História Give Me a Call - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Clicherzao, Fluffy, Jikook, Jimin!chorao, Jk!comedia, Kookmin, Lemon, Longfic, Playkook, Romance, Slash, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


adivinha quem chegou um pouco atrasada e na madrugada (nao é mais uma novidade)? rs

Capítulo 2 - O clichê do papo de bêbado.


Jeongguk

Depois do dia fatídico de ontem — ou no caso madrugada, que seja —, eu virei algumas horas terminando aquele malditinho relatório. Terminado em três horas, porque o meu colega de trabalho, Mark, que sempre me ajudava, disponibilizou do seu tempo para me ajudar antes que a reunião começasse.

Se Mark existe, graças a Deus que existe.

Falando em Deus, depois dessa madrugada, aceitei que aquilo um teste ou uma punição, que seja, para aguentar todo o pânico e estresse que senti com Park Jimin. Foi horrível, admito. Mas agora não ouso duvidar de nada mesmo.

Saindo da reunião, ouvi meu celular tocar. Talvez fosse Han querendo saber em qual lugar vamos comer hoje, mas ao me deparar com o número de um contato não salvo, acho que Deus ou universo quisesse me fazer sofrer mais um pouquinho, porque era Jimin.

Oh, doce, doce carma.

Suspirei fundo, buscando a paciência que existia lá bem no fundo do meu âmago.

“Jimin, eu estou no meu local de trabalho, poderia ligar, sei lá, nunca?”

“Jeongguk, eu preciso falar sério com você.”

“Tem a ver com a Hanna?”

“Sim.”

“Então, por que você e ela não podem se resolver?”

“Porque é complicado. Ela não quer me ouvir mais. E eu só posso recorrer a você.”

“Eu posso falar com ela pra vocês conversarem, talvez.”

“Você quer me ajudar?”

“Querer, eu não quero, mas se for pra você parar de encher o meu saco, então, eu acho que sim.”

“Encontre-me no parque assim que você for possível.”

Fiquei na dúvida e a chamada se preencheu com nossos silêncios e minha mente me perturbando. Se eu fizer, o que vai realmente acontecer. Eu só prometi ajudar a Han porque ela é minha melhor amiga e Jimin estava irritando já, mas se caso eu me envolver mais, alguém pode sair machucado na história. Talvez seja eu por ficar ajudando ele e tenha meu sono prejudicado, a Hanna por não estar superando Jimin devidamente como ela se impôs e Jimin por estar se afundando. Ele parecia estar numa areia movediça, tentando se mover, nunca chegando a lugar nenhum, tentando sempre se mover e só se afundando.

O problema do relacionamento entre eles é que não deu certo e se eu ficar me metendo, as coisas vão piorar em cem porcento se eu não fizer algo e me estabelecer diante desse impasse. A Hanna quer seguir em frente, Jimin não, e eu estou no meio da encruzilhada, sendo que evitei isso durantes anos.

“Por favor” ele suplicou baixinho. Acho que talvez ele começasse a chorar, eu não quero fazer ninguém chorar, ainda mais a essa hora da manhã e aguentar isso tudo ao telefone (o que é bem melhor do que ao vivo, mas mesmo assim é chato).

“Eu já vou indo.”

(...)

 

Assim que ganhei meu tempo livre, caminhei para o parque e me resolver logo com Jimin. Quanto mais rápido eu me resolvesse com ele, mais rápido eu estaria livre e pronto para seguir minha vida feliz da vida.

Mas algo em Jimin estava diferente. Ele estava pálido, com o rosto um pouco vermelho, ele devia estar mal mesmo. Eu não sabia que primeiros amores destruíam pessoas assim. Ele logo se levantou depois de ficar tanto tempo com os olhos no chão.

“Jeongguk” ajeitou a camisa. “Obrigado por vir. Eu queria te pedir ajuda. Ajuda para você me aproximar da Hanna de novo. Eu sei o que você vai pensar, mas você é a única pessoa que é próximo a ela e que eu conheço.”

“Olha, Jimin... Eu não sei...”

“Por favor, Jeongguk, isso é muito importante.”

Ah, não. Aqueles olhinhos de cachorrinho que caiu da mudança não. Olhei para trás, e assim que fiz, Jimin pegou no meu braço, não me deixando escapar. Droga. Eu me esforcei por um longo tempo a não ficar entre esse relacionamento, que agora não sei o que fazer.

O carma só é uma vadia se você é com ela. Agora estava tudo fazendo sentido outra vez.

Mas, calma, em que momento eu fui um vadio com o carma?

