História Glass Bridge - Capítulo 65


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Namjin, Sope, Taekook, Taekookmin, Taeminkook, Vkookmin, Vmin, Vminkook, Yoonseok
Visualizações 433
Palavras 2.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos 465 favoritos e a todos que comentam!!! :D

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Capítulo 65 - Capítulo 65


Jiwoo andava apressadamente pelos corredores do terceiro andar, esperando encontrar logo Jungkook. Sua mente borbulhava em teorias, mas a que mais fazia sentido era a que Hoseok era irmão de Somin.

Céus, aquilo era surpreendente, mesmo que a ex-escudeira ainda se lembrasse da vez que a rainha lhe confessara que tinha um irmão perdido e a pedira ajuda para encontrá-lo, porém depois de alguns meses, as pistas deram em nada e por fim desistiram da procura. Porém, aquilo tudo não importava agora, pois a família estava reunida novamente e Jiwoo não poderia estar mais feliz pela namorada.

– Ei, apressada!

A loira parou de repente, virando-se na direção da voz e riu alto ao ver quem era: Matthew Kim, um dos seus melhores amigos. Ele estava acompanhado por Kim Taehyung, ou J. Seph, como era comumente chamado.

Os três haviam se conhecido na academia de escudeiros, porém atualmente Seph não era mais escudeiro, desistindo de sua profissão por dias mais pacíficos como professor, mas ele ainda tinha livre acesso ao castelo quando estava ao lado de seu amigo mais novo, Matthew.

– Onde está indo? E cadê seu uniforme?

– Longa história, mas eu não preciso mais dele! Vocês viram o príncipe?

– Como não?! – disparou Seph.

– Eu explico depois, por favor vamos procurar Jungkook, sim? – pediu a loira, olhando para o fim do corredor. – No quarto dele, Jungkook não está, então deve estar no do rei Son.

– Do rei Son, por quê? – questionou o mais alto, franzindo a testa. – Céus, sinto-me muito perdido. Ficamos fora um mês e acontece isso?

– Deixa de drama – disparou Jiwoo, suspirando fundo. – Explico tudo mais tarde quando vocês me pagarem aquela cerveja…

– Mercenária – falou o mais velho.  

Jiwoo sorriu e ia replicar a brincadeira quando um som chamou a atenção dos três. Automaticamente os dois rapazes buscaram suas espadas, afinal dentro do castelo armas de fogo eram proibidas. Jiwoo fez menção de imitar o gesto, mas estava sem seu uniforme e sem suas armas.

Matthew adentrou o quarto primeiro, sendo seguido logo pelos outros dois. Tudo parecia normal até que uma risada aguda foi escutada e a porta do local bateu com força, assustando os três que ao se virarem encontraram Hyunah, com seu habitual sorriso de desdém.

– Oh, Jiji… Era para nos encontrarmos sozinhas, agora seus amigos vão morrer por sua causa.

– O quê? Você deveria estar fora desse castelo! – afirmou a loira, fitando Hyunah com seriedade. – Não és mais bem-vinda aqui, sua ladra manipuladora!

– E isso é culpa de quem? – a ruiva questionou seu sorriso se tornando ainda maior. – Sua! A culpa é toda sua, meu plano estava caminhando muito bem até você e seus sentimentos atrapalharem! Felizmente tudo já estava pronto, mas ainda assim… Eu detesto que as coisas saiam da ordem que eu planejo, entende?

– Do que você está falando, sua louca?

– Somin estava bem quietinha com os orgasmos que eu dava a ela – Hyunah falou, revirando os olhos para a forma como a postura da loira mudou. – Mas você tinha que aparecer com o seu amor verdadeiro ou essa bobagem toda. Ela comia na minha mão!

– Ela é sua rainha! Tenha respeito! – Seph disparou, apontando a espada para a ruiva, mesmo que estivesse vários centímetros afastado da conselheira. – Isso é traiç-

Aconteceu tudo muito rápido, mas antes de terminar sua frase, Seph estava caído no chão, com uma bala atravessada em sua testa.

Jiwoo gritou e se abaixou para segurar o rosto ensanguentado em suas mãos, havia um buraco no centro da testa do loiro e a mulher não podia acreditar; havia tanto sangue no momento, tanto sangue. A loira gritou outra vez em desespero e seus gritos se misturaram aos de Matt, que havia partido na direção de Hyunah.

