História •Girlfriend For Rent• Jerrie Thirlwards - Capítulo 24


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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards, Personagens Originais
Tags Jerrie, Littlemix
Visualizações 303
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Capítulo 24


Meus pais me cumprimentaram quando entrei em casa.

— Como foi? — A expressão do meu pai era esperançosa. Eu queria fazer exatamente o que a sra. Edwards havia sugerido e contar a eles a verdade. Mas, antes, daria a Karl uma chance de se explicar. Porque não queria magoar meus pais e, acima de tudo, esperava que o trecho que vi fosse a pior parte do filme, que veria na internet algo que não debochava da família toda de uma vez só.

— Foi legal. Podemos conversar sobre isso amanhã? Estou cansada da viagem.

— Claro. Fico feliz por você ter ido apoiar seu irmão. — minha mãe confessou. — E me arrependo de não termos ido.

— Foi melhor assim. Ele estava ocupado. — Eu fiz uma pausa e a encarei. — Você está maquiada.

A mudança de assunto pareceu surpreendê-la por um instante. Ela levou as mãos ao rosto.

— Sim, claro.

— Já é tarde.

— Ainda não me preparei para dormir.

— Desculpa por ter deixado vocês esperando.

Quando eu estava a caminho do quarto, meu celular apitou. Li a mensagem.

Pezz: Não assista ao filme. Não é legal.

O conselho de Perrie não me deteve. Eu tinha que assistir. Precisava saber o que estava disponível na internet para todo mundo ver. Vesti o pijama e peguei meu notebook. Tentei assistir ao vídeo como se não fosse eu ali na tela. Como se aquela fosse outra menina qualquer de dezessete anos. Apesar de não conseguir me distanciar completamente, mesmo nos poucos momentos em que tentei visualizá-la, ainda me sentia humilhada pela garota viciada em redes sociais. A menina viciada na aprovação de desconhecidos. Ela nem sabia o que pensava até alguém dizer a ela o que pensar. Não sabia nem quem era. Era horrível pensar que Perrie tinha visto aquilo.

Fechei o notebook com um movimento brusco, depois enfiei a cabeça embaixo do travesseiro. Perrie estava certa. Eu não devia ter assistido. Devia ter me contentado com os três minutos que já tinha visto. Karl ligou por volta das nove da manhã. Eu não queria atender, mas queria ouvir o pedido de desculpas. Queria que ele tivesse uma justificativa.

— Alô.

— Jade, você não devia ter vindo.

Não falei nada. Não me senti capaz de falar. Se era um pedido de desculpas, não era dos melhores. O tom de voz dele se tornou defensivo.

— Eu falei no próprio vídeo que ia usar as imagens para um projeto da faculdade.

As lágrimas ardiam nos meus olhos. Fiz um esforço para contê-las, como sempre.

— É que... eu pensei que você quisesse falar comigo porque se importava comigo, não porque estava fazendo um projeto.

— Jade, é claro que eu me importo com você. Estou tentando ajudar você e muitas outras pessoas abordando esse assunto. Sabia que foi comprovado que o Facebook pode causar depressão? Comparar-se a outras pessoas, a necessidade de aprovação, nada disso é bom para a saúde mental.

— Bom, o seu filme teve um efeito mais poderoso sobre mim do que o Facebook jamais conseguiu ter, Karl. Eu me senti um lixo. Uma garota superficial e idiota que não sabe nem o que pensa de verdade. — Tive que fazer um grande esforço para admitir essas coisas. Já tinha sido bem difícil admiti-las para a mãe de Perrie.

— Era essa mensagem que eu queria transmitir para a plateia. As pessoas deviam se reconhecer em você.

— Acho que não funcionou. Riram de mim depois da cerimônia.

— Então eram idiotas.

— Isso não parece um pedido de desculpas.

— Eu devia ter falado com você sobre o filme.

Também não era um pedido de desculpas.

— Quando foi que você virou um babaca pretensioso?

— Eu postei no Facebook. Você não viu?

Deixei escapar um leve gemido.

— Jade, eu...

Desliguei o telefone. Era isso ou gritar vários palavrões para ele, e minha cabeça já estava doendo o suficiente. Rasguei um pedaço de papel do caderno em cima da mesa e escrevi o endereço do site em que o filme podia ser visto. Depois fui à cozinha, o peito tão apertado de raiva que tive medo de desmaiar. Meus pais estavam sentados à mesa, meu pai lendo o jornal, minha mãe com o caderno de imóveis. Os dois levantaram a cabeça quando pus o pedaço de papel na mesa com uma pancada forte.

