História Girl Meets Evil (EM REVISÃO) - Capítulo 51


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, Got7
Personagens G-Dragon, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Lisa, Min Yoongi (Suga), Yugyeom
Tags Abo, Bts, Drama, Ghost, Got7, Híbrido, Hot, Imagine, Jungkook, Mistério, Romance, Sobrenatural, Suspense, Yoongi
Visualizações 6.115
Palavras 5.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heey!

Obs.: Ainda não tive tempo de responder os comentários do capítulo passado, mas como sempre vou responder todos! Fighting! <3

A semana foi cheia DEMAIS!!! Esse comeback trailer do Jin, a JINTRO, FOI A COISA MAIS LINDA DO MUNDO <3
E, estranhamente mesmo... MUITO ESTRANHAMENTE, casou perfeitamente com esse capítulo. Não sei porque... Na real eu estou começando a achar que o Answer também vai se encaixar na GME, assim como o Tear, e isso é um presente. <3
MEU DEUS! NÓS JÁ SOMOS 6 MIL FAVORITOS. Gente, eu não sei o que dizer... Só que vou me esforçar muito pra trazer meu melhor! E vou preparar uma surpresa pra vocês, porque vocês merecem! Se quiserem me deixar alguma sugestão do que gostariam que eu fizesse, agradeço! <3

Obrigada por todo apoio que vocês me dão todos os dias. Vocês são absurdamente generosas e eu nunca vou cansar de falar isso!!!

Música do capítulo: Epiphany - BTS

Capítulo 51 - Jantar.


Fanfic / Fanfiction Girl Meets Evil (EM REVISÃO) - Capítulo 51 - Jantar.

Jeon Jungkook's P.O.V.

Não sei por quanto tempo fico sentado sobre o tapete felpudo no chão da sala-de-estar, nu e exausto, escorado ao sofá. Os vergões que ela abriu em minhas costas ardem, minha boca maltratada formiga, meus ombros pendem doloridos e minhas pernas estremecem. Meus cabelos estão bagunçados, o suor me cobre e escorre nas têmporas, na nuca e nos gomos do abdome. Todos os líquidos pegajosos do sexo aderem às minhas mãos, coxas e virilha, ao membro ocioso.

Ainda transito pelo estado débil e sonolento do pós-orgasmo.

Analiso o céu negro através das paredes de vidro da sala-de-estar. Há pontos de luz de outros prédios ao longe e nuvens alaranjadas que rompem a chuva tranquila e constante. As gotas desmoronam pacíficas e escorrem pelos vidros como se chorassem em sua superfície. Contemplo a brisa fria, os odores adocicados, o chiado da chuva, a penumbra do cômodo, a sensação de plenitude.

Tudo se impregna em minha memória.

Passo a língua sobre a rachadura que abri quando resvalei o canino no lábio inferior e a pressiono com as costas da mão. A sensação de ardência pesa como arrependimento em minha cabeça. Se feri a mim mesmo, não quero conferir o estrago que deixei no corpo dela. Arrependo-me por ter perdido o controle em um momento tão novo para ela, que não tem experiência com relacionamentos e muito menos com sexo. Sinto-me como um animal idiota e egoísta. Temo por tê-la assustado e tomo uma providência rápida.

 — Monstrinha... Me desculpe. — Sussurro para ela, que está deitada no sofá às minhas costas. — Eu não sei o que deu em mim. Não queria te machucar. — Não há resposta. Faço uma careta. — Vai me ignorar? — Fito a chuva no vidro e travo os dentes. — Vai me ignorar. Certo. Não achei que fosse reagir assim... Aliás, na hora você não parecia estar com tanta raiva. Precisa me ignorar?

Encaro-a por cima do ombro e a vejo repousar tranquilamente no sofá, com um aspecto exausto.

A bochecha amassada e apoiada entre a mão e uma almofada, os cabelos desgrenhados, grudados no pescoço. As pálpebras cerradas e a boca entreaberta. Ela ressona baixinho, está dormindo. Dormindo como um bebê. E ela é tão bonita. Tão bonita. Então, vejo a pele irritada nos pulsos, por causa do cinto que a prendia mais cedo. Os hematomas em seu quadril e nas coxas molhadas. Há marcas de dentes em seus seios pressionados contra o sofá. Até os mamilos estão arranhados.

Que merda. Eu não podia ter feito isso com ela.

