu não quero me importar.

Mas, entrando sorrateiramente dentro de minha cabeça, vejo o rosto bronzeado e os olhos azuis do meu professor, Naruto. E então, eu entendo completamente o motivo pelo qual ele quis me afastar de Sasuke.

— Não estou com medo dele ferir seu coração, Sakura. Estou com medo de você ferir o dele.

— Mas eu não. — me afasto dele, voltando a organizar minha mochila. — Eu gosto de você, mas não pelo motivo certo: gosto de você porque você é a única pessoa que se importa comigo.

Seus olhos brilham, mas seu rosto expressa o que realmente quero lhe dizer:

— E isso não é gostar de alguém. — pego minha mochila e a coloco em meu ombro. — Isso é carência. E eu não posso fazer isso por um sentimento tão egoísta, quando nós não somos os únicos envolvidos. Me desculpa.

— Então tudo bem apenas transar? — ele balança a cabeça, rindo sem qualquer humor. — Isso é frívolo até pra você, Sakura.

— É assim que eu sou. — olho para baixo, para os meus pés dentro de um chinelo simples. — Mas, mesmo assim, foi bom fingir que nós não somos só duas pessoas egoístas transando com pessoas erradas. 

Quando eu passo por ele, sua mão segura a minha. O gesto é atencioso e carinhoso, mas quando ele virá lentamente o rosto em minha direção, não ouço o que realmente queria:

— Deixa que eu te levo, pelo menos. É um caminho longo.

— Não acho que seja uma boa ideia, eu certamente vou querer esquecer isso e transar loucamente no carro. É melhor eu pedir um Uber. — sorrio, dando uma última olhada para a cama de lençóis bagunçados. Uma parte grita ao vê-la, pensando que agora mesmo eu poderia estar enrolada neles, melhor: enrolada no corpo de Sasuke. Meu plano quase não suporta a ideia. — Droga. — sibilo baixinho ao sair do quarto.

Mas ele não me segue, o que é bom — eu não aguentaria. Não por algo tão puro e bonito como amar alguém. Gostaria de dizer que fiz tudo isso apenas porque o amo, que aceitei estar nessa casa porque meus sentimentos são mais fortes que minha vontade, que eu estou cega pela vontade de passar a vida inteira com esse homem.

Bem, não é. Eu não amo esse homem. Felizmente.

E é por isso que eu preciso sair daqui, porque me envolver com ele pode ser mais prejudicial a ele do que a mim — e eu já sou réu de decepções o suficiente. O que meu pai diria? Deve estar se revirando no túmulo nesse momento. Isso aqui poderia facilmente virar uma eutanásia.

Por isso, quando consigo pedir meu Uber, minha mente começa a se clarear. Em pouco tempo vou fazer dezoito anos, logo  a escola terminaria e se eu continuasse me comportando muito bem, conseguiria ir embora no fim do ano.

Como eu planejei.

— Nova York? — o motorista pergunta, me olhando surpreso pelo retrovisor. — Bem longe, não é? A viagem deu errado?

— Totalmente. — aperto os lábios, vendo o lugar começar a ser deixado para trás. Pego meu celular no bolso da mochila, e então procuro um contato em especial nele.

— Oi. — eu digo, suavemente. Olho para o motorista, que parece entretido em achar uma boa rádio. Quando respiro fundo, abro um sorriso. — Só estou ligando para dizer que eu te traí, e que fiz isso porque não gosto de você o suficiente para não ter feito. Acho melhor terminarmos. Sinto muito.


Notas Finais


Eitaaaa

Então, quero falar sobre umas coisas sobre a Sakura.

Em primeiro lugar, o cabelo dela é loiro sim. Isso porque essa fic será dividida em duas partes, na segunda ela terá o cabelo rosa.

Sobre essa personalidade doida dela... Bem, ela é assim. Madura para umas coisas, mas imatura para entender seus próprios sentimentos. E como qualquer pessoa, comete erros. Não é certo, mas não existe ser humano perfeito. É sobre isso que gosto de retratar nessa fic.

A Sakura é como muitas pessoas nesse mundo: egoísta, frígida, insensível... E como todas as pessoas, certamente aprenderá (e pagará) com seus erros.

Eh isto!


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