História Give me love, please - Capítulo 14


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Katniss Everdeen, Peeta Mellark
Tags Amor, Drama, Ódio, Romance
Visualizações 366
Palavras 2.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie amores

Me perdoem pela demora, tanto a demora do capítulo para sair, quanto a demora em responder os comentários de vocês.
A vida está corrida demais.
Mas, eu estou aqui!

Boa Leitura

Capítulo 14 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction Give me love, please - Capítulo 14 - Capítulo 13

- Foi só um beijo. - falei pela décima vez, enquanto seguia Katniss. 
- Não foi “só um beijo”. - ela fez aspas com os dedos. - Foi um beijo roubado. - ela soltou séria, e eu segurei o riso. - Você praticamente me obrigou a aceitar seu beijo. 
- Eu? - apontei para mim mesmo. - Eu te obriguei a me corresponder? 
- Claro. 
- Você tem razão... Até porque eu peguei sua língua com as mãos, e enfiei ela dentro da minha boca. - falei ironicamente. - E ainda obriguei você a ficar acariciando meus músculos, e gemer na minha orelha. 
- Você gemeu primeiro. - ela parou de andar, para me encarar. - E para de falar nesse assunto. Que coisa!
Sorri sozinho. 
Katniss estava furiosa comigo, e eu não sabia o porquê, e acredito que nem ela soubesse o real motivo por ela estar tão brava. 
Prim, Oliver e Natalie ainda não haviam voltado para fazermos a tal trilha, e já começava a escurecer. Por essa razão, Katniss resolveu sair caminhando sozinha, e eu acabei a seguindo. 
- Porque será que eu tenho a impressão de que já passamos por aqui? - ela questionou, e eu dei de ombros.
- Talvez por que já tenhamos passado por aqui mesmo. – falei, olhando ao redor. - E não foi uma só vez. 
- Você não conhece esse lugar? - ela pousou ambas as mãos na cintura. - Eu não acredito! Estamos perdidos por sua culpa. 
- Minha? - sorri descrente. - Você que tomou a frente. Eu estou apenas te seguindo. 
- Que ódio, garoto. - ela jogou as mãos no ar. - Eu sabia que ficar sozinha com você não iria prestar. 
- Você que só quer ficar discutindo. - estralei os dedos, sem razão alguma. 
- E o que mais eu poderia fazer com você? - sua pergunta fez um sorriso nascer em meu rosto. 
- Tenho mil e uma maneiras de te manter entretida, até que o pessoal apareça. - ela revirou os olhos. - Quer saber quais são?  
- Não. 
Ela voltou a andar, e eu neguei com a cabeça, sorrindo, antes de acompanha-la.  
A verdade era que eu não conseguia esquecer do nosso beijo. Eu não conseguia parar de pensar sobre o quanto o beijo de Katniss era doce e ao mesmo tempo voraz. E eu podia jurar que ela também havia gostado do beijo, se não, não teria porque ela estar fugindo de mim, do jeito que estava. 
- Está escurecendo. - ela comentou, minutos mais tarde. - E esfriando também. 
- Que observadora você. – comentei, e ela se virou para me encarar. 
- Você tem ideia de onde estamos? - sua pergunta saiu raivosa. 
- Bom, estamos em algum lugar no meio da casa de campo do meu pai. - ela me fuzilou. - Sei lá. Você me deixou tonto com a quantidade de voltas que deu. 
- Isso quer dizer...
- Que eu não sei exatamente onde estamos, e também não sei como voltarmos. - dei de ombros. 
- Nós estamos perdidos? - sua voz estava chorosa. 
- Bem provável. – respondi, me agachando. 
- Eu não acredito! Estamos perdidos, sem comida, com frio, fome e sede. - ela jogou os braços no ar, antes de me encarar com raiva. - E a culpa é sua. 
- Não começa. - falei tranquilo. - Você que saiu que nem uma louca, tentando voltar pra casa, e eu só te segui. 
- Você não tem noção do quanto eu te odeio. - ela pousou as mãos na cintura. - E agora?
- Agora o quê? – questionei, sem entender. 
- O que mais falta acontecer?  - o barulho de um trovão, quase me fez rir. - Eu não acredito.