Levanto-me atordoado e trôpego. Meu primeiro instinto é de levá-la do sofá ao quarto, mas me lembro de que ela não jantou e seria difícil convencê-la a comer depois de repousar no conforto da cama. Assim, deixo-a aqui e penso no que pedir pelo aplicativo de Delivery de comida, ao mesmo tempo em que recolho as roupas espalhadas pelo tapete. Arrumo as peças em uma pilha aos pés dela no sofá e percebo que rasguei tudo o que ela vestia. Faço uma careta. O que eu fiz?

Apanho minha cueca branca e a visto, desenrolando em minhas coxas. Retiro a bandeja do chão, pego meu celular e os fones de ouvido que jazem no centro de mesa e atravesso a sala-de-estar, na direção da cozinha. Largo a bandeja na pia, deixo o aparelho no balcão e abro a torneira. Lavo as mãos em água corrente e jogo sabão nas palmas. Enxáguo, secando com um pano de prato pendurado ao lado.

Viro-me e me encosto no balcão, exausto. Encaro o apartamento silencioso e observo as frestas de luz alaranjada que vêm do exterior e iluminam os cômodos de forma precária. Os ecos do sexo selvagem ainda me bombardeiam em sua sinestesia maldita. Excitado e arrependido, satisfeito e preocupado. Não sei nem o que sinto agora, além de angústia, porque tenho consciência de que sou pior. Muito pior que isso. O que eu fiz com ela hoje não chega nem perto do que posso fazer.

Se ao menos ela me dissesse que está tudo bem... Ah. Isso ainda vai martelar minha cabeça por muito tempo.

Preciso beber.

Não.

Não.

Não posso beber com os instintos tão instáveis.

— Porra, Jungkook. — Resmungo para mim mesmo e lembro-me de algo que Jin Hyung me ensinou. Quando ele se sente confuso, aborrecido ou angustiado, cozinha. - Aish. Não vou pedir iFood.

Adianto-me.

Exploro a cozinha. Pego utensílios, panelas e uma tábua de madeira. Facas, colheres, vasilhas e uma mandolina. Filés de salmão, arroz, pepino japonês, gergelim, alface e outros vegetais. Temperos, óleos, sal. Despejo tudo sobre o balcão, com cuidado para que meu ruído não acorde a Monstrinha. Antes que eu comece, ouço uma notificação no celular e fito a tela.

São mensagens de Omma, Jimin, Taehyung, Hobi Hyung e Jin Hyung.

 

Omma
Fofinho... Está tomando seu remédio de alergia?
A __________-ah esqueceu o celular dela aqui
Lembre a ela de tomar o remédio dela, tá?
O dela tem hora marcada e ela não pode esquecer
Ah! E veja se ela está comendo direitinho...
E não coma a comida dela, seu esfomeado
Vocês passearam muito? Como estão?

Eu te amo, Fofinho

 

Sinto saudade dela ao ler suas mensagens. Antes de responder, encho uma panela com água e a coloco para ferver sobre a boca acesa do Cooktop. Lavo o pepino e o corto em fatias finas na mandolina, depois limpo as mãos em um pano que escoro no ombro e ponho os fones nos ouvidos para responder.

 

Você
Todo mundo tomou remédio e está comendo
E ela passeou com o Jackson
Tá dormindo agora
Já estou com suas coisas do chá

 

Continuo meu serviço, para agilizar.

Encho uma vasilha com pepino cortado e jogo sal. Passo pela peneira para secar e recoloco na vasilha, juntando uma mistura de água, vinagre e açúcar. Enquanto mexo com uma colher, abro a mensagem de Jimin, que me ligou mais cedo depois de rastrear algo que parecia ser importante para nossa investigação sobre atividades suspeita na cidade.

 

Jimin-ssi
Jungkook-ah, nós achamos mesmo
Melhor falar com a __________ sobre isso
Tae vai te mandar uma foto
Ah! A Tzuyu anda dizendo na escola
Que vocês dois transaram no banheiro
Achei estranho...
Você não estava fazendo voto de castidade?

 

Mas, que caralho. Esse novo fato me obriga a adiantar o fim da viagem. Eu adoraria ir embora na segunda-feira pela manhã, porque teria mais tempo livre com ela, sem me importar com o sigilo do nosso relacionamento, mas depois da descoberta desse lugar, sei que não posso sonhar com um namoro normal. Termino de mexer o preparado de pepino, jogo gergelim torrado e o reservo. Quando leio as últimas mensagens novamente, reviro os olhos. Ah, não. Não acredito que a Tzuyu falou isso.

Se uma mentira dessas chegasse aos ouvidos de __________, ela seria capaz de acreditar.

