História Girl meet Girl - Capítulo 44


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Palavras 1.592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*** Fala sério, to muito rapida, ne? Como vcs estão? Já dei tanto aviso que hj nem tenho oq falar kkkkk

Direto pro cap! ***

Capítulo 44 - Azul combina com seus olhos


 

 

 

Eu estava ansiosa para o meu "encontro" com Bife naquela noite, só o fato de ela ter aceitado ir ao cinema comigo, já me parecia uma grande evolução diante do quanto nos afastamos nos últimos meses. Quem sabe ela estivesse abrindo a mente...

 

A campainha tocou e eu deixei para que minha mãe, que estava no andar debaixo da casa, abrisse a porta. 

 

Não demorou muito para que Rafa adentrasse meu quarto sem bater, ela já era de casa. 

 

- Tá fazendo o que aqui, garota? - Falei dessa forma apenas para fazer uma cena, mas eu realmente não a esperava. 

 

- Senti saudades, vadia. Resolvi vir te ver. - Jogou-se na cama, onde eu também estava deitada. 

 

- Ótimo, assim você vai me ajudar! - Levantei para ir em direção ao guarda-roupas. 

 

Rafa colocou-se sentada, curiosa para entender sobre o que eu estava falando. Busquei dois cabides, com blusas que eu já havia separado e posicionei em frente ao meu próprio corpo. 

 

- Qual? 

 

A garota piscou algumas vezes, fitando-me em busca de mais detalhes. 

 

- Marquei um cinema com a Bife em algumas horas. - Joguei os cabides em cima da cama, logo à frente de Rafa. - Ninguém melhor do que minha personal stylist pra me ajudar, né? - Rafa franziu o cenho, ficando em silêncio por alguns instantes. O que mais ela queria que eu dissesse? 

 

- Isso é sério? - Ela deu um sorriso nervoso. 

 

Balancei a cabeça em resposta. Oxe! E porque não seria? 

 

- Qual das duas? - Insisti, apontando para as blusas jogadas na cama. Rafa soltou um riso nasalado, o que me fez parar para observá-la com mais atenção. 

 

A garota balançava a cabeça negativamente e sua língua pressionava a parte de dentro da bochecha. Ela fazia isso sempre que estava desacreditada à respeito de alguma coisa. 

 

- Vai sair com a Maria Clara? - Assenti. - Tipo um encontro? - Bambeei a cabeça de um lado para o outro.

 

Era mais ou menos um encontro. Quer dizer... Para mim era definitivamente isso, mas para Bife, não tenho tanta certeza. 

 

- Você é uma idiota! - Rafaela se levantou, indo em direção à porta.

 

- Espera, onde você vai?! 

 

- Não se faça de desentendida. - Pediu, firmemente.

 

Abri a boca, mas logo acabei fechando novamente, sem conseguir dizer nada. Eu pensei que esse ciúmes fosse passar... Pelo visto, eu estava enganada. 

 

- Eu estava morrendo de saudades de você. Pensei que fosse gostar de me ver...

 

- Rafa, eu gostei! - Interrompi.

 

- Gostou, Duda?! Então me explica como eu mal chego aqui e você já vem me pedindo conselho à respeito do que vestir para ir ao cinema com outra garota! - Soltou as palavras rápida e rispidamente. Era possível perceber que ela tentava conter sua irritação para não elevar o tom de voz, em compensação, as veias de sua garganta saltavam. Calei-me mais uma vez. - Você não consegue, né? Sequer sabe como se justificar. 

 

- Eu apenas não acho que eu tenha que me justificar. 

 

- Você pode ser a maior filha da puta do mundo, mas burra você não é. 

 

- Você tá com ciúmes? - Praticamente sobrepus sua fala. Meu tom de voz permanecia inabalável e até divertido.

 

- É óbvio que eu tô com ciúmes! O que você tava pensando na hora que decidiu me perguntar uma bosta daquelas?! - Explodiu, arrancando-me um sorriso convencido. 

 

- Bom, então me desculpa, eu entendi tudo errado. - Rafa levantou as sobrancelhas, mostrando-se disposta a me ouvir. - Pensei que essas loucuras entre a gente acabariam depois do que aconteceu em Angra. Entendi que o ponto daquilo era só curtir e matar esse desejo surreal que estivávamos tendo. - Eu estava realmente tentando me convencer dessa teoria, tentando acreditar que isso daria certo e faria com que nossa amizade voltasse ao normal.

 

- E funcionou pra você? 

 

- O ponto não é esse.

 

- Então qual é o ponto? - Rafa pareceu mais calma, porém cruzou os braços defensivamente. 

 

- Você mesma disse que o que acontecesse em Angra, ficaria em Angra. Sem contar que essa sua possessividade me confunde. Foi você mesma quem fez a tal promessa de curtir e não se apegar, então porque eu não posso seguí-la? - Questionei. Essa questão realmente rondava minha mente. Rafa se incomodava com todos que eu ficava, não que eu não me sentisse abalada ao vê-la com outros, mas não fui eu quem fiz a promessa, certo?

 

A garota em minha frente fechou os olhos por alguns instantes. Pude ver seu peito se encher de ar quando ela respirou profundamente. Apenas esperei pacientemente por sua reação.

