História Girls Next Door - Capítulo 5


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Categorias I.O.I, Lovelyz, Mamamoo, Oh My Girl, Red Velvet, Sonamoo
Personagens D.ana, Jeon So-mi, Kim Se-jeong, Moonbyul, Seulgi, YooA
Tags Dana, Girl Next Door, Idol Drama Operation Team, Idot, Moonbyul, Seulgi, Sohee, Somi, Soojeong, Yooa
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Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


(^-^)/

Capítulo 5 - Impulso


— Senhora Jeon, por favor, fique calma. — O manager pediu. — Tirar Somi-shi da empresa não vai ser uma boa decisão.

— Não será para a empresa, mas pra vida pessoal da minha filha sim! Somi foca tanto no treinamento que esquece suas obrigações como ir bem na escola.

— E o sonho dela será ignorado?

— Olha senhor — Sr. Jeon iniciou — meu sonho é Somi ser bem sucedida, como ela será se nem terminar os estudos? Existem prioridades para todos e no meu caso a educação vem em primeiro lugar.

— Com licença. — Somi disse entrando na sala. — Omma?! — A adolescente surpreendeu-se ao ver a mulher alí. — Por que não me disse que viria para a Coréia?

— Pois é uma passagem rápida e você voltará comigo para o Canadá. — A boca de Somi fez um completo "o". — Chega disso de treinar, está te atrapalhando. Você vai estudar em uma das melhores escolas do Canadá.

— Omma, eu não quero! A senhora sabe que desejo ser cantora. Por que está fazendo isso comigo? — Lágrimas começaram sair dos olhos de Somi.

— Senhora Jeon, desculpe, mas acho que vocês devem conversar com calma. É uma decisão muito séria a ser tomada.

— Somi, vá buscar suas coisas no dormitório. — Sra. Jeon olhou seriamente para o manager. — Ela ficará comigo por alguns dias até resolvemos isso. 

...

— YooA, seus sapatos estão espalhados pelo quarto inteiro. — Sohee reclamou para a mulher de cabelos negros.

— Vou arrumar. — Porém YooA não moveu um músculo.

— Você disse isso ontem e ainda estão no mesmo lugar, mal consigo andar sem tropeçar neles.

— Se está tão incomodada tire você mesma. — YooA disse, aquilo foi a gota d'água para a de cabelos castanhos.

— Olha, eu não sou sua empregada, sua garota mimada. Você não está na sua casa com diversos empregados. Se quer bagunçar, destrua a sua parte do quarto, pois a outra parte é a minha. — Sohee falou tudo que estava engasgado em sua garganta.

— Você mal fica no dormitório, nem era pra se importar. Afinal o que você faz o dia todo?

— Não é do seu interesse. — Sohee saiu do quarto bufando e batendo a porta.

Mesmo brigadas, Sohee e YooA fizeram a apresentação da avaliação mensal. O resultado de vocal e dança foram satisfatórios para o tempo que tiveram de treinamento. O rap grave de D.ana e vocal doce de Soojeong e dança ganharam diversos elogios por conta de sua performance.

Somi chegou na empresa acompanhada de sua mãe, senhora Jeon permitiu a filha fazer a performance depois de muita insistência da adolescente. Apesar da mudança repentina de apresentação devido ao tornozelo ferido, a canadense foi bem no canto e piano. O ponto alto da noite foi a performance de Moonbyul e Seulgi, elas estavam extremamente sincronizadas e carismáticas, capazes de conquistar qualquer um que as visse.

...

Dias depois...

Soojeong acordou um pouco tarde, caminhou até a cozinha encontrando Seulgi. Aquela seria a hora. Hora dela revelar o que sentia por Hoya. Se a mais velha dissesse que sentia algo de verdade pelo homem, Soojeong desistiria dele e permaneceria apenas na amizade.

— Seulgi unnie.

— Oi Jeong-ah — chamou pelo apelido carinhoso dando um sorriso que fazia seus olhos sumirem. Como Soojeong daria aquela notícia que provavelmente tiraria esse sorriso fofo do rosto de sua unnie? A coragem da jovem diminuía cada vez mais.

As duas escutaram a campainha soar. — Eu atendo. — Seulgi se voluntariou.

— Eu estou de volta! — Somi anunciou gritando. A Senhora Jeon havia desistido de tirar a adolescente da empresa. As duas se abraçaram e pularam feito duas crianças. As outras trainees que estavam em casa foram ver qual era do barulho todo, também fazendo festa por causa da volta da maknae. Aquela não era mais a hora adequada para Soojeong confessar seus sentimentos.

...

Seulgi e Moonbyul conseguiram um melhor resultado dos jurados que as outras trainees. Os funcionários da empresa postaram a performance delas na internet. A resposta do público foi na maior parte positiva, alguns estavam ansiosos para o debut do grupo.

YooA, Seulgi, Soojeong e Moonbyul decidiam o pedido pro almoço quando ouviram burburinhos. Eram colegiais olhando fixamente para onde elas.