 

Você
Valeu pela ajuda, Jimin
Ps.: Vai tomar no meio do seu cu
Não fiz voto de castidade
E você sabe que ela está mentindo

Mas vou falar com ela sobre essa história

 

Solto o celular e lavo as mãos para picar as folhas de alface em fiapos sobre a tábua. Lavo o arroz, jogo na panela de água fervente e tampo. Encho outra panela com óleo para fritar. Entre uma coisa e outra abro as mensagens de Taehyung e me deparo com uma imagem tenebrosa do lugar que eles encontraram. Salvo-a no rolo da câmera e a observo atentamente, ouvindo as panelas borbulharem à minha frente. Medito sobre a situação. Longe de Juggi e dos perigos que lá habitam, estou de mãos atadas.

Esse é um problema para Jeon Jungkook do futuro resolver.

Agora tenho outro assunto para me ocupar. A Monstrinha continua deitada no sofá, dormindo nua e destruída. Seus odores doces pairam sobre ela como uma nuvem irresistível de sabores que eu preciso degustar outra vez. Meneio a cabeça quando esse pensamento me acomete e lavo as mãos de novo, já que mexia no celular. Cuido do filé de salmão que deixo sobre a tábua de madeira.

Aliso a peça e passo uma faca amolada para retirar a pele escura e limpar a carne. Corto em cubos pequenos e, no meio da ação, um estalo desanuvia meu raciocínio, lembranças das reações de __________ às minhas investidas. Não havia indícios de que ela não gostava do que fazíamos. Ao contrário. Ela queria me chupar, e estava tão molhada. Até me pediu para ir mais rápido. Contudo, nenhuma das outras lembranças se compara às suas palavras. Ela queria mais do meu pau lhe fodendo gostoso. Foi o que ela disse.

Foi exatamente o que ela disse.

Não há possibilidade de ter odiado a experiência, se falou isso. Ponho a faca na tábua e coloco a carne em outra vasilha. Tempero-a com molho de soja, sal, pimenta e limão, misturando com uma colher. Reservo junto com o pepino e começo a fritar o amontoado de fiapos de alface. Faço todos os processos com rapidez e penso que Jin Hyung estava certo. Cozinhar ocupa a mente e desembaça pensamentos ruins. Sorrio, por fim, aliviado. Balanço a cabeça em um tique e limpo as mãos em um pano, com um novo pensamento na mente.

— Será que a machuquei demais, ou poderemos ter outra rodada de sexo depois do jantar? — Falo para as paredes e rio sem voz. Termino de fritar os fiapos de alface, até que fiquem escurecidos e crocantes. Baixo a temperatura na panela de arroz, para terminar o cozimento.

Pego o celular para ver a próxima mensagem, de Hobi Hyung.

 

Hobi Hyung
Mensagem de áudio 6:36 min

 

— Olha o tamanho desse áudio. — Resmungo.

Aperto a tela para ouvir.

— Jungkookie! Cadê a __________-ah? Tudo bem? E a viagem? Estão aproveitando? Resolveu o negócio com as assombrações da energia elétrica? E aquela história do fantasma que você me contou? Já conversou com a __________-ah? Ah... Ah! É. Preciso falar pra você... — O Hyung solta uma risada grave e abobada. Sorrio ao ouvir. — Voltei de viagem ontem e consegui, finalmente, todos os ingredientes da poção inibidora do cio da __________-ah. Sempre faltava alguma coisa, mas agora fechei a lista! Jin já está fazendo os preparados e nós estamos agilizando. Pode ficar tranquilo. Oh... Deixa eu ver. Ah! Não é por nada não, mas... Quando a __________ faz aniversário? Não estou dizendo que ela vai entrar no cio no próximo aniversário, mas... É, é exatamente isso que estou dizendo.

Pauso a execução do áudio e ergo o olhar para o corpo esguio e curvilíneo deitado no sofá. Há uma leve movimentação e ela ergue a cabeça, desorientada. Faço uma careta quando ela se assusta ao constatar seu estado, tocando os próprios seios. Abro a boca para falar, mas me lembro de que seu aniversário está relativamente próximo, o que me acende um sinal de alerta gigante.

Logo, logo ela entrará no cio. Ótimo. A única Ômega da Coreia do Sul no cio.

Na porta ao lado da minha.

Minha namorada.

No cio.

— Puta que o pariu. — Rumorejo e continuo a ouvir o áudio nos fones de ouvido, enquanto limpo a bancada e ponho a mesa.

