História Girlfriend - Griperti - Capítulo 9


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Categorias Malhação
Tags Aliperti, Giovanna, Griggio, Griperti, Limantha, Malhação, Manoela
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Palavras 2.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii voltei... Demorei de novo, eu sei, mas infelizmente nao posso prometer que a próxima vai ser mais rápido nao aaaaa desculpem mas...

Capítulo 9 - Sem voltas


Giovanna

Eu não sou capaz de descrever, de colocar no papel o tamanho do meu surto. Desde que conheci Manoela, eu vivo em um constante período de momentos de surto e pânico. Existem picos, altos e baixos. Mas nunca, jamais, havia atingido esse nível.

Chegamos no presente, que era quando eu estava ali, dançando com Vinicius esperando Manoela Aliperti vir em minha direção, tentando permanecer plena, mas só de pensar que talvez eu a beijaria, meu corpo queria derreter.

Mas antes, porque eu sou escrota, vou contar um pouco sobre o que aconteceu na noite anterior, assim que chegamos em casa novamente.

Bom, para começar encontramos Isabella comendo pizza (isso mesmo, ela tinha desistido de vez de ser fitness) e assistindo Project Runway debaixo de umas trezentas cobertas. Ana, ainda bem, tinha mandado Gersínio seguir seu rumo, então era a noite das meninas e a noite de Giovanna contar coisas que estavam guardadas só para Giovanna. Por que estou falando em terceira pessoa? Desculpa, vou parar. 

— Nossa... — Isabella pausou o programa e nos observou até sentarmos ao seu lado. — Pensei que tinham esquecido de mim para sempre aqui. Que eu ia morrer e nunca vocês apareceriam. Provavelmente meu enterro só ia aparecer a minha mãe e...

— Minha nossa senhora, ex de Fiuk. — Ana disse se jogando ao seu lado no sofá e se espremendo para agarrar um pedaço de pizza. — Você sempre foi tão dramática assim? — Ela se virou para mim. — Acho que vamos ter que repensar essa história de morar com a Sasha.

— Ridícula. — Isa disse batendo com a almofada no rosto de Ana. — E para de me lembrar do meu passado, por favor, ou eu vou postar suas fotos de criança no Twitter. — Ana ficou boquiaberta e quase deixou o pedaço de pizza cair.

— Você não faria isso.                                           

— Não me testa, Flor.

— É Rosa. — Ana a corrigiu.

— Você me entendeu. — As duas ficaram ali se encarando e eu suspirei alto para voltar a atenção para mim e meus problemas.

— Vocês estão muito ocupadas né? Acho que vou deixar a história de estar apaixonada pela Manoela para depois. — Isabella engasgou com a pizza. Ela engasgou real, chegou até a ficar roxa. Ana estava fingindo plenitude porque já sabia, mas mesmo assim estava meio surtada.

Depois que Isabella conseguiu não morrer, com ajuda de nossos tapinhas nas costas, ela me olhou chocada:

— Você está o quê?

— Apaixonada pela Manoela! — Ana gritou em seu ouvido.

— Eu ouvi, caralho! — Ela reclamou colocando a mão no ouvido. — Eu sou sonsa, não surda.

— Sei lá, né. — Ana deu de ombros, se divertindo.

— Mas, Gi, como assim? Eu não sabia que você gostava de meninas...

— Nem eu. — Disse, plena, pegando um pedaço de pizza também. — Mas, a vida é cheia de surpresas, não é mesmo?

— Mas você não namorava o Bruno?

— Ele é gay. — Falei. Ana se levantou na mesma hora, triunfante.

— Eu sabia! Vai, Scherer, anda. — Ela disse, estendendo a mão para Isabella, que, relutantemente, alcançou a carteira e lhe entregou 50 reais.

— Que isso? — Perguntei, confusa.

— Flagramos o Bruno assistindo RuPaul’s Drag Race no set uma vez, no intervalo e não quisemos te contar, porque né, vocês namoravam. Mas Ana apostou que ele era gay e eu que ele era um hétero gay friendly. — Explicou, olhando irritada para Hikari enquanto ela dançava pelo apartamento comemorando.