— Por que elas estão olhando tanto pra cá? — YooA questionou confusa.

— Conhecem alguma delas? — Moonbyul fitou suas companheiras recebendo uma resposta negativa. Uma das colegiais empurrou a outra, que tinha uma expressão  de nervosismo.

— Seulgi unnie? — A colegial perguntou. — Eu sou muito sua fã, poderia me dar um autógrafo?

— Huh? — A jovem com olhos felinos parecia não acreditar que havia sido reconhecida, ainda mais por uma fã, era a primeira vez que a paravam. — C-claro. — Assinou no caderno da garota.

— Obrigada unnie. — A colegial fez reverência e retirou-se.

...

"A morena canta e dança muito bem, a loira tem um vocal ruim.", "Por que colocaram tanto efeito na voz da Moonbyul-noona? Ela não sabe cantar?" Moonbyul leu alguns comentários do vídeo.

A loira já não gostava de sua voz cantando, ler comentários como estes a fazia sentir-se pior. Moonbyul tentava, mas não conseguia alcançar as notas altas como Seulgi ou Soojeong. Seu vocal era insuficiente, isso a irrita tremendamente.

O incômodo de Moonbyul era perceptível para suas companheiras, D.ana e Somi perguntaram diversas vezes o que estava afetando a mais velha, mas ela desconversava. Moonbyul sempre evitou contar sobre suas fraquezas para as outras trainees, porque como líder tinha que ser forte e ser o porto seguro para todas.

Então a loira ficou horas a mais na empresa treinando sua composição, se ela não tinha um vocal suficiente, faria letras incríveis na intenção de compensar. Com o tempo percebeu que tinha uma certa facilidade com composição, conseguia se adaptar a várias cores de música. Mesmo compondo quase uma música por dia, Moonbyul ainda se sentia culpada por não conseguir cantar tão bem quanto suas amigas trainees.

— Byulie, você tem estado tão aérea. — Solar comentou, chamando atenção da loira com um afago em suas mãos.

— Estou? — Moonbyul até conseguia enrolar as companheiras de companhia, mas a mulher a sua frente não.

— O que está te preocupando? — A cabeça de Solar tombou um pouco para o lado.

— O de sempre, a empresa, o grupo... Estreia que nunca chega. — A morena continuou a olhando, sabia que tinha algo a mais. — E... Não me acho boa o suficiente para estar lá.

— Pare de falar besteiras, Byul, você sabe dançar como ninguém, tem um carisma forte... — As palavras de Solar foram interrompidas.

— Não sou tão talentosa quanto as meninas, não sei cantar como elas! — Moonbyul finalmente revelou o motivo.

— Então é isso? Sua voz não é horrível como você diz. Você canta bem.

— Não quero continuar com essa conversa. — A loira reclamou com a voz fraca abaixando a cabeça.

— Tudo bem. — Solar se aproximou dela, apoiou em seu queixo, levantando o rosto de Moonbyul e depositou um selar em seus lábios.

— Tem uma coisa que quero te mostrar. — A loira levantou do sofá, voltou depois de alguns segundos segurando uma pasta. — Gostaria de saber sua opinião sobre essas músicas aqui. — Entregou o objetivo para a outra. — Opinião como amante de música, não como minha namorada.

— Certo, me diz o ritmo dessa letra aqui. — Solar apontou pro papel. Elas ficaram conversando sobre as composições por bastante tempo. — Gostei da maioria, algumas como essa — mostrou um papel — e esta — segurou em sua mão — ficariam mais interessantes com outros ritmos, uma balada talvez. Converse com os produtores da empresa, já mostrou alguma letra para eles?

— Não, eu tenho vergonha. — Moonbyul deu uma risada nervosa — Você é a primeira pessoa que tem acesso a isso.

— Mostre imediatamente, eles vão adorar. — Solar disse. — Sabe, algumas partes soam como rap. — A loira olhou novamente a letra sobre uma nova perspectiva, e realmente, talvez ficaria interessante. — Faz esta parte como rap. — A mais velha mandou

— Eu não sei fazer rap, quem faz é a D.ana. — Moonbyul tentou tirar o seu da reta.

— Faz, por favor. — Solar pediu com jeitinho, sabia que a namorada não resistia a pedidos dessa forma. Moonbyul leu as palavras no automático. — Com emoção, Byulie! — A loira fez novamente, dessa vez um pouco melhor, mas ainda faltava algo. — Ainda soa sem emoção... — Solar pontuou. — Você sabe a letra de cor, faça o rap olhando pra mim.

Moonbyul abaixou o papel, respirou fundo e em seguida olhou para a mulher a sua frente. A letra contava uma história de amor e desejo, inspirada em uma certa morena de bochechas gordinhas. As palavras saíram de forma natural, os olhos de Moonbyul pareciam tão profundos e hipnotizantes. Ousou dar alguns rosnados durante a pronúncia das palavras.

— Gostou? — A loira perguntou ansiosa pelo julgamento da outra.

