História Girls like Girls - Capítulo 3


Escrita por: e LuCSeokJin

Postado
Categorias Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Benício, Delfina, Emília, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Amilia, Amizade, Drama, Emibar, Lumilia, Nimbar, Preconceito, Romance, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 71
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


N/Naty: Ola amores... tudo bom? Boa leitura!!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Nina suspirou girando a maçaneta e entrando no quarto, encontrando a cama vazia. Suspirou e procurou o irmão com o olhar até o ver olhando algo pela janela sentando em um sofá pequeno.

- Como você tá? - Perguntou se aproximando dele até sentar ao seu lado. Ruggero continuou olhando a janela antes de se virar e a olhar abrindo um breve sorriso.

- Bem, eu acho. - O comentário fez Nina soltar uma risada alta. Ruggero arqueou uma sobrancelha sem entender. Na verdade ele não conseguia entender a irmã desde que ela negou estar namorado Âmbar. Normalmente ele buscava respostas nos olhos da morena, porém estava tão visível que nem mesmo se esforçou. 

- Eu estou tão feliz por você estar bem... - Nina voltou a abraça-lo com força enquanto Ruggero passou a mão pelos cabelos cumpridos dela. 

- O que está acontecendo? - A voz pausada fez Nina levantar a cabeça e o olhar com curiosidade sem realmente se preocupar em forçar sua mente a entender. - Você sabe do que estou falando Nina. Você e Âmbar terminaram? Porque pela cara dela você deveria avisar se esse for o caso.

- A gente não terminou. - Ela apoiou a cabeça no ombro do irmão respirando fundo. Ruggero não era burro, ele sabia o que havia acontecido e por mais que não conseguisse entender o porque estava acontecendo, queria ouvir Nina falar com todas as palavras. Talvez ele gostasse de torturar a garota. 

- Então porque exatamente você...

- Porque nosso pai estava aqui. - Nina respondeu prevendo a pergunta do moreno que deu de ombros a olhando seriamente.

- E daí? - Nina abriu a boca para responder, porém perdeu as palavras em meio ao olhar severo do irmão e o sorriso debochado. Não conseguia entender como Ruggero conseguia manter os dois com tanta perfeição. - Ah entendi! Ele ainda não sabe. Então a pergunta muda... Porque ele não sabe?

- Porque não deu pra contar, Ruggero. Você sabe, não era o momento certo com tudo acontecendo e você...

- Não ouse dizer que me usou como desculpa. - Balsano a afastou cruzando os braços e mordendo o lábio inferior. - Eu até deixaria você me usar, mas se fosse pra contar pra ele. Oras... era a sua chance, papai podendo perder seu filho favorito nem iria se importar.

- Não é verdade. - Nina tentou justificar. - Não dava pra jogar uma bomba dessas com tudo acontecendo.

- Uê, então agisse como sempre agiu durante esses meses, sem falar e sem negar. - Ruggero deu de ombros com uma tonalidade debochada, fazendo tudo parecer mais fácil do que era na realidade. O que fazia sentindo quando Nina pensava que para o irmão tudo era mais fácil.

- Você não entende... - Ruggero inclinou a cabeça para o lado e olhou a irmã com atenção por alguns segundos. Nina se sentiu constrangida e desviou o olhar prendendo a respiração.

- Eu entendo... Desde que vi aquela cena ridícula. - Nina o olhou sem saber se o garoto estava a xingando ou não. Porém definitivamente ele não estava apoiando ou qualquer coisa parecida. - Você está parecendo com vergonha e ganhando tempo.

- Ganhando tempo pra que? Eu vou falar pro nosso pai...

- Não, não, não é só o nosso pai. - Ruggero mordeu o lábio inferior. - Talvez ele tenha chegado e essa situação te fez enxergar algo que ainda não tinha. Que você precisa enfrentar mais do que achava para ficar com a Âmbar e que as vezes pode acontecer de precisar de muita mais força. Sabe o que eu acho, Nina?

- Algo me diz que eu não quero sabe... - abaixou a cabeça encontrando no olhar do irmão a seriedade que a deixava totalmente sem reação. A verdade sempre estampada em sua cara.

- Eu sabia que isso aconteceria. Você agiu por impulso porque não queria ficar sem ela, sua coragem veio e sumiu no momento em que se viu obrigada a enfrentar a pessoa que mais tem medo de decepcionar. -  deu de ombros. - Eu acho que lá no fundo você não aceita quem é, não aceita gostar de garotas, só aceitou gostar dela e agora está pensando se esse sentimento não existisse, você iria ser diferente.

- Ruggero... - Nina arregalou os olhos sentindo eles marejarem sob a descrição exata de tudo que já se passou pela seu mente. Ele não estava ali quando a situação começou a se complicar, mas falava como se estivesse as observando sempre.