Katniss nem bem fechou a boca, e a chuva já começou a cair, de maneira fraca, mas incrivelmente gelada. Olhei para o céu, e percebi que do jeito que ele estava, a chuva fraca logo se transformaria em tempestade. 
- Eu gosto de chuva. – falei, levantando. - Agora, deixa que eu levo nós dois pra casa. 
- Essa eu quero ver. - ela cruzou os braços. 
- Vem logo, docinho. 
Ela não fez menção de se mover, então eu peguei seu pulso com delicadeza, e comecei a arrasta-la por entre as árvores, e assim nós andamos por longos minutos. Em silêncio, debaixo da chuva, que as vezes cessava, mas logo recomeçava, não soltei o pulso de Katniss. Na verdade, eu não queria solta-la, e ela também não se opôs ao meu toque. 
- Eu não acredito. - ela parou de andar, e eu acabei parando também, para encara-la. - Nós voltamos para o mesmo lugar. 
Olhei ao redor, tentando me familiarizar com o local. Ela tinha razão, estávamos no mesmo lugar. 
Katniss sacudiu o braço, fazendo com que eu a soltasse, para em seguida me acertar com um tapa no ombro. 
- Ai, tá louca? – questionei, esfregando o local. 
- Tô. Eu tô muito louca, e a culpa é sua, animal. - ela ralhou comigo. - Nem você sabe como sair daqui. - sua voz saiu chorosa. - Eu vou morrer. Eu vou morrer de fome, de frio, de sede e de ódio de você, Peeta. 
- Cala essa boquinha. – falei, coçando a orelha. - Deixa eu tentar pensar em algo. 
Ela semicerrou os olhos em minha direção, e eu pisquei pra ela, sorrindo em seguida, fazendo com ela virasse de costas para mim, cruzando os braços. 
Katniss era linda de qualquer maneira, mas confesso que naquele ângulo, ela era sensacional. 
- Dá pra parar de ficar olhando pra minha bunda? - arregalei os olhos.
- Como você sabe que eu estou olhando? - ela ainda estava de costas. 
- Foi só palpite. - ouvi sua risada, e revirei os olhos. - Já pensou em algo?
Estralei os dedos, enquanto pensava em algo, até que tive uma ideia. 
- Olha, tem uma cabana aqui por perto... - comecei a falar, e Katniss se virou para me encarar. 
- Tá querendo me levar para uma cabana abandonada, pra depois me estuprar, né? - ela me interrompeu, e eu revirei os olhos. 
Eu estava perdendo a minha paciência com ela. 
- Em primeiro lugar, a cabana não é abandonada. Sempre fica alguém por lá para cuidar do campo ao redor. – expliquei, e ela semicerrou os olhos como se não acreditasse em mim. - E em segundo, eu não preciso abusar de você. Mais fácil você abusar de mim. 
- Idiota. - ela começou a andar na minha frente, mas parou, quando notou que eu não me movia. - Vai nos levar até a cabana ou não? 
Não esperei ela pedir duas vezes, e logo tomei a frente, começando a nos guiar até a cabana antiga, que eu sabia que estava por ali, em algum lugar. 
Andamos por volta de quarenta minutos. Eu já não aguentava mais nem um passo, e nem era por culpa da caminhada ou da garoa que aumentava vez ou outra. Era por culpa de Katniss que não parava de reclamar. 
- Graças à Deus. - ela falou, assim que entramos na cabana. 
- Graças à Deus, digo eu. – falei, tentando acender a lareira. - Como você é chata, garota.
Katniss ainda resmungou mais algumas palavras inaudíveis pra mim, antes de começar a andar pela cabana, talvez para conhecer o local. 
Eu ainda estava concentrado em meu trabalho, quando senti o peso de algo sendo jogado sobre mim. 
Encarei o tecido que havia caído em meus pés, e notei ser uma toalha de banho. Olhei em direção a Katniss, que usava uma toalha igual, para secar seus cabelos. 
- Obrigado. – agradeci, e finalizei o meu serviço de acender a lareira. - Bem melhor. - sorri, já sentindo o fogo aquecer o ambiente. 
Tirei a minha camisa, e passei a toalha por meu tronco. 
- Eu estou com fome. - Katniss falou, atirando a toalha em algum canto da cabana. - Será que tem comida aqui? 
