1. Spirit Fanfics >
  2. Glass Angel - LuHan >
  3. All I Lost.

História Glass Angel - LuHan - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Os profetas disseram que os mimos viriam e cá estou eu com atualização cheirosinha desse homem maravilhoso!


Eai meus anjos, como estão? 😉


Sei que dei uma sumida com minhas longfics, mas vocês sabem como eu sou né?! Kkk

Bom, talvez ainda hoje atualize a do Minseok e do Namjoon, torçam por mim.

E esse capítulo tá óh... K


É isso, boa leitura! ❤️

Capítulo 6 - All I Lost.


Fanfic / Fanfiction Glass Angel - LuHan - Capítulo 6 - All I Lost.




A água quente caía sobre meu corpo machucado, aliviando aos poucos a dor que até então era incomoda. Esse último trabalho que Thomas me deu, me quebrou completamente. Levei meus dedos até minha costela esquerda, ainda estava roxa. 


– Oh… merda! – Gemi baixinho. Sai do box do banheiro e pegando uma toalha, comecei a me enxugar com suavidade, não queria piorar meus hematomas. 


Olhando para eu espelho, eu via a imagem de alguém com um tremendo vazio por dentro, sem tipo de propósito algum e isso meio que me magoava. O que eu de fato era? Qual significado eu tinha para as pessoas ao meu redor? 


– Ei, está aí? – Ouvi batidas na porta e a voz era reconhecida por mim. 

– Eu já vou. – Falei breve, ainda me olhando no espelho. 

– O jantar está pronto. Te espero lá em baixo. – Os passos dele se distanciaram, me deixando sozinha mais uma vez. 


Tomei um dos remédios que ficava no armário do banheiro e sai dali enrolada numa toalha. Já em meu quarto eu coloquei roupas íntimas, uma calça jeans e um moletom na cor amarela. Deixando os cabelos soltos e penteados, desci as escadas e fui até a cozinha, vendo Thomas e Evan jantando. 


Me sentei junto deles, encarando a aparência de ambos, Evan era mais parecida com Thomas do que eu que era filha dele.  Lamentável, eu sei.  


– Boa noite, Diana. Você está melhor? – Meu pai Indagou, mas seu olhar não demonstrava muita preocupação. 

– Estou sim. – Comecei a comer do macarrão que havia em meu prato. 

– Os italianos te deram a bela de uma surra. O que aconteceu com você? Nunca te vi assim. – Evan falou, chamando a atenção de Thomas. 

– Eu apenas dormi muito mal. Vou tirar os próximos dias para descansar a mente. – Reparei que ambos me olharam desconfiados, minhas mentiras pareciam não surtir mais efeito neles. 

– De fato seria bom, mas tenho um outro serviço para você, Diana. – Thomas falou. 

– O que? Mas eu acabei de voltar. Estou exausta! – Thomas respirou fundo e depois disso deu aquele sorriso tenebroso que causava arrepios até em Evan. 

– É um serviço rápido, simples e limpo. Você não vai nem precisar se deitar com alguém desta vez. – Bebeu do conhaque que havia em seu copo, falando com a maior naturalidade existente. 

– Eu perdi a fome. – Joguei o guardanapo na mesa, me retirando bruscamente dali. Thomas não via o quão enojada eu me sentia por ele me pedir para fazer coisas assim? Estava cansada de ser uma marionete, uma arma em suas mãos, mas tudo nessa vida tem um preço e para descobrir quem assassinou minha mãe, eu tinha de me manter ao lado dele e me sujeitando a todo papel sujo, já que a polícia nunca que me ajudaria nisso. Não quando seu pai é o chefe dela, e todos os seus passos são monitorados por eles. 

– Não é pra ir atrás dela. – Ouvi ele dizer assim que me cheguei nas escadas. 

– Eu não sou como ela, tio. Não tenho nada a perder se for contra suas ordens. – Sorri breve com a afronta de Evan. Ele sim era a única pessoa com quem me importava, alguém que sempre fazia o possível e impossível para me ver bem. 


Voltei a caminhar de volta para meu quarto e quando abri a porta vi Evan aparecer no corredor, ele sorriu e veio até mim, passando o braço pelo meu ombro e entrando comigo cômodo adentro. 


– Você precisa se impor, Diana. Até quando deixará ele fazer isso com você? – Se jogou na cama, sorrindo como sempre. Eu fico chocada que em meio a todo esse caos que eu chamo de vida, ele possa sempre estar tão feliz. 

– Se eu não fizer o que ele quer, nunca saberei quem matou minha mãe. Até então eu sei que ele faz parte de alguma máfia, mas quantas existem por aí? – Cruzei os braços, não contendo meu nervosismo em relação a aquele assunto. 


Me doía muito aquela lembrança. Sônia foi a melhor mulher que eu conheci, me amou como ninguém, mas como a vida é a coisa mais injusta que existe, quis porque quis me tirá-la naquele dia na praia. 


