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História Girlfriends for Hire - SEULRENE - Capítulo 32


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Capítulo 32 - Thirty two


Irene não saberia dizer o que sentiu quando viu que realmente se tratava de Seulgi, que estava deitada sobre aquela cama. De início seus olhos se encheram de lágrimas e ela não pôde fazer mais nada além de deixar que as lágrimas saíssem descontroladas e intensas. Por sorte havia um outro cirurgião na sala e foi o mesmo que realizou o trabalho que a Bae devia ter feito. Alguns minutos depois de sair correndo daquela sala, Joohyun ainda estava sentada em sua cadeira, olhando no celular uma foto de Seulgi, e desejando que tudo desse certo na cirurgia que vinha sendo realizada.

Ao terminar o procedimento Karina, a técnica em enfermagem, resolveu que deveria procurar a doutora e saber se estava tudo bem com ela. Karina não hesitou muito em bater na porta de Irene, que demorou um pouco para atender.

— Doutora Bae, a senhora está bem? A senhora saiu muito abalada da sala, conhecia a paciente?

— Como ela está? — Joohyun ignorou toda a preocupação da mais nova e pediu informações.

— A cirurgia correu bem, o estado dela segue estável agora.

Joohyun sorriu aliviada.

— Eu sabia que ela iria ficar bem, ela é forte. — Um silêncio antes da mais velha prosseguir. — Seulgi é uma amiga de Daegu.

Joohyun queria se corrigir, dizer que Seulgi era o amor da vida dela e que quando a viu deitada daquele jeito e pensou na possibilidade de perder-la na sua frente, achou que o mundo iria acabar ali mesmo. Joohyun não tinha condições psicológicas de prosseguir e não poderia fazer nada. Queria se explicar, mas não disse mais nada, escolheu manter tudo para si.

FLASHBACK ON - SEULGI

Uma ideia passava pela cabeça de Seulgi a mais de uma semana, depois que a mais nova perdeu seu celular e tentou buscar o contato com Wendy e Joohyun durante um tempo e não conseguir nada, ela achou que deveria voltar pra casa e conseguir esse contato pessoalmente.

Ela tinha uma bom trabalho, depois de terminar a faculdade e conseguir uma quantidade razoável de dinheiro, conseguiu alugar um espaço pequeno no centro de Nova Iorque e expor mais quadros ali. Seulgi cuidava da pintura e sua sócia Tiffany, cuidava de toda a parte administrativa da pequena empresa que as duas agora comandavam. Seulgi conheceu Tiffany no primeiro ano da Faculdade, desde então se consideravam grandes amigas. A mais velha também era de Seoul, então era bom para Seulgi ter uma amiga coreana em um país nativo da língua inglesa.

Seulgi a chamou para acompanhar na viagem, mas a garota teve que recusar ir, mas prometeu que iriam se encontrar na Coreia. Tiffany tinha coisas para resolver ainda, mas planejava visitar sua terra natal também.

Assim Seulgi foi quem viajou primeiro, tinha planos de visitar seu pai, que agora morava com sua ex amante (agora sua mulher) e sua filha mais nova, que não era mais uma criança, mas uma adolescente de catorze anos. Yeji.

Mas antes de qualquer coisa ela queria ver Joohyun, não saberia dizer o tamanho da saudade que sentia da mais velha e precisava vê-la antes de qualquer coisa. Por isso, quando chegou à Coreia, pegou um táxi e seguiu para o hospital que sabia que Joohyun trabalhava.

Seulgi tinha um sorriso no rosto, e suas mãos carregavam um pequeno quadro com um dos diversos desenhos que fizera da mais velha. Esse seria o presente de Seulgi para Irene.

Mas nunca chegou ao destino, Seulgi não conseguiu chegar ao hospital em sã consciência e ver o rosto de sua amada, antes disso um acidente aconteceria.

O homem que dirigia o carro onde Seulgi estava pensou que seria uma boa ideia se adiantar um pouco e passar a frente de alguns carros, indo pela contra mão, Seulgi percebendo isso pensou em repreende-lo. Que tipo de taxista colocava em risco a vida de seus passageiros? Com certeza, por esse feito de risco ele, não levaria estrela nenhuma na avaliação de Seulgi, ela de certo iria contar esse ocorrido no app que tinha usado para chamar aquele táxi.

Seulgi abriu sua boca afim de dizer algo para criticar a atitude errada do homem, mas foi parada por uma surpresa não tão boa. Seulgi viu em câmera lenta ( mesmo que o caminhão estivesse indo em alta velocidade, já que não tinha nenhum carro a sua frente) seu carro se chocar contra o outro veículo. A última coisa que Seulgi se lembraria daquele momento era de pensar que nunca mais veria Joohyun, já que dê certo, achava que não sairia daquela situação.

