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História Give Me To You - Capítulo 53


Escrita por: HopeLover__

Capítulo 53 - 53. O Adeus


Park levou um tempo para abrir os olhos na manhã seguinte, dormiu tarde e somado ao susto, estava realmente cansado.

Ao abrir os olhos notou que Jeon já estava sentado na cama, com o queixo apoiado em uma das mãos e o olhar perdido.

─ Está tudo bem? ─ Jimin se sentou a seu lado, encarando a face do mais alto.

Jungkook o olhou e abriu um sorriso fraco, fazendo em seguida um breve carinho em seu rosto.

─ Dormiu bem? ─ Mudou de assunto.

─ Me responde. Por que você sempre foge das minhas perguntas? ─ Jimin se aborreceu, o mais alto sempre desviava de tudo que o perguntava, isso o fazia se sentir distante de quem mais queria ser próximo.

Como sempre, o outro só tentava esconder seus problemas, sempre achando que é um peso para todos, Jeon acha que pode conseguir lidar com tudo sozinho, mas está errado, muitas vezes vai precisar das pessoas que estão consigo.

─ É que me ligaram do hospital, aquela enfermeira, que é sua amiga. Me pediu para levar os documentos do meu pai, eu menti, disse que não estava mais em casa, para ver o que ela diria e... ─ Fez uma pausa, olhando o rosto de Jimin, nesse momento, seus olhos se encheram de lágrimas. ─ Ela disse para eu buscar e insisti que não ia voltar, que já estava indo para lá. Ela... me pediu para ver seu irmão assim que chegasse, porque ele quer falar comigo.

Jimin tentava acompanhar o raciocínio do outro, sem conseguir entender porque o pessoal do hospital queria tanto os documentos, tão de repente.

─ Eu acho que ele morreu e ela está com medo de me contar assim. ─ Jungkook finalizou, secando uma lágrima que acabou por correr em sua face.

Jimin o puxou para si, enquanto ele tentava se controlar, mas fora inútil, acabou se rendendo ao choro, por mais que tivesse sofrido, não sabia como lidar com a morte de seu pai, tudo que dissera antes, sobre não se importar, evaporou.

Se apertou contra o corpo do menor, se permitindo demonstrar sua dor, recebendo os carinhos de Jimin, que também não estava bem.

Se sentia culpado, por estar o obrigando a lidar com isso, quando tivera uma noite terrível, respirou fundo várias vezes, buscando se conter.

Olhou a face de Park, secando suas lágrimas, Jimin sorriu fraco, acariciando seu rosto.

─ Me desculpe, eu não devia... ─ Jungkook começou, mas Jimin o interrompeu.

─ Não se desculpe. Você está assustado, é normal que precise desabafar. Você precisa falar com as pessoas, sobre como se sente.

─ Mas eu não deveria te encher com meus problemas, depois de tudo que aconteceu ontem. ─ lamentou.

─ E passou. Nada aconteceu, foi só um susto, já passou. Me diga o que está sentindo, você sempre me escuta, me consola, é minha vez de fazer o mesmo por você. Me diz. ─ O mais baixo pediu, sendo sincero.

O encontro com o ex professor, na noite anterior, havia sido de fato assustador, mas sabendo que o homem estaria preso, se tranquilizava, depois de tantas vezes conversando com Luhan, acabou sabendo controlar melhor seu pânico, Jimin estava tranquilo, sentia medo, óbvio, mas não era como antes, que o medo lhe impedia de viver, estava controlado.

Jungkook, pela primeira vez, desabafou com Jimin, contando com detalhes o que sentia, pela primeira vez, sem filtros ou tentando privar algum acontecimento.

Park o ouviu e o consolou, permitindo que chorasse em seu colo, enquanto recebia um cafuné em seus cabelos escuros.

Kim havia entrado no quarto, mas ao ver a cena, se afastou, preocupado com o mais novo, mas perguntaria depois, esperava encontrar Park naquela situação, não Jeon.