- E está com medo de assumir algo que vai se arrepender depois, está com medo de desapegar do que as pessoas pensam de você e não percebe que já fez isso uma vez e elas pensavam exatamente o que deveriam, elas sabiam,  mas não regride Nina. Porque a Âmbar acreditou que vocês enfrentariam tudo juntas e não é justo com ela você voltar pro inicio novamente.

- Eu não sei se consigo decepcionar ele assim. - Ruggero passou os dedos pelo rosto dela limpando algumas lágrimas. Ele entendia a dor da irmã, só não achava certo como ela reagia a isso. 

- Você vai decepcionar um dos dois, Nina. Mas o nosso pai terá que aceitar mais cedo ou mais tarde, assim como você. - ele segurou uma mão dela a puxando para seus braços. Nina se agarrou a camisa dele deixando as lágrimas molharem o tecido fino. Era mais difícil do que pensava que seria, era mais doloroso do que imaginou e sua coragem sumia cada vez que se pegava em uma situação que deveria ser forte. Nina só não conseguia ser ela mesma sem pensar no que isso resultaria e sem sentir aquela dor latejante.

- Você me entende? - Ela perguntou baixinho.

- Eu entendo, não concordo, mas entendo. - Ruggero segurou o rosto da irmã com ambas as mãos. - O pai e eu nunca tivemos uma relação maravilhosa como você e ele, então pra mim poderia parecer mais fácil, mas quando tive que dizer que não iria estudar em Londres, não foi. Foi muito difícil e eu sei que pra você é muiito mais, é uma situação que não se pode comparar a minha. Mas eu te entendo, só acho que antes de tudo, você deve pensar no que sente e lutar por isso, pra depois não se arrepender.

- Eu comecei a sentir medo de ser eu...

- Eu acho que esse medo nunca te abandonou, ele sempre esteve aí. Um dia terá que enfrenta-lo. - Nina limpou outra lágrima caindo pela sua bochecha antes de voltar a se encolher nos braços do irmão com as palavras rodando sua mente. 
 

 

- Vai ficar mesmo aí? - Emília praticamente gritou nos ouvidos da melhor amiga que sussurrou um "uhum" antes de se apoiar na parede da lanchonete e fechar os olhos novamente. - Isso não é lugar pra dormir. 

- Eu estou morta. - A loira revirou os olhos se levantando. - Faz dois meses que eu não durmo direito.

- Problema é seu. Agora você não vai chorar mais, não vai dar ataque de sofrencia e nem emagrecer igual a uma doida. - Emília olhou o prato da melhor amiga e arregalou os olhos. - Olha o que você comeu! Você sempre foi esfomeada, mas dessa vez se superou. 

Luna finalmente abriu os olhos e olhou o prato abrindo um sorriso sem jeito para Emília que novamente rolou os olhos e a puxou pela mão. Luna apenas se deixou ser levada.

- O que aconteceu? - Perguntou assim que viu a morena parar no meio do caminho e tirar o celular da bolsa. 

- Vou mandar uma mensagem pra Nina, pra combinar com ela de...

- Combinar com ela? Sério? - Emília revirou os olhos. - A sua outra melhor amiga, a amiga substituta tem...

- Emília, a Nina não é minha melhor amiga substituta. Já falei pra vocês que as duas são totalmente importantes da mesma forma, eu amo vocês do mesmo jeito. 

- Isso não pode... - Emília resmungou puxando a garota para o elevador. - Eu sou sua amiga de infância. Ela é só a irmã do seu namorado que fez de tudo pra vocês não ficarem juntos.

- Eu sabia que não deveria ter te contando isso. Nina só estava tentando me proteger. - A porta do elevador se abriu e a loira voltou a puxar Luna sem se importar com o fato da amiga estar defendendo a outra. - Achei que vocês pudessem se dar bem, mas nem quando foi na casa dela conversaram. Qual é seu problema com a Nina? 

- O que? - Luna sorriu de lado fazendo Emília parar no caminhou e se virar para trás a encarando sem entender. - Ela não parece ser minha maior fã também. Quer dizer...

- Quer dizer nada, Emy. Ela nunca te fez nada. - A loira abriu a boca para dizer que nunca fez  nada também, porém com aquele olhar inocente parecia ter finalmente feito um descoberta incrível. - Você que tem algum problema com ela.

- Eu não tenho problema com a Nina, ela é uma pessoa muito legal e eu até vou com a cara dela. - Emilia respondeu mordendo a língua. - Mas... Mas você... É ciúmes, tá bom? Eu morro de ciúmes dela e de você todas perfeitinhas desfilando por ai como as melhores amigas que compartilham do mesmo amor por Dean Winchester. Isso me irrita, porque eu prefiro o Sam. 

- Sério? - Luna balançou a cabeça negativamente. Emília estava certa de que seu problema com Nina se tratava exclusivamente de ciúmes, de Luna sim, mas não sabia se era apenas isso. - Porque eu acho que você gosta dela... De outro jeito.

- Como? - Emília a olhou incrédula enquanto Luna sorriu em uma mistura triste e maliciosa. 