— Isso foi bem sexy. — Solar assumiu, um tanto surpresa com a desenvoltura da namorada. — Acho que não foi uma boa ideia eu falar sobre você fazer rap. — Moonbyul tinha uma expressão confusa, como ela a encorajou e depois dava para trás? — Todos os homens e mulheres vão olhar apenas para você agora.  — O tom de voz de Solar era um misto de brincadeira com ciúme.

— Fui sexy? — Moonbyul tinha um sorriso sapeca ao se aproximar da outra, a morena assentiu com a cabeça. Solar sentiu os lábios da futura rapper nos seus, o beijo foi cessado. — Obrigada por me fazer enxergar um outro caminho. — Moonbyul contornou os traços do rosto de Solar com a ponta dos dedos. — Eu te amo muito. — disse sincera.

— Também te amo muito. — Solar a deu um beijo rápido — muito muito muito. — a cada palavra dava um beijo curto. Moonbyul deu risada da fofura que sua namorada era. Ambas sentiram-se muito sortudas por terem uma a outra.

...

— Filha, não precisa mais se sacrificar por nós. — O pai de Sohee dizia. — Estou melhor, voltarei a trabalhar.

— Omma, isso é verdade? — Sohee perguntou para mãe.

— Sim amor, é. Seu appa está melhor do problema na coluna. Mas seu coração ainda precisa de cuidado.

— Querida, não era para falar sobre isso. — Sr. Kim chamou atenção da esposa, sabia que a filha não pararia de trabalhar em dobro até ele ter a saúde completa. — Meu velho coração ainda vai funcionar bastante, não se preocupe. — Ele sentiu-se tocado pela dedicação de Sohee com sua família. — Pode se dedicar somente ao seu sonho.

— Prometem que vão tomar todos os remédios? — Sohee questionou séria. Recebeu sinal positivo de ambos, por um momento o papel de pais e filha foi trocado. — Se sentirem algo me liguem, não importa o horário. Eu amo vocês. — Sohee os abraçou.

...

— Soojeong-ah? — Hoya a chamou. A jovem era a única na sala de treinamento, as outras haviam saído há pouco.

— Oi oppa, como você tá? — Ela foi simpática.

— Me sentindo meio estranho, é a última vez que venho aqui na empresa.

— Ansioso para servir ao exército?

— Medo seria a palavra mais certa que ansiedade. — Ele deu uma risada meio nervosa.

— Você vai se sair bem, pode ter certeza. — Soojeong o encorajou.

— Quero te ver performando nos festivais para as forças armadas. Estarei na primeira fileira. — Ela riu, desejava estrear logo para trabalhar nos palcos.

— Aguardo por isso.

— Soojeong, vou te contar uma coisa. — Hoya se aproximou um pouco da jovem, ficando a sua frente. — Eu não precisava vir aqui hoje. — Soojeong o olhou confusa. — Vim por causa de você. Precisava fazer algo antes de servir.

Soojeong engoliu seco, seu sentimento por Hoya era claramente algo mais que amizade, mas sentia-se culpada por não ter contado a Seulgi o que sentia pelo homem. Sabia que ele era a queda dela. Sua consciência dizia para não dar nenhum passo no relacionamento com Hoya, mas seu corpo desejava isso. Qual é, ele estava na sua frente e em breve iria para o serviço militar ficar sei lá quanto tempo. Se havia uma oportunidade de beijá-lo, seria neste exato momento.

— Você sente o mesmo frio na barriga que eu sinto quando estou perto de ti? — Hoya perguntou. Soojeong não conseguia mentir com facilidade, então foi sincera, fez um aceno positivo com a cabeça.

Eles diminuíram a distância entre os corpos de um modo lento, parecia que possuíam imãs que os atraiam para o outro. Soojeong pôs os braços em volta do pescoço do homem, que se curvou um pouco para alcançar os lábios da jovem. Inicialmente o contato foi tímido, logo pegaram o ritmo um do outro e o beijo tornou-se como uma despedida, querendo ou não era exatamente este o significado.

— Vou esperar por você. — O homem disse ao encerrar o beijo. — Não sei quando estarei de volta a cidade, mas não quero perder isso que temos.

— Eu também esperarei por você. — Soojeong falou fazendo um carinho na nuca do homem. E novamente os lábios se encontraram, mas desta vez foram interrompidos pelo barulho da porta da sala de treinamento abrindo.

— Oh meu Deus! — YooA gritou chocada com a cena dos dois apaixonados. Os olhos de Soojeong encontraram com os de Seulgi, esses pareciam indecifráveis. A moça de olhos felinos entrou na sala, pegou seu casaco que havia esquecido no canto e saiu do local sem dizer nada.

— Soojeong, conversaremos sobre isso amanhã. Agora saiam daqui, a empresa está fechando. — Os dois pediram desculpas e saíram da sala.

— Unnie! — Soojeong chamou por Seulgi, mas ela já havia ido embora. — Droga. — A jovem sentiu seu coração apertar por magoar a amiga.

Continua...


Notas Finais


Oxi '-'


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