— Que cheirinho de vitória. — Ela falou, chegando o dinheiro perto de seu nariz. — Foi ótimo, apostar com você, Scherer.

— Tomar no cu. Mas voltando aqui para essa revelação que ainda estou completamente chocada: você gosta da Manu, Gi?

— Uhum. — Confirmei com a boca cheia de pizza. Tínhamos acabado de voltar de um restaurante e ainda estávamos com fome. Nem fico surpresa mais. — Gosto muito. Mas eu morro de vergonha dela.

— Por quê? — Ana me perguntou.

— Eu não sei! Ela me deixa nervosa, tenho medo de falar besteira perto dela. Eu só queria saber... Sei lá, eu estou surtando todos os dias. E ainda tem o fato de que ela namora, né? Talvez seja melhor tentar esquecer?

— Que isso, Grigio? Vai desistir?

— Por que vocês estão falando com sobrenomes? — Perguntei para Isa.

— Sei lá, dá um ar de seriedade, não acha, Hikari?

— Concordo plenamente, Scherer. Mas Gi, não desiste, nós vamos te ajudar.

— Mesmo? — Perguntei, ansiosa.

— Claro, aposto que ela deve sentir o mesmo por você. — A loira disse, e por mais que eu quisesse me encher de esperança, eu não podia porque nesse tempo, eu ainda achava que Manu namorava né.

Agora, acelerando para o dia seguinte: Todos estavam no set, exceto ela e Daph, elas foram resolver alguma coisa no figurino e sumiram. Nesse meio tempo, aguardando o começo das gravações, Lucinho nos chamou para um canto e convidou todo mundo para um churrasco na casa dele no dia seguinte. Perguntamos a ocasião e ele disse que era para comemorar a “vida”. Lucinho sendo Lucinho.

Nós concordamos, animados, Vinicius em especial estava louco, parecia que nunca tinha ido a um churrasco, mas ele disse que ia levar a picanha então todo mundo deixou que ele ficasse em êxtase.

Aí, aconteceu o que você já sabe: Manu chegou, gravações começaram, diretor nos chamou e pediu para que eu beijasse a mulher da minha vida ali, sabe, coisas bem comuns do dia-a-dia.

Eu estava lá, dançando, como me foi orientado, mas eu não sabia ao certo o que fazia, só de imaginá-la se aproximando minhas pernas ficavam bambas, eu não... Aí ela veio. Pode parecer clichê, foi como se fosse em câmera lenta.

Nossos lábios se tocaram tão rapidamente, quando ela se afastou eu vi em seus olhos: ela queria mais. Eu também, então, de supetão, ela me puxou e nós nos beijamos de um jeito que, sinceramente... Quase que eu desmaiei ali.

Se um dia você tiver a chance de beijar Manoela Aliperti, faça, porque puta que pariu, que beijo é aquele. Aliás, esquece, nada de beijar a Manuca, só eu faço isso.

Ficamos ali, e esquecemos que tinha mais gente a nossa volta. Muito mais gente, uma caralhada de gente nos observando beijar e por fim, nos afastamos. Ofegantes, nos olhávamos em silêncio tentando digerir a intensidade do que havia acabado de acontecer. Decidi olhar em volta e todos nos observavam, igualmente chocados.

Depois de muito tempo em silêncio, Cao o quebrou:

— Foi ótimo meninas, mas vamos tentar algo menos... Intenso, tudo bem? — Ele caminhou com Manoela para o lugar dela novamente e conversou com ela, dando alguns direcionamentos.

— Gi, o que foi isso? — Vinicius sussurrou para mim.

— Um beijo, ué. — Me fiz de desentendida. — Por quê?

— Um “beijo”? — Ele fez questão de fazer as aspas com as mãos. — Vocês duas se engoliram, Giovanna.

— Quê? — Ri, tentando desconversar. — Depende da perspectiva. 

— De onde eu estava, parecia que vocês estavam se engolindo. Tá rolando alguma coisa...?

— Não! — Disse, rápido. — Eu não sei...

Vini me olhava desconfiado e graças a todos os bons Deuses, Cao gritou para continuarmos com a cena e tivemos que fingir que estava tudo normal. Recomeçou: Manoela veio novamente em minha direção, seus braços me envolveram novamente e, mais uma vez, ela me beijou. Dessa vez foi um selinho um pouco mais demorado.