O homem era grande e apesar do tamanho movia-se com graça e velocidade; era difícil para ruiva atirar nele. Em um movimento ele conseguiu cortar a coxa da de Hyunah que gritou um xingamento, para em seguida conseguir um ângulo e atirar contra o escudeiro. Uma, duas, três vezes. Matthew caiu no chão com um baque surdo e Jiwoo novamente gritou.

Quando havia entrado para a escudaria, Jiwoo tinha um pesadelo recorrente; nele, todos que amavam morriam, inclusive seus amigos que havia feito logo na primeira semana de treinamento. Um arrepio correu a pele da loira. Estava tudo acontecendo no final das contas.

– Sabe, eu ia deixar para lá, mas essa sua carinha… ah, chega a me dar prazer – disse Hyunah, caminhando lentamente pelo quarto. Somente naquele momento Jiwoo percebeu que tinham entrado nos aposentos da ruiva e não em um outro local qualquer. –  O que mais falta para implementar esse seu medinho? Yoongi? Seus pais? Ah, minha querida Somin, aposto!

A espada de Seph estava perto da mão da ex-escudeira, então assim que a loira escutou a ameaça contra Somin, ela partiu na direção de Hyunah, nem percebendo que gritava.

A ruiva atirou contra a perna de Jiwoo que acabou tropeçando com a dor, caindo de joelhos no chão.

– Sabe, para a escudeira da rainha, você é extremamente burra para se deixar levar por sentimentos assim tão rápido.

– Deixe Somin em paz!

– Ah, querida… você não está em condições de exigir alguma coisa, não acha?

– Deixe-a em paz! – gritou a loira. – Eu vou te matar, desgraçada!

A ruiva suspirou alto e revirou os olhos, assobiando. Jiwoo não sabia o que a mulher estava fazendo, mas logo algo veloz cortou o quarto; a ex-escudeira não conseguiu distinguir, ainda mais pela dor excruciante da sua perna.

– Eu ia só te matar e pow – falou a ruiva, estalando a língua. – Mas é tão divertido brincar com você… Acho que meu tempo será bem gasto aqui…

– Mas qu-

Jiwoo calou-se com a forma com que as coisas ficaram de repente nubladas. Tudo pareceu girar por longos segundos, até que novamente todo o ambiente, parou de se mexer. A loira olhou em confusão para Hyunah, que agora estava sentada em uma cadeira. Quando aquilo havia acontecido? Perguntou-se a moça.

Uma batida na porta.

– Não entrem!

O pedido da loira foi em vão, pois ao piscar, encontrou Yoongi e Somin dentro do quarto. Por que eles estavam calmos?! Não viam o que tinha acontecido?!

– Não, não! Por favor, vão embora! Ela está louca! Também irá matá-los! Somin, por favor!

– Ela ainda grita demais – Yoongi comentou, bufando enquanto aproximava-se de Hyunah. – Sempre foi escandalosa… Menina chata, ninguém gosta dela.

A loira piscou várias vezes e tentou se mexer, mas tudo doía àquela altura.

– Somin, amor, vem cá… Vem ver a idiota de frente – chamou a ruiva, com o dedo indicador enquanto piscava um dos olhos. – Ela realmente acreditou naquele seu teatrinho no cofre…

Os passos de Somin pareciam tão altos aos ouvidos de Jiwoo, que a loira somente seguia a monarca com os olhos, com confusão e mágoa. O que estava acontecendo? Por que ninguém lutava com Hyunah? Por que sua namorada lhe sorria sarcasticamente agora que estava de frente para ela?

– So... ah, ah!

Gargalhadas preencheram o ambiente. Somin estava segurando a loira pelo pescoço e tudo o que esta conseguia fazer era chorar e tentar se livrar da mão que apertava e apertava impedindo de o ar chegar a seus pulmões.

– Eu nunca te amei, Jiwoo. Você é apenas burra e descartável.

Jiwoo não conseguia entender, mas estava tão cansada para pensar. Tudo rodava novamente e a mulher que amava a usara e a odiava, então para que lutar? O melhor era mesmo desistir e se deixar morrer; pelo menos assim aquela dor em seu coração iria acabar, junto com a ilusão de que teria o seu final feliz.

