História Girl, Interrupted - Capítulo 4


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Alec, Anjos, Caçadoresdesombras, Clary, Demonios, Izzy, Jace, Magia, Magnus, Nephilim, Os Instrumentos Mortais, Sexo, Shadowhunters
Visualizações 30
Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, chegando ao terceiro capítulo (sem contar o prólogo).
É preciso esclare certa sobre a colocação das narrações da fanfic.

Mesmo não sendo meu favorito escolhi narrar em points of Vision, o PoV.
Mas bem, vejam que temos até agora três protagonistas que narraram seus respectivos capítulos, e por isso eles receberam seus nomes.
O que vai acontecer da mesma forma com os que virão, mas sempre há capítulos Onde dois ou mais personagens irão ter narrativas, e para não ficar confuso colocarei títulos específico neles, tais como as outras pessoas costuam fazer em suas histórias.

Enfim, conheçam melhor Jared.

Capítulo 4 - Jared


Fanfic / Fanfiction Girl, Interrupted - Capítulo 4 - Jared

03/11/17 - 04:00 AM

Eu particularmente vivia um inferno pessoal nesse exato momento, sentia novamente morte em minhas mãos e mesmo com milhões de anos a sensação angustiante não mudava.

Saber que eu irmão estava para voltar na minha vida após 200 anos era triste, pois com a a vida vem também a morte.

Para quem não sabe quem sou eu é fácil resumir, se voltarmos a milhões de anos atrás quando Deus criou os Céus e a Terra e tudo que há nela, ele criou também meu pai, Adão e minha mãe Eva, sim, os primeiros humanos existentes. Aqueles pecadores culpados pela desgraça da humanidade, mas sim, eu sei qual a maior duvida que surge nesse momento, sou eu quem matou ou o que foi morto?

Talvez o símbolo marcado em minha testa sassie suas dúvidas.

"E AQUELE QUE MATAR CAIM SETE VEZES SERÁ VINGADO" 

Frase de enfeito né? Mas o que poucos sabem é que em algum momento isso mudou. Deus com toda seu benevolência achou que me fazer um imortal era pouco demais, a essa altura eu já havia me aliado a Lúcifer e ele resolveu me presentar: 

Faria ele do meu irmão seu anjo, para que sempre que tivesse vontade envia-lo de volta a terra, com um único objetivo: me torturar.

E a cada vez que eu reencontrava meu irmão, sempre nascido como um humano que ascende como anjo conforme atinge a idade adulta e suas memórias voltam aos poucos, me sentia mal, me arrependia, na verdade eu sempre me arrependi, mas em algum momento quando eu voltava a mim já estava novamente cravando uma adaga em seu peito, passando pela mesma situação milhares de vezes, sentindo a mesma angústia milhares de vezes, e viver com o fardo que isso se repetiria outras milhares de vezes.

Já fazia dois séculos desde a última morte de Abel, eu me lembrava como se fosse ontem, havia perdido todo o controle do meu ser e derrepente estava com o coração dele pulsando em minha mão.

Os sonhos eram as pistas que eu tinha que me levavam a Abel, eu poderia encontrar ele de uma forma boba, na fila do supermercado ou até numa cena de crime, não importava onde ou como, ele simplesmente iria entrar na minha vida, aos poucos me fazendo acreditar que toda a tortura acabaria ali, mas nunca acabava.

Essa reflexão melancólica da minha parte se deve ao único fato: morte, durante toda minha vida matei milhares de homens pelos os mais variados motivos, mas ali encarando Andrew morto no meu porta malas eu tive certeza de que pelo menos um de meus atos criminosos valeu a pena.

- Vem logo, alguém vai ver a gente!

A voz de Aléxia me despertou do meu devaneio e eu tirei o corpo do porta malas, pretendíamos enterrar no cemitério, pode até ser estranho mas os coveiros abriam covas durante o fim foi dia, para que estivesse preparadas para a chegada dos mortos da manhã seguinte.

A madrugada é longa e a cova está lá vazia, vigilância precária no cemitério, o processo seria simples: entraríamos numa dessa covas e cavariamos um pouco mais profundo, o suficiente para jogar Andrew lá e em seguida cobrir seu corpo com terra, ninguém notaria e horas mais tarde o que separaria seu cadáver do mundo seria um caixão pesadíssimos, um outro morto, e mais alguns sete palmos de terra.

 

O dia clareava e Aléxia estava em absoluto silêncio no banco de caronas do carro, eu a conhecia o suficiente para saber que aquilo a abalou muito, ela não havia feito perguntas sobre Andrew ter ou não conseguido por um "fim" no que pretendia fazer, também não toquei no assunto com medo de incomoda - lá, mas certamente eu não deixe que nada acontecesse, não me perdoaria.

- Casa? - perguntei em um baixo tom de voz.

Ela virou para me olhar e abriu um sorriso que eu não esperava:

- Você não disse que tínhamos pistas?

 

Quando eu estacionei o carro, ela me olhou intrigada.

- Uma rua? Foi isso que viu no seus sonhos? 

Ela parecia decepcionada, porém era assim que as coisas começavam.

Sorri pra ela, e toquei uma mexa de seus longos cabelos negros.

- Sim, agora nós pensamos.

Ela resmungou alguma coisa que não me preocupei em ouvir e então passou a olhar pela janela com sua típica cara de tédio.

- Espera!

Arfou quebrando o silêncio que pairava a alguns minutos.

- Eu estive nessa rua no Halloween, matei um demônio numa casa ali na frente.

Ela apontou e eu segui com o carro parando de frente ao endereço.

- Dois demônios, um no corpo de criança e outro de uma mulher adulta, por pouco não mataram um rapaz,  cheguei bem na hora, o homem ia vira patê. Fiz a limpeza e investiguei, a casa estava a venda e os nojentos invadiram...

- E o rapaz? - eu a interrompi.

- Ele viu tudo.

- Isso não é contra as regras Nephilim?  - questionei estranhando.

- Você sabe que eu não me encontro numa situação boa o suficiente para seguir regras.

- Como ele era? - perguntei curioso.

- Acha que olhei pra cara dele? Puf, estava mais preocupada com os demônios, mas sei lá ele tinha cabelos negros era bem alto e pálido.

Bingo! As características favoritas de Abel quando escolhia em quem reencarnar. Abri um sorriso feliz para Aléxia que me olhou confusa.

- Você não está insinuando que..

- Já disse que você é a melhor amiga do mundo hoje?



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