— Se ela tomar o inibidor, vai ficar bem e não vai sentir o cio, mas se ela não tomar, não vai fazer distinção lógica pra escolher parceiros, e vai sofrer muito se não tiver um. Você sabe como é. — Hobi Hyung ri com um grasnado. — AH! SOBRE ESSE ASSUNTO. Tem alguma coisa que o Yoonie, o Jin e o Nam sabem... QUE EU NÃO SEI?! TEM ALGUMA COISA QUE QUEIRA ME CONTAR? Porque, assim... O Yoonie disse que foi o primeiro a shippar, mas eu sei, no meu coração, que na primeira vez que vocês foram lá na loja eu vi O COSMOS AGINDO EM VOCÊS. VI MESMO. E eu fecho com o cosmos. Deus me livre de fofoca, mas QUEM ME DERA SE VOCÊ ME FALASSE QUE ESTÁ NAMORANDO. AH QUE BONITINHO. Quer dizer... Você tem algo pra me dizer?

Pauso o áudio novamente para rir sem voz e mordo os lábios dentro da boca.

— Se tiver, quero que me escute. Já que agora ela tem um parceiro, a escolha de tomar ou não o inibidor é dela. Se tomar, não tem cio. Se não tomar, vai ser um período complicado e ela vai precisar da sua ajuda. Não se aproveite dela, uh? Somos seus Hyungs, mas a __________-ah tem quatro Oppas, agora. Eu, Jin, Nam e Yoonie. É isso. Eu acho. Nossa, falei demais. Oh, Jin Hyung, quer mandar um beijo pro Jungkookie? — Ouço a voz de Seokjin ao fundo do áudio, dizendo algo como: "Responda as mensagens que a gente manda, seu filho de uma égua!". — Ah...

O áudio termina.

Apesar do bom humor contido nas mensagens, não consigo sorrir. A sensação instável me corrompe.

Meu olhar se ergue abstraído entre os vapores espiralados nas panelas à minha frente. O ar quente de comida penetra minhas narinas devagar e eu esquadrinho os cômodos abertos ao meu redor com a expressão tensa. Ela está parada de pé, diante do sofá. É apenas uma silhueta esguia e curvilínea na penumbra. Olha para baixo, toca a pele dos quadris com hesitação. Abaixa-se e busca algo para vestir, mas sua blusa está em pedaços.

O tecido escorre de suas mãos e ela apanha minha camiseta no meio da pilha de roupas. Veste-a com cuidado, cobrindo até metade das coxas. Vira-se para a cozinha e seus olhos me encontram de súbito. O rosto pálido é selvagemente bonito, emoldurado pelos cabelos revoltos. Ela passa as mãos pelas mechas e as penteia com os dedos. Caminha lenta e preguiçosa pelo tapete, se aproxima com passos perigosos. Nunca pareceu tão irresistível quanto agora. Nunca. Minha boca saliva e não é culpa da comida.

Tento me concentrar em algo que não seja ela.

É impossível.

Desfaço nosso contato visual para desanuviar a mente e desligo a boca do Cooktop. A comida está pronta. Limpo as mãos no pano em meu ombro e me lembro que ainda tenho mensagens para responder. Fito __________, que se aproxima com um gestos magnéticos. Acompanho-a com o olhar, enquanto ela dá a volta no balcão, cada vez mais perto. Sua mão arde em minhas costas nuas quando ela passa, ondula pelos músculos e desce pela linha da minha coluna, até a curvatura da lombar. Ela encosta a bochecha em meu braço, devagar.

Não me mexo para que ela não se vá.

— Nossa... Eu apaguei. — Sua voz é sonolenta e ela ri como se constatasse algo realmente engraçado. Esconde o rosto em meu braço e o abraça. Sinto os músculos do bíceps e o cotovelo roçarem entre seus seios macios. A saliva dança em minha língua e eu sei que minhas pupilas se dilatam porque toda a realidade se torna mais nítida. Porra. Eu tinha que estar tão sensível? — Por quanto tempo eu dormi?

Encaro-a por cima do ombro com os olhos estreitados.

— O suficiente pra eu fazer o jantar. — Retiro o pano do ombro e o jogo sobre o balcão. — Inclusive, pode se servir. Está pronto e, modéstia à parte... Quer dizer... Ah, isso eu já não tenho normalmente, né? Nem vou terminar o ditado. — Solto um sorrisinho sacana. Meto os dedos entre seus cabelos e os bagunço. Ela ri.

— Por que não ficou lá comigo? Podíamos pedir um Delivery... Sei lá. Você não está... Cansado?

— Não. Estou agitado. Ainda não dispersei... Minha energia. — Entreolhamo-nos e ela parece não entender o que eu digo. Afasta-se de mim e se encosta no balcão, curiosa. Seus olhos titubeiam por meu rosto brilhante de suor, por meus ombros rígidos e meu tórax arranhado. Dá para ver que ela se inquieta, porque engole o ar pela boca em um sobressalto. — Que foi?

