História Girl, Interrupted - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Anjos, Caçadoresdesombras, Demonios, Drogas, Magia, Nephilim, Os Instrumentos Mortais, Sexo, Shadowhunters
Visualizações 21
Palavras 2.678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem esse capítulo é extenso
Gostaria de adiantar que ele não é narrado por Melissa e sim pela Aléxia, pois I.M significa "em memória" ou seja.. Bem não vou dar spoiler c:
Boa leitura!

Capítulo 6 - Melissa Campbell - I.M


Fanfic / Fanfiction Girl, Interrupted - Capítulo 6 - Melissa Campbell - I.M

Era manhã, 04/11, eu jamais poderia esquecer essa data, rolei depressa na cama e abri a gaveta no criado mudo, apanhei a foto de uma garota sorridente e acariciei se rosto. 

Eu chorei baixinho para não acordar Jared e Elliot que dormiam ao lado. Dentro da gaveta também havia um velho caderno, um diário com uma narração: 

MELISSA CAMPBELL - I.M

"Meu nome é Aléxia Catarina e hoje irei narrar, uma triste história que ocorreu a anos atrás. 

Mas não se preocupem o final é muito mais que feliz, pois mudou toda minha vida e perspectiva do mundo, de uma maneira que não poderia acreditar. 

Cinco anos atrás - 2012

"A Gravidez."

Traguei mais uma vez meu cigarro, ainda sem tirar os olhos do programa infantil que passava na TV. Ouvi passos vindos da escadas, e o cheiro do seu shampoo de baunilha, se espalhou pelo local, imediatamente já a reconheci, afinal em pleno século XXI só mesmo Melissa Campbell para achar legal usar todos os produtos de higiene pessoal com cheiro de baunilha. Humpuf vai entender.

Aquele deveria ser mais um dia em que a garota dentuça, enchia minha paciência. Mas logo senti algo de errado, me sentei ereta no sofá e a olhei, seus cabelos estavam húmidos e ela trajava pijama, estava linda e fofa como sempre, mas havia algo de perturbador no seu olhar, pior que isso ela não estava sorrindo, como sempre fazia de sua maneira boba.

Imediatamente senti um estranho nervosismo, o símbolo  de clarividência queimava em meu pulso. Ok, alguma coisa estava extremamente errada, eu sabia disso.

A garota de cabelos dourados, parou a minha frente e analisou o cenário a nossa volta, não havia mais ninguém, estavamos somente eu e ela na casa,  já que os outros haviam saído.

- Aléxia..

A loura chamou por meu nome, seu tom de voz era choroso. 

Pronto,  fiquei ainda mais nervosa e me ajeitei no sofá mais uma vez, largando o cigarro no cinzeiro, a fitei diretamente nos olhos.

- Sim, Mel? 

A chamei pelo apelido,  e deixei que meu tom de voz fosse calmo. Não queria assusta-la.

- Tenho algo a lhe contar 

Ela disse baixinho, a expressão em seu rosto era impossível de decifrar,  arriscaria que fosse uma mistura de tristeza, dor, medo, ansiedade e até mesmo felicidade.  O que me deixava ainda mais preocupada. 

- Pois então fale.

Ela se ajoelhou a minha frente, e leveu suas mãos a meu rosto, da forma forma carinhosa que sempre fazia, foi então que seus olhos encheram-se de lágrimas. Eu estava quase entrando em desespero.

- Aléxia.. - repetiu. - Eu, eu estou grávida.

Ressaltei os olhos, Deuses! Porderia haver coisa pior? Agora sim definitivamente eu entrei em desespero. 

Me afastei da garota, levantando do sofá com rapidez,  não disse nada nem me atrevi a olhá-la agora sim eu não sabia o que sentia, talvez fosse raiva e medo, mas não raiva da menina, sim de mim mesma.

Em que momento eu deixei Melissa de lado? Ela estava gravida e eu nem sequer sábia que minha irmãzinha de 14 anos já não era mais virgem! Onde eu me perdi? 

Levei meu olhar a mesinha de centro,  bagunçada como sempre, onde haviam cigarros, drogas e bebidas. E suspirei pesadamente, esfregando os olhos com força, decidi quebrar o silêncio. 

- Quem é o pai? 

- Eu.. Eu não quero dizer..

- Por que não? - uma onda de preocupação me tomou naquele momento,  então me virei para fitar a loira. - Alguém.. Alguém forçou você? 

- Não! -ela se apressou em dizer, então veio um pequeno alívio. - Ele é mais velho, um pouco.