– O que você está fazendo?!

A voz alta fez tudo à volta de Jiwoo desaparecer e ela pode respirar de novo. A loira ainda não entendia o que estava acontecendo, mas uma voz feroz era ouvido por todos no cômodo.

– Você é exatamente como a sua mãe, Park Jimin! Sempre chegando nos locais quando não é chamada!

Jimin franziu a testa, mas antes que Hyunah pudesse falar mais alguma coisa, sentiu uma escova voando em sua direção, acertando-lhe o olho esquerdo. A morena estava sem armas, mas o que a ruiva não esperava era que tudo que Park encontrava tornava-se mortífero.

Hyunah buscou sua arma, tentando atirar, mas um pé acertou-lhe a mão e o objeto caiu, escorregando pelo chão, até se perder em um canto. A ruiva gritou de raiva, não esperando o soco lhe acertando a boca.

– Ah! Seu mariquinha!

– Cala essa boca, desgraçada! – Jimin gritou de volta. – Como conhece minha mãe?

Jimin estava ganhando tempo. Ela estava curiosa, claro, mas Taehyung a procuraria quando percebesse sua demora. Com o namorado ali ficaria mais fácil para locomover Jiwoo e impedir de Hyunah fazer sabe-se lá o universo o que a mulher estava fazendo naquele quarto.

– Minha irmãzinha querida, você diz?

– Sua… O quê?!

– Sim, Jimin! Eu sou sua tia! – A ruiva fez uma pose dramática antes de rir sem alegria nenhuma. Era apenas um som histérico e louco, que trazia arrepios na pele da fada mesmo sem saber bem o porquê. – Imagine a minha surpresa ao descobrir que o meu adorável sobrinho havia sobrevivido e estava por aí vestido roupas de mulher? Mas eu estou feliz, sabe o porquê? Por que eu poderei ter o gostinho de matar você de novo!

A ruiva investiu contra Jimin. A surpresa de Park ainda estava estampada em seu rosto, então algo o cortou na bochecha, mas a morena logo deu um tapa no braço da mais velha e utilizou o cotovelo para acertar o rosto da ex-conselheira que deu um salto para trás, evitando ser atingida novamente por sua sobrinha.

Viado desgraçado! Meu nariz!

– O que você quer dizer com de novo? – Jimin perguntou, levando a mão à bochecha e esfregando o local com sangue. Agora, com calma, conseguia ver que o anel da ruiva tinha um dispositivo que acionava uma espécie de afiada agulha. – Como você pode ser uma fada se não sinto sua presença?

Arg… por favor use esse seu cérebro para um pouco mais do que pentear cabelo, Jimin! O que aconteceu com sua tia, hm? Pense um pouco! Lembre-se da tapeçaria da sala do trono; o que aconteceu com a minha foto? O que a aquela vaca fez com a minha foto?!

– Que-queimada. – Jimin forçou a mente. Haviam-se passado muito tempo. – Você foi retirada da árvore genealógica. Exilada.

– Desgraçada – resmungou a ruiva, respirando pesadamente. Hyunah não estava acostumada a lutar, ainda mais depois de utilizar seu dom de forma tão intensa. – A puta da sua mãe roubou o meu homem! Eu iria casar com o seu pai! Eu que seria rainha!

– A única puta que vejo aqui é você.

– Chega! Você é idêntico a ela, idêntico até mesmo no jeito de me irritar!

Park queria acabar logo com aquilo tudo, mas não conseguiria movimentar Jiwoo para longe do local sem ser atingida por Hyunah. Ela poderia tentar lutar até a ruiva se cansar, porém não duvidava que o quarto fosse cheio de armadilhas e que em um confronto direto acabasse perdendo por conta disso. A situação era complicada.

– Você nunca se perguntou como entraram no reino Park? – questionou a ruiva, olhando de relance para a janela, mas o movimento não passou despercebido por Jimin. A mais velha também estava postergando, mas por quê? A morena se perguntou. – A entrada era bem escondida, hn? Era praticamente impossível para simples humanos a encontrar…

– Como você teve coragem de fazer isso com o seu povo? – Park estava horrorizada. – A sua família?