Quando o mais alto estava mais calmo, se sentou de frente a Jimin, olhando em seus olhinhos brilhantes, que o encaravam com compreensão.

─ Se sente melhor? ─ Perguntou, recebendo em resposta, um aceno de cabeça. ─ Que bom. Vamos pegar os documentos, seja lá o que for, eu estarei com você, não sairei do seu lado em nenhum momento.

─ Mas você tem que ir na delegacia. ─ O lembrou.

Park assentiu e sorriu fraco.

─ Eu vou, em outro momento, tenho certeza que o que Namjoon disser, já vai ser suficiente, por hora. Agora, temos que nos concentrar no senhor Jeon, principalmente em você.

Jeon respirou fundo, nunca imaginou que Jimin um dia seria assim, nunca imaginou que em algum momento iriam ficar tão próximos.

─ Vai se vestir, arruma uma roupa sua para mim. ─ Pediu, lembrando que não tinha nada que pudesse vestir, pois só havia levado o pijama, tinha até mesmo esquecido sua escova de dente.

Jungkook arrancou sua camiseta, se levantando da cama, dando a Jimin a visão de suas costas nuas.

Jimin mordeu o lábio inferior, tentando controlar o desejo que tinha por aquele homem, não era nem o momento de se pensar em algo desse tipo, afastou o pensamento, vendo o mais alto seguir para seu banheiro, ainda o ouvindo fungar.

─ Pobrezinho. ─ Jimin lamentou, realmente se sentindo triste, por Jungkook, sempre estar sofrendo.

Namjoon entrou no quarto e se sentou na cama, fitando a porta fechada do banheiro.

─ O que houve com ele? ─ Quis saber.

─ Acho que o pai dele morreu. Ainda não é certo, mas tudo indica que o hospital quer os documentos para emitir a certidão de óbito. ─ Jimin contou, quase sussurrando.

Namjoon assentiu, triste.

─ Pobrezinho. Lamento por Jungkook, mas já passou da hora desse homem ir pra porra, ele já machucou tanto o Kookie, não sinto nada por ele ter ido dessa para melhor. ─ Confessou o mais velho, com cuidado para não ser ouvido.

Jimin conxordava. Depois de tudo que o mais velho havia feito, não conseguia ter compaixão por Younjung.

Lamentava, pois até no último minuto de vida, Younjung faria Jungkook sofrer, parecia um círculo vicioso.

─ Te ofereceria minhas roupas, Jimin, mas nenhuma vai servir. ─ Namjoon riu nasalado, imaginando o mais baixo em suas roupas. ─ Jungkook pode te arrumar algo, precisamos ir até a delegacia, para fazer o B.O.

Jimin suspirou, olhando a porta do banheiro, ainda fechada.

Sabia que precisava denunciar o ocorrido da noite passada, mas era incapz de deixar seu amado sozinho naquele momento.

─ Vou ficar com ele. ─ Apontou com o queixo para a porta.

Namjoon sorriu e assentiu.

─ Tudo bem. Vou dizer que irá depois, que vai precisar de um exame médico, peça um laudo a seu irmão. ─ O policial aconselhou e Jimin assentiu. ─ Vou preparar um café para a gente.

Namjoon deixou o quarto, indo preparar o café.

Na praia, Yoongi ainda dormia, quando Hoseok finalizava o café da manhã.

O mais alto estava animado com tudo que acontecera na noite anterior, se sentia feliz, por finalmente ter vivido aquele momento outra vez.

Alguns minutos mais tarde, Yoongi se levantou e foi ao encontro de seu namorado na cozinha, selou seus lábios, sorrindo em seguida, por também estar feliz, em estar ali, ao lado de Hoseok.

Tomaram o café juntos, conversando animados, fazendo planos para o futuro. Os dois sentiam que poderiam conseguir ser felizes juntos.