O sabor acobreado de seu sangue ainda paira em minha boca, quando seu corpo caiu sobre o meu numa tentativa de me proteger de seja lá quem fosse. No fim eu a perdi, e nem um "eu te amo" uma última vez pude ouvir. 


Desde então meu pai passou a alimentar essa raiva em mim, uma sede que vingança que não iria cessar até que eu derramasse o sangue daquele que arruinou toda a minha vida. Os anos de treinamento me serviram de algo e quando eu finalmente encontrar esse desgraçado, ele vai sofrer como nunca sofreu. 


– Você sabe que eu posso te ajudar, não é? Tenho contatos e maneiras de te abrigar em qualquer canto do mundo. – Evan piscou, se gabando. 

– Eu sei senhor fodão, mas esse é um problema meu e apenas eu irei resolvê-lo. – Caminhei até ele, sentindo suas mãos pousarem sobre minha cintura. 

– Não fala assim que eu me apaixono fácil. – Ele riu, me fazendo revirar os olhos. – De qualquer forma, não hesite em me pedir ajuda quando for necessário, okay?! – Aquiesci. – Agora meu beijo. 

– Você é um idiota mesmo. – Rindo feito uma idiota, acariciei o rosto dele, antes de unir nossos lábios num beijo lento e bom. 


Evan me puxou para cama com delicadeza, se pondo entre minhas pernas, mas sem cessar os beijos envolventes que ele me dava. Com ele não tinha medo ou repulsa. Eu me entregava de cabeça nessa relação porque eu o amava. 




                           (...) 




Meu olhar divagava pelo quarto, estava amanhecendo lá fora e devido a mais um sonho estranho eu não consegui dormir outra vez. Eu precisava ir a um psicanalista, mas isso fica para quando eu voltar do próximo trabalho. 


Na minha mente não parava de vir aquela voz doce e gentil, e acompanhado dela vinha o som de piano, mas eu me perguntava onde foi que eu havia ouvido tal canção e melodia, o porém é que eu nunca me lembrava. 


– Bom dia. A quanto tempo está acordada? – Evan passou o braço pela minha cintura, ambos nús. 

– Eu acabei de acordar. – Respondi. 

– Não minha pra mim, Diana. Sabe que odeio isso, assim como odeio te ver desse jeito. – Ele se afastou bufando, pegando suas roupas e saindo do meu quarto. 

– Não vai vestir as roupas? Está louco? – Ele gargalhou. 

– Todo mundo aqui já me viu assim. Bom, faça o que sugeri, procure um especialista. Ou melhor, eu mesmo farei isso por você, já que é teimosa e provavelmente irá enrolar pro resto da vida. 

– É incrível a maneira que você me conhece. Até. – Ele acenou e saiu do quarto. Então fui tomar meu banho e me aprontar para o café da manhã. Nem cinco horas eram, mas sabia que Thomas logo iria aparecer ali, então queria estar devidamente pronta o quanto antes. 


Em minutos eu me aprontei, saindo do quarto e indo até a sala dele. Bati na porta e assim que ele disse para eu entrar, assim fiz. Thomas estava sentado em sua mesa, encarando um grande painel na parede a sua frente. 


– Venha cá. – Falou sério e eu fui até ele. 

– Diga. – Respondi amena. 

– Você quer vingar sua mãe, não quer? – Ele ainda encarava o painel, uma foto em específico. Na hora me sobressaltei com aquele assunto que tanto me atormentava. 

– Lógico! É ele? – Apontei para a foto. 

– Não, mas é da família de quem fez isso. Já está na hora de ser sincero com você, Diana. Esse trabalho é apenas o início do que você tá tô almejou todos esses anos. Você enfim vingará Sônia. Arrume suas coisas, irá para Cancún dentro de uma hora. – Ele falou, retribuindo um breve sorriso. 



                            (...) 



Meu carro estava parado na rodovia que dava acesso a Playa del Carmen, e segundo Thomas, meu alvo iria passar ali. O sol estava se pondo e a patrulha naquele horário era escassa, ninguém iria me ver, nem saberiam dizer quem foi que cometeu tal assassinato. 


– Senhorita, o carro dele. – Santiago falou, me chamando a atenção. Um automóvel da marca Porsche Cayman, na cor preta, passou cantando pneu no asfalto. Na hora meu sangue ferveu nas veias, e destravando minha pistola eu sinalizei paga que Santiago seguisse o carro. 


O carro onde eu estava percorria a lista lisa numa velocidade considerável, não queria que o desgraçado desconfiasse de nós e fugisse. A medida que nos aproximavamos deles, mais meu suor percorria a testa e minha respiração ficava pesada. 


– Acelere, fique ao lado dele! Quero ver a cara desse filho da puta! – Falei alterada, não me contendo. 