Ha! Família! – disparou a ruiva, rindo alto. – A mesma família que me tirou os poderes? Que me deixou fraca igual a uma humana?

– Você traiu a coroa! Tentou matar a rainha!

– Ela roubou o meu noivo!

– Meu pai a escolheu! Você é apenas uma louca invejosa! Você matou todo o nosso povo por inveja!

Agora as coisas faziam sentido para Jimin. Ele se lembrava daquela história dos livros de terror infantis do reino das fadas. Hyunah era tratada com uma espécie de bruxa-vilã e mesmo que o ocorrido não tivesse acontecido há tanto tempo, era tão famoso que Park tinha visto versões da histórias em outros reinos.

– Você tentou me matar… – Jimin falou, lembrando-se de flashes do passado. – Quando eu tinha três anos! Jasmine não apareceu porque eu quebrei a perna! Você que quebrou minha perna!

– E ia quebrar muito mais…

Jimin lembrava-se da tia agora. Ela parecia doce e sempre lhe sorria. Mas a fada também se recordava dos gritos, de uma cerimônia e da sua mãe queimando a tapeçaria. Tudo voltava de uma vez, provavelmente esquecido após o grande trauma que havia sofrido anos depois.

– Você assistiu a morte dos seus paizinhos, hn? Sua mãe sendo tratada como a puta que sempre foi?

 – Chega! Cala essa boca imunda, agora! – Jimin conseguia sentir a ira em todos os seus poros e com um sorriso que muito mais se parecia com amostras de dentes raivosos, Hyunah se viu impossibilitada de falar. – Você vai se jogar daquela janela agora mesmo e ir pro inferno da onde nunca deveria ter saído!

Hyunah gritou, mas não conseguiu resistir a ordem e antes de qualquer outra coisa, estava pulando da janela.

Jimin queria sentir-se aliviado, mas um sorriso passou pelos lábios da ruiva antes dela se jogar. De repente, a fada percebeu o seu erro. Hyunah havia olhado para a janela, manipulando-a a fazer exatamente aquilo. Mas agora já era tarde demais para impedir e voltar atrás.

– J-Jimin? Está tão frio…

– Oh… Jiwoo… Está tudo bem, você está bem. Hyunah já foi ela não vai machucar você.

– E-ela os matou, Jimin…

– Sinto muito, Ji… Eu sinto mesmo – Jimin afirmou, passando a mão pelo cabelo loiro da moça, que no momento tinha algumas manchas vermelhas. – Mas temos que ir… Você precisa de atendimento…

– Somin me odeia…

– É claro que não. Não pense isso.

Jimin estava pensando em uma maneira de carregar Jiwoo quando a porta se abriu e Taehyung passou por ela assustado, provavelmente atraído pelo forte cheiro de sangue.

– Minnie!

– Eu estou bem, Tae – Jimin logo afirmou, vendo o namorado fitar sua bochecha. – Isso não foi nada… Me ajuda a levá-la para a enfermaria…

– Ela me odeia… Somin me odeia… Nunca me amou.

Shhh, por que você não fica calma, Jiwoo? – a fada perguntou, levemente utilizando seu dom. A loira relaxou no mesmo instante. – Ela está me choque. Hyunah matou os dois amigos na frente dela…

– Hyunah?!

– Tae, nós não temos tempo! Ela já perdeu muito sangue!

Taehyung concordou com a cabeça e com cuidado se agachou, pegando Jiwoo em seus braços ao mesmo tempo que Jimin apertava o ferimento na perna da moça, tentando estancar de alguma forma.

– Meu novo remédio com sangue de vampiro deve curá-la – falou Taehyung, dando espaço para Jimin abrir a porta. – Tenho umas doses no nosso qua-

O vampiro não completou o que falava, pois quando Jimin abriu a porta, os três foram jogados contra uma parede e tudo virou escuridão.


Notas Finais


J.Seph, Kard:
https://vignette.wikia.nocookie.net/kard/images/4/4e/J.Seph_Hola_Hola_Promotional_Picture_7.PNG

Matthew Kim, Kard:
https://pbs.twimg.com/profile_images/887602436348583936/midjKu-n_400x400.jpg

Gostaram do capítulo? Divulguem a fic!
E, por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.

Até amanhã ;*


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