─ Podíamos planejar uma viagem, com os outros, acho que seria muito divertido! ─ Hoseok se animava.

Yoongi sorria, estava hipnotizado pela alegria e empolgação do outro.

─ Vamos fazer isso. Planejar umas férias nos mesmos dias, para podermos fazer algo juntos. Não que eu goste de tanta companhia. ─ Deu de ombros. ─ Mas o que te fizer feliz, também me fará feliz. ─ Confessou.

O sorriso de Hoseok vacilou por um momento e se alargou rapidamente. Não esperava ouvir algo desse tipo, Yoongi não fazia o tipo romântico, que fala coisas bonitas.

Mesmo que o mais baixo, algumas vezes já tenha dito coisas parecidas, ainda assim, esse, não parecia ser seu estilo.

Yoongi sempre parecera mais com algum tipo de bad boy.

Mas Hoseok não podia negar, que gostava muito desse jeitinho do namorado.

O celular de Yoongi começou a tocar e o mais baixo rapidamente olhou o visor, para saber quem era.

Revirou os olhos e suspirou.

─ Seok Jin! ─ Disse para Hoseok, recebendo um olhar severo de reprovação. ─ O que foi? ─ Atendeu, sem muita paciência.

Hoseok cruzou os braços e olhou bravo para Yoongi, reprovando totalmente sua falta de educação.

─ Isso são modos? ─ Jin perguntou, logo suspirando. ─ Quem te ensinaria modos não é? Não importa! Estou ligando para por vocês a par de algumas coisas que aconteceram, antes que voltem e descubram tudo de um jeito traumatizante.

Yoongi se ajeitou no sofá, tirando o celular do ouvido e colocando no viva voz, para que Hoseok também pudesse ouvir do que se tratava.

─ O que aconteceu? ─ Perguntou.

Jin coçou a garganta, antes de voltar a falar.

─ Querem saber primeiro de trabalho ou amigos? ─ Perguntou.

─ Trabalho.

─ Amigos.

Os dois responderam ao mesmo tempo, em desacordo. Se encararam e Yoongi bufou, se rendendo.

─ Amigos, então.

Hoseok sorriu vitorioso, logo se atentando ao que o mais velho diria.

─ Pois bem, vocês já sabiam que o professor estava livre, certo? Era réu primário e teve vantagens no julgamento. ─ Ambos concordaram. ─ Ele foi atrás do Jimin outra vez. O garoto o viu pela janela do apartamento, mas não o reconheceu, ainda assim, pediu ajuda para Namjoon e nós fomos e fizemos um cerco para ele, que tentou levar Jimin consigo, mas estávamos os três lá e o impedimos.

Os dois se entreolharam, incrédulos.

─ Ele está bem. Achávamos que ele iria ficar mal, mas ele está lidando muito bem com isso, melhor do que podíamos imaginar. ─ Jin sorriu, orgulhoso. ─ Ele e Jungkook, foram para o hospital, aparentemente, Younjung partiu dessa para melhor, ainda não ligaram para confirmar, mas Namjoon disse que os dois acham que já era para ele.

─ Espero que Jungkook fique bem. ─ Yoongi respondeu, imaginando o quanto o amigo estaria sofrendo, outra vez.

Jin pigarreou.

─ Agora, trabalho. O julgamento do Kim Doyun foi marcado, ele foi indiciado por assassinatos, vandalismo e tentativa de assassinato, Yugyeom o denunciou. ─ Revelou. ─ Como é uma pessoa importante, o julgamento vai ser particular, ou seja, nenhum de nós vai poder estar lá. Nem mesmo eu, sendo promotor.

─ É sério que a gente não vai poder assistir? ─ Hoseok disse, fazendo um bico, queria participar desse momento, ver o homem que desgraçou a vida de seu pai, ser condenado.