Ela se desvencilhou e saiu andando. Fim de cena.

Cao disse que precisavam dar um tempo, para conversar com a galera da direção, e ficamos ali, conversando. Vi Manu, ao longe, conversando com Daphne. Respirei fundo e decidi me aproximar. Daph viu eu andando em direção a elas e se afastou em tempo.

Ela me observou andando, tímida:

— Ei, Manu...

— Oi, Gi. — Ela me olhou receosa. — Então... A gente se beijou, né.

— Verdade. — Ela riu, comigo. — Nós nos beijamos.

— E como fo-fo-foi? Para você? — Nos olhamos, nervosas.

— Eu gostei. — Arregalei os olhos surpresa. — E-e-e você?

— Também... — Nos olhamos em silêncio de novo, mas não foi desconfortável. Foi como se tivéssemos nos entendido finalmente, entendido o que estava acontecendo conosco.

Mas Vinicius nos interrompeu. Eu quis dar o soco na cara loira desse menino.

— E aí, meninas? — Ele nos abraçou ao mesmo tempo, rindo daquele jeito bem malandro dele. — Vocês vão no churrasco amanhã né?

— Que churrasco? — Manu perguntou, confusa.

— Na casa do Lucinho. — Expliquei.

— Pois é, Manu, ele convidou geral. Vai rolar até uma pelada, parece. E aí? Vocês vão?

— Não sei, quer dizer, acho que sim. — Manu disse e eu também confirmei que iria. Quando eu achei que ele fosse vazar, para me deixar a sós com Manoela, pessoal da direção a chamou para gravar.

Ela foi embora, mas deu uma última olhada para trás, que nem cena de filme mesmo. Eu to muito apaixonada, meu Deus.

 

Manoela

— Você tem que falar com ela, Manoela. — Daphne falou, pela nona vez, a caminho do churrasco no carro de Gabi. Ela estava na cadeira do motorista conversando com o namorado, então não nos ouvia falando sobre a minha paixão avassaladora por Giovanna.

— Eu vou falar. — Disse, sem nenhuma intenção de conversar com Giovanna. Se fosse para conversar que nem conversamos depois da cena, seria um desastre.

— Estou falando sério. Você tem que contar a ela como você se sente.

— Vou falar. — “Um dia” acrescentei mentalmente. Daphne estava insistindo com isso desde a cena do beijo. Aparentemente ficou “nítido que nós duas estávamos totalmente loucas uma pela outra”. Não sei, foi ela quem disse. Mas eu não havia visto Giovanna desde aquela hora.

Eu tive que gravar uma noturna, mas ela foi embora mais cedo. Só cheguei em casa de madrugada, com as meninas. Ana, que estava gravando também, veio com uma conversa meio estranha perguntando como eu havia me sentido e se eu havia mesmo esquecido de Alanis.

— Óbvio que ela estava te sondando para a Giovanna, né, Manoela? — Daphne disse quando eu comentei sobre Ana. — Ela quer saber se você gosta dela também.

— Será?

— Manu, às vezes você é mais lenta que a Isa.

— Quê? — Para a minha irritação, ela riu e voltou sua atenção para o celular.

Eu sabia que ela estava certa, eu precisava conversar logo com Giovanna. Contar como eu me sentia e, principalmente, para saber se ela poderia de alguma forma sentir o mesmo. Talvez não, talvez sim, mas eu precisava falar. Essa mulher está acabando comigo.

Finalmente chegamos na casa de Lucinho. Atrasados, bem atrasados. Todos já estavam lá, mas como todos aqui sabemos eu só estava procurando uma pessoa.

Fomos cumprimentando todo mundo enquanto meus olhos a procuravam freneticamente. Então, do nada, Isabella que conversava com Daphne, falou:

— Ela está na piscina, Manu. — Ela disse rindo, claramente estava me observando, mas eu não percebi. Só queria saber de Giovanna.

— Quem? — Parabéns, ninguém acreditou, Manoela.

— Deixa de ser falsa, todo mundo sabe que você está procurando a Giovanna. — Daphne disse, para a minha surpresa.

