História Girl, Interrupted - Capítulo 5


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Alec, Anjos, Caçadoresdesombras, Clary, Demonios, Izzy, Jace, Magia, Magnus, Nephilim, Os Instrumentos Mortais, Sexo, Shadowhunters
Visualizações 29
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que estejam gostando XS

Capítulo 5 - Pandemonium


Fanfic / Fanfiction Girl, Interrupted - Capítulo 5 - Pandemonium

Point of Viws: Elliot

03/11/17 - 22:50 PM

Traguei meu cigarro enquanto segurava com força o cabelo daquela mulher ajoelhada a minha frente.

Prazer era algo momentâneo mas tão viciante que levava a pessoas a comprarem por ele, mas bem, quando você tem um padrão de beleza minimamente bonito para a sociedade você ganha um grande desconto nesse negócio.

Tirei a boca dela do meu pau assim a fazendo olhar pra mim, lhe entreguei uma nota de cem dólares e ela levantou furiosa.

- Qual seu problema cara, não sou uma garota de programa!

- Não você não é, - disse me afastando da parede em que me encontrava recostado a segundos atrás. - Mas o que achou? Que se casaria comigo?

Eu ri em deboche e apenas deixei-a no beco escuro e retornei a barulhenta Pandemonium.

Ultimamente coisas estranhas estiveram acontecendo comigo, primeiro a bizarra cena de morte que aconteceu no Halloween, depois os sonhos em que eu vivia situações bíblicas, e agora eu podia jurar que estava vendo uma mulher com a pele verde claro, cabelos que pareciam raízes grossas, um rosto que parecia tão frágil e delicado como uma folha.

Uma piscada de olhos e ela voltava a ser apenas uma humana loira. Essas alucinações eram estranhas, afinal eu sempre fui politicamente correto de certa forma, não consumia álcool ou drogas ilícitas, apenas eu e meu cigarro.

 

Point of Vision: Aléxia

23:10 PM

- Eu ouvi dizer que tem uma dessas em New York também.

Falei alto no ouvido de Jared enquanto tentávamos atravessar o salão da cheia e barulhenta boate Pandemonium.

- Eles estão abrindo em todo o lugar.

Ele respondeu, não parecendo confortável com a situação. Estávamos ali atrás do homem que salvei no Halloween, ficamos boa parte do dia o vigiando e sinceramente ele não havia feito nada de interessante além de ter vindo essa boate, mas ainda sim Jared não tinha certeza se ele se tratava mesmo de Abel.

Depois de um bom tempo esperando dentro do carro em frente a boate decidirmos descer e procurar ali, Jared falou que o fato dele estar buscando lugares onde seres celestiais e do submundo costumam frequentar é um ponto que ao mesmo tempo que reforça também enfraquece sua teoria. Mas não explicou o porquê.

Depois de tanto ser empurrada eu finalmente consegui chegar ao bar da boate e "voilá", lá estava o rapaz. Me permiti abrir um largo sorriso mas quando me virei, onde diabos havia Jared se metido?

Provavelmente perdido em meio a multidão por um segundo eu fiquei perplexa sem saber o que fazer, mas todavia, eu já estava ali e não podia deixar passar.

Me sentei ao lado do homem no bar, ele bebia whisky então fiz o mesmo pedido ao garçom.

- Isso aqui é sempre tão cheio? - perguntei tentando puxar assunto.

Então ele se virou para me olhar, analisou meu rosto enquanto tomou um lento gole da sua bebida. Ao terminar arfou.

- Sempre.

Disse com um malicioso sorriso nos lábios conforme descia seu olhar pelos meus longos cabelos até a altura do meu decote V e parou ali.

Mas que anjo tarado, ele secou tanto meus peitos que que a única reação que tive foi lhe dar uma boa bofetada, ele não disse nada, até gostou, abriu um largo sorriso guiando sua destra até o lugar avermelhado em sua bochecha.

- Gosto de garotas agressivas.

Mesmo não sendo propriamente abusivo, nas últimas 48 horas eu já havia me irritado demais com homens e seus egos elevados. Não seria um anjo metido a bonitão que ia me fazer aturar mais assédio.

Sinto muito por Jared mas eu apenas levantei e fui embora.

Estava prestes a adentrar novamente a multidão quando senti ele agarrar meu braço, virei-me pronta para lhe estapear, porém fui recebida com um sorriso.

Olhando assim nem sequer tinha notado o quanto ele era bonito, tinha cabelos negros, olhos verdes, alto, tipo alto mesmo, devia ter 1,90 de altura. O mais atraente ainda era seu maxilar perfeito, lábios bem desenhados e avermelhados.

