História Giving all of me to you - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Abraxas Malfoy, Alvo Dumbledore, Gellert Grindelwald, Harry Potter, Órion Black, Tom Riddle Jr., Walburga Black
Tags Almas Gêmeas, Harry Protetor, Romance, Tom Ciumento, Tom Protetor, Tomarry, Viagem No Tempo, Vingança
Visualizações 1.138
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mina obrigada pelos 62 favoritos, 19 comentários e 190 visualizações, vcs são incríveis!

Agradeço-lhes pelas palavras de incentivo.


OBS: Para melhor compreensão coloquei os diálogos em negrito e o que estiver em negrito e itálico são pensamentos ou a personagem lendo algo.

Espero que gostem do capítulo😉

Capítulo 2 - Nunca mais estarei sozinho


Harry ao ver a luz verde pensou 'de novo não!'. Seu corpo doía e tinha medo que alguém o machucasse. Não sabendo onde estava tentou correr, mas foi impedido por um homem que perguntou: Você está perdido garoto? – tremendo a criança respondeu: Estou sozinho senhor – o policial tinha filhos e ao ver aquela criança tão pequena vestindo trapos, sentiu seu coração se apertar em seu peito. Tentando obter mais informações indagou: Qual é o seu nome? E onde estão seus pais? – Harry começou a chorar, pois lembrou-se que estava sozinho e sem ninguém.

O policial vendo a criança chorar tentou confortá-la e depois de alguns minutos ouviu-a dizer: Meu nome é Harry James Sebastian Grifinória Peverell. Meus pais morreram e meus tios me deixaram aqui – o homem ficou triste ao saber que alguém era capaz de machucar uma criança tão bela e que parecia ser tão inocente. E lembrando-se do orfanato de Wool, pegou a criança no colo e falou: Vamos! Vou te levar para um lugar, em que você poderá brincar com outras crianças – apesar de Harry detestar ser tocado por estranhos, sabia que o homem estaria levando-o ao orfanato em que sua alma gêmea estava. Então, não protestou quando foi carregado.

Quando chegaram ao orfanato foram recebidos por uma mulher, que os conduziu ao escritório da diretora. O homem que trouxe Harry entrou sozinho na sala e passou alguns minutos explicando a situação da criança. A sra. Cole (diretora do orfanato) não queria aceitar mais uma boca para alimentar, porém nada pôde fazer. E como tentativa de punir a criança, decidiu colocá-lo no mesmo quarto, em que estava Tom Riddle, ou melhor, a criança demoníaca.

 Quase 30 minutos depois, Harry entrou no escritório e se surpreendeu ao ver o desprezo nos olhos daquela mulher. A criança pensou 'Por isso que Marvolo detesta esse lugar. Essa mulher é uma cadela total!'. Ele foi retirado de seus pensamentos quando ouviu: Menino! Qual é o seu nome? – Harry queria estrangular aquela infeliz, mas se conteve e fingindo ser gentil respondeu: Meu é Harry James Sebastian Grifinória Peverell e é um prazer conhecê-la senhora – a mulher quase gostou de ter o menino em seu orfanato, mas lembrou-se que teria mais um órfão magricela no orfanato e franzindo o cenho informou: Você compartilhará um quarto com Tom Riddle. Marta o levará até seu quarto e amanhã serão dadas a você algumas roupas – antes de sair do escritório, Harry agradeceu o homem que o trouxe ao orfanato e seguiu Marta. 

Quando chegou ao quarto 214, viu que ele era pequeno, mal iluminado e até baratas passavam pelo chão. Aquele cubículo tinha apenas uma cama de solteiro e um guarda roupa. Harry adentrou cauteloso, pois não queria invadir o espaço de Marvolo. A mulher que o trouxe praticamente rosnou: Tom esse é o seu novo colega de quarto. Evite problemas ou você vai se arrepender! – quando viu a tristeza e dor nos olhos de sua alma gêmea, Harry queria matar aquela cadela. Não era o momento de agir precipitadamente. Mas, ele prometeu para si que futuramente, ninguém tratará Marvolo assim, e se o fizerem pagarão muito caro! 

