História Glass Bridge - Capítulo 66


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Namjin, Sope, Taekook, Taekookmin, Taeminkook, Vkookmin, Vmin, Vminkook, Yoonseok
Visualizações 449
Palavras 3.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos 469 favoritos e a todos que comentam!!! :D

Para mais informações ou se quiserem bater um papo com as autoras,
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Capítulo 66 - Capítulo 66


Fanfic / Fanfiction Glass Bridge - Capítulo 66 - Capítulo 66

Somin via a claridade e sentia como se estivesse dentro de uma carruagem, pois algo a movia compassadamente. Porém, haviam gritos, choro e alguma coisa queimava; a rainha sentia em seu nariz, mas não conseguia abrir os olhos, pois estava muito cansada.

– Maj-Majestade? – Uma voz chamou, mas a morena não abriu os olhos. Queria dormir. – Sou eu… Yoongi, consegue abrir os olhos?

– Somin? – chamou uma segunda voz. Essa lembrava a monarca de algo, mas não sabia exatamente o quê. – Irmã? Abre os olhos para mim, hn? É Hoseok… Tudo bem… Está tudo bem, o socorro está chegando…

Hoseok sentia-se como se todos os seus ossos doessem e talvez essa fosse uma realidade, mas não podia fraquejar agora.

– Eu vou voltar lá, Yoongi – afirmou o vidente, vendo o namorado arregalar os olhos. – Tem pessoas presas nos escombros! Eu preciso voltar!

– Espera um pouco… A poeira baixar – pediu o loiro, vendo o namorado negar com a cabeça. – Então eu vou com você.

– Não! Você tem que proteger Somin. Por favor, fique aí. Não irei demorar…

Yoongi então soltou o braço do namorado e o deixou ir ser um herói, mesmo que a visão à sua frente fosse aterrorizadora.

Parte do castelo estava caído e a outra ameaçava cair. A estrutura estava ameaçada em sua base, na parte esquerda, o que acarretou em três andares praticamente todos destruídos.

Yoongi pensou como minutos antes estava na parte de baixo do castelo; se tivessem permanecidos ali, provavelmente não estariam vivos naquele momento. E, também, é claro, por Hoseok, que conseguiu acessar sua Força no último segundo, empurrando a rainha e ele para debaixo da mesa momentos antes da explosão.

Parecia um cenário de guerra e a constatação fez a pele do escudeiro se arrepiar por inteiro, pois ele percebeu algo: aquilo não havia sido uma simples explosão de cozinha ou algo do gênero. Toda aquela destruição tinha nome e sobrenome: Kim Hyungteo.

– Yoongi?

O escudeiro se virou no mesmo instante na direção da voz, agachando-se ao perceber que a rainha estava sentada, fitando-o de baixo. Yoongi esqueceu-se por um momento que Somin era a rainha e sem pedir autorização, levou a mão a cabeça da morena, procurando por algum tipo de corte em seu couro cabeludo, porém tudo parecia no lugar.

A morena tinha os olhos arregalados e Yoongi somente conseguia observar como a rainha se parecia com Jungkook naquele momento; de certo modo, Somin também era uma criança que governava um reino, tendo que lidar com todo o tipo de pressão. E, talvez, em sua frente, estivesse o pior pesadelo de sua vida.

O local havia sofrido com alguns focos de incêndio, porém a própria estrutura desabando havia evitado que o fogo se alastrasse. Entretanto, o cheiro era tão forte que estava deixando a rainha enjoada, afinal parecia que uma quantidade imensa de carne havia sido queimada junto com a poeira que ia caindo aos poucos, cobrindo tudo e todos com um fina camada de cinzas do antigo castelo.

– Jungkook… Jiwoo… Todo mundo…

– Calma… Hoseok e outros estão tentando resgatar os feridos – disse Yoongi, passando a mão na franja da morena, retirando-a dos seus olhos. – Daqui a pouco os bombeiros também chegam…

Somin sentia-se perdida, então somente concordou com a cabeça, sentindo a mão de Yoongi segurar na dela. Havia carinho naquele gesto e a rainha percebeu que eram amigos, por mais que o escudeiro sempre estivesse reclamando de alguma das suas decisões, houveram vezes que sorrisos tinham ido trocados entre eles. Poderia não ser a mais forte das amizades, porém estava lá.