- Não vejo problema nisso.

- Ele tem outra.. - disse com voz manhosa,  ela já estava a chorar.

- Casado?

- Não.. Ele simplesmente ama outra..

Eu nunca pensei que fosse tão ruim vê-la chorar, pois naquela situação havia mesmo dor. 

- O que pensa em fazer Melissa? - disse, um tanto irritada. - Não vai dizer quem é o pai, sei que não vai contar a ele sobre a gravidez também.. O que pensa em fazer Melissa?  Abortar a criança? QUE PORRA! - acabei elevando a voz, estava enfurecida. - VOCÊ É UMA IRRESPONSÁVEL, O QUE VAI FAZER? COMO VAI CUIDAR DESSA CRIANÇA?  MELISSA, CATARINA ESTÁ MORTA! ACEITA QUE NÃO TEMOS MAIS NINGUÉM PARA NOS AMPARAR. ELA TA MORTA, E EU NÃO SOU A SUA MÃE!  VÊ SE CRESCE GAROTA!

Eu realmente estava mal, porém depois desse meu pequeno surto, Melissa ficou pior, ainda ajoelhada ao chão chorando sem parar, com as mãos no rosto.

Suspirei, tentando me acalmar me aproximei da garota, sabia que tinha a magoado, mas acho que foi necessário, para meu próprio alívio.

Me ajoelhei ao chão e a abracei com força, afagando seus cabelos com calma.

- Mel..

- Eu.. Eu não vou abortar. -ela disse entre soluços.

- Tudo bem.. A gente se vira..

- Eu queria que a mamãe estivesse aqui..

- Eu também queria meu amor.. Queria.

Eu não sabia como seria dali pra frente, mas podia imaginar futuramente gritos, choro e risos de criança ecoando pela casa e trazendo mais alegria ao local. Pensar desta forma até que não era ruim, mas viviamos tão abandonados, éramos todos adolescentes,  com poucas diferenças de idade, afinal Catarina fora casada diversas vezes, então éramos:  Nicki, a mais velha, Eu, em seguida Mel e o pequeno Luke de 8 anos. Meu pai  estava morto, o pai de Nicki sumiu no mundo, e estávamos todos sobre a guarda do idiota e corno do Edmund, pai de Melissa e Luke, minha mãe o traiu até seus últimos momentos de vida, bem, Catarina estava sendo apenas ela, deve ser até pecado julgar. 

O problema de Edmund era o trabalho demais,  não nos dava atenção e nem sequer dormia em casa, embora ele que nos sustentava então simplesmente não reclamamos.   

Eu realmente esperava que tudo dessa certo. 

- Me desculpe.. Desculpe te aborrecer.

Disse a loira, finalmente parando de chorar.

- Me desculpe.. Fui grossa com você. Mel, se quer mesmo ter esse filho vai ter que ser forte. E eu vou cuidar de você, minha princesa. 

Eu disse, então depositei um beijo em sua testa.

 "Diagnóstico"

Quatro meses de gestação,  três meses havia se passado e agora a situação que Melissa se encontrava era aceita por toda "família" se que éramos mesmo uma. 

Sua barriga estava levemente inchada, o que mostrava que não ficaria muito grande, até mesmo pela estrutura física de Melissa. 

Ela não era gorda, nem magra demais, seu corpo não era esbelto como o de Nicki, ela também não era alta como eu e meus 1,65, mas era linda, pequena e muito linda. Tinha lindos cabelos loiros que caiam em cachos pelos ombros, grandes olhos castanhos, era muito parecida com Catarina, e muito apegada a falecida também. 

Para uma situação tão delicada, quanto gravidez na adolescência tudo estava correndo bem.

Mas minha alegria dura tão pouco, fui amaldiçoada pelo anjo, só pode. 

Mel, em mais uma de suas crises de enjoos da gestação, ficou muito mal, estranhamente (ou não) ela passou a vomitar sangue. 

Levamos ela as pressas pro hospital e lá estavamos.

Nicki, Luke e eu, sentados numas na sala de espera da ala de emergência do hospital, esperando que os médicos desse as caras para nos informar o que estava acontecendo com Melissa.

Obviamente o fato de todos serem de menor, gerou uma pequena confusão,  mas já havíamos ligado para Edmund e o mesmo estava a caminho do hospital. 

A situação de Melissa era mais que preocupante todos sabíamos disso, mas não nos atreviamos a falar. 