─ Infelizmente não. Vamos ter que aguardar os resultados. Vai ser em três dias, se quiserem, podem ficar mais tempo por aí, não há necessidade de voltarem tão cedo para casa, já que não teremos a honra de assistir ao julgamento.

Os três ficaram em silêncio.

Era um desejo mútuo, ver o Kim ser condenado por seus crimes, ambos sonhavam com esse dia e agora, foram privados de estar presentes.

Tirando a frustração, isso seria bom, não precisariam ter que ouvir as acusações, ver o homem tentar se defender com mentiras, que só iria fazer mais mal a eles, que já tinham problemas de mais na vida.

Os homens podiam não entender como ser privados desse julgamento, era algo bom para a sanidade de todos.

Conversaram por alguns poucos minutos, até Seok Jin resolver desligar e cuidar de seus afazeres.

Hoseok se deitou nos braços de Yoongi e suspirou.

─ Acho que no fim, é melhor que seja assim, amor. ─ Yoongi disse baixo.

Hoseok apenas assentiu, concordando com seu namorado, mas ainda indignado por não poder estar lá.

Jin encerrou a chamada e ficou encarando a janela da cozinha de Namjoon, assim como o irmão, gostaria de ver aquele homem ser condenado, mas diferente de Yoongi, queria reagir, queria pedir documentos que lhe dessem permissão para estar no tribunal, quando o julgamento acontecesse.

Não parava de balançar sua perna, ansioso.

─ É melhor não fazer o que está pensando. ─ Namjoon disse, ao se aproximar, como se pudesse ler Seok Jin.

Jin sorriu fraco, assentindo.

─ E como sabe o que estou pensando?

─ Não é uma certeza. ─ Apoiou o queixo em uma das suas mãos, ao se sentar na cadeira, de frente a Jin. ─ Mas está ansioso, presumo que esteja pensando em fazer uma besteira, como lutar para estar no tribunal.

Jin suspirou, sacudindo a cabeça.

─ Só queria ver aquele maldito ser condenado. ─ Confessou.

─ Fomos afastados, porque estamos diretamente ligados a toda essa história, Jin. Não é saudável para nenhum de nós, ficar remoendo isso, vamos esperar a condenação, porque ele vai ser condenado. É só o que podemos fazer. ─ Respondeu, segurando a mão de Jin, que estava sobre a mesa.

Jin sorriu, olhando a cena, totalmente abobado.

─ Vou tentar conter meus impulsos. ─ Prometeu.

Namjoon assentiu, sorrindo.

─ Tudo ficará bem.

Namjoon e Jin, seguiam com o relacionamento incerto, ambos sentiam amor, um pelo outro, mas nenhum dos dois era capaz de falar sobre isso.

Jin, é ciente de que, depois de tudo que fez, não merece Namjoon, por mais que o ame em segredo, não é merecedor de seu amor.

Namjoon, segue firme, apaixonado por Jin, como desde o princípio, mas não tinha coragem de investir no promotor, já sofreu muito por amor e está cansado.

O relacionamento dos dois é incerto, a insegurança faz com que seja algo completamente difícil de se resolver.

Nenhum dos dois pretende se afastar, ao passo, que também não pretendem revelar seus sentimentos, não estão prontos para isso.

Mas a amizade continuaria existindo, até que um dos dois, tomasse a decisão de falar sobre seus verdadeiros sentimentos, eles precisam ter coragem para isso.

No hospital, Jimin e Jungkook, estavam com Chanyeol em seu escritório e o médico revelou os detalhes sobre a morte de Jeon Younjung, ele tivera uma parada cardiorespiratoria durante a madrugada e os médicos não conseguiram o reanimar.

─ Ele sofreu? ─ Jungkook, perguntou, de cabeça baixa.

─ Não. Posso te garantir, foi rápido e ele não sofreu. ─ Chanyeol disse calmo.

Jimin não sabia o que dizer, apenas afagou o ombro do mais alto.