— Como assim, não dispersou sua energia?

— Eu precisava fazer alguma coisa, ou ia enlouquecer. Geralmente eu faço uns exercícios, mas cozinhar me acalma. Abdominais geralmente me deixam mais em alerta e eu precisava relaxar. — À medida que falo, percebo o brilho incrédulo em seus olhos castanhos. — Você não sabe mesmo nada sobre mim, né? — Falo com um sorriso torto e seu semblante se contrai.

— Se acalmar? Mas... Mas, a gente... É... A-a gente fez... Aquilo não te cansou? — Seus ombros se encolhem em um ato instintivo e a camiseta sobe minimamente. Deixa mais de suas pernas torneadas à mostra. Há alguns vestígios de vermelhidão na pele macia e meus dentes se rangem quase imperceptivelmente. E eu que pensei que cozinhar me acalmaria. Um arrepio espirala por minha nuca e minha racionalidade passa por um segundo de apagão. — É sério?

— Quê?

— Depois daquilo, você nem mesmo está... Cansado? — Sua sobrancelha se arqueia. — Nem se acalmou?

— Não. — Meneio a cabeça em negativa. Sua reação é estupefata. — Monstrinha, você viu como eu estava. Eu não faria aquilo no meu juízo perfeito. E ainda não estou perfeitamente bem, então... Não me provoque, certo? Não quero te machucar. — Meu tom é sincero, contudo, se ela demonstrar qualquer segunda intenção... Eu sei o que fazer. — Aliás... Eu te machuquei? — Sento-me em uma cadeira de banco alto para me posicionar bem no balcão e ela se aproxima devagar.

__________ encosta-se em minha perna e me olha de perto.

— É... Estou meio arrebentada.

— Me desculpe por isso. E... E-e... Lá? Eu te machuquei?

— Ah. Sim... Não estou andando devagar porque é sensual. — __________ dá de ombros e ri desconcertada. Pestanejo, tenso. — Vou ficar bem, relaxa. — Seu modo de falar é descontraído, por isso eu me tranquilizo. — Vi que estava falando ao celular... Era algo importante? — Torço os lábios, meditando sobre contar a ela ou não. Prefiro ser honesto.

— Lembra que o Jimin estava investigando a cidade, procurando umas coisas?

— Ele achou? — Sua expressão se torna grave.

— É... Não me disse bem o que era, mas... Não é nenhuma ameaça pra você. Tem mais a ver com a história da cidade. Acho melhor falar sobre isso quando a gente voltar pra Juggi. O assunto é pesado e eu não quero te ver triste, aqui. — Puxo-a pelos braços seguro suas mãos. Ela concorda com um aceno. — Depois, Hobi Hyung disse que o Jin já está preparando o inibidor... Do seu cio. — Pigarreio e ela ergue as sobrancelhas. — Ele disse que se você tomar, não vai sentir os efeitos do Heat, mas... Se não tomar, precisa de um parceiro.

— Eu... já tenho um. — Sua reação é uma mescla de sorriso e constrangimento.

Rio e acarinho suas mãos.

— Olha, diga-se de passagem, um ótimo parceiro. O melhor. Ele é lindo, carinhoso, sabe cozinhar e fode como...

— Jungkook. — Ela faz uma careta, prendendo a risada. — Seu idiota tarado. Está tentando me convencer?

— Na verdade, sim... — Nós rimos. Faço-a se aproximar mais e solto uma de suas mãos, para acariciar seu rosto. — Você precisa pelo menos saber que ele adoraria passar um cio com você. E ele te... Aish, eu sou péssimo pra falar essas coisas. — Reviro os olhos nas órbitas e ela ri. Solta minha mão e se aproxima mais, passando os braços por meu pescoço. Seguro sua cintura com leveza e encosto o nariz em seu ombro, que exala uma fina mistura entre as essências que compõem nossos feromônios. — Eu te juro que...

— Você só quer transar com uma Ômega no cio. — Ela retruca baixinho e eu rio.

— Bem...

— Idiota. Eu também quero passar o cio com você. — Solto seu corpo imediatamente para fitá-la. Ela assente, confirmando, e eu sorrio. Não consigo disfarçar minha excitação. Rio feliz e franzo o nariz, com os olhos quase fechados, mostrando todos os dentes. Bato palmas e ergo um punho fechado no ar. Pareço uma criança prestes a ir à Disney. Ela ri. — Eu só queria saber quando vai ser...