“Vamos fazer o seguinte, então. Eu vou pensar na sua proposta, prometo pensar. Mas enquanto isso, você não pode ficar ligando para a Hanna.”

Isso ia dar merda, eu podia sentir no meu estômago.

“Tudo bem, eu vou aceitar. Mas pense com muito cuidado, você tem três dias.”

(...)

 

Perdi o almoço. Não queria mais comer mais nada. Jimin me deixou sem fome, e eu ainda tinha três dias para ser torturado mentalmente enquanto pensava no que seria ou o que será de mim quando a decisão for tomada.

Não é simplesmente dizer “sim”. Jimin podia piorar nessa coisa de esquecer a Han e seguir em frente e ainda corria risco da minha melhor amiga descobrir e ficar puta caso não desse certo. Entretanto, também temos outro problema: o não. Se eu disser não, basicamente eu não sei. Corre risco dele me degolar ou ele chorar muito e ficar mal.

Talvez eu precisasse conversar com Han para descobrir se ela ainda tem algum sentimento pelo Jimin ou coisa do tipo. Melhor ela dar a carta final e eu preparar terreno para caso a resposta seja não.

“Nossa, eu já disse que está sendo um milagre não ter sido infernizada nesses dois por Jimin?” ela sentava-se à mesa.

“Fico feliz por isso.” Sorri. “Ei, Han, por que você e Jimin terminaram?”

“Ah, isso.” Ela tirou a colher da boca para falar. “Jimin era imaturo, tratava tudo como um adolescente de quinze anos.” Ela fez uma pausa para beber seu chá gelado. “Eu tentei realmente lutar pelo nosso relacionamento, mas uma hora passou a ser só eu sustentando tudo.”

“Mas você sente falta dele?”

“Ah, às vezes. Eu queria poder mudar algumas coisas.”

“Como ele era?”

“Ah, foi aquilo que eu te disse, Guks. Ele era gentil, sempre abrindo a porta para eu passar ou sentar no carro, quando ele tinha um. Uh... Ah! Ele era muito romântico, ele tocava violão para mim. Antigamente eu adorava esse jeito de adolescente que ele tinha e tudo mais, mas ele já tinha uns vinte anos e ainda agia de forma não adequada. Sabe? Isso não quer dizer que eu ainda não o ame. Sempre vou amá-lo. Mas ele preferiu pôr ele na frente de nós e isso acabou comigo de um modo... Eu só queria que ele tivesse lutado por nós também, sabe?”

“Entendo...”

Depois daquilo entendi por que Hanna passou a ficar mais tempo no nosso apartamento. Aquele olhar... Ela está fazendo de novo. Ela está sem aquele brilho. Jimin realmente fez uma puta duma besteira mesmo.

Moleque idiota.

Procurei confortá-la. Talvez ela chorasse ali mesmo e isso seria um pouco embaraçoso, mas também deprimente. Então procurei evitar isso, já que as pessoas estavam começando a olhar e eu estava começando a ficar com um mal também.

“Por que perguntou?”

“Ah, só curiosidade.”

(...)

 

Então depois do almoço eu fiquei com o pé atrás. Ajudar ou não ajudar. Talvez ela ainda o quisesse de volta. Han troca de opinião o tempo inteiro, esqueci de avisar aqui. Ela às vezes está bemzona, aí toma um vinho, aí deslancha tudo.

“Eu sinto a falta dele.” Ela chorava no meu ombro. “Eu quero ele de volta.” A cara dela tava tão horrorosa que nem ouso descrever.

“Quer sorvete, docinho?” falei “docinho” do modo menos debochado que pude.

“Quero.” E lá vinha o choro.

Aí sobra para o bonitão aqui servir de ombro e como uma boa alma que sou, disponibilizar o meu sorvete. Nesse flashback eu fiquei bastante triste, eu estava guardando o sorvete para comer no meu dia de porcaria — vulgo, a terceira semana de sábado do mês — e assistir minhas séries e filmes. Foi uma tragédia mesmo, mas nada se compara como a Hanna estava. Ela estava um catiço, nem falo.

Enfim, enquanto ela estava no banho, fui pesquisar provas do relacionamento dos dois. Abri seu armário — lá tem tudo o que preciso achar em casos de dúvidas, acredite, descobri isso do pior jeito. Tinha uma caixa ali.

Bingo!

Aquela caixa tinha tudo deles. Se Han mantém isso aqui só pode significar uma coisa, uma coisa que eu não sei, que eu não sei ainda, porque aquela mulher às vezes tem seu enigma. Existem diversos motivos para ela guardar essa maldita caixa dentro do armário, eu poderia perguntar, mas aí ela me encheria de perguntas, então vou evitar estresse e saliva.