Eles estavam sozinhos no quarto e Tom iria ignorar seu “colega de quarto”, mas o menor se aproximou e disse: Olá – estendendo sua mão – meu nome é Harry James Sebastian Grifinória Peverell e é um prazer conhecê-lo. Qual é o seu nome? – o menino de olhos castanhos olhou para Harry relutantemente. Ele aceitou o cumprimento e respondeu: Oi, meu nome é Tom Marvolo Riddle e tenho 5 anos –  Harry olhou nos olhos de sua alma gêmea e falou: Legal! Temos a mesma idade, completei 5 anos em julho – dando-lhe um olhar de cachorrinho abandonado – Posso te chamar de Marvolo? É um nome muito bonito! – falou animado.

Tom queria ignorá-lo, fazer o mesmo que sempre fez com as demais crianças, mas não podia. Aquele menino fazia seu coração bater rapidamente e pela primeira vez, sentiu vontade de estar próximo a alguém. O menino de olhos verdes era seu e nenhum idiota iria afastá-lo dele. E mesmo tendo medo de Harry se afastar após descobrir que ele era uma aberração. Sorriu timidamente e disse: Você pode me chamar de Marvolo, se eu puder te chamar de meu Harry – os olhos do menor brilhavam e de repente se atirou nos braços de Tom, puxando-o para um abraço.

 


POV de Harry ON 

Quando nos separamos do abraço, meu estômago começou a reclamar, estava morrendo de fome e antes de 'morrer', não tinha feito uma refeição decente em dias. Eu iria ignorar minha fome, mas Marvolo se aproximou e com um olhar preocupado perguntou: Meu Harry faz tempo que você não come? – Harry olhou para baixo e respondeu em um sussurro: Faz alguns dias. Não conseguia comer nada e ninguém se importava, se eu comia ou não – Tom tinha um brilho mortal nos olhos. E queria destruir qualquer um que ousasse negar comida ou fazer mal para seu Harry. Lembrando-se que o jantar demoraria muito para acontecer, chegou à conclusão de que não poderia deixar a única pessoa que o trata como ser humano, morrer de fome. Decidido a ajudar disse: Fique neste quarto e não saia em hipótese alguma – guiando-o até a cama – Descanse, vou trazer algo para que possa comer e depois te levarei ao banheiro, assim poderá tomar banho. 

Eu queria protestar, mas ele já tinha saído de nosso quarto. E pela primeira vez em minha vida, alguém desejava cuidar de mim, pelo que sou e não pelo que tenho. Deitando-me na cama, meus olhos se fecharam, sucumbindo ao cansaço. 
POV Harry OFF 

 

Tom tentou ser sorrateiro, pois tinha que chegar a cozinha sem ser visto. Ele tinha que evitar Marta, a mulher fazia a vida do menino um verdadeiro inferno, sem motivo. E se fosse pego levando qualquer tipo de comida seria castigado com uma surra, que o deixaria impossibilitado de andar por dias ou a Sra. Cole chamaria o padre para fazer outro exorcismo. A criança estremeceu só de pensar na possibilidade de ser exorcizado.

Chegando a cozinha conseguiu pegar um pedaço generoso de pão, mas não pôde alcançar o leite. Decidindo que o pão era melhor que nada, caminhou em direção ao quarto. No caminho encontrou Billy, que sempre o atormentou batendo-o e chamando-lhe de aberração. Tom foi encurralado e recebeu socos no estômago. Ele não iria chorar e satisfazer aquele infeliz, então apesar da dor, suportou por Harry, pois se a Sra. Cole os pegasse, quem seria castigado era ele. Depois de apanhar por alguns minutos Billy deixou-o sozinho. 

Tom queria gritar e chorar por sua vida ser tão miserável, mas não podia desistir. Porque pela primeira vez em sua vida, tinha alguém que dependia dele. E ele não deixaria Harry cair, especialmente por ser fraco e não aguentar uns socos. Tentando ocultar os vestígios da agressão que sofreu, ajeitou sua camisa e ficou aliviado por o pão não ter caído no chão.

Após alguns minutos, chegou ao quarto e seu coração se aqueceu ao ver o pequeno e frágil Harry dormindo em sua cama. Mesmo que não quisesse acordá-lo, não podia deixá-lo dormir com fome. Decidido, Tom se aproximou do menino e mesmo receoso, o acordou gentilmente. E foi agraciado com uma bela visão, Harry esfregando seus olhos da forma mais fofa. Tentando controlar a vontade de puxá-lo para seus braços, tirou o pão que estava escondido e falou: Meu Harry – colocando o pedaço de pão nas mãos do menino – isso foi tudo que pude pegar. Faltam horas para o jantar e você não pode ficar com fome.

