História Give Me Love - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~JRobbins55

Postado
Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Marina Meirelles
Visualizações 316
Palavras 1.940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Boa noite meus amores. Eis que mais um domingo está quase no fim; mas por aqui seguimos com a nossa estoria. Agradecemos a todos os comentários e favoritos. Esperamos que gostem. Boa leitura."

Capítulo 13 - Capítulo 13


Marina

 

 

Eu estava sem ar. Meu cérebro só conseguia mandar ao meu corpo a informação de que eu queria gozar. Clara me empurrou completamente selvagem. Bati com as costas no tapete persa que decorava a sala dela e recebi o seu sexo vindo de encontro à minha boca. Ela se oferecia deliciosamente pra mim, ao mesmo tempo em que me fazia delirar com a sua língua faminta me devorando inteira. Afastei ainda mais as suas pernas e suguei o seu sexo molhado com a intensidade que meu tesão por ela pedia. Sôfrego... Desesperado... Apaixonado... Minhas mãos puxavam-na pelas nádegas para sentir ainda mais o atrito do seu sexo em contato com a minha língua, que o devorava com mais intensidade, e pelos meus lábios que a chupavam com desespero desmedido. Clara me enfeitiçava rebolando e gemendo sobre o meu corpo enquanto enfiava a sua língua ágil dentro de mim.

Nossa pele suada e nossos gemidos intensos não deixavam dúvidas quanto ao gozo que estava próximo... Foi inevitável. Ela gozou na minha boca e eu gozei pra ela, também nos seus lábios... O corpo trêmulo pelo orgasmo intenso e saboroso que acabava de ser dividido... Nossa respiração ofegante foi dando espaço a uma respiração quase contida... Ainda estávamos na mesma posição. Eu podia sentir os fios dos seus cabelos loiros tocando a minha coxa... Seus lábios quentes ainda no meu sexo... Sua língua passeando por dentro de mim. Os meus lábios ainda beijando-a, sugando até a última gota do seu gozo derramado que escorria pela minha boca e tocava o tapete.

Meus pensamentos estavam a mil por hora quando senti Clara se mexer sobre mim e se levantar devagar... Apoiei o peso do meu corpo nos cotovelos e fiquei olhando-a caminhar pela sala calmamente enquanto apanhava suas roupas e as vestia.

-  Você não tinha um compromisso? – Disse sem olhar na minha direção.

Olhei o relógio no meu pulso...

-  Perdi a hora – Dei um salto e me levantei. Aproximei-me da sua mesa, agora, ela estava vestida, sentada na sua cadeira como se nada tivesse acontecido entre nós.  Sim, porque eu parecia não existir naquele momento. Clara mexia em uma das suas gavetas que ficava na parte interna da mesa sem ao menos olhar pra minha cara. Encostei-me na mesa à frente dela... Rapidamente Clara tirou as mãos da gaveta, parou de mexer nos papéis que estavam dentro dela e ergueu aqueles lindos e penetrantes olhos castanhos em minha direção. Senti seu olhar queimar a minha pele... Eu ainda estava nua diante dela, e o jeito que a mulher explorou visualmente o meu corpo me fez ter a impressão de que deixei escapar um gemido.

-  Vista-se Mari! – Seu tom de voz era sério, porém extremamente sensual. Ela falava olhando pros meus olhos, encarando-me como se me desafiasse a desobedecê-la. Acho que a poderosa gostava das minhas desobediências. Era um jogo pra ela, e me colocar rédeas era o objetivo final.

-  Gosto de ficar sem roupas diante de você – Sussurrei. A face dela estava erguida, seus olhos fitavam os meus, logo inclinei-me para alcançar os seus lábios. Tentei tocar a sua boca com a minha, mas Clara virou lentamente o rosto deixando os meus lábios encostarem no seu pescoço... Sorri por entre os dentes e mordi suavemente a sua pele. Clara levantou-se da cadeira em que estava sentada... Enquanto se punha de pé, fez questão de deslizar o seu corpo quente no meu... A minha face deu lugar imediatamente a uma expressão de tesão incontrolável. Puxei Clara pela cintura e fugi do seu olhar para continuar devorando o seu pescoço. Ora passando a língua, ora sugando a sua pele com desejo. A mulher afastou-se um pouco de mim, depois inclinou a cabeça para trás a fim de fugir do contato dos meus lábios na sua pele. Busquei o seu olhar por alguns instantes, encontrei o seu sorriso malicioso me dizendo que suas intenções eram as melhores possíveis.

