História Girl on Fire - Capítulo 11


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Categorias Emma Watson, James McAvoy, X-Men
Personagens Anna Marie (Vampira), Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Emma Watson, Erik Lehnsherr (Magneto), James "Logan" Howlett (Wolverine), James McAvoy, Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Kurt Wagner (Noturno), Moira MacTaggert, Ororo Monroe (Tempestade), Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Professor Charles Xavier, Raven Darkhölme (Mística), Scott Summers (Ciclope)
Tags Drama, Romance, X-men
Visualizações 102
Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá leitores!
Nossa, eu pensei que não ia mais conseguir voltar, mas enfim arrumei tempo e aqui estou com um novo capítulo para vocês.
Como eu fiquei bastante tempo sem atualizar, tive que lê os capítulos anteriores para começar a escrever esse. Não queria passar nenhuma informação errada ou diferente da história. E também precisava me atualizar de novo... rsrs
O capítulo de hoje não é o dos melhores, mas como eu sempre costumo falar, ele é essencial para o desfecho dos próximos.
Então, boa leitura!

Capítulo 11 - Algumas coisas nunca mudam.


Fanfic / Fanfiction Girl on Fire - Capítulo 11 - Algumas coisas nunca mudam.

Quando cheguei ao meu quarto me atirei na cama chorando e agradeci pelo fato de Jean não está. Não queria que ela me questionasse pelo fato de eu está chorando.

A reação rápida do Charles pelo que quase aconteceu me surpreendeu, afinal era estranho um homem tão experiente como ele recusar sexo. Eu sei que ele não é como os outros, ele é educado, gentil e respeitador, mas mesmo assim, ainda me pergunto por que ele me evitou se ele já havia confessado que gosta de mim. Talvez ele não gostasse tanto assim...

 Além da dúvida que martelava minha cabeça, estava me sentindo uma vadia por ter sido tão ousada ao ponto de provocá-lo. Se eu falar para o Charles que ainda sou virgem ele com certeza não vai acreditar depois de hoje. Em nenhum momento me imaginei agindo como agir na sala dele. Agora ele deve está me achando uma oferecida que dorme com todos. A verdade é que nunca havia sentido o que senti hoje, e pensar nisso me deixou com falta de ar. Eu sabia o que estava acontecendo. Estava deixando a carne falar mais alto e também os sentimentos que vinham com ela. Isso tudo me provocava uma sensação de incerteza e instabilidade como uma montanha-russa. Sentia agora meu sangue correr nas veias, os pensamentos ricocheteando na cabeça, o estômago se contraindo de frustação. O tempo que passei pensando me fez vê que eu não deveria ter ficado tão brava com o Charles. Ele só estava me ajudando a não fazer algo que eu pudesse me arrepender depois, mas será que eu me arrependeria? Pensar nisso me deixou mais triste e angustiada. O que estava acontecendo comigo?

Dormi mal aquela noite e tive meu primeiro pesadelo depois de muito tempo. Pela manhã acordei com uma mensagem de Pietro, querendo saber se eu já tinha a amostra de sangue. Devido à confusão que estava na minha cabeça acabei esquecendo o que prometi pra ele. Sem muita coragem consegui me arrastar da cama e andar até o banheiro. Entrei debaixo do jato de água quente e deixei que envolvesse meu corpo. Não conseguia parar de me sentir estúpida pela noite de ontem. Eu precisava parar de agir pelo coração e pensar mais antes de fazer as coisas.

Terminei minha higiene matinal e saí do banheiro, olhei para cama de Jean e nada dela. E me perguntava onde ela estaria até agora? Mas é claro que eu sabia a resposta. Ela começava com a letra S e terminava com T. Depois que eu colocar minha cabeça em ordem vou conversar seriamente com Jean sobre o relacionamento dela, não que eu não aprove ela com o Scott, só acho que ela deve ir com mais calma, até porque estamos no Instituto e as regras são claras quando diz que é proibido ter relacionamentos com alunos dentro do Instituto. E eu me perguntava se as regras se aplicavam ao fato de uma aluna se envolver com o professor... Acho que me encontrava na mesma situação que Jean. Balancei a cabeça tentando desviar os pensamentos sobre o Charles. Até porque agora estava decidida a colocar um ponto final nisso tudo. Depois do que quase aconteceu eu pude perceber o quanto tola estava sendo. Nosso “caso” nunca poderia dá certo, além de poder prejudicar a vida do Charles eu só iria me machucar e eu sabia que antes de tentar evita-lo eu precisava pedir desculpa pra ele, sei que agi errado, ele só estava tentando me ajudar a entender melhor as coisas.