Chanyeol controlava sua respiração, nunca aprendeu a lidar com a dor da perda das pessoas.

─ Você pode se despedir...

─ Não. Ele já se foi, não tem ninguém para me despedir. ─ Disse com a voz sofrega.

Chanyeol coçou a nuca e suspirou baixo, já havia passado por isso diversas vezes, sabe que cada pessoa reage de uma maneira à perda e essa era a de Jungkook, ele não queria o ver, pois ver, confirma a morte e a morte é definitiva.

O médico entendia bem, a reação do mais novo.

─ Como quiser. Vou preparar a papelada, o corpo será encaminhado e você... você pode começar a organizar o velório.

Jungkook assentiu e se levantou, deixando a sala de Chanyeol, meio perdido.

Jimin rapidamente pediu ao irmão, que preparasse um laudo médico para si, dizendo que explicaria tudo depois.

Saiu rapidamente da sala do irmão, indo de encontro a Jungkook, que já estava na porta de saída do hospital, com a cabeça baixa.

Jimin o alcançou do lado de fora, parando em sua frente, fazendo com que o mais alto olhasse para ele.

─ Você quer conversar? ─ Perguntou, preocupado.

Jungkook negou com a cabeça.

─ Não. Eu tenho muita coisa para fazer, Jimin. Vou te levar até a delegacia e de lá eu vou na funerária para resolver isso.

A respiração de Jeon era quase inexistente, estava se segurando ao máximo.

Repetia em sua cabeça que não tinha que se importar com a morte do pai, afinal, o mais velho não se importou consigo uma vida inteira.

Por mais que lutasse com a dor que sentia, não conseguia a evitar, pois uma outra voz em sua cabeça lhe dizia: ainda assim, era seu pai.

O mais alto estava em uma grande confusão, uma batalha dentro de si, entre ver o rosto do pai pela última vez, ou simplesmente ir embora, sabendo que não o veria nunca mais.

Acabou deixando as primeiras lágrimas caírem.

─ Isso é tão estranho. ─ Confessou. ─ Eu não sei o que fazer... na verdade, eu sei, mas não consigo...

Jimin o abraçou, deixando que o mais alto se desfizesse daquela dor, que a colocasse para fora, pois só assim, limparia sua mente e poderia pensar com clareza.

O mais baixo imaginava o quão difícil era a situação, mas não sabia o que dizer, pois não tinha noção do tamanho do sofrimento alheio, nunca havia passado por essa experiência.

Se manteve em silêncio, o abraçando e cuidando, para que ele tivesse total certeza de que não estava sozinho, o consolou, calado.

Um tempo depois, quando Jeon se acalmou, os dois conversaram e Jimin o ajudou a se sentir melhor. Jungkook optou por ver o corpo do mais velho, decidiu fazer isso sozinho, mas Jimin ficou do lado de fora do quarto, o esperando, foi um momento rápido, Jungkook não quis demorar naquele ambiente, logo partiram juntos e cuidaram de tudo para o enterro.

Jimin prestou depoimento e fez uma queixa formal contra o ex professor, não se contentado com apenas isso, deu uma entrevista com os jornalistas Lalisa e Baekhyun, a entrevista iria ao ar no dia seguinte.

Park abriu o jogo sobre o que aconteceu na escola, contando que tinha desconfiança de que não havia sido a única pessoa que o homem abusou.

Taehyung estava agora com Jungkook, finalizando os últimos detalhes para o velório, não iria ter muitas pessoas, apenas alguns dos amigos de Younjung, que eram verdadeiros e ninguém mais.

O corpo foi velado e já no cemitério, a maioria dos amigos havia ido embora, antes do enterro, ficando apenas dois deles e Taeyhyung, Namjoon, Seok Jin, Jimin e Jungkook.

Ao finalizar o enterro, Jungkook suspirou e Taehyung passou o braço em seu ombro, recostando a cabeça ali, nesse momento, ouviram uma voz feminina atrás deles.