— Ei. — meu pai falou com um sorriso. — O que é isso?

— Seu filho é um cretino. Achei que vocês deviam saber. Pai, vou pegar seu carro emprestado. Vou à biblioteca. — E saí da cozinha.

Meu pais ficaram chocados e em silêncio atrás de mim. A bibliotecária franziu a testa com ar desaprovador.

— Acho que não temos nenhuma biografia sobre gente que teve que lidar com cretinos.

— E com babacas pretensiosos? Quem você acha que é o maior babaca pretensioso da história? Quero ler a biografia dessa pessoa. — A sra. Edwards me dissera para conhecer a história das pessoas. Achei que esse seria um ótimo começo. Talvez me ajudasse a lidar com a minha vida. O rosto da bibliotecária se iluminou com uma repentina compreensão.

— Acabou de terminar um namoro? Tenho livros sobre como lidar com isso...

— Não. Eu só queria ler uma biografia. Qual é a mais popular?

— As de presidentes são bem populares, e a do Einstein, Anne Frank, Cleópatra...

— Cleópatra? Ela não era uma rainha egípcia?

— Sim, a última rainha do Egito. Uma mulher poderosa e, muitas vezes, cruel. Ela se recusou a dividir o poder até com o próprio irmão.

— Sim. Quero essa. Onde está?

— Eu te mostro.

Eu tinha lido quarenta páginas quando recebi uma mensagem de Perrie.

*****************

Pezz: Tá tudo bem?

Eu: Você sabia que a Cleópatra teve que casar com o próprio irmão? Casar com ele!

Pezz: Humm...

Eu: Era normal. Mas é nojento, né? Ela o odiava. Principalmente porque não queria dividir o poder com ele. Tenho certeza que ele não fez um documentário com ela como protagonista, então não sei qual era a bronca. Mas logo vou descobrir.

Pezz: Vc acabou de usar a palavra “bronca” em uma frase?

Eu: Algum problema?

Pezz: Talvez. Onde você está?

Eu: Em busca de profundidade.

Pezz: Tudo bem com você?

Eu: Mostrei o filme para os meus pais.

Pezz: O que eles disseram?

Eu: Não sei. Mas vou descobrir logo.

******************

Eu temia ver a reação dos meus pais. Já sentia raiva suficiente do meu irmão. Não sabia se seria capaz de lidar com ainda mais raiva quando visse a mágoa deles também. Especialmente porque não era sempre que os via magoados. Eles eram tão bons no papel de Pais Perfeitos que eu não sabia como ficariam na posição de Pais Devastados. Meu celular vibrou e eu atendi com um sussurro.

— Alô.

— Por que você está sussurrando?

Fechei o livro, deixei-o sobre a mesa e segui até a porta.

— Estou na biblioteca.

— É daí que estão saindo todos os fatos sobre a Cleópatra?

Abri a porta e saí. A brisa fez meu cabelo voar para trás e eu sentei no banco mais próximo.

— Sim. O que está fazendo?

— Nada. Liguei porque você não respondeu à mensagem.

Fiquei confusa.

— Respondi a várias mensagens. Você mandou mais alguma coisa?

— Você evitou minha pergunta em todas as respostas. Perguntei se está tudo bem.

— Ah. Sim. Acho que sim. Não sei.

Ela riu.

— O que é isso? Múltipla escolha?

— O meu irmão é só um babaca.

— Ah, eu sei. Sinto muito, Jade. De verdade.

— Sabe o que é engraçado? Ele não foi capaz nem de pedir desculpas pelo que fez, e o erro foi dele. Você não teve nada a ver com isso e já lamentou umas três vezes. — Num impulso, acrescentei: — Está ocupada?

— Só ensaiando uma cena.

— Quer tomar sorvete? Eu ajudo com o ensaio.

Ela considerou por um instante, e eu achei que ia recusar o convite, por isso acrescentei:

— As minhas amigas e eu sempre tomamos sorvete quando alguma coisa ruim acontece. É assim que supero as coisas. — Eu odiava fazer a Perrie sentir pena de mim outra vez para convencê-la a ir me encontrar.

— Tudo bem, vamos. Manda o endereço por mensagem.



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