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História Give Flowers - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Dedico esta fanfic a todos os que se monstram verdadeiros apaixonados pela exuberante natureza que nos cerca. E, também, àqueles que só precisam de um pouco de coragem para declarar seus sentimentos mais secretos ♡

Boa leitura!

Capítulo 1 - This is daisy and sunflower's love tale.


A Flor (por Kim Chun-Soo)

"Antes de eu chamar pelo seu nome,

Ele não era nada

Além de um gesto.

Quando eu chamei pelo seu nome,

Ele veio até mim,

E em uma flor se transformou

Da mesma forma que eu chamo pelo seu nome,

Alguém chamará pelo meu nome e

Haverá de convir com a minha luz e minha fragrância?

Eu também desejo chegar até ele,

E transformar-me em sua flor

Todos nós ansiamos nos tornar em algo,

De ti para mim, e de mim para ti,

Nós desejamos nos transformar em um olhar,

Que não será esquecido."

★⋆.ೃ࿔*

OS LÍRIOS DO CAMPO cantarolaram em sintonia constante em plena manhã ensolarada e exultante. Os botões de rosas das mais variadas fragrâncias e tonalidades se abriram gentilmente para saudar o Sol e seus raios solares tridimensionais. O fulgor neles contido refrataram tamanho vislumbre nas pétalas ainda adormecidas das demais flores, despertando da profundeza intangível de seus sonhos memoráveis e, paulatinamente, indicando que mais uma ensolarada e proveitosa manhã ressurgira de uma madrugada rígida e tempestuosa.

O equinócio primaveril finalmente impôs seu lugar entre o campo acolhedor e a cidade solitária, envolvendo os citadinos com sua costumeira brisa reconfortante ㅡ nem tão cálida nem tão gélida, mas circulada na medida certa para acalentar o coração de todos aqueles cujos seus efeitos resultavam nos sentimentos mais encantadores possíveis. Todavia, a estação gloriosa não era a única efetivamente capaz de germinar bons sentimentos em diversos corações.

Pela estufa da Flower Cafe "Sunshine", os sentimentos do funcionário Yang Jeongin irradiavam em todo o espaço caloroso, tornando-o ainda mais reconfortante que nos dias banais do cotidiano.

Assim que ele avistou o descarregamento de novas flores, sorriu genuinamente. Não era novidade para ninguém naquela cidade que ele tinha uma particularidade especial com elas. Amava desde margaridas ditas como "sem graças" até os graciosos girassóis, suas flores preferidas desde que trocou o ar puro do campo para os sentimentos conturbados da cidade.

Jeongin cresceu numa fazenda humilde, rodeado das fragrâncias repetitivas do campo. Via-se admirado pela vastidão de perfeição por trás de cada pétala; pela pureza atmosférica como um alívio matinal extremamente revigorante. O cheirinho majestoso da terra molhada arrancava seus sorrisos mais genuínos. Era um cheiro único, úmido e muito ㅡ repito: muito ㅡ gratificante.

O campo emanava vivacidade e paixão imensuráveis em cada detalhe minucioso, escondido por detrás das folhagens incomuns. E apesar de tê-lo abandonado quando completou a maioridade, Jeongin jamais se sentiu saudoso uma única vez, visto que o contato com todas as flores do pequeno comércio jamais deixaram a saudade de casa acometer seu coração.

Embora sua paixão descomunal pelas flores e pela primavera fossem visíveis a qualquer cliente desatento, quanto mais por um observador nato, elas não eram as únicas a desabrochar seu coração em tamanho encantamento. Não quando comparadas a paixão unilateral nutrida por Lee Felix, dono da floricultura que trabalhava.

Jeongin nunca soube, ao certo, em que momento seu coração passou a bater tão forte por um outro alguém. Mas desde que isso aconteceu, não saberia mais como viver sem esse sentimento, envolvendo-o fortemente todos os dias, fazendo com que pequenas abelhinhas trabalhadoras revirassem o néctar precioso de seu estômago em busca de mel.

Era inevitável, repetitivo e instigante. Suas pétalas se abriam a cada novo movimento desprogramado redigido por Felix, que emanava uma aura positiva e envolvente com sua presença tão marcante. Também não era para menos, ele era uma completa graça. Quando não sorria, fazia pessoas sorrirem.

Jeongin já se considerava um tremendo bobo habitualmente mas só piorava quando perto estava da fragrância adocicada e envolvente de seu amado girassol.

Sim, Felix era como um girassol e Jeongin adoraria ser o seu sol, aquele por quem ele giraria em torno para sempre. Seu coração era semelhante à uma semente bem pequenina, ainda recém plantada, que germinava à medida que os graciosos sorrisos de Felix se formavam.

Então, as flores do jardim interior de Jeongin se abriram cautelosamente, ao passo que as pétalas de Felix saudaram o sol com tamanha cordialidade. Ele estava ali, com seu típico sorriso contagiante, tal como as pétalas amareladas e radiantes dos girassóis durante um equinócio específico. Elas eram muito mais que um complemento de sua graciosidade, eram um acervo de sonhos contidos e cativantes pelos quais Jeongin desejava que houvessem estações o suficiente para que Felix pudesse alcançá-los.