Hoseok não demorou para começar a sair com as pessoas e em seguida os bombeiros chegaram, deixando a todos mais calmos, mesmo que tudo tivesse se tornado um caos. Eram gritos, ordens, reclamações e choro.

– Majestade eu vou… Oh! – Yoongi travou no que iria falar ao perceber que a rainha parecia chorar. Sem saber muito o que fazer, o escudeiro retirou sua jaqueta e colocou nos ombros da morena. – Vai dar tudo certo, So… Eu prometo.

Aquela exata frase já havia sido escutada por Somin quando seus pais haviam morrido e Yoongi havia ficado ao lado tanto de Jungkook quanto da agora rainha, abraçando e consolando a ambos. A morena às vezes se esquecia como Min era praticamente parte da família.

– Obrigada.

O escudeiro somente sorriu e com cuidado colocou o braço em volta do corpo da rainha. Somin deixou-se ser fraca na frente de outras pessoas e abaixou a cabeça no ombro do mais velho, sentindo que sufocaria a qualquer instante. Seu castelo. O seu lar. O local onde crescera e tivera lindos dias, estava destruído.

– Jungkook!

A rainha olhou assustada para Yoongi antes de perceber que ele gritava em direção ao castelo. Então, ela olhou para frente, vendo Hyunwoo todo sujo de poeira e com o que parecia ser um corte na testa, saindo do que antes era a porta – no momento era somente um grande rombo não muito seguro de se passar –, com um Jungkook desacordado em seus braços.

O monarca não demorou para se aproximar da rainha, ignorando a máscara de oxigênio que alguém o ofereceu. Ele era rei dos mares, conseguia prender a respiração muito bem e quase reclamou alto da imbecilidade dos humanos, porém tinha que ajudar o Jeon mais novo.

– Ele entrou na minha frente assim que deu a explosão! – afirmou Hyunwoo, colocando Jungkook com cuidado no chão. Os médicos ainda não estavam no local, provavelmente porque o hospital ficava mais afastado que o batalhão de bombeiros. – Sorte que a escada dos funcionários não foi destruída…  

– Precisamos que os médicos cheguem logo! – disparou Yoongi, passando a mão delicadamente pela testa de Jungkook, pois tinha medo de movimentar o rapaz e afetar algo internamente, já que externamente o licantropo não parecia ferido. – O senhor viu mais alguém lá dentro?

Somin não prestava atenção na conversa e somente focava em Jungkook. Naquele momento ela queira que o irmão ainda fosse parte vampiro, pois com sangue se recuperaria; licantropos eram diferentes e dependendo da lesão poderiam até ficar meses no hospital e em casos graves, chegarem ao óbito.  

– Não vi ninguém, mas escutei um choro de bebê.

– É meu primo! – disparou Somin, fitando o outro monarca. – A última tentativa desesperada da minha tia de segurar meu tio… – comentou. – Por favor, alguém tem que salvá-lo! Ele é só um bebê.

– Não se preocupe – disse Hyunwoo, fitando a rainha. – Darei um jeito…

Yoongi tentou falar algo, mas Hyunwoo logo correu de volta para o castelo, chamando somente um bombeiro para ajudá-lo. O loiro não gostava daquele entra e sai em uma estrutura tão debilitada como aquela, mas o que poderia fazer? Haviam pessoa pessoas presas dentro do local e em situações como aquela, minutos faziam grande diferença.

– Yoongi… Eu estou com medo…

Os murmúrios da rainha fizeram o loiro voltarem a realidade e novamente se abaixar ao lado da morena, levando sua mão a dela. Jungkook ainda continuava desacordado.

– Não sou forte… para tudo isso – confessou Somin, piscando ao mesmo tempo que fazia um afago no rosto do irmão. – O que aconteceu… foi minha culpa… Quantas pessoas morreram? Eu… não mereço ser rainha.

– Isso não foi sua culpa, Somin – afirmou o loiro. – Nada disso é… Agora o que nos resta é cuidar do feridos, decretar luto pelos mortos e marchar para a guerra.

– Eu estou com medo.

