História Glasnost e Perestroika - Capítulo 14


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Dot Pixis, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Rivamika
Visualizações 163
Palavras 1.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem voltou das cinzas, ela mesma senhora Smith
Não está fácil escrever, e na reta final do semestre só piora
Atenção para a participação ilustre e especial do queridíssimo cavaleiro de bronze Hyoga, que além de proteger Atena, nas horas de folga faz bico de agente russo - usei ele pq estou viciando em cavaleiros do Zodíaco e precisava de um personagem que ele encaixaria super bem hahahhaha

Capítulo 14 - Adágio


 

 
  - Mande-a para a Sibéria. 
  - Não - Levi estava exasperado ao telefone - Isso é loucura, comandante!
  Levi Rivaille andava de um lado para o outro feito um animal enjaulado.
  - Hyoga saberá o que fazer, Rivaille. 
  Respirou fundo, a irracionalidade tomando qualquer sequência lógica de pensamento. 
  - Ela é só uma civil, Smith, não pode concordar com essa loucura...
  O comandante suspirou, a paciência se esgotando.
  - Tenho ensaio em dois minutos, não vou deixar Helena me esperando - seu tom de voz não admitiria contestação - Se não enviá-la para Cisne, você mesmo irá treiná-la. 
  O capitão da equipe especial sentiu o ar travar na garganta. 
  - É uma ordem. - e Erwin finalizou a ligação. 
  Levi jogou com força o aparelho contra a parede de pedra, espatifando o vidro.
  - Ela vai ser importante nessa zona toda, acredite - Petra estava sentada - jogada - em uma poltrona, observando o descontrole anormal do colega de equipe.
  - Querer é uma coisa, Petra. Encorajar essa insanidade é outra completamente diferente.
  A ruiva levou a garrafa de vodka aos lábios, tomando um longo gole e soltando um riso sarcástico em seguida.
  - Preocupado com a americana, senhor? - o final fora dito com ironia pesada.
  Levi a olhou com ódio, a mão pairando perigosamente sobre a pistola em sua cintura.
  - Volte para a Coréia, bêbada infeliz. 
  Petra estreitou os olhos, mas a noção do perigo mais a leve alteração causada pela bebida a impediram de evoluir a discussão para um combate físico. 
  Empataria, de qualquer forma. 
  Saiu da sala de reuniões tropeçando, provavelmente indo afogar as mágoas no antigo quarto de Annie.
  Levi sentou no chão, exausto. Nunca sentira tantas emoções ao mesmo tempo. E em tão pouco tempo.
  A missão era clara. Se infiltrar no ballet de Nova York, ser o protagonista junto de Annie - a russa que treinara a vida inteira para aquilo - e quando o presidente dos Estados Unidos viesse para a apresentação, dar cobertura para Annie e Reiner.
  Simples, fácil, rápido. 
  Ninguém saberia o que atingiu o presidente, e os russos estariam tão abalados que nunca seriam considerados suspeitos. Somente Anitra seria considerada suspeita, mas ela estava se preparando a vida inteira para qualquer contratempo. 
  E no oriente, Petra e sua equipe dariam conta.
  Mas tudo foi por água abaixo graças ao talento irritante da garota morena.
  Eles tentaram concertar, ah, tentaram muito. Se livrar da bailarina indesejada parecia simples, afinal era a primeira vez que seria protagonista, era natural que o nervosismo a prejudicasse. 
  Mas a irritante era boa, e mesmo tentando convencer a direção do teatro, Levi continuou com Mikasa como partner
  Sentia raiva pela competência dela que atrapalhara anos de planejamento, e, o pior, a coisa que percebeu assim que tocou-a pela primeira vez; sentia atração pela garota que arruinou os planos de toda uma nação. 
  Era demais para um homem que fora ensinado e ser frio e objetivo, a suprimir as emoções até que elas não existissem mais. Desde que colocou os olhos em Mikasa Ackerman sua vida virou um inferno.
  Então ela começou a desconfiar, e a mostrar que além da aparência atrativa sua mente era perigosamente afiada.
  Ela não deveria ter envolvido a amiga. 
  Historia Reiss fora enviada para a Coréia do Norte, e mantida em observação - assim como Mikasa - pelos russos.
  Levi planejava manter as duas fora de circulação até que o plano reserva fosse concluído e a missão dada como um sucesso. 
  Mas as coisas não estavam mais tão fáceis assim para o agente russo mais competente da ex União Soviética.
  Documentos codificados vieram da Alemanha, onde aparentemente a diteita radical em ascensão planejava se aliar aos americanos na guerra contra a Rússia. A surpresa fora imensa quando os nomes de Annie, Reiner e Berthold - um importante sniper da equipe de Petra no oriente - apareceram como informantes inimigos.
  Além de duas cidadãs americanas sequestradas, Levi ainda tinha que lidar com a possibilidade de seus colegas de anos serem traidores. 
  E Mikasa não colaborara muito querendo ajudar.
  O homem não iria negar que uma estranha alegria o tomara quando ela compreendera seu lado. Claro que ela ia entender, era inteligente e emocional na medida certa. E linda e irresistível e sem nenhum condicionamento para fazer o que insistia com tanto ardor.
  Afundou o rosto nas mãos, gemendo.
  Não poderia arriscar a segurança dela. Sim, Petra tinha razão, estava preocupado com alguém. Preocupado ao ponto de contestar ordens diretas do comandante. Preocupado ao ponto de não perceber o quão realmente útil ela poderia ser em campo.
  Estava em um beco sem saída, ou treinava a mulher para o embate mais perigoso desde a bomba atômica no Japão em 1945 ou teria de mandá-la até o carrasco da Sibéria. 
  Cisne era o melhor em sua área - ataque em campo aberto - mas era conhecido por seus pupilos muitas vezes perderem membros devido ao frio intenso a que eram expostos no treinamento inumano.
  Estava fora de cogitação afastar Mikasa de perto de... Da base. 
  Erguendo-se do chão e pegando uma AK-47 no baú de armas em baixo da janela - em todos os cômodos haviam armas - Levi se preparou para sua provação particular. 
 