Eu corei até a minha alma e agradeci Isabella pela informação. Continuei andando naturalmente até a piscina, avistei Giovanna brincando com Davi, sabe? O Julinho. E com o Matheus. Eu ia me aproximar, mas Vinicius e Hall apareceram e começaram a conversar comigo.

Eles falavam sobre os próximos capítulos, e eu estava até me divertindo quando Gabriel apareceu com uma bola debaixo dos braços.

— Ei, vamos bater uma pelada galera? — Ele começou a convocar todos os meninos. Chamou Matheus e Davi e eles saíram da piscina e, consequentemente, Giovanna veio junto. Tentei não prestar muita atenção em seu corpo de biquíni. Todo molhado... Meu Deus, foco.

— Bora, Bruno? — Gabriel o convidou e ele negou, sem graça, falando que não gostava muito de futebol. Ele insistiu um pouco até que Giovanna interviu:

— Ele não quer, Gabriel. — Ela falou, séria. Ele a agradeceu baixinho e eu observei aquilo, achando estranho.

— Ok... — Ele levantou os braços se rendendo. — Vamos tirar os times então, eu e Matheus.

— Vocês deveriam chamar a Manu também. Ela já jogou bola. — Gabi comentou e todos apoiaram a ideia.

— Quer jogar, Manu? — Vini perguntou, animado. Claro que eu aceitei, eu amo futebol e fazia séculos que eu não jogava. Jamais recusaria.

Mas eu ouvi uma risada meio seca. Era Gabriel.

— Mas a Manu é menina.

— E daí? — Ana brotou na minha frente, cruzando os braços, muito irritada. — Qual o problema?

— Nenhum, é que... Ela não vai aguentar o tranco né. — Ele disse, como se fosse óbvio.

Eu ia responder, mas Giovanna se colocou junto dela.

— Ela aguenta sim, Gabriel. Ela aguenta e ainda vai destruir você. — Ele riu de novo e se aproximou dela.

— Isso eu quero ver.

 

Giovanna

Gabriel é um babaca. Machista, como aquele ditado diz: “por isso que a Rihanna mata os homens nos clipes”. Ah, eu hein falar que Manoela não conseguia jogar contra ele.

Todos os meninos e Manu se dirigiram para a quadra para começar a partida. Obviamente que ela não quis ficar no time dele e foi para o do Matheus. O jogo começou e todo mundo pôde entender a força da natureza que era Manoela Aliperti. Ela estava, simplesmente, acabando com o Calamari.

Eu não entendo muito de futebol, eu sei que ela era aquela que ficava mais na frente tentando fazer gol e ela estava incrível. Teve uma hora que jogou a bola por cima da cabeça dele! (O Gê me explicou que o nome disso é chapéu). Matheus fez um gol e Calamari ficou louco de raiva, porque Manu que tinha tocado a bola para ele.

Depois de alguns minutos ela fez um gol. Aí, ele ficou irado, chutou a bola longe e saiu do jogo, falando que não queria jogar mais. De repente, o clima ficou bem mais leve e ficou divertido de fato. Eu e as meninas também entramos e ficou uma confusão divertida.

Ana deu uma ajeitada no time oposto e de repente Manoela começou a me marcar. A bola se aproximava e ela vinha junto, por trás. Eu sentia seu corpo no meu e perdia a bola instantaneamente. Eu pude ouvir ela dando uma risada, se divertindo.

Para tentar surpreendê-la, quando chutaram para mim, antes que ela pudesse vir atrás de mim, eu me virei em sua direção, mas eu não sabia que ela já vinha correndo feito louca. Ela colidiu comigo e juntas, caímos no chão.

Eu sei, bem clichê, reconheço. Mas com ela ali, em cima de mim, eu não estava aguentando mais. Me virei de lado, me levantei e agarrei sua mão. Ela foi andando comigo, confusa, e eu a levei para um canto escondido, perto dos banheiros.

Finalmente, eu a soltei e olhei para o seu rosto confuso, esperando alguma explicação. Então, eu disse de uma vez por todas, sem voltas:

— Manoela, eu gosto de você.  


Notas Finais


OLHA ELAAAA


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