Uma simples margarida não tinha tanta grandiosidade quanto um belíssimo girassol. Felix era muito mais que uma flor marcada por paletas de cores quentes, continuamente voltada para o Sol, ele era o próprio corpo celeste. Aquele que iluminava as manhãs de Jeongin, ainda que meio nubladas e tímidas, escondidas por detrás das nuvens açucaradas e embranquecidas como seus sorrisos mais espontâneos. Aquele que preenchia com calor humano o vazio que nenhum outro conseguiu preencher. O único que o levava a crer que aquilo que sentia era sim amor.

E desde que este fosse o real motivo para os sentimentos que germinavam em seu coração, Jeongin estava disposto a perder algumas pequenas pétalas por essa sensação única; Felix irradiando seu pequeno jardim interior com fragrâncias doces e memoráveis, embora girassóis fossem inalcançáveis para simples margaridas, embranquecidas pela estação passageira que perduraria por longos dias, assim como seus sentimentos unilaterais por toda a eternidade.

ㅡ Temos uma nova encomenda ㅡ avisou Jeongin, sorrindo largo. Ele era tão óbvio, como Felix não percebia? ㅡ O Minho saiu para uma entrega mais cedo mas volta daqui a pouco.

Lee Minho era o entregador da Flower Cafe "Sunshine", um rapaz alto, bonito e que gostava tanto de flores quanto os demais ali presentes. Quando subia na moto personalizada do comércio, não tinha ninguém que não se apaixonasse por seus cabelos castanhos em sintonia constante com o vento. Mas seu coração já tinha destinatário, alguém de sorriso tão humilde quanto o seu e que amava encomendar peônias chinesas quando a saudade acometia o seu coração.

ㅡ Então pode deixar que eu mesmo entrego. ㅡ Decidiu Felix, parando apenas para conferir o horário no celular. Já passavam das seis horas da tarde.

Jeongin assentiu e se aprontou para o trabalho rotineiro; ligou a cafeteira e se aprontou para fazer um delicioso cappuccino. No armário, embaixo do balcão, ele retirou um celefone colorido e um laço de fita cor de rosa, tal como seu moletom. Com cuidado, ele embalou o pedido: um frondoso buquê de violas tricolores, também conhecidas como flores de "amor-perfeito".

Por que tamanha beleza estava diante dele, um mero atendente que jamais daria flores a alguém? Se um dia desse aquelas a Felix seria tão contraditório. Flores de amor-perfeito para um amor completamente imperfeito.

Quando o café ficou pronto, Jeongin adicionou uma pequena dose de leite vaporizado por cima, realizando movimentos circulares e sorrindo quando um pequeno cordiforme se formou no centro. Ele estava, literalmente, entregando seu coração naquilo.

ㅡ Aqui ㅡ ele entregou o café e o buquê nas mãos da apaixonante razão do seu afeto e anseio. Jeongin queria poder entregar aquilo ele mesmo para Felix, como um presente de coração.

Como podar amores unilaterais sem se podar junto? Dizem que o amor é como uma flor, precisa ser irrigado e cuidado, mas o que fazer pelo pobre jardineiro? Jeongin estava cortado por dentro, tal como as flores murchas de seu jardim descuidado. Os sentimentos podem até ser como rosas vermelhas à princípio, mas o unilateral pode ser uma camada de seus espinhos, impedindo de ver realmente o amor que há por baixo.

De repente, o sininho da porta tilintou e revelou Minho, parairando entre o mundo fictício e o real. Pelo visto, a entrega fora um sucesso. Ele tinha uma linda peônia chinesa presa nos cabelos e um sorriso bobo dançando nos lábios, uma cena bem típica de quando voltava da casa de um cliente específico.

ㅡ Finalmente! ㅡ Jeongin levou as mãos para o céu. Quando viu que falou muito alto, abaixou o tom de voz para não incomodar os poucos clientes que ainda estavam ali, desfrutando de suas bebidas quentes e da fragrância das flores. ㅡ Como foi a entrega?

ㅡ Eu fui na casa dele entregar um americano gelado e um buquê de peônias chinesas, suas flores preferidas, por sinal, e ele me ofereceu uma com um sorrisinho que... ah! ㅡ Minho suspirou, lembrando de cada segundo, se é que isso era possível. ㅡ Eu ganhei uma flor do buquê que o amor da minha vida encomendou, eu vou chorar.

ㅡ Han Jisung ㅡ Felix e Jeongin disseram em um uníssono não planejado, parando somente para rir descontroladamente dos suspiros involuntários do outro, não que eles tivessem em posição disso.

Não era preciso ser muito atento para notar a paixão de Minho pelo cliente regular da floricultura. Toda semana, ele pedia um buquê diferente das mesmas peônias chinesas, e Minho ia correndo entregar.

No início, ele se viu encantado pelo seu sorriso genuíno e feições delicadas, como uma linda louça de porcelana. Paulatinamente, Minho soube que tinha sentimentos por Jisung e não tardou a confessá-los. O problema era que eles eram complicados demais para assumir qualquer coisa além de um beijinho ali, um sorrisinho aqui. Ainda assim, esses dois se amavam como ninguém e não estavam dispostos a mudar, como um buquê de cravos e margaridas destinados a viver juntos, nunca separados.