 
  A garota tremia, mas não era frio.
  - Concentre-se - uma mão coberta por luvas de couro apertou seu quadril, que ainda estava marcado por essas mesmas mãos. 
  Mikasa respirou fundo, acalmando as batidas do coração. 
  Estreitou os olhos e mirou no alvo vermelho, diminuto no campo nevado. Inspirou novamente, os dedos no gatilho da arma pesada. 
  - Espere para atirar - a voz rouca se aproximou de seu ouvido, e Mikasa podia sentir o queixo dele apoiado em seu ombro - Entre as batidas do coração. 
  Ele sussurrava, o corpo colado ao dela, as mãos guiando seus movimentos. 
  Levi posicionou a arma no ângulo certo, segurando o corpo feminino para que não caísse quando o impacto do tiro viesse.
  Mikasa contou até três e atirou, errando o centro do alvo por três centímetros. 
  Virou-se para o instrutor com um sorriso discreto, que morreu ao ver a expressão de desagrado no rosto dele.
  - Errou - sussurrou, a voz quase engolida pelo vento furioso. 
  - Atirei a vinte metros, e acertei quase no centro! - não entendia qual era a lógica de êxito daquele baixinho maluco.
  Levi puxou sua cintura, colando os corpos de frente - ambos ignorando o arrepio - e tirou a arma das mãos dela.
  - Em um combate verdadeiro, esse erro custaria sua vida - disse em seu ouvido, e inconscientemente Mikasa levou as mãos até a nuca dele.
  Sua mente estava confusa para formular uma resposta a altura, e sinceramente, havia esquecido de tudo assim que ele a puxou para si.
  Ele não quer fazer isso.
  Magoada, Mikasa nem pensou no que dizia. 
  - Sei que não quer fazer isso - ele a olhava atentamente, com aquela expressão indecifrável - Não tem problema, outra pessoa pode...
  Ele a calou com um beijo. Profundo e forte, a arma caída na neve e esquecida.
  O frio se converteu em calor, cada centímetro da pele dela incendiado. Suas línguas se entrelaçavam, os lábios mordidos e os corpos apertados.
  Os lábios dele trilharam um caminho de fogo pelo rosto dela, até chegar no ouvido, onde ele mordeu antes de falar. 
  - Nunca mais fale para eu me afastar de você. 
  Mikasa tremeu, satisfeita e levemente orgulhosa.
  - Não vou - respondeu, e sentiu Levi sentá-la sobre a mureta de pedra onde se apoiavam.
  Ele apertou suas pernas e se colocou entre elas, segurando seus cabelos e os puxando para o lado. O olhar mais urgente que já vira no rosto dele.
  Mikasa mal podia respirar devido ao aperto em sua cintura, ele era forte o bastante para imobilizar seu corpo com apenas um braço. 
  O capitão se inclinou para ela e a beijou novamente. 
  Cada vez que os lábios de Levi tocavam os dela, a emoção era como a da primeira vez. Ele sabia como marcá-la com apenas um beijo, um roçar de lábios que se aprofundava ao ponto de atingir sua alma e tomá-la para si.
  Ele a fazia presa no cerco de seus braços, e Mikasa esquecia do mundo ao ter aquele baixinho desgraçado entre as pernas. 
  Os limites eram ignorados quando estavam juntos, e se não fosse um resquício de sanidade no capitão - sanidade essa que quase foi à lua quando ela enlaçou as pernas nele e o apertou contra si - teriam ido muito além dos beijos no campo de treinamento. 
  Levi se afastou dela, e Mikasa ficou perdida nos lábios inchados e nos cabelos bagunçados. 
  Desgraçado bonito e sedutor. 
  - Tome um banho e desça antes das sete - ele se afastava dela, tentando inutilmente disfarçar o volume na calça - É quando o jantar é servido.
  Mikasa ficou mais um tempo só observando a neve branca que caía. Sua vida havia se tornado uma aventura digna de best seller. Talvez até escrevesse um livro no futuro.
  Riu, coçando o nariz. Finalmente ele cicatrizava, e a coceira incômoda mostrava que os machucados internos estavam quase completamente curados.
  Pensar no futuro lhe deu certa melancolia, não sabia o que esperar. 
  Talvez o mundo acabasse em guerras nucleares, mas se, por um milagre, eles pudessem impedir a aniquilação total, Mikasa não sabia como seguiria sua vida.
  Voltar a normalidade estava fora de cogitação, mesmo que quisesse - o quê não era o caso - nunca que o governo ia sair do pé de uma mulher que ajudou russos em um plano internacional contra o próprio país. E seus amigos e família certamente não reagiriam bem. Mikasa sabia que não teria mais paz, estava conformada. Apenas se perguntava se o baixinho anormal ainda faria parte de sua vida.
  Gostaria que fizesse?

Notas Finais


Quem é Seya na fila do pão quando Hyoga mete o louco internacionalmente


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