O motorista morreu no mesmo momento, Seulgi ainda ficou acordada por alguns minutos. O carro em que estava foi arremessado a cinco metros de distância, a batida fez com que o veículo ficasse parcialmente destruído. Já o caminhão perdeu o curso original e bateu em uma das árvores que tinha na beira da estrada.

Seulgi estava com medo, com dor. Não sentia suas pernas, havia alguma coisa prendendo-as que ela não conseguiu identificar. Sua mente estava confusa e ela olhava a sua frente o motorista desfalecido e aquilo estava deixando-a perturbada. Ela sentia que seria a próxima a desfalecer. Doze torturantes minutos depois, ela desmaiou.

FLASHBACK OFF

Seulgi não havia acordado ainda mas a cirurgia havia corrido bem, seu pai foi chamando e agora fazia companhia a sua filha no quarto do hospital. Ele estava preocupado, mas feliz por sua filha estar se recuperando bem.

— Então você é uma doutora agora? — Bae também estava no quarto, e Daniel iniciava uma conversa com ela.

— Uma cirurgiã. — Joohyun sorri

— Eu sabia que você iria conseguir esse feito, sempre foi uma ótima aluna, ao contrário da Kang aqui.

Mais um sorriso de Irene, que agora olhava a garota de feição angelical deitada na cama.

— Eu acho que ela veio procurar por você. — Ele disse também olhando sua filha. — Ela não mostrava, mas eu sei que sentia sua falta. — Continuou.

— Eu também senti falta dela.

--

O Senhor Kang estava no primeiro andar do hospital, almoçando, já era 14:56h da tarde e ele mesmo sem fome, precisava comer alguma coisa. Depois de muita insistência de Joohyun ele resolveu ceder.

Irene tinha tirado o dia de folga para ficar ali com Seulgi, ela queria ver quando a maior acordasse. Mas a essa altura do campeonato, a mesma já estava cansada de estar sentada esperando.

Pensou que poderia fazer algum tipo de estímulo, então sentou ao lado da  cama da maior e começou uma conversa. Ou melhor, um discurso monólogo.

— Seu pai disse que você perdeu o celular. Por isso não respondeu minhas mensagens?

Joohyun acariciava uma das mãos da outra.

FLASHBACK ON - IRENE

Irene havia acordado com uma ideia aquela manhã, ela pensou que suas férias estariam chegando então ela poderia viajar. Não eram férias inteiras, ela teria quinze dias para descansar, e considerando a saudade que sentia de uma certa pessoa, ela achou que seria tempo suficiente para matar a saudade de Seulgi.

Assim que acordou e pensou nas férias que se aproximava ela resolveu mandar uma mensagem para a garota mais nova.

"Eu sinto sua falta. Queria que você pudesse vir aqui, ou quem sabe eu ir te visitar aí. A gente queria viajar juntas lembra? Acho que o tempo que você passou aí já é suficiente pra conhecer vários lugares e me mostrar, o que acha?"

Irene sabia que a mensagem poderia demorar a ser respondida, visto que era de noite nos EUA e provavelmente a maior estava dormindo.

Mas ela foi ignorada por três longos dias.

"Seulgi, não precisa ignorar minha mensagem. Só me dizer que não quer que eu vá."

" Sabe? Eu nunca achei que você iria me ignorar algum dia."
 

Duas mensagens de uma vez.

Mais cinco dias ignorada.

" Seulgi você disse que a gente ia ficar bem, por que não fala comigo?"

Bom, aquela altura a menor já estava ficando meio chateada com a ausência de palavras por parte de Seulgi. Ela não entendia o porquê daquilo, já que elas conversavam normalmente todos os dias mesmo depois de terminarem.

" Eu ainda amo tanto você."

Foi a última mensagem de Irene, não podemos negar que no dia que Joohyun mandou aquela mensagem estava sob influencia de álcool, se não não teria acontecido.

Joohyun pensava que Seulgi poderia estar com outra pessoa, seria o único motivo (para Joohyun) que faria Seulgi não a responder mais. E aquele pensamento persistiu por um longo tempo.

FLASHBACK OFF.

— Você trouxe um presente pra mim? Eu amei.

Naquela manhã ela havia ido até no local do acidente, e depois a delegacia. Conversando com os policiais sobre o caso  descobriu que o homem que dirigia o caminhão estava bem e que o motorista havia mesmo morrido no local, Irene foi acompanhada de Daniel que pegou as malas de sua filha, que se encontravam na delegacia, junto com alguns outros pertences da mesma, junto com esses pertences eles deram a Joohyun um quadro que não sabiam direto a quem pertencia, mas ao ver o rosto da mulher descobriram de quem se tratava.

Recebendo o quadro em mãos Irene sorriu ao ver do que se tratava. Uma pintura de si. Seulgi era mesmo muito talentosa e com o tempo suas técnicas se aperfeiçoaram muito mais do que tudo que pintara no Ensino Médio.

Irene não conseguia conter o sorriso agora estando diante da pintora.