– Todos nós estamos, majestade – Yoongi proferiu, suspirando fundo. – Todos nós…

E, naquele cenário empoeirado e destruído, Somin deixou-se sentir medo para que quando chegasse o momento certo, isso não mais a afetasse. Era complicado, mas ela era uma Jeon e seu reino precisava dela.

 

***

 

Namjoon abriu os olhos e nada enxergou.

Seu ouvido zunia, mas o loiro não conseguia identificar o que estava acontecendo de errado. Estava bêbado? Não se lembrava da última vez que tal coisa tinha ocorrido, então essa não parecia a resposta certa. Céus, por que todo o seu corpo doía?

– Tem alguém aí? Oi? Bata em algo se não consegue responder…

O loiro conhecia aquela voz, mas de quem era? Parecia ser de alguém importante e que ele amava, porém algo não se encaixava em sua mente. Tudo parecia em pedaços.

Pedaços. Isso o lembrava algo.

– Alguém? Eu estou aqui para ajudar…

Ajuda. Parecia algo que Namjoon precisava, mas tinha algo impedindo o seu braço direito de se movimentar, então tentou ir para o esquerdo; esse mexia minimamente e por isso o escudeiro bateu na primeira coisa que viu, mas som nenhum pareceu sair de sua batida.

– Ei… eu te escutei. Tem alguém aí?

O escudeiro sabia que tinha que falar algo, porém tinha uma pressão em seu peitoral. Mas tinha que tentar, se não nada melhoria.

– A…

O loiro começou a engasgar e a tossir. Tudo doía. Parecia uma tortura. Será que era isso o que estava acontecendo? Estava sendo torturado? Mas por quê?

– Te achei… Não se mexa, vou te tirar daí…

Hoseok.

Era Hoseok. Seu melhor amigo. A voz agora era clara em sua mente.

Namjoon relaxou o corpo e esperou pelo amigo, afinal Hoseok faria alguma coisa para ajudá-lo, certo? Ou ele fazia parte da tortura? Por que ele estava pensando naquilo? Não fazia muito sentindo, como nenhuma das outras coisas em sua mente. Onde estava mesmo? Não havia alguém com ele? O loiro tinha quase certeza que sim.

– Onde… e-estou?

– Namjoon? Namjoon é você?! – Hoseok perguntou e mesmo não conseguindo se mexer ou raciocinar direito, o loiro soube que o amigo parecia desesperado.

– H-Hobi… – A voz de Namjoon era baixa e se não fosse pela audição licantropa o moreno provavelmente não teria o escutado.

Hoseok então passou a se preocupar em retirar os escombros e assim chegar até o amigo, mas precisava ser cuidadoso, afinal um movimento errado e a estrutura poderia ceder em cima dos dois.

 – Joon, Seokjin está com você? Consegue ver alguma coisa daí?

O dançarino fazia perguntas para manter Namjoon acordado e assim conseguir seguir o som de sua voz por entre os escombros. O moreno esperava que desse certo.

Namjoon abriu os olhos, mas algo o incomodava no olho esquerdo, mas ainda assim foi capaz de perceber que retirando algumas frestas claras, nada enxergava. Pelo menos Hoseok estava ali, então o loiro estava mais calmo, pois tudo ficaria bem.

De repente, o escudeiro lembrou-se que estava indo para a sala de jantar, junto com o noivo quando tudo se apagou em sua mente. Será que Seokjin estava próximo? Ao lado? Não sabia dizer.  

– N-Não… sei onde Jin está… Mas ele estava comigo… Não enxergo nada...

– Tudo bem… Fica calmo que vamos achá-lo – afirmou Hoseok. O moreno não gostava do fato de ter que ir vagarosamente, praticamente pedra por pedra, mas era pelo bem de Namjoon. – Fica falando comigo… O que está sentindo?

– Não consigo me mexer… Tem algo no meu peito…

A voz de Namjoon estava cada vez mais baixa e Hoseok conseguia sentir o cheiro de sangue e não era em pouca quantidade. O híbrido se viu torcendo para ser de uma outra pessoa, o que era um pensamento horrível para se ter, mas depois podia se preocupar com a culpa.

– Tenta respirar com calma… Não se mexe – pediu Hoseok. – Eu vou movimentar um pedaço grande de escombro… Se algo doer, me avisa…

– C-cui-d-dado…

Em algum outro momento, o moreno iria sorrir e talvez até brincasse, mas estava preocupado demais para tal coisa.