Já arrumada saí do quarto e comecei a caminhar pelo corredor em direção ao refeitório. Estava fazendo mais frio naquele dia, pois o sol se escondera atrás das nuvens. Era uma cena diferente do que se vira nos últimos meses. Os alunos ali tinham corrido para o guarda-roupa e tirado aquelas roupas de friozinho. Calças, mangas compridas, cardigãs e casacos leves enfeitavam o Instituto. Entrei na fila, que se estendia por quase metade do refeitório para pegar o café. Tirei o celular da bolsa e enviei uma mensagem para Pietro o avisando que à tarde eu teria sua amostra. Finalmente chegou a minha vez, e pedi um Caramelo Macchiato. Peguei o café e saí com ele na mão e me dirigi para sala de aula. Não queria me atrasar e dá mais motivos para falarem de mim. Já basta a punição e os atrasos em aulas consecutivos que tenho nas costas. Estava decidida a mudar. Só que o fato da primeira aula ser do Charles não ajudava em nada. Entrei e andei rápido até minha carteira. Não olhei para mesa do professor, afinal eu já sabia quem se encontrava ali. Sentei e olhei para o teto tentando buscar forças de algum lugar para encará-lo. Baixei o rosto e para minha sorte Charles estava de costa escrevendo alguma coisa no quadro. Ele pareceu perceber que eu estava o estudando e se virou. Seu olhar encontrou o meu. Ele olhou para mim por um segundo e então desviou os olhos. Suspirei ao perceber que ele também estava sem graça por ontem.

-  Quero que escrevam um artigo sobre a diferença de Mutantes e Inumanos para me entregar na próxima aula. - a voz do Charles saiu um pouco cansada e rouca. - No quadro tem algumas referências que vocês podem utilizar na pesquisa. E por hora vocês estão dispensados. Preciso ajeitar algumas coisas com o Fera sobre nosso Estudo de Campo na Geórgia que acontecerá amanhã.

As últimas palavras de Charles gerou um alvoroço na turma, todos começaram a falar alto.

-  Professor, os alunos também vão poder ir? - uma menina loira que sentava na frente perguntou fazendo todos os outros ficarem quietos e apreensivos.

Olhei para o Charles, curiosa para ouvir a resposta.

-  Selecionamos alguns alunos para irem. Assim que organizar a lista irei colocar no quadro de aviso os nomes.

-  Vocês estão se preparando para alguma coisa Professor? - um garoto ao meu lado pergunta parecendo realmente confuso.

Não entendi porque a pergunta, mas imaginava que esses “estudos” não eram tão comuns no Instituto.

-  Não. Os professores e eu só chegamos à conclusão que precisamos mudar algumas coisas por aqui.

A resposta não me soou tão convincente, mas ao julgar pelos alunos que continuavam alegres pelo fato de poderem ser selecionados e terem a chance de saí do Instituto, percebi que Charles havia conseguido despistar qualquer dúvida a mais que eles tivessem.

Assim que Charles terminou, os alunos saíram e eu os segui andando o mais rápido que pude. Iria aproveitar o horário vago para tentar pegar a amostra de sangue na sala do Fera, já que ele ficaria bem ocupado com o Charles. Fiquei próxima da entrada da sala dele esperando. Assim que o vi saindo corri na sua direção.

-  Fera! - gritei o assustando.

-  Emma? Aconteceu alguma coisa? - ele pergunta e parecia sinceramente preocupado.

-  Não! Só preciso de sua ajuda. - eu precisava inventar uma história urgente para entrar na sala dele. - Tenho um trabalho para fazer e preciso de um microscópio para fazer alguns testes em umas amostras.

Fera levanta uma de suas sobrancelhas aparentemente bem desconfiado.

- Quem tipo de trabalho é esse? - pergunta.

Droga! Sua besta! É claro que ele iria perguntar sobre o trabalho, afinal qual professor além dele iria passar um trabalho que precisasse usar um microscópio?

-  Na verdade não é meu... - ele olhou para mim curioso. - É de uma amiga que eu tinha no outro colégio. E que ela me ajudou uma vez em uma prova e achei que estava devendo uma pra ela.

Não era bem uma mentira, realmente estou devendo Karen, que foi à única pessoa no qual eu falava no colégio que frequentei antes do Instituto. Ela me ajudou uma vez em uma prova de Matemática que eu não havia estudado.