— Hobi Hyung disse que, quase com certeza, vai ser no seu aniversário. — Ela pisca algumas vezes. — É, eu sei. Está perto. Mas, relaxa... A gente vai treinando enquanto não chega a hora. Eu te ajudo, sem problemas. Não vai ser transtorno pra mim, e... — Ela dá um tapa na minha perna e eu rio. — É... Tem outra coisa que eu conversar com você também.

— O quê? — Ela se vira de costas para mim e confere a comida à nossa frente. — Você fez comida japonesa?

— É. — Dou de ombros, aparentemente relaxado. — Pode se servir, Monstrinha. Fiz pra você. — Aponto para as tigelas e ela me olha por cima do ombro. — Eu queria falar sobre a marca, porque quando a gente estava...

— Eu não devia tomar um banho antes de comer?

— Você não vai fugir daqui, mal tocou no macarrão mais cedo. Vai comer agora sim. Depois a gente toma banho. — Seu olhar se estreita com minha última sugestão e eu sorrio com malícia. — Eu te juro que não vou tentar nada. — Ela ainda me encara.

— E se eu quiser que você tente? — Seu semblante é curioso.

— Você não vai conseguir me provocar.

— Ah, não? Você me pediu pra não te provocar, porque não ia aguentar.

— Não acredito que vai transformar isso em outro bate-boca comigo, Monstrinha.

— Não é você que adora desafios, Jungkookie?

— Você não teria coragem de...

__________ vira-se debruçada sobre o balcão para pegar a tigela de salmão e meus olhos caem sobre seus quadris.

A camiseta sobe lentamente por sua pele, até deixar uma linha sutil de suas nádegas nuas à mostra. Minhas pálpebras tremem e eu respiro fundo para me controlar, mas tudo o que golpeia meu olfato é a maldita essência que exala no meio de suas pernas, adocicada e suculenta em meu paladar. Ela não se importa em deixar tanto de sua nudez visível, e eu me mexo na cadeira. Qual foi a parte do "não me provoque" que ela não entendeu? Piora agora, porque ela estica ainda mais os braços, inclinada sobre o balcão.

Minha cabeça pende para o lado. Consigo ver tudo o que ela quer me mostrar. Suas pernas tensionadas, nas pontas dos pés. Seus quadris arredondados, as nádegas bonitas, macias e brilhantes, afastadas. O sexo desprotegido, os lábios inchados, o líquido viscoso, transparente e cheiroso escorrendo pela entrada avermelhada, irritada pelo que fizemos mais cedo. Merda, ela está ainda mais molhada que antes. Minha respiração diverge e eu quase engasgo.

Ela quer me enlouquecer.

Minha frequência cardíaca se eleva e o membro pulsa abaixo da roupa íntima. Minhas mãos tremem e eu tento resistir ao impulso de erguê-las para segurá-la pelos quadris e obrigá-la a sentar em mim. Não posso. Ela está machucada. Não posso. Baixo a cabeça expulsando o ar ruidoso pelo nariz.

— Hm... O cheiro é bom. — Ela inala o perfume da comida com o rosto próximo à tigela. — Parece ser gostoso. O que mais você sabe cozinhar? — Ela se empertiga e sua próxima atitude é covarde. Posiciona-se entre mim e o balcão, sobe em meu colo e se senta. Seu quadril pressiona o meu e se prende ao falo semi-rígido. Seu sexo se encosta em minha coxa e apenas o tecido fino da camiseta separa nossas peles. Sinto sua umidade, o calor que emana dela. Tomo um fôlego para pensar em outra coisa, mas meu pênis pulsa entre suas nádegas.

Agora ela sabe que conseguiu.

A Monstrinha está me castigando pelo que fiz mais cedo?

— Você é má. — Murmuro e ela me olha de lado.

— Eu posso sentar, né? — A pergunta é inocente e eu dou de ombros.

— Quem sou eu pra negar um colo? — Digo entre um resfolegar irônico e um sorriso sarcástico. Ela sorri satisfeita e pega o jeotgarak, os palitinhos de metal que usa para comer. Tira uma pequena porção de pepino da tigela e se mexe no meu colo, para me entregar. O membro reage ao movimento e pulsa outra vez, o que a faz sorrir quase imperceptivelmente. Ela coloca a porção na minha boca e eu mastigo lentamente, olhando-a. — Você é muito má.

— Depende do ponto de vista. — Ela pega um naco de salmão e come, soltando uma interjeição de prazer. — Hm... Está gostoso.