Com lágrimas nos olhos, Harry pegou o pão, dividiu-o em dois e disse: Obrigado Marvolo – entregando-lhe a outra metade do pão – Nunca se importaram comigo. Você é a primeira pessoa que cuida de mim – e puxou-o para um abraço.

Tom sentiu um calor inexplicável em seu peito ao ouvir aquelas palavras. Ele nunca recebeu um agradecimento de ninguém. As pessoas fogem dele e o chamam de aberração, mas esse menino de olhos verdes, o considera digno de atenção e ele nunca o desapontará. E tremendo começou a comer o pão.

 


***
 

Três horas depois 

 

Harry tinha tomado um banho e vestiu as roupas cedidas por Marvolo. Ele estava feliz, porque sua alma gêmea insistiu para que usasse suas roupas. Neste momento, eles estavam indo para o refeitório, era quase o horário do jantar e não podiam se dar ao luxo de ficar sem comer.

Tom e Harry estavam comendo tranquilamente, até que Billy se aproximou e provocou: Não sabia que aberração tinha direito a comer – olhando para Harry – E você fique longe desse monstro! Ele vai acabar te matando ou amaldiçoando!

Harry queria destruir aquele menino. Como pôde chamar sua alma gêmea de aberração! Isso era inaceitável. Ver Marvolo de cabeça baixa e as lágrimas molhando sua calça, o fez perder o pouco controle que tinha e lançou um 'Expelliarmus' sem varinha e não verbal, fazendo com que Billy fosse arremessado para longe.

Fingindo ir ajudá-lo, se aproximou e sussurrou em seu ouvido: Se aproxime de Marvolo novamente, o chame de aberração ou tente machucá-lo. E acabar com sua vida, se tornará a minha missão enquanto estiver nesse orfanato!

Billy ficou completamente pálido. Seu rosto estava sem um pingo de sangue. Seu corpo doía, mas ele estava morrendo de medo do novo menino, que era pequeno, porém dava-lhe mais medo do que Tom. Ele queria fugir, porém a diretora do orfanato se aproximou e perguntou: O que aconteceu Billy? – Harry lançando um olhar inocente para a mulher interviu: Sra. Cole ele veio nos cumprimentar e de repente caiu. E como não podia permitir que um colega ficasse no chão, decidi ajudá-lo.

As demais crianças sabiam que não era o que tinha acontecido, mas não iriam contrariar alguém pior que Tom, então ficaram em silêncio. 

Billy teve que conter as lágrimas de dor e concordou com Harry, ao dizer: É verdade Sra. Cole, ele estava apenas me ajudando – a diretora ficou satisfeita com a explicação e pensou que finalmente tinha um menino educado em seu orfanato, apesar de ser outro morto de fome. 

Enquanto, Harry sorria internamente por sua atuação de 'menino gentil e inocente'. Tom não podia acreditar que seu Harry era igual a ele. E que o defendeu, quando outra pessoa se afastaria dele e ignoraria sua existência. Naquele momento ele jurou para si que estará ao lado de seu amigo pelo resto de sua vida e que sempre cuidará dele.

 


***

Eles entraram no quarto em silêncio e Harry sabia que teria que explicar como afastou Billy. Pensando nas possibilidades, decidiu que a verdade era o melhor caminho, afinal ele não poderá basear em mentiras ou meias verdades seu relacionamento com sua alma gêmea. 

Tom não queria assustar seu primeiro e único amigo, então, com calma, se aproximou e perguntou: Meu Harry, você é igual a mim? – o menino sentou na cama, sorriu para Tom e disse: Somos bruxos Marvolo. Meus pais morreram quando tinha menos de dois anos, mas descobri no sótão de meus tios alguns diários de minha mãe. E ela explicou que tinha magia e que estudaria em Hogwarts – com os olhos arregalados o maior questionou: M-mas, Harry mágica não existe! A sra. Cole me chama de aberra... – ele foi interrompido por Harry que puxou-o para sentar-se na cama e afirmou: Não ouse se chamar de aberração Marvolo! Você é uma pessoa incrível e meu primeiro amigo. Então, pare de dizer essas bobagens – puxando-o para seus braços prometeu: Ninguém ousará te chamar disso. E se o fizerem me diga e lhes ensinarei uma lição. 

Tom descansou nos braços de seu amigo e pela primeira vez em sua vida dormiu sabendo que não estaria mais sozinho.


Notas Finais


Adorei escrever esse capitulo e espero que tenham gostado.


Sugestões, críticas, observações ou elogios é só deixar um comentário.

Bjos😙 e até o próximo capítulo😉


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