- Eu não quero que sofra, Emy. Mas você sabe, ela tem a Âmbar. - A loira respirou fundo ao ouvir o nome da garota e sentiu seu estômago revirar. Aquilo era uma sensação que Emília odiava sentir pela namorada da outra melhor amiga da sua melhor amiga. Era uma confusão.  

- Eu não gosto dela... - Emília revirou os olhos. Luna conseguia ser tapada com uma frequência surpreendente, às vezes. - Eu acho que você vê sentimentos onde não existe. Lembra da vez que achou que nosso professor estava namorando a diretora?

- Apesar da diferença de idade eles faziam um casal lindo.

- Ou da vez que achou que seu pai estava traindo sua mãe com uma mulher ruiva que depois você descobriu ser a sua tia? - Luna fez uma careta abaixando a cabeça. - Ou da vez que pensou que eu estivesse ficando com a moça da cantina?

- Ela ficava olhando sua bunda... - Luna justificou.

- Eu levei um grande fora  por causa disso. - Emília revirou os olhos. 

- Eu também pensei que a Nina estivesse com o Gastón e depois descobri que ela estava com a Âmbar e ele com a Jazmín. - Emília fez uma careta desviando o olhar.  - E a vez que eu achei que o gato do vizinho estava afim da cachorra do outro vizinho. Mas aprendi que relação de cão e gato é muito complexa..

- Ai meu Deus, Luna... - Emilia gargalhou alto puxando a morena para os seus braços. - Eu amo esse seu jeitinho. Mas também teve a vez que você disse que o Eric me queria, quando na verdade ele queria você. Prova disso foi os poemas que ele te mandava. 

- Não era nada demais, nos éramos muito amigos. - Emília revirou os olhos diante a inocência exagerada da amiga e se apoiou nela. 

- Bem, pergunte pra ele quando chegar na cidade. - Luna abriu a boca para perguntar se o antigo amigo estaria mesmo em Buenos Aires quando percebeu o olhar distante de Emília, quando iria olhar para onde a garota observava, seu celular tocou.

Âmbar sorria de forma animada enquanto revirava os vestidos de uma loja em frente a Emília. Se lembrou da ultima vez que se encontram em uma loja e ela falou que estava procurando algo para Nina e depois quando combinou de sair com ela e Âmbar acabou tendo que desmarcar.

- Emília, eu preciso ir pra casa. Vai vir.. 

- Eu vou ficar ali com a Âmbar, depois a gente conversa. - Luna a olhou sem entender, antes de desviar o olhar para a outra loira na loja. Sorriu de lado e assentiu se afastando. Emília balançou os cabelos e saltitou em direção a Âmbar se aproximando silenciosamente.

- Buuuu... - Emilia gritou chamando a atenção de algumas pessoas na loja, depois de ver a garota arregalar os olhos e a olhar assustada. 

- Emília, que susto maluca. - Âmbar colocou a mão sob o peito tentando regularizar o coração enquanto se apoiava em uma prateleira. 

- Desculpa... - Emília sorriu daquela forma bonita que encantava e assustava Âmbar. 

- Não, eu que te peço desculpas por não poder ter saindo com você naquela tarde. - Âmbar disse tentando desviar o olhar da garota. Os olhos dela pareciam ver muito mais do que a pessoa em sua frente, pareciam analisar cada gesto da loira a deixando envergonhada. 

Âmbar nunca foi alguém que sentisse vergonha, muito menos que ficasse tímida em qualquer situação, porém Emília tinha o dom de conseguir a deixar sem jeito e, normalmente, sem palavras. Era estranho e talvez fosse o olhar profundo ou os elogios em forma de flerte que ainda estavam na mente dela, embora após descobrir que Âmbar namora, ela nunca mais tenha o feito.

- Não se preocupe... - Emília quase gritou enquanto pegava um vestido verde e segurava em frente a Âmbar. - Quer fazer algo agora? Podemos comer alguma coisa ou assistir um filme. Deve ter alguma seção agora.

Âmbar respirou fundo vendo Emília olhar o vestido com certa curiosidade, parecia imaginar como ela ficaria com ele. Balançando a cabeça negativamente, Âmbar pensou em negar o convite já que cogitava chamar a namorada para algo, porém não podia negar duas vezes. Ela acharia que não era uma presença bem vinda e Âmbar prezava pela boa educação, ou algo próximo a isso.


Notas Finais


Ruggero... rei que é rei faz assim. Ele conhece tão bem a irmã que consegue a entender sem ao menos precisar que ela fale algo.
Também sabe mandar a real, porém Nina o escutará? Saberá fazer o que ele a aconselha?
Luna e Emília é uma amizade fofa demais que será muito mostrada aqui. Elas se cuidam desde muito cedo e tem uma carinho muito especial.
Eric foi citado porque siimmm, ele entrará na parada, mas... sempre tenho uma mas kkkkkkkk
Ambar e Emília se encontraram... e bem, aquele tensão sempre existe entre elas u.u
Até breve amores...


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