— Eu sei. Tudo que eu faço é muito bom. — Passo um braço por sua cintura e tento afastá-la do meu quadril, mas só consigo provocar uma fricção mais violenta entre a rigidez do falo e suas nádegas, que desperta uma onda de arrepios em minha pele. — Monstrinha...

— Você acha que eu esqueci que nas duas vezes em que a gente fez sexo, você ficou me provocando até que eu implorasse? — Sua fala é direta, seca, quase agressiva. Arqueio a sobrancelha e ela pega mais salmão, levando até minha boca. — Eu só não corto seu pinto fora porque, realmente, você é muito bom em tudo o que faz. — Mastigo e rio ao mesmo tempo. — E eu percebi a cara que você fez quando perguntou se me machucou... Não precisa se preocupar, Jungkook. Eu gostei.

— Mesmo? — Indago depois que ela enche minha boca com arroz.

— Aish, você tem muito medo de que eu não goste das coisas que faz comigo desde que me beijou pela primeira vez. — Ocupada com suas palavras, ela me joga comida até que minhas bochechas inflem. — Eu me lembro. Eu te falei de todas as implicações negativas que isso teria e você só ouviu a parte de que seu beijo era bom.

— Pra mim era a única parte que importava. — Retruco com a boca cheia.

— Porque você é um idiota. — Ela ri e põe um naco de salmão na boca. Mastiga devagar. — Mas... Pelo menos um mistério eu desvendei. Agora entendi porque tantas mulheres me chamam de "cunhada" por aí. É assim que você transa com elas? Até elas caírem de quatro? — A pergunta é direta demais. Engasgo-me com o arroz e ela arqueia a sobrancelha, sorridente. — É disso que você gosta? De mandar? Você deve ficar muito frustrado porque eu não te deixo mandar em mim, né?

Eu rio.

— Mas, eu mando, se eu quiser.

— Hm... Nessas situações, eu deixo.

— Ah, é? Então, rebola em mim. — Brinco, mas sua próxima ação me faz contrair os músculos das pernas, surpreso. __________ move-se sobre meu quadril, roça as nádegas em minha ereção, para cima e para baixo, imitando os movimentos do sexo, e eu ofego. Então, ela empina um pouco o quadril e seu sexo encharcado resvala sobre o pênis coberto pela cueca, que ela molha com seu líquido lubrificante. Minha mente torna-se um borrão. A fricção é leve e, até por isso, é ainda mais prazerosa. Meus olhos se reviram nas órbitas.

O membro pulsa e se enrijece mais, inchado e duro como uma pedra. Seguro-a pelos quadris em um ato instintivo, ajudo-a com os movimentos e tensiono os músculos. Encosto a boca em sua nuca, entre seus cabelos, e aspiro sua essência viciante. O toque do celular, porém, nos atrapalha. Ela se levanta assustada e se precipita sobre o balcão, me deixa sentado ofegante, com a testa suada, o pau duro e pulsante sob a cueca encharcada por seu líquido. A Monstrinha se vira para mim e me mostra a tela do meu telefone.

— É o Jin... — Ela fala arquejante. Suas mãos tremem. Ela também está excitada.

— Mané, Jin... Volta aqui.

— E se for algo importante? Atende... A gente continua depois.

Reviro os olhos e respiro fundo. Pego o celular de sua mão à contragosto e fito a tela, deslizando para atender.


Jin Hyung
Celular



Deslize para atender

 

Coloco a chamada no alto-falante.

— Muito bonito, Sr. Jeon Jungkook! Você sabe há quanto tempo espero uma notícia? Pelo amor de Brad Pitt sem Angelina! Estava ficando preocupado. Meu assunto com você é urgente! Vai me explicar porque me deixou no vácuo? — Há uma curta pausa, mas ele não me dá tempo de responder. — Eu sei que não gosta de responder as mensagens, mas não podia ter me ignorado quando estamos no meio de uma crise! Você devia respeitar seus Hyungs! E ainda é tão cara de pau que fica calado! O que estava fazendo? Por que não atendeu?

— Eu estava ocupado... — Fito a Monstrinha, que desliza uma coxa na outra e morde o lábio. — Pode falar. O que é tão urgente?

— Ocupado há tanto tempo?! O que estava fazendo? — Ele insiste.

— Nada demais. Pode falar. — Ele não diz nada. — Hyung?

— Não, agora eu quero saber o que estava fazendo, e é pra hoje. Desembucha.

Seu tom é de desaforo e eu ergo os olhos para __________, que pestaneja sem me entender.

— Quer mesmo saber, Hyung? — Peço uma permissão silenciosa a ela, que assente e sorri.