Hoseok respirou fundo, agachando-se para puxar o escombro e empurrá-lo para um outro lugar. Era complicado e perigoso, mas Namjoon precisava da sua ajuda.

Os olhos do vidente ficaram dourados assim que começou a puxar o escombro para cima, pois a pedra era pesada demais. Hoseok nem sentiu a mudança de imediato, somente quando ficou mais fácil de deslocar o pedregulho.

Namjoon conseguiu escutar o amigo rugir e um arrepio passou por todo o seu corpo, mas nada o preparou para a cena que viu assim que o escombro foi deslocado.

Havia uma outra pedra por baixo da pedra que Hoseok moveu, porém esta tinha um vergalhão proeminente e o metal perfurava o braço do corpo que estava por cima de Namjoon.

O vidente se arrependeu do seu desejo anterior assim que viu o corpo de um Seokjin desacordado e com um grave sangramento.

– J-Jin? – A voz de Namjoon era incerta e o escudeiro já sentia seus olhos se encherem de lágrimas. – Jin? Fala comigo… Jin?

– Namjoon, não mexe nele! – pediu Hoseok, preocupado ao perceber que o amigo já estava pronto para movimentar Seokjin. – Eu vou chamar os bombeiros… Fica calmo. Você consegue fazer isso?

– Jin? Jin? Fala comigo…

Seokjin estava com a cabeça no peitoral do escudeiro, um dos braços por cima do direito do loiro e o vergalhão que atravessava sua pele, estava milímetros de ter acertado o escudeiro. O mais velho o salvara na hora da explosão, conseguia se recordar agora e aquilo somente fazia seu coração disparar e a vontade de chorar de aumentar. Namjoon somente queira que seu noivo ficasse bem.

– Ele está vivo; consigo escutar seus batimentos cardíacos…

– Vai buscar logo os bombeiros!

Então, Hoseok correu, sentindo a mentira ainda queimar em sua língua. Ele não podia escutar batimentos cardíacos, afinal era demais para um licantropo, mas o que poderia fazer? Precisava de Namjoon calmo enquanto corria em busca de ajuda.

– Jin? Você está me escutando? Por que você pulou na minha frente, seu idiota? – Namjoon levou o braço esquerdo, que agora podia movimentar sem dificuldade, até o cabelo do noivo e afagou o local. Era inútil, sabia disso, mas não conseguia evitar. – Eu que devo te proteger… Eu!

– C-c-a… C-cala a b-bo-ca…

– Jin!

– J-J-oonie…

– Não fala nada… Está tudo bem… Você… acha que consegue me morder, Jin? – o escudeiro propôs, afinal se ele se alimentasse agora talvez se recuperasse mais rápido. Estava desesperado para salvar a vida de Seokjin, não importava como. – Sua boca está perto da minha clavícula… Deve dá…

– Voc-ê e-est-tá s-sangra-ando… N-ão…

– Não estou sangrando… Estou bem…

– S-sint-to… c-ch-e-eiro…

– Deve ser só um corte… Por favor, Jin… Eu estou bem…

S-shii… E-e-u t-te amo…

– Para com isso… Não fala isso, Jinnie – pediu o escudeiro, suspirando fundo. – Fica comigo… Vamos conversar… Jin?

Seokjin parou de responder e Namjoon não sabia o que fazer. Ele sabia que se o vampiro o mordesse, ficaria recuperado, mas estava sem condições de se cortar e obrigar o monarca a utilizar o seu plasma. O que faria? Cada segundo era essencial!

Hoseok não demorou para voltar com alguns bombeiros.

O resgate em si não demorou muito. Os bombeiros optaram por deixar o vergalhão e com a ajuda de macas, locomoveram Seokjin e Namjoon para fora do castelo; Hoseok os seguiu de perto.

Do lado de fora, estava ainda mais caos do que quando o híbrido entrara no local. Tinham vários corpos cobertos com sacos pretos e os médicos tinham sido locomovidos para o local e utilizaram uma residência próxima como espécie de ambulatório, pois o hospital ficava realmente muito distante para feridos gravemente serem transportados de carroça e carruagem.