Antes de qualquer palavra, senti a mão da mulher perfeita à minha frente deslizar sedutoramente pelo meio das minhas pernas, logo os seus dedos entraram em mim com fervor me deixando alucinada de desejo, obrigando-me a apertá-la em meus braços e gemer no seu ouvido sussurrando palavras descaradas que conseguiam explicar a loucura daquele momento. Abri mais as pernas para senti-la toda dentro de mim, e gozei demoradamente nos seus dedos. Puxei o ar... Segurei seu queixo com uma das mãos e puxei-o para provar o gosto da sua boca. Clara me beijou com loucura, sugou a minha língua, gemeu nos meus lábios... Acariciou os meus seios e depois me empurrou de encontro a sua mesa. A mulher me olhou como se tivesse vencido o jogo. Tentei interpretar aquele silêncio que nos envolveu, mas antes que eu pudesse chegar a qualquer conclusão, ela deu a volta na mesa, apanhou a sua bolsa...

-   Apague a luz da minha sala quando você sair – Disse antes de bater a porta.

Fiquei parada olhando "pro nada" como quem não acredita no que acabou de acontecer.

-  Ponto pra ela! – Pensei enquanto balançava a cabeça negativamente.“Vai ter volta Srta Sedução” – Sorri achando graça do meu pensamento. Elevei as minhas mãos até a altura do meu nariz – “Seu cheiro é delicioso” – Continuei pensando enquanto vestia-me para deixar aquela sala. Apaguei a luz como me foi ordenado e saí. Ainda ouvi o ruído que a porta fez atrás de mim.

Em quarenta e cinco minutos eu já estava em casa, completamente esgotada.  Entrei no meu quarto e arranquei minhas roupas deixando-as jogadas em qualquer canto... Deixei também o meu corpo cair na cama e adormeci.... Exausta de tanto prazer compartilhado com aquela mulherzinha esnobe e prepotente. Eu devia estar no mínimo louca para deixar uma mulher me fazer de gato e sapato desta maneira, né?

 

Acordei na manhã seguinte com Cadu me sacudindo feito um louco... As luzes do meu quarto acesas... E as minhas roupas nas mãos dele.

-  O que foi cara? – Abri os olhos tentando não xingá-lo pela claridade que fazia doer as minhas vistas.

-  Sua furona! E.... – Parou brevemente de falar... Elevou a minha blusa até o seu nariz... – Mentirosa! – Disse enfim. Logo apanhou a minha calça que estava jogada também num canto do quarto. Começou a revistar os bolsos...

-  Que palhaçada é essa, Cadu? Tá parecendo uma mulherzinha enciumada querendo descobrir a traição do marido, oras!

-  É isso mesmo! – Afirmou bravo.

-  É? – Fitei-o sem saber o que pensar – Não entendi, viu? – Cocei a cabeça.... – Desde quando virou hétero?

-   Estou com ciúmes da sua mentira Marina! – Sentou-se ao meu lado na cama. Esticou a mão que segurava a minha blusa – Tá com cheiro de mulher! – Disse indignado.

Puxei as roupas das mãos dele...

-  Enlouqueceu, é? Como assim ciúmes das "mentiras"? Tá falando do quê? – Fitei-o sem conseguir entender onde Cadu queria chegar - Sabe que eu gosto de mulher, portanto, jamais teria cheiro de homem nas minhas roupas!

- Marina, desde quando está dormindo com a poderosa? – Perguntou direto e sério. Desde quando Cadu tinha aquela cara de irmão mais velho, hein?

-  Ãh?

-  Cheira isso aqui! – Puxou a blusa das minhas mãos e quase esfregou-a no meu nariz – Esse cheiro é dela! E não adianta dizer que é de outra mulher porque se a poderosa desconfiasse que outra mulher na face da terra usa o mesmo  perfume que ela, já teria mandado matar a coitada – Colocou as mãos na cabeça – Desde quando? Diz criatura! – estava impaciente.

-  Não sei... Do que... Você está falando Cadu! – Levantei-me de sobressalto... Tentei desconversar – Viu minha camiseta preta? 