— Ele já ia saber de qualquer jeito... — Sussurra sem voz e eu concordo com um aceno.

— Claro! Eu tenho direito de saber porque fui trocado!

— Eu estava transando. — A pausa na ligação se prolonga demais e eu confiro se ele ainda está na linha. — Jin Hyung?

Ouço sua respiração mais forte.

— Aigoo! Tinha que ser hétero. — A voz se queixa do outro lado da linha. — Vocês têm essa necessidade idiota de anunciar pro mundo inteiro quando estão fodendo por aí. Você é tão hétero insuportável quanto o Yoongi. Está pelo menos usando camisinha? E a coitada da __________-ah? Ela sabe que você anda enfiando esse pinto de ouro em qualquer uma por aí? Sim, porque só pode ser de ouro, pra tanta mulher querer. Não estou dizendo que você é feio, porque não é... Meu bebê é lindo e cheiroso, mas é impressionante que...

A Monstrinha tampa a boca com a mão para não rir e eu o interrompo.

— Ah! Ah! Aish, Hyung! Por que me ligou?

— Você é um pilantra, sabia? Fica iludindo a __________-ah, chamando a pobre de Monstrinha e sendo carinhoso, e por trás você...

— Eu estava com ela! Aigoo! Se seu assunto era tão urgente, por que não estamos falando sobre isso? — Há outra pausa, mais atônita. Ouço a respiração de Seokjin do outro lado da linha, depois um gemido.

— MEU DEUS! MEU CORAÇÃO NÃO VAI SUPORTAR ISSO! QUE COISA MAIS FOFA, MEU CASAL! — Há uma pausa e nós ouvimos a voz dele abafada. — Nam! Eles dois estão treinando pra fazer filhotinhos! OWN! EU QUERO MORRER DE TANTA FOFURA!

Suspiro, cansado. A Monstrinha, por sua vez, parece se divertir, como se essa chacota não fosse com ela.

— Hyung... O que queria falar comigo? Ou você diz... Ou eu vou desligar.

— Ah, é. Ah... Então, o que eu ia dizer? Não lembro. — Ele pigarreia e passa uns segundos em silêncio. — Ah, lembrei! Eu tive um presságio e preciso te contar. Tem alguma coisa na casa da __________-ah que precisa ser achada. O que eu tive não foi um simples presságio, foi uma visita do fantasma da Jisoo. Ela queria me revelar algo. É um móvel... Um móvel... Um gabinete, algo assim, que esconde um caderno. Lá dentro há anotações, respostas... Eu senti a energia, vi a tinta, as letras se formando. Era velho e dizia: Não confie. Não sei do que se trata, mas...

— Mas... — Falo para que ele continue, mas __________ nos interrompe.

— Jungkook! — Seus olhos estão vidrados, cheios de lágrimas. Quando me olha, ela estremece. — Eu já sonhei com isso... Será que a Jiji também me visitou?

— Você sonhou com isso também?

— Sim... Eu...

Ela conta seu sonho.

***

(N/a.: O trecho a seguir pertence ao capítulo 10, Confiar.)

Jisoo.

Na parte azulada do reflexo, eu, estou parada. O reflexo de Jisoo, no entanto, se abaixa e abre uma gaveta na penteadeira. Meus olhos se embaçam e fito a gaveta. Ela se abre sozinha, e um fundo falso estala. Tremo de medo, e volto a erguer os olhos para o reflexo no espelho. A metade em que Jisoo reflete está ainda mais clara, com as luzes alaranjadas do sol poente, e destoa da minha figura no escuro. Ela ergue um caderno aberto e me mostra uma frase na caligrafia tremida.


Não confie...

 

— ... Em... quem? — Sussurro.

A imagem de Jisoo perde o sorriso, e sua expressão se torna aterrorizada. Ela grita, mas é minha garganta que arde. Toco meu pescoço, sinto a vibração do ar, das cordas vocais. Mas, é ela que grita, até o espelho se quebrar, lançando os estilhaços contra mim. Tento me proteger, meu corpo não me obedece

 

***

— Isso... Isso...

— Temos que voltar pra casa. - Ela sussurra. — Eu tive uma epifania. E acho que agora teremos uma resposta.

***


Notas Finais


Link do trailer da GME: https://www.youtube.com/watch?v=alMhPs3sAvI
Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=fIkZOLsnoqY
Meu Twitter: @Ghooost_fa

Essa parte final do Jin é baseada no The Notes que a Big Hit soltou essa semana, com narração do Jin. A história ainda vai voltar nesse The Notes hoihoihohio


~~Ghokiss


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