─ Então você finalmente conseguiu o matar? ─ Disse a tal mulher.

Que ao se virar, Jungkook identificou como sua mãe, desviou o olhar, se voltando outra vez ao túmulo, não sabia o que era pior.

─ Estou falando com você, garoto...

─ O que está fazendo aqui? ─ Jungkook a encarou com um olhar diferente. ─ Você foi embora há anos, não tem mais espaço aqui, você acha que eu o matei? Por que não olha para o que você mesmo fez? Você o deixou doente quando foi embora, ele era feliz antes.

─ Ele sempre foi doente. ─ A mulher disse, engolindo em seco.

Jungkook assentiu.

─ Tem razão. Ele era um pai divertido, antes, mas ele sempre teve a mente fraca e aí você partiu, sem dar nenhuma explicação, isso terminou de quebrar o que já não era bom nele, então ele piorou, ficando cada dia mais frio, mais cruel e doente. Eu tentei cuidar dele, quando estava de ressaca, eu cuidava de sua dor, quando se feria, eu cuidava, quando caia, o ajudava a se levantar, o ajudava com o banho, quando tinha pouca comida, deixava a parte maior para ele. ─ Respirou fundo, continuando. ─ Mesmo que fosse pago com socos e insultos, ainda assim eu estive lá, até não suportar mais. Entre eu e você, quem fez mal a ele não fui eu. Se veio aqui, para tentar fazer com que me sinta culpado, perdeu seu tempo. Eu fiz tudo o que pude, eu queria que ele estivesse aqui, gastei todo meu dinheiro com um tratamento inútil, só para que ele pudesse viver, mas não deu certo.

A mulher ficou em silêncio, sem poder acreditar em como o filho estava mudado, antes não passava de um garotinho assustado.

─ Não tem o direito de estar aqui, tenho certeza de que não é assim que ele iria querer, sei que por mais que dissesse que te amava, no final ele terminou te odiando, assim como eu, isso foi uma das últimas coisas que ele pôde dizer. ─ Jungkook, deu as costas à mulher, olhando o túmulo e saindo, sendo acompanhado por Jimin e Taehyung.

Seok Jin, suspirou, indo em direção a mulher.

─ Parece que você não pode mais o machucar. Queira ir embora de uma vez por todas, porque Jungkook perdoou Younjung, mas não parece ter a menor intenção de te perdoar.

─ Peço que o deixe em paz. ─ Namjoon finalizou e os dois saíram da frente da mulher, que ficou perplexa.

Fora ali, na intenção de encher a cabeça de Jungkook de paranoias e falhou miseravelmente.

Como alguém explicaria os pais de Jungkook?

A mãe, jamais quis filhos, gostava da diversão, dos presentes, da pegação, mas filhos não era o que queria.

Se envolveu com Younjung e acabou por engravidar, no começo detestou, quando o bebê nasceu, o instinto materno falou mais alto e ela o amou, logo engravidou outra vez, porém a bebê acabou por falecer, a mulher passou a detestar a criança que a chamava de mãe e com a bebedeira do marido, passou a o odiar também.

Via no pequeno Jungkook o reflexo de seu marido e o odiava, odiava os dois. Fora por isso, que decidiu ir embora, sem se importar e por odiar a criança que pôs no mundo, deixou intrigas para trás, sabendo que Younjung o faria sofrer, assim como planejou, pois o homem tinha a mente muito influenciável.

Talvez, no final das contas, a mãe merecesse mais a morte do que o pai.

Mas a morte é o descanso, enquanto a vida, ainda irá a fazer pagar por tudo que fez.


Notas Finais


A gente tá acabando, estamos chegando no fim dessa estória, mais dois ou três capítulos e será a nossa despedida.

Eu vou sentir falta, sei que vou.

Não revisei, irei revisar todos os capítulos em outro momento.

Obrigada por ler. 💜

Volto já.


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