A menor levantou com cuidado a mão de Seulgi e deixou um singelo beijo sobre a palma de sua mão.

— Eu senti sua falta, meu amor. — Ela sussurrou inclinando a cabeça para mais próximo do ouvido da mais alta.

— Espero que você melhore logo. — Dizia enquanto acariciava os cabelos de Seulgi, com a mão que estava livre.

— Você quebrou duas costelas no acidente, e quebrou perna também, sabia? — continuava com tom calmo, ainda acariciando o rosto da mais nova.

— Eu fiquei tão preocupada quando vi você deitada na cama, que sai correndo acredita? Eu devia ter cuidado de você, mas não consegui. desculpa meu amor.

Irene agora dava um beijo na testa de Seulgi.

— Mas vai ficar tudo bem. Então por favor, acorda logo pra sair logo desse lugar tá bom?

A mais velha sorria enquanto via o rosto angelical da garota dormindo.

— Você continua tão linda. Eu tinha medo de me esquecer seu rosto, mas acho que isso nunca aconteceria, eu nunca esqueceria o rosto da mulher que mais me fez feliz.

Naquele momento Joohyun pôde jurar que sentiu os dedos de Seulgi se mexerem por baixo de sua mão.
Ela fixou o olhar agora para as mãos da mais alta e sentiu ela mexer os dedos mais uma vez.

A mais velha continuou acariciando a mão de Seulgi, sentia que a conversa estava funcionando e ela finalmente iria acordar.

— Vamos meu amor, abra os olhos. Por favor, abra os olhos.

Joohyun sussurrou enquanto ainda apertava a mão de Seulgi, mas agora olhava seu rosto.

— Ela está acordando?

Irene quase pulou da cadeira com o susto que levou. A voz que vinha da porta era de Daniel, que olhava aquela interação e se perguntava se a folha tinha acordado.

A Bae o olhou de volta, se recuperando do grande susto e recusou com a cabeça.

— Ela ainda não acordou. — Respondeu fitando o senhor.

Daniel olhava pra filha sorrindo e encorajava a Bae a olhar também.

— Veja, ela acordou sim.

Na mesma hora a garota mais velha olhou para Seulgi. Que estava de olhos abertos observando e tentando assimilar o que estava acontecendo. Seulgi não falava nada, apenas olhava para os dois presentes no quarto, que a olhavam abobalhados.

— Q-quem são vocês? — A voz de fraca da garota se fez presente pela primeira vez aquele dia.

Irene se aproximou e pegou na mão de Seulgi mais uma vez.

— Você não se lembra da gente?

Ela tinha um tom triste agora. Junto com Daniel, que olhava Seulgi com olhar triste.  Sua filha não se lembrava deles? O que mais ela não se lembrava?

Seulgi soltou uma risada, seguida de um gemido de dor.

— Eu tava brincando, tinha que ver a cara de vocês.

A garota foi cortada por um tapa no ombro

— AI! — A garota grita pela dor causada. — Eu tô internada Irene!

— Isso não tem graça Seulgi! — A mais velha emburra a cara olhando para Seulgi.

— Desculpa meu amor, não queria assustar vocês.

A maior responde agora com tom sério.

— Eu acho que vou deixar vocês duas conversarem.

O senhor Kang diz percebendo o clima entre as duas, que se olhavam e trocavam sorrisos bobos entre si. Saindo pela porta logo em seguida.

As duas simplesmente ignoraram o homem.

— Você se lembra do acidente? — Irene tinha suas mãos sobre a da mais nova mais uma vez.

— Sim... E o motorista? O que aconteceu depois?

— Infelizmente ele não resistiu.

Agora finalmente Joohyun se tocou que era uma doutora e se levantou para checar se estava tudo bem com Seulgi.

— Você está sentindo dor em algum lugar? — Perguntou enquanto fazia os procedimentos necessários.

— Sim, minha perna dói.

— Sim, bem, você machucou as duas pernas.  — Alertou a mais velha.

— As duas? — Seulgi repete assustada.

—Quebrou uma e cortou a outra. — Irene explica a situação, terminando a checagem.

— Mas nada sério, você vai se recuperar logo.

— Obrigado.

Seulgi segurou a mão de Irene, que estava em pé ao seu lado.

— Porque tá me agradecendo?

— Por estar aqui. Obrigado.

Seulgi sorriu e involuntariamente Irene sorriu também. Para Irene não fazia sentido nenhum aquele agradecimento, já que Irene nem conseguiu realizar a cirurgia de Seulgi, mas ela sorriu por ver que a mais nova estava bem, e acordada ao seu lado.

Seulgi agradecia por aquele momentos estar acontecendo, Seulgi se sentia extremamente feliz por ver Irene assim que acordar e também pelas poucas palavras que ela conseguiu ouvir antes de acordar. Não foi tudo, mas o suficiente para deixa- lá imensamente feliz por Joohyun estar ali com ela e por ela depois de tanto tempo.



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