– É pra já. – Santiago acelerou e em segundos me vi perto do que tanto queria, embora ele não fosse meu principal alvo. Mas machucar quem me feriu, me faria bem, isso eu sei. 


Os vidros do carro dele estavam abaixados, e quando finalmente vi o rosto dele, senti algo estranho. Aquele cara tinha uma feição séria, mas não perigosa. Pensei isso até vê-lo sacar uma arma e atirar na cabeça de Santiago. 


– Merda! – O carro onde eu estava rodopiou na pista, e capotou assim que chegou na encosta, e isso foi uma das últimas coisas que vi antes de tudo ficar escuro. 




                          (...) 



Me movimentei lentamente, sentindo uma dor descomunal em meu corpo e o sabor de sangue nos lábios. Minhas pupilas ardiam, ali era claro demais e isso sempre fora um grande incômodo para mim. 


– Oi. – Me virei de sobressalto, vendo um homem deitado ao meu lado. No caso o rapaz que Thomas me mandou matar. 

– Me solta! – Ordenei, mas minha maneira hostil não causou nada nele. 

– Quem mandou você vir atrás de mim? – Falou calmamente. 

– Não direi nada! – Respondi. Me movendo novamente, vi que estava presa àquela cama de casal pelos pulsos e tornozelos. 

– Seu nome? – Cuspi na cara dele, vendo ele franzir o cenho e limpar o rosto com um lenço. 

– Você pode cooperar comigo e me dizer o que queria ou pode sofrer muito antes de ser morta pelos meus homens. – A mão dele foi até meu pescoço, apertando com força ali. – Me diga logo o seu nome. – A voz dele soou fria em meus ouvidos, mas não me intimidei. 

– Nunca saberá meu nome, seu desgraçado! – Ele balançou a cabeça negativamente, se levantando da cama e começando a caminhar pelo quarto. Eu conhecia esse lugar, estávamos numa das mansões de luxo de Playa del Carmen. As janelas dali ocupavam toda a parede, me dando uma ampla visão do mar. 

– Por toda essa raiva que sente de mim, eu diria que quer se vingar. Me diga o que eu fiz, quem eu matei que era importante para você. – Ele se sentou numa poltrona, cruzando as pernas e tomando algo numa xícara. 

– Você é surdo ou o que? Acabei de dizer que não irei dizer meu nome. – Ri com desdém, mas ele ainda mantinha uma expressão impassível. Ouvi batidas na porta do quarto e o homem que estava sentado disse para quem seja for, entrar ali. 

– Senhor Xiao, está tudo pronto para a nossa partida. – Um homem falou e assim que seu chefe sinalizou, ele saiu dali, nos deixando a sós mais uma vez. 

– Como assim tudo pronto? Me tira daqui seu puto!! – Me movi mais uma vez, mas isso apenas me machucou mais. 

– Você deveria se acalmar. Não vai mesmo me dizer quem te mandou e seu nome, não é? – Ele vestiu uma jaqueta jeans e colocou um boné. 

– EU DISSE QUE NÃO! AGORA ME TIRA DAQUI PRA EU ACABAR COM SUA RAÇA!! – Na hora lágrimas escorreram pela minha face. Eu subestimei ele e agora não poderei cumprir com o que prometi a minha mãe. 

– Nos teremos muito tempo para conversarmos sobre o que você quer comigo. Me diz aí, já visitou a China? – Ele abriu a porta e vários homens entraram ali. 

– O que? Você não pode me sequestrar! – Me debati quando senti um deles tocar em meu braço, injetando algo que julguei ser tranquilizante. 

– Não é você quem dita as regras e se quiser ficar viva por pelo menos três dias, eu sugiro que cale a boca. – Ele saiu do quarto, me deixando a sós com aqueles homens nojentos. 

– Aí tem coisa, LuHan nunca mantém vivo as pessoas que tentam matá-lo. – Ouvi um deles dizer, já sentia o efeito do tranquilizante. 

– De qualquer forma vamos obedecer ele, não somos pagos para questionar e sim fazer. – Um deles me pegou no colo e saiu andando. .Inha última visão foi a do mar se movendo violentamente, anunciando uma tempestade próxima. E assim como a minha vida, um grande caos se aproximava. Thomas me deu um trabalho e eu falhei miseravelmente, e isso acarretaria muitos problemas para seu cargo na polícia caso descobrissem que a filha dele tentou matar alguém. Agora eu torcia para que tivesse a chance de matar aquele que se chama LuHan o quanto antes e não me importando em ser morta em seguida. Apenas quero cumprir minha promessa, por mim e por quem eu amei. 








Notas Finais


Hehehe quem entendeu, entendeu.


Então galera, vejo vocês nos comentários. Não vou dizer o que aconteceu, vocês que lutem pra deduzir as coisas deste capítulo.


E quero agradecer a todos os favoritos e comentários, vocês são demais ✊🏾😔💞



Até o próximo capítulo e beijos da Escorpion 💋💋💋


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...