ㅡ E essas flores? ㅡ Minho apontou para o lindo buquê nos braços de seu superior.

ㅡ Encomenda nova. O Felix hyung ia...

ㅡ Não, não. Deixa que eu mesmo entrego. Sou pago para isso, afinal.

Minho conduziu as flores para os seus braços, retirou um pouco do frondoso buquê e entregou a Jeongin. Os olhos dele brilharam.

ㅡ Se vocês não estiverem namorando e de casamento marcado até eu voltar, eu desisto dos dois, ouviu bem? ㅡ falou baixo em seu ouvido para Felix não escutar. Ao fim da "ameaça", Minho deu uma piscadinha certeira antes de realmente sumir pelas ruas, agora escuras, de Seul.

A porta foi fechada. A clientela foi se reduzindo pouco a pouco até sumir completamente. Com exceção da lua crescente e das lindas estrelas pintadas lá fora no céu, Felix e Jeongin estavam finalmente sozinhos.

ㅡ Já está tarde. Você devia ir embora ㅡ Felix aconselhou, bocejando. Até aquele momento, já tinha o feito três vezes.

Jeongin respirou fundo, mal contendo a ansiedade.

Era agora ou nunca.

ㅡ Eu vou, mas só depois de fazer uma última entrega.

Felix o olhou confuso, atentando-se às suas ações conseguintes; Jeongin chamando o seu nome da forma mais tímida possível, segurando um pequeno buquê com uma mão e puxando a sobra do tecido do moletom cor de rosa com a outra, o qual Felix achou terrivelmente adorável desde o primeiro momento que o viu. Ele pensou se o tecido era tão cheiroso quanto as flores em questão. Desejou lhe dar um abraço só para sanar essa dúvida.

ㅡ Essa encomenda... ela é um pouco especial, sabe?

Felix fingiu interesse e cruzou os braços com um sorriso brilhante.

ㅡ Por quê?

Jeongin saiu do seu posto com a flor em mãos, aproximando-se mais a cada segundo. Até ele chegar, o café ficaria frio.

ㅡ Alguém que gosta muito de você me pediu para entregar.

ㅡ E eu conheço essa pessoa? ㅡ Jeongin notou um fio quase invisível de desconfiança em sua fala e olhar. ㅡ Você sabe o que flores amor-perfeito significam, certo? ㅡ Ele confirmou. Ainda assim, Felix se sentiu na obrigação de repetir. ㅡ "Amor romântico e duradouro."

ㅡ É por isso que eu quero te entregar elas. Eu sinto exatamente isso por você ㅡ confessou, ainda sem respirar devidamente. Seu coração só faltou parar as batidas quando os olhos de Felix se tornaram duas luas minguantes, adjuntos de um sorriso encantador. ㅡ Flores de amor-perfeito para o meu amor imperfeito, que poderia ser perfeito se não fosse o meu.

Felix recebeu as flores de bom grado, cheirando-as como se sua vida dependesse disso. Amava a mistura de fragrâncias dessa flor em particular, talvez porque ela remetia a alguém que parecia com ela mais do que imaginava.

Num movimento tão rápido quanto a brisa noturna circundante, Felix tomou Jeongin num abraço apertado, amassando minimamente o buquê contra seu peito agitado. Mas ele não se importou nem um pouco com o aroma forte das flores ou com as incômodas borboletas revirando seu estômago. Estar nos braços calorosos daquele que era o seu sol importava mais do que qualquer infortúnio.

ㅡ Como eu imaginava. Uma mistura cítrica e doce, como uma flor, a minha flor.

Jeongin sorriu, mal contendo o pulsar intrigante dentro do peito. Poderia dizer que o seu estômago estava tão frio quando o café que sobrou na maquininha do balcão. Mas seu coração se enchia de flores, das mais variadas tonalidades e fragrâncias, não como o presságio de um amor unilateral, mas de reciprocidade.

Dar flores é um ato de amor. A partir da escolha da espécie, do zelo com o celofane e da escrita de uma cartinha afetuosa, explodimos em palavras que não dizemos habitualmente, como um "eu te amo", "obrigado". Se Jeongin não tivesse lhe entregado aquelas flores e a partir da linguagem delas se confessado nada mais seria o mesmo.

flores


Notas Finais


E aí, você já deu flores a alguém hoje?

Eu particularmente acho a coisa mais bonitinha do mundo presentear alguém assim, ainda mais quando as flores têm significados tão bonitos e podem falar muito por nós.

Curiosidade: Flower Cafe são cafés especiais, floridos o ano inteiro. Eles podem servir bebidas e comidas, como sobremesas delicadas. Além de oferecer um lindo cenário para fotografias.

Eu pensei nessa oneshot ano retrasado mas só consegui desenvolver a ideia direitinho mesmo no final do ano passado para esse. Apesar de não ter ficado lá grande coisa, eu espero que tenham gostado ♡


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