Tinha fotos deles. Eles comendo, na balada, comemorando algo que não me importa, Jimin tocando violão, o parque, as várias fotos de casais com as mesmas roupas. Eles eram bem felizes.

(...)

 

Os meus três dias tinham acabado. Eu estaria normalmente em completo pânico, nem estou. Virei a madrugada pensando no relacionamento dos dois e na pergunta de Jimin. Existem dois lados da moeda. Eu ajudando Jimin, poderia deixar Hanna feliz e ele também, consequentemente. Eles podiam ficar juntos, sem aquele ar “deprê” entre todos, as ligações de Jimin parariam, os presentes em excesso e eu só precisaria aguentar Jimin só um determinado para voltar a não me importar com ele de novo. O lado negativo seria que ele poderia me matar, poderia piorar com ligações e presentes, presentes esses que eu vivo comendo e servem até de decoração para casa, mas acho que esse não é o ponto aqui. Tudo poderia piorar.

“Já fez a sua decisão?”

Ele sentou no banco, observando o lago e as crianças correrem. Sentei ao seu lado, apoiando meu antebraço nas minhas coxas. Olhei para ele e vi o medo que havia em seus olhos. Jimin não era bom com palavras, mas nos seus olhos tinha muita coisa não dita. Era isso ou estava ficando louco, quem sabe, de vez. Provável que eu devesse dormir mais tempo.

“Jimin... É melhor, para o seu bem e o da minha melhor amiga, que não.”

Ele ficou chocado, não se mexia, me olhando com os olhos arregalados. Engoli em seco. Eu vim preparado com essa merda de discurso, mas acho que eu seria degolado de qualquer forma. Ou ele choraria muito e me degolaria, em seguida. Eu devia ter me preparado melhor. Dez ave marias, cinco pai nossos, tomado banho de água benta e seja o que Deus quiser, era o que eu deveria ter feito.

Nem respirar eu respirava direito, o cu estava na mão, trancadinho a sete chaves, nem fio passado na manteiga passa. Até fechei meu punho com força e espremi meus lábios.

“Jimin... Eu... Uh... Não acho certo. Eu sei que quer consertar as coisas, mas isso pode machucar não só a ela, mas você também. Ela está se esforçando e indo bem em te superar. Não acha que deveria fazer o mesmo?” Escolhi as palavras com cuidado, minha voz estava suave na nave. Era a melhor coisa que eu poderia fazer. Ele ainda estava petrificado, nem vi ele piscar. Ou ele piscou e eu perdi. “Seria uma boa que você tentasse superar a Han. Você já tem vinte e seis, não pode mais ficar preso a um relacionamento passado que não deu certo. Há tantos, tantos relacionamentos por vir. Posso te garantir que se não deu certo com a Han, dará com outra garota. Você só precisa tirar as boas coisas disso e parar com presentes, flores, cartas, ligações e começar a se mover.”

Ele ficou mais um tempo parado, eu me levantei para fazer aquela coisa dos filmes e deixar o protagonista pensando e ir embora e fazer Jimin mudar após tantas verdades jogadas na cara dele. Mas aí ele se levantou rapidamente, me assustando. Ele estava com raiva. Transbordava muita raiva.

No momento que eu estava indo rezar a ave Maria, ele começou a falar e me assustou. Ele estava vermelho, acho que ele não estava num bom dia, ele estava instável.

“Ninguém é a Hanna!”

“Eu posso fazer algo que possa te ajudar a superar a Han?”

“Não!” Ele esbravejou mais alto.

Havia determinação na sua voz, e eu não sabia mais se ele era muito corajoso ou só idiota mesmo. Sorte a dele que a linha entre os dois é bastante próximo um do outro.

“Eu não vou desistir de conseguir o meu sim, Jeongguk. Isso você pode ter certeza.”

Sua voz estava abarrotada de quereres e certezas. Era uma enorme convicção. Mas eu também tinha a minha: não ceder tão facilmente. Eu já havia feito a minha decisão. Sem perceber, eu não vi quando ele saiu do parque, deixando-me ali sozinho observando as crianças no lago. Sorte a delas não crescer e virar um adulto cheio de problemas para lidar, incluindo o relacionamento passado de sua melhor amiga.

Isso tem que acabar, ah, mas se tem. Não vou dar aquela merda de sim que ele tanto quer, isso vocês podem ter certeza.


Notas Finais


não odeiem o Jimin, ele é um amorzinho, ele só quer uma coisa que ele está desesperado para conseguir, então ele fará o que ele acha ser certo


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