Eu já estava realmente ficando sem paciência alguma, aquela espera só fazia meu desespero aumentar, fazia-me pensar em Catarina e meus olhos humideciam, a história não poderia se repetir. 

Morta a mais ou menos um ano, ela fazia muita falta, e se foi de uma forma tão trágica, as imagens daquele dia insistiam em me perturbar, eu estava pretes a surtar com tantas lembranças até que o médico, finalmente apareceu.

Ele olhou, viu que não havia nenhum adulto, Edmund ainda não havia chegado, então ele fez um pequeno sinal, para que alguém fosse até lá.

Olhei para Nicki,  ela negou com a cabeça, dizendo que não iria, e abraçou com força nosso irmão menor.

Respirei fundo, tentando me acalmar, e me levantei indo em direção ao homem. 

- Qual seu nome? 

Ele tentou ser gentil. 

- Aléxia..

- Bem Aléxia, sua irmã.. Melissa.. Melissa..

Ele olhou os papeis em sua mão, afim de confirmar o nome. 

- Ok, Melissa Campbell, a situação dela é..

- Vá direito ao ponto. - o interrompi. 

- Alguém da sua família tem câncer? 

- Minha mãe,  ela tinha leucemia. Já está morta. - meu tom de voz era frio, eu já sabia, sabia que minha Mel iria sofrer, estava tentando não chorar. 

- A menina foi diagnosticada, com a doença também.. Nesses casos.. 

Ele fez uma pequena pausa, estava me olhando nos olhos, estes que já estavam húmidos. Ele estava sentindo pena de mim, mas não me importei. 

- Nesses casos.. -ele prosseguiu.  - É um câncer hereditário, eu acho que era de se esperar que alguém acabasse herdando isso. Ela teve inciar agora mesmo a quimioterapia.

- Mas ela está gravida..

- Eu sei, sabe que é mais perigoso deixá-la sem tratamento. Não é? 

Eu apenas assenti, não conseguia falar, e lágrimas caiam por meu. Num ímpeto de adolescente eu abracei o médico,  desconhecido até então.

- Por favor.. Me deixe vê-la? 

O homem afagou meus cabelos, de uma forma protetora e paterna. 

- Claro.

Disse, então me guiou ao quarto que Melissa estava, parei na porta, e a observei naquela cama de hospital,  estava pálida como nunca, frágil e tinha um semblante confuso, talvez não compreendesse porque estava ligada a tantos aparelhos. 

Seus cabelos loiros, bagunçados e esparramados, quando ela finalmente me viu, abriu um sincero sorriso, que partiu meu coração. 

Naquele momento tive certeza, que jamais esqueceria este dia.

 

"O nascimento"

Os noves meses chegaram, Mel vinha fazendo quimioterapia e passava mal com frequência, mas nada acontecia com o bebê. Pelo contrário, era uma menina e estava muito saudável, essa era a única alegria que Melissa tinha. 

Nos últimos meses muita coisa mudou, vendemos as joias de Catarina para ajudar a pagar parte do tratamento da Mel, Nicki arranjou um trabalho para ajudar nas despesas e agora mal tinha tempo pra nada. 

Edmund decidiu colocar Luke num colégio integral, eu não sabia decidir se aquilo era bom ou ruim, amava meu irmãozinho, mas tinha que dedicar todo o meu tempo a Melissa.

- Vai, só mais um pedacinho..

Falei rindo e guiando o garfo com um pedaço de cenoura a boca da menina.

- Não eu não quero.. - falou manhosa.

Me rendi e deixei o prato de verduras sobre o centro, Mel relaxou no sofá encostando a cabeça no mesmo, era difícil a olhar, graças a quimioterapia seus cabelos cairam, sua pele ficou seca e seus lábios rachados, pior de tudo, seu olhar era triste, Mel já não sorria. Ela se ajeitou mais uma vez no sofá, deixando a mão sobre a barriga a acariciando com calma, estava distraída. 

- Ei, - a chamei. - Já pensou em um nome pra ela?

- Ainda não, quando ela nascer.. A gente vê do que ela tem cara.

- É você tem razão.

Tudo estava bem durante exatos 5 dias, até que a bolsa estourou. 

Hospital Central - 16:45 PM - 04/11/2012

- Corram.. 

- Não ela não pode ter um parto normal!

- Não, ela tem leucemia!

- Ja esta nascendo..

- OLHA OS BATIMENTOS!

A gritaria e confusão na sala de hospital era essa, Melissa gritava sem parar, tentaram impedir minha entrada mas a loira gritou tanto por meu nome que eles acabaram cedendo.