Por um tempo achei que o Fera não tinha acreditado na minha conversa, mas quando ele disse para eu não deixar bagunçada a sala dele até ele voltar eu sorrir que nem uma louca. Assim que ele saiu, comecei a procurar qualquer coisa ali com algum tipo de código. Olhei novamente a foto no meu celular para conferir o tal código. Olhei vários armários, mas nada, até que abri um tipo de geladeira e pude vê vários tubos de ensaio contendo um líquido vermelho e logo abaixo na identificação o tal código. Procurei pelo código igual o da foto e pude vê na parte de baixo da geladeira o que eu procurava. Peguei o tubo e o guardei rapidamente dentro da mochila e antes de saí organizei algumas coisas que eu havia conseguido derrubar ao procurar pela amostra.

Quando saí da sala dei de cara com o Fera e Charles vindo na minha direção. Mesmo sabendo que eles já tinham me visto, tentei andar na direção oposta deles, mas antes que eu desse um passo Fera me chama.

- Emma!

Juntei todas as forças que tinha para virar e encarar os dois. Fera estava com um sorriso no rosto enquanto o Charles me olhava surpreso.

- Ah oi Fera... - respirei fundo. - Charles.

Charles apenas balançou a cabeça.

- Conseguiu terminar o trabalho? - Fera pergunta.

Contraí o rosto, pensando no que dizer.

-  Sim. Obrigada pela ajuda. - minha voz saiu firme e estava torcendo para o Charles não resolver perguntar sobre a ajuda.

-  Que bom! Fico feliz em poder lhe ajudar. - Fera disse exultante e entrando na sala dele.

Esperava que o Charles o seguisse, mas ele permaneceu calado me olhando sério. Mordi o lábio completamente sem graça. Meu estômago deu mil nós, e comecei a me sentir extremamente nervosa.

- Precisamos conversar!

Soltei uma exclamação, de tão inesperado que foi. E estremeci, concordando. Charles caminhou em direção à sua sala e eu o segui em silêncio. Sabia que uma hora ou outro essa hora chegaria e eu teria que ser forte para poder enfrentar.

Ao entrar na sala ele se sentou em um dos sofás e eu o segui sentando de frente pra ele. Não consegui encarar ele e fiquei com a cabeça baixa olhando meus pés que se mexiam incansavelmente.

-  Você já pode imaginar sobre o que temos que conversar. - sua voz foi fria e impessoal.

Dei um olhar de desprezo para ele.

-  Eu sei Charles! - ele respirou fundo. - E quero começar te pedindo desculpa por ontem. - senti o sangue me fugir do rosto, e meu coração começou a bater mais rápido. - Por ter saído daquele jeito, não tinha motivos para eu ficar brava. Você só estava tentando me alertar.

Consegui segurar meus olhos nele e queria passar os braços pelo seu pescoço e chorar no seu ombro, mas não podia.

-  E agradeço por ter evitado... - continuei. - E quero dizer que também concordo com você. É errado isso tudo. E quero aproveitar esse momento para te pedir uma coisa.

Seus olhos me observavam como se ele quisesse me tocar.

- Pode pedir! - ele responde ainda me observando.

Segurei a bile antes de continuar.

-  Quero que mude minha punição. - senti uma tristeza enorme ao dizer aquilo, mas eu precisava continuar... - Pode me colocar para ajudar qualquer outro professor, até mesmo o Logan se quiser.

Ele abaixou os olhos.

-  Como quiser Emma. Vou pedir para o Fera providenciar uma outra tarefa pra você. - falou levantando depressa do sofá e caminhando em direção à mesa dele.

O acompanhei com o olhar e franzi os olhos. Fiquei mais triste do que já estava por ele ter aceitado tão fácil assim, mas no fundo eu já esperava que ele não fosse me questionar pela minha decisão. E decidida me levantei e sai em direção à porta e antes de fechá-la dei uma última olhada para o Charles que continuava de costa encarando a janela.

- Obrigada! - agradeci.

No instante em que senti o ar fora da sala do Charles, as lágrimas finalmente escorreram. Permaneci um tempo ali parada perto da porta dele. Talvez esperando ele saí e pedir para eu voltar atrás da minha decisão ou só estava esperando minha mente voltar ao normal e criar coragem para me afastar dali. Dei um pulo quando meu celular vibrou dentro da mochila. Ainda em lágrimas peguei o celular e o nome de Pietro apareceu na tela.


Notas Finais


O capítulo está bem mais curto, mas o próximo vou tentar escrever mais.
Qualquer tipo de erro que encontrarem podem me avisar nos comentários, ok!?

Até.


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