- Me desculpe, não quis te ofender.-ele disse em tom receptivo 

- Mas ofendeu. - completei.

- Como posso corrigir isso? - ele me olhava com as sobrancelhas levemente arqueadas.

Antes mesmo que eu pudesse responder ele franziu o cenho me olhando de uma maneira estranha, sua mão ainda em meu braço se afrouxou e ele deu um passo para trás.

- Eu já vi você... Foi você.

Disse num tanto de transe passando a andar ainda mais para trás, ele começou a olhar a sua volta com uma expressão assutada no rosto, como se estivesse alucinando e vendo monstros por toda a parte.

Agarrei seus braços tentando fazer com que ele me olhasse, mas nesse momento senti seu corpo enfraquecer, ele me encarou com um olhar vazio e sangue as poucos escorria por seu rosto, saindo da boca e nariz.

No mesmo movimento em que ele fechou os olhos perdendo a consciência eu consegui o empurrar de volta ao banco no bar.

Segurando seu corpo para que não caísse, eu olhei em volta um tanto assutada a procura de Jared.

 

Pov's: Elliot.

00:39 AM - 04/11/17

Minha cabeça latejava fortemente, sentia também como se agulhas estivessem sendo enfiada nela. Abri os olhos e tentei me adaptar a escuridão em que me encontrava.

Percebi que tinha alguém em cima de mim. 

Afastei um pouco meu rosto e a pessoa se assustou.

- Que bom que acordou.

A luz do celular iluminou seu rosto que revelou ser a garota da boate, nos encontrávamos no banco traseiro de um carro e ele segurava um algodão recém mergulhado no álcool. Sem perdi permissão quase enfiou no meu nariz e eu resmunguei.

- Quem é você? - disse empurrando a mesma com um tanto de força.

Ela bateu as costas contra o banco do motorista e me olhou furiosa, achei que fosse ganhar outro tapa mas então ela apenas saiu de cima de mim,sentando - se ao lado.

- Limpe essa droga sozinho seu babaca.

Reclamou jogando os algodões em mim antes do sair do carro, só então percebi que meu rosto sangrava, e muito.

Após alguns minutos ela e um homem voltaram ao carro e deram partida, ambos nos bancos da frente não me disseram nenhuma palavra, mas se me perguntarem porque estava me permitindo ir pra um lugar desconhecido com pessoas desconhecidas a reposta seria estranha: eu não sinto a porra do meu corpo.

Pov's: Jared.

01:06 AM - 04/11/17

Ao chegamos na casa de Aléxia ajudei o rapaz que possivelmente seria meu irmão a descer do carro e o levei para dentro da residência.

A casa de Léxi era antiga, grande  e com uma decoração semelhantes aquelas de tempos vitorianos, uma escadaria em espiral dourado levava para os andares de cima, mas era muito pra subir então apenas o deixei sentado num dos degraus, e fiz o mesmo ao seu lado.

- Então, qual seu nome?

Perguntei tentando puxar assunto já que o mesmo parecia um pouco desnorteado.

- Elliot. - o babaca nem quis  saber o meu.

Suspirei profundamente, algo dentro de mim dizia que aquela seria uma reencarnação muito difícil.

Tirei do bolso da minha jaqueta um maço de cigarro.

- Fuma?

Questionei e ele olhou para o cigarro como se visse a coisa mais valiosa do mundo, eu quis ri mas apenas risquei o isqueiro para ascende - lo.

Peguei um segundo para mim e voltei a guardar o restante do maço.

- Me chamo Jared.

Em resposta ele soltou uma densa fumaça no ar.

- Você gostaria de entender o que está acontecendo ultimamente e o que rolou na boate?

Fui direito ao ponto, talvez assim conseguisse chamar sua atenção. Alguns segundos de silêncio da parte dele então o mesmo virou - se pra me olhar.

- Você tem as repostas?

Ele quis saber, e apertou levemente os lábios, seu rosto adquiriu uma expressão ao mesmo tempo que indignada, também vazia.

Encarei o cigarro entre meus dedos, a forma como queimava e eu mal tinha levado a boca, nada naquela situação estava me deixando confortável, esse momento era sempre o mais difícil.

- Se eu disser que você é meu irmão, acreditaria?

Ele abaixou o olhar e balançou a cabeça de forma negativa enquanto um sorriso de lado brotava em seus lábios, tragou mais uma vez seu cigarro e levantou o rosto jogando a fumaça para cima. 

- Sim. - respondeu num sério tom de voz.



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