-  Hoje é domingo, estamos de folga!

-  Esque...ci... – Disse sem graça fechando a gaveta que eu havia aberto para pegar uma roupa para ir trabalhar. 

-  Isso é sério Mari... – Aproximou-se de mim – Sou seu amigo, te coloquei naquela merda de revista pra trabalhar, não quero me sentir responsável pelo sofrimento óbvio que aquela inescrupulosa irá te submeter.

-  Cara... Ela... Ela... – Baixei a guarda, sabia que nada do que eu dissesse convenceria o Cadu do contrário.

-  Ela é gostosa, eu sei! – Continuou tagarelando sem parar.

-  Sabe? Como? – Arregalei os olhos já pensando maldade, sabe?

-  Deixa de ser ridícula! – Respondeu como se tivesse lido os meus pensamentos -  Dá pra imaginar só de olhar as curvas dela. Se eu fosse mulher ia querer ser exatamente igual à dona Clara.

-  Isso resolveria o meu problema... – Fitei-o de rabo de olho com um risinho contido – Você sendo meu amigo seria bem mais fácil, né?

-  Então admite que andou se perdendo na cama daquela mulher? – Sorriu quase assustado.

-  No tapete persa do escritório também. – Ergui os braços sobre a minha face para me proteger. Sim!  Já sabia  que ele arremessaria o travesseiro em mim.

-  Sua cachorra! – Arremessou o travesseiro, Viram?  Em seguida colocou as mãos na boca – Me conta! Como foi?

-  Caraca! Um minuto atrás você tava me falando que não queria ser responsável pelo sofrimento óbvio que aquela cascavel irá me submeter, e agora quer detalhes?

-   Eu disse inescrupulosa... E... Já que você caiu na besteira de transar com ela eu me sinto no direito de saber como foi, né?

-  Nossa! – Respirei fundo antes de continuar falando -  Tô ficando doida com essa mulher, sabia? Ela é... Dominadora... Gostosa... Louca! – Deslizei as mãos pelos meus cabelos quase desesperada ao falar nela.

-   Nossa Mari! Não tô nem acreditando que você comeu aquela mulher!

-  Putz! – Sentei-me ao lado dele na cama – O pior de tudo, digo, da nossa convivência na revista é o fato dela querer me mudar, sabe?

-  Mari, você é a assistente da poderosa! O que queria? Andar toda largada ao lado dela?

-  Eu não cursei jornalismo pra isso Cadu! – Respirei fundo – Trabalhar em uma revista como a "Fina Estampa" não estava nos meus planos, ser assistente da poderosa menos ainda! O que eu queria mesmo é ser colunista em um jornal de notícias menos superficiais do que uma revista que só se importa com a vida de gente famosa, em saber como e o que eles vestem.

-  Relaxa Marina! Você está tendo uma chance única na sua vida. É só o primeiro trabalho. E você já está se dando bem com a toda poderosa! – Sorriu copiosamente.

-  Hum... Senti um tom de malícia na sua última frase... Como assim se dando bem com a poderosa? – Apertei um  travesseiro entre os braços – É só sexo, e nem eu, muito menos ela quer que passe disso – Fiquei pensando nas minhas próprias palavras, como doeu admitir que era apenas sexo o que me ligava a toda poderosa. Mas também, seria  muita pretensão achar que uma mulher como aquela iria querer algo sério comigo, não é?

-  Não pensa muito não Mari!

-  Ãh?

-  Você tem é que pensar numa roupinha bem legal pra não fazer feio na festa de lançamento da revista desse mês, tá?

-  Que festa?

-  Como assim que festa? – Colocou as mãos na minha testa – Estouramos as vendas! Estamos no topo do topo e a Fina Estampa sempre promove uma big festa pra comemorar, oras!

-   Ai meu Deus! – Deixei o meu corpo cair para trás – Detesto essas festas cheias de frescuras!

-  Deveria ter desistido do jornalismo antes de prestar o vestibular, sabia?

Fitei-o de rabo de olho...

-  Devia ter desistido dessa idéia de trabalhar contigo, isso sim! Minha vida tá uma "zona" e a culpa é sua seu desgraçado!

-  Ah, tá! Té parece que fui eu quem dormiu com a chefona.

-  Quando será essa festa?

-  Sexta que vem.

-  Putz!



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...