Somin já havia sido atendida, mas além de alguns cortes, nada grave havia lhe ocorrido. Jungkook estava no soro, mas havia despertado e os médicos estavam confiantes de que não havia nenhum problema interno. Yoongi nada sofreu.

Hoseok foi direto para Yoongi, beijando-lhe rapidamente nos lábios. Estava nervoso e precisava do namorado para se acalmar e não se descontrolar como um licantropo no meio de toda aquela tragédia.

– Vai ficar tudo bem, Seokie – garantiu o escudeiro, levando as mãos até as bochechas do moreno e delicadamente fazendo carinho no local. – Respira fundo… Como eles estão?

– Eles foram levados direto para o ambulatório improvisado… Namjoon parecia bem, só um corte no braço, mas Jin… – Hoseok parou de falar, respirando fundo para engolir o choro. – Jin tinha um metal ficando nele e as pernas dele estavam as duas quebradas… Joon nem viu isso… Seokjin recebeu todo o impacto por ele.

– Amor, ele é um vampiro… Tenho certeza que tudo dará certo.

O vidente queria acreditar no namorado, mas era tão difícil. Havia acabado de descobrir que tinha mais dois irmãos no mundo e aquilo tudo acontecia; parecia uma espécie de sinal do universo; por mais que o pensamento fosse loucura, o moreno não conseguia ponderar outras coisas, somente que seu lado híbrido estava causando toda aquela desgraça.

– Onde está Somin e Jungkook?

– O dono da casa ofereceu o quarto principal para eles… Só desci para dar um pouco de espaço – explicou o escudeiro, passando pelo cabelo do namorado para retirar a poeira. – Notícias de Tae, Jimin e Jiwoo?

O vidente balançou a cabeça negativamente e quando Yoongi viu as lágrimas começarem a se formar nos olhos do vidente, rapidamente o levou pelas escadas da casa, pois tinha certeza que ao ver Jungkook e Somin ele ficaria melhor. A realidade era que o escudeiro estava tão preocupado e triste quanto o namorado, porém tinha que manter a pose de forte para que os outros pudessem ser fracos.

Hoseok quase caiu com a força do abraço que Jungkook lhe deu e inevitável riu com o mais novo, que o levantou e rodopiou, como se não estivesse desmaiado minutos antes. Licantropos realmente se curavam mais rápido com a ajuda da Força.  

– Somos irmãos! – proferiu Jungkook, apertando ainda mais fortemente o vidente. – Irmãos! Essa é a melhor notícia que eu poderia receber!

O vidente estava emocionado, então a única coisa que fez foi abraçar fortemente o mais novo, feliz pela reação do rapaz. Por algum motivo, a insegurança havia o deixado pensar que talvez Jungkook não quisesse ter nenhuma relação sanguínea com ele, o que agora pensando melhor, era absurdo. O Jeon mais novo sempre havia sido carinhoso com ele, não poderia ser diferente agora.

– Eu deveria ter pensado nisso antes de todas as vezes que eu me curvei para você, Hobi. Me perdoa por ser tão lerdo! Dois irmãos mais velhos!

Jungkook estava utilizando aquela descoberta para ignorar o fato de que estava morrendo aos poucos de preocupação com Jimin e Taehyung que ainda não haviam sido localizados.

– E um sobrinho…

A voz de Somin foi tão baixa que Hoseok só escutou por conta da sua audição apurada. Ele olhou surpreso na direção da irmã, logo percebendo que ela estava na cama, com um bebê no colo e uma mamadeira nas mãos. A criança estava quieta, sugando o leite como se há dias não se alimentasse.

– Meus tios morreram – disse Jungkook, engolindo a seco. – Meu priminho…

– Sobrinho! – interrompeu a rainha, abraçando ainda mais a criança. – Eu já disse que vou adotá-lo! Agora… Jiwoo precisa vê-lo… Nosso filho…

– Ela está em choque – murmurou o mais novo. – Somin está com medo por causa de Jiwoo…

Hoseok então se lembrou da visão e se sentiu ainda pior. Algo muito ruim havia acontecido a Jiwoo, ele sabia disso. O moreno então se aproximou da rainha e a encarou por alguns segundos como se pedisse permissão para se aproximar mais. A morena apenas abanou a cabeça positivamente, as lágrimas rolando por sua face pálida. Então ele finalizou o espaço entre eles, abraçando-a apertado deixando que a moça escondesse o rosto em seu ombro, em uma posição estranha, para chorar silenciosa.