- Não sei. Eu achei que teria alguém aqui. – comentei, caminhando até os armários. - Talvez tenha algum tipo de enlatado ou coisa parecida. 
- Ensopado de carneiro. - Katniss gritou, arrancando a lata de minhas mãos. - Eu amo ensopado de carneiro. - ela sorriu encarando a lata.
- Que nojo. - falei, voltando a procurar algo. - Nachos. - sorri para o pacote em minhas mãos. - Vou comer. 
- Isso não é saudável. - Katniss já estava sentada sobre o tapete, que ficava em frente a lareira. 
Dei de ombros, e me sentei ao lado dela. 
A cabana não era muito grande. Era pequena, muito pequena, mas incrivelmente aconchegante. O fogo, além de aquecer o local, já havia ajudado a secar as nossas roupas também. Estávamos devidamente alimentados, e, talvez por esse motivo, mais calmos. 
- Eu gostei desse lugar. - Katniss comentou, depois de longos minutos em silêncio. - Tudo tão simples e aconchegante. Exatamente como era a antiga casa em que eu morava com o meu pai. - ela sorriu, parecendo divagar em seus pensamentos. - Eu sinto tanta, tanta falta dele. 
- Eu sinto muito pela sua perda. – falei, sem saber ao certo o que dizer. - Não sei o que seria de mim sem o meu pai. - Katniss me encarou, parecendo pensar em algo. 
- E a sua mãe? - ela questionou, e eu olhei para as minhas mãos, começando a estralar os dedos em seguida. - Não precisa falar dela se não quiser. - sua voz saiu tranquila, e eu a encarei. 
- Você se importaria se falássemos de outra coisa? - perguntei baixo. 
Eu não me sentia à vontade para falar sobre isso ainda. 
- De jeito nenhum. - ela deu de ombros, sorrindo. - Eu odiava Los Angeles antes mesmo de conhece-la. Louisa sempre disse que a cidade era linda, mas que não tinha nada a ver com a gente. - eu não conseguia parar de admira-la, enquanto desembestava a falar. - Você nunca foi ao Tennessee? - neguei com a cabeça. - Você precisa ir lá. Duvido que você seja tão chato, a ponto de nada no Tennessee te encantar. 
- Eu não preciso ir lá, pra isso acontecer. – falei, fazendo Katniss me encarar. 
Seus olhos cinzentos estavam grudados aos meus, e eu acabei sorrindo, quando notei que, mesmo sem querer, ela acabava desviando o olhar para a minha boca. Seus lábios cheios pareciam chamar pelos meus, e eu jamais negaria algo a eles, afinal de contas, eu necessitava dos beijos de Katniss, mais do que qualquer coisa. 
Deixei que minha mão repousasse em sua nuca, por baixo de seus cabelos, só para que eu a puxasse para mim, podendo assim, colar a minha boca na dela, coisa que eu queria ter feito desde o momento em que eu a vi chegar na cachoeira com Prim. 
Ela não pareceu querer me parar, ou nada do tipo, já que suas mãos seguraram o meu rosto com força, enquanto sua língua duelava com a minha, em uma batalha na qual não haveriam vencedores. 
Naquela noite, eu não me senti culpado em ter mentido para ela. Até porque se eu tivesse dito que sabia voltar para casa, eu não estaria ali, beijando a garota que tinha virado meu mundo de cabeça pra baixo. 
Tudo havia acontecido de maneira muito rápida. 
Desde a primeira vez em que eu vi Katniss, os dias em que nós passamos nos dedicando a odiar um ao outro, os dias em que a nossa prioridade era implicar um com o outro, o momento em que ela passou a comandar meus pensamentos, até o momento em que eu descobri o que eu realmente sentia e resolvi aceitar. 
Aceitar que não importava o quanto eu tentasse lutar contra os meus sentimentos, ou o quanto eu quisesse esconder de mim mesmo, e do mundo, o que eu sentia, independente do que eu fizesse, as coisas não iam mudar. Eu continuaria a sentir o que eu sentia por ela. 
E o que eu sentia? A resposta era cristalina como a água. 
Amor. Um maldito e fodido amor.


Notas Finais


Um beijo 💗


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