Não sabia dizer que aquela fora a coisa mais linda ou horrível que já vi, o desespero de Melissa era assustador, ela estava cada vez mais fraca e lutava a cada segundo para conseguir trazer a criança ao mundo. 

Ali no canto da sala, observando aquilo tudo, eu tive um mau pressentimento. Algo me dizia que aquela seria a última coisa que Melissa iria fazer, mas  imediatamente amaldiçoei o Anjo por aquele pensamento idiota.

Então Mel parou de gritar, e choro de criança foi ouvido por todo o local. 

Sorri aliviada, e olhei em direção a bebê que acabará de vim ao mundo, tinha cabelos louros como os da mãe, era muito mais que linda, era um verdadeiro anjo.

Sorri boba ao ver minha sobrinha.

Quando os médicos, colocou a criança em meus braços, eu a ninei calmamente e me virei para Melissa que nos olhava com o sorriso largo no rosto, sorriso que a muito não via, seus olhos estavam um pouco ressaltados e entendi, ela devia estar ansiosa para vê a criança,  derrepente tudo a minha volta não importava, éramos só eu Mel e o bebê, me aproximei ficando a sua frente,  e mostrei o bebê,  seu sorriso continuo.

- Mel, você trouxe essa coisa.. Tão linda ao mundo.. Você é uma guerreira,  Eu te amo minha irmã.

Peguei sua mão, a levando a meus lábios,  notei que sua pele estava um pouco fria mas não me importei, apenas sorri e voltei a fitar seu rosto.

Agora era algo estranho, eu diria macabro, o sorriso de Melissa não se desfez, o que estava ficando assustador, ela mantinha o mesmo olhar. 

- Mel?

Chamei e ela nada respondeu, a criança em meus braços voltou a chorar, e foi então que cai em mim, o barulho inquietante de seus batimentos zerado ecoava pelo local, quando me dei conta a bebê já não estava em meus braços.

Melissa estava morta. Morreu para trazer sua filha ao mundo. Morreu sorrindo.

Eu gritei,  gritei e chorei, pessoas me puxavam me guiando para fora do quarto. 

Doía tanto, custava a acreditar que ela estava morta. 

Tudo era gritaria eu já não conseguia saber se aquilo era realidade. 

- Mel.. Mel.. Melissa.. 

Chamava seu nome constantemente,  eu realmente achei que aquilo nunca fosse passar. 

Foi quando as melhores lembranças que tive com minha irmã surgiram em minha mente.

Junto a isso sua imagem a cantar uma velha música:

"Vire-se

Se você puder me dar uma bebida

Preciso de água porque meus lábios estão rachados e desbotados

Chame minha tia Maria

Ajude ela a juntar todas as minhas coisas

e me enterre em todas as minhas cores favoritas

minhas irmãs e meus irmãos imóveis

Eu não irei te beijar

Pois a parte mais difícil disto,

é deixar você.

Agora vire-se

Pois eu estou terrível apenas em ver

Porque todo meu cabelo abandonou todo meu corpo

Oh minha agonia!

Saber que eu nunca me casarei

Baby, eu só estou agonizando da quimioterapia

Mas contando os dias para ir

Isto apenas não é viver

E eu só espero que você saiba

Que se você disser (se você disser)

Adeus hoje (adeus hoje)

Eu pediria que você fosse verdadeiro (eu pediria que você fosse verdadeiro)

Pois a parte mais difícil disso,

é deixar você.

Pois a parte mais difícil disso,

é deixar você."

 

O corpo de Melissa no caixão, era magro, flácido, denuciava o quanto Debilitada estivera minha irmã.

"Ela estava sofrendo", era o que todos diziam, "foi melhor assim", assim como a partida de Catarina, era fácil dizer essa palavras de consolo, mas difícil era aceitar.

Aquele foi o dia que mudou totalmente minha vida.

E jurei por Melissa que cuidaria de sua filha, seria também minha. 

Segurava o bebê com calma, a observar o por do sol, enquanto algumas lágrimas caiam na manta da garota.

- Agora eu vou ter sempre um pedacinho seu.. Melissa.

Afaguei o rosto da criança, que quase inacreditavelmente, sorriu pra mim."

 

04/11/17

Fechei o caderno e levei junto a foto ao meu peito, lágrimas rolavam pelo meu rosto e caiam na fotografia. Tudo doía, não só por ser a data da morte de Mel, mas porque me fez lembrar que eu havia perdido todos eles.



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