– Yoon… precisamos a ajudar nas buscas e descobrir o que gerou essa explosão – Jungkook sussurrou para o escudeiro não querendo interromper o momento entre Hoseok e Somin. Ele nunca havia visto a irmã se permitir chorar com alguém antes. Era estranho, levemente assustador, pois significava que as coisas estavam graves, bem graves. – Tem alguma notícia? Alguma coisa?

– Só… Nam e Jin que estão sendo atendidos – Yoongi falou, deixando parte da história de fora, pois sabia que Jungkook estava tentando ser forte, mas no fundo queria chorar junto com a irmã. – E aquele remédio do Tae? Poderia ajudar…

– Só no galpão… Acredito que as doses que ele trouxe devem estar destruídas – explicou o rapaz. – Por que você não vai buscar e eu vou ajudar na busca? Preciso ainda agradecer a Hyunwoo por me tirar de lá…

– Não fez mais que a obrigação dele.

Jungkook revirou os olhos para o comentário de Yoongi, virando-se na direção da irmã para comentar algo, porém ela ainda chorava no ombro de Hoseok enquanto segurava o bebê no colo. A cena o deixava ansioso por algum motivo.

– Vamos… ajudar nas buscas, Yoon, por favor?

Yoongi concordou com a cabeça para em seguida saírem do quarto silenciosamente. Tanto Hoseok quanto Somin precisavam daquele momento a sós.

 

 

– Ele precisa de atendimento!

O grito foi a primeira coisa que Yoongi e Jungkook escutaram ao chegarem no primeiro andar da casa.

– Não preciso… Deixa de ser exagerado…

Jaehwan segurava a cintura de Jackson enquanto o braço do escudeiro estava em seu ombro.

Yoongi observava a cena com certa preocupação pelo estado que anteriormente Jackson estava e por isso se assustou quando sentiu algo pousar em seu ombro. O loiro olhou para o lado e agora relaxado, sorriu para Dawon.

– Você pode encontrar os feridos, querida? – Dawon piou em resposta e ele sorriu outra vez, acariciando as penas da ave com o indicador antes dela alçar voo e ir em direção ao vão que antes era a escada principal. – Vocês dois conseguem chegar até a área médica sozinhos?

Jaehwan concordou, ainda amparando parte do peso de Jackson com o seu.

– E os outros? Jin? Hyunwoo?

– Hyunwoo está bem, lá dentro ajudando – afirmou Jungkook. – Jin está na área médica.

– Okay, vou procurá-lo – disse Jaehwan, puxando Jackson mais para si. – Nós estávamos no jardim, bem longe da explosão, mas a porra do campanário também estava com uma bomba – disse o de cabelo cinza, vendo Yoongi arregalar os olhos. – Caiu um pedregulho bem no pé de Jack…

– Eu já disse que estou bem, nem quebrou…

– Cala a boca que seu pé está fraturado – reclamou o monarca. – Mas olha… Eu vi um cara correndo perto da torre… Não o persegui por conta de Jack…

– Mas para que explodir a torre do sino? – Jungkook quis saber.

– Para o socorro demorar a chegar – Yoongi falou, expirando com força. – Por isso ninguém apareceu… Tiveram que ir correndo até o batalhão de bombeiros e o hospital…

– E provavelmente parte da população do reino não sabe das explosões – comentou Jaehwan, estalando a língua. – Quem fez isso, pensou em tudo.

– E se tivessem outras bombas?! – Jungkook questionou, assustado. – Não só por aqui, mas por toda a cidade?

– A população não sabendo… Eles não tomarão cuidado – comentou Jackson. – Deve ser o plano do inimigo.

– Jaehwan, avise as tropas. Se Hyunwoo puder, peça para que dê um jeito de enviar os falcões aos reinos aliados – falou Yoongi, com uma expressão séria. – A guerra está aqui.

Jungkook somente sentiu medo com aquela afirmação.


Notas Finais


Moodboard com qualidade: https://twitter.com/giseledute/status/1026806831098650630

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Até amanhã ;*


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