 

- Duda, aquela promessa foi por água abaixo a partir do momento em que nos beijamos pela primeira vez naquela maldita festa de recepção. - Rafa deu alguns passos ao meu encontro. Senti um arrepio percorrer minha barriga, e minha perna bambeou instantaneamente ao assimilar suas palavras, fazendo com que eu tivesse que recuar alguns centímetros para me apoiar no guarda-roupas atrás de mim, garantindo-me de que eu não cairia. - Se a promessa era de não nos apegarmos, eu falhei miseravelmente. Eu me apeguei. Me apeguei não apenas a você. - Rafa já estava perto o bastante para pegar em minha mão. - Eu me apegue à gente. - Esboçou um leve sorriso sem mostrar os dentes. - Eu e você sempre fomos a melhor dupla, não acha?

 

- M-mas... Uau! - Soltei o ar pela boca, pega de surpresa e completamente impressionada com o que estava acontecendo. Alguém me belisca? - N-nós... Sim, nós sempre fomos, mas... - "Como amigas", eu teria dito, porém acabei guardando esse pensamento apenas para mim. - Se já sabia disso tudo desde aquele dia, por que disse tudo aquilo sobre "ficar em Angra" e... - Eu teria continuado citando coisas que ela havia feito, como me deixar sozinha com a Bife na noite do "eu nunca". 

 

- Bom, eu ainda não tinha me dado conta e quando comecei a entender, fiquei com medo. - Explicou, e eu compreendi cada palavra. - Acho que por isso nos distanciamos um pouco. - Concordei com a cabeça discretamente. - Mas sobre a viagem... E se eu te dissesse que não quero deixar tudo lá? E se eu dissesse que falei aquilo só da boca pra fora? - Meu coração parecia querer sair pela boca, enquanto o olhar de Rafa me atingia com uma enorme sinceridade, fazendo com que eu sentisse minha pele queimar sob ele. 

 

- E-eu não sei, Rafa... - Respondi, tomada por uma insegurança que eu, até então, desconhecia.

 

- Não quero que o que tivemos fique em Angra, Duda. E muito menos apenas na memória. Eu quero que me faça continuar sentindo tudo aquilo aqui. Agora. - Sua voz estava repleta da segurança que me faltava. 

 

Abri a boca e as palavras pareceram sumir. Rafa me fitava com coragem, expondo totalmente seus sentimentos. Desviei meu olhar do seu, com medo de que meus olhos pudessem transparecer minhas emoções tanto quanto os dela. 

 

- Sou uma idiota por estar dizendo tudo isso, né? - A garota deu um sorriso triste. - Você não precisa concordar com o que eu digo, é só que... - Ela pareceu pensar por um instante, ponderando se realmente deveria continuar falando. - Eu já não aguentava mais guardar tudo isso pra mim, não cabia no peito... E você ainda é minha melhor amiga, não deixou e nunca vai deixar de ser. É a única com quem posso compartilhar essas coisas. - Senti minhas bochechas queimarem como brasa, denunciando minha vontade de chorar. Rafa tinha atingido o ponto que tanto me tirava o sono: Nossa amizade. 

 

- Se quer saber, você também tem mexido comigo e isso ficou mais do que óbvio durante o período que estivemos juntas... - Confessei, finalmente conseguindo dizer alguma coisa. Minha voz estava rouca e entrecortada, um nó amarrava minha garganta e eu simplesmente não entendia o motivo. 

 

- "Mas..." - Rafa continuou por mim. - Sempre tem um "mas", né? - Outro sorrisinho triste tomou conta de seu rosto, no entanto, aquele era, também, um sorriso de compreensão. 

 

- Eu não sei. - Engoli em seco. - Eu apenas não sei. Estou tão confusa, Rafa!- Franzi o cenho, na tentativa de pedir ajuda e mostrar que aquilo estava me afetando muito mais do que eu podia aguentar. Rafa havia feito com que eu desmoronasse internamente, precisando confrontar tudo o que eu estava tentando negar. 

 

- Tá tudo bem. - Tranquilizou, calmamente, cuidando de me envolver em um abraço, no qual eu senti que poderia fazer morada. - Você mesma uma vez me disse que quando é pra valer não há espaço para dúvidas.

 

Concordei com a cabeça, sem me afastar de seu peito. A lembrança de Rafa realmente me tranquilizara, por algum motivo desconhecido. Ela não apenas demonstrou me entender, não apenas acalmou meus questionamentos, nem apenas provou continuar levando a sério o laço que construimos durante tantos anos, mas também quis dizer que ela já não tinha dúvidas à respeito do que sentia por mim e isso, subitamente, me entregou toda a confiança existente no mundo. 

 

- Coloque a azul. - Disse, rompendo o abraço contra minha vontade, seguidamente pigarreou, tentando retomar sua postura. Eu poderia jurar que Rafa havia deixado uma lágrima escorrer por seu rosto. Demorei alguns milésimos de segundo a mais para entender que ela se referia às blusas que eu havia separado para a saída com Bife. - Combina com seus olhos.

 


Notas Finais


*** Não me matem pfv! Deixem bastante coment, quero saber oq estao achando haha ***

Até maiiiiixx ***


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