História Glass Bridge - Capítulo 68


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Namjin, Sope, Taekook, Taekookmin, Taeminkook, Vkookmin, Vmin, Vminkook, Yoonseok
Visualizações 420
Palavras 4.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos 476 favoritos e a todos que comentam!!! :D

Para mais informações ou se quiserem bater um papo com as autoras,
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Capítulo 68 - Capítulo 68


Fanfic / Fanfiction Glass Bridge - Capítulo 68 - Capítulo 68

Dawon voou, indicando o caminho para Hoseok, que somente seguiu silenciosamente pela floresta, sabendo que Yoongi chorava em seu ombro, afinal conseguia escutar os baixos sons que o namorado fazia. Se tivesse alguma maneira, o híbrido queria tirar toda a dor do escudeiro e sempre vê-lo sorridente, mas sabia que aquele era o momento de luto do loiro e por isso aguardaria até Min estar bem o suficiente para conversar; afinal, após anos, aquela era a única maneira que Jung conhecia de ajudar alguém a superar suas dores.

– O soro… – Yoongi proferiu outra vez, bem mais baixo e cansado, provavelmente a exaustão estava o atingindo. – O soro… eles deram o soro ao Woozi, acho que… planejam soltar durante a guerra.

Hoseok parou no lugar, sentindo o corpo de Yoongi escorregar pelas suas costas quando ele parou de segurá-lo, no entanto foi inevitável, pois sua mente ficou nublada, transportando o vidente para um outro local.

 

Um tic-tac constante, que fazia Hoseok virar-se para todos os lados, em busca de onde vinha o som. Ele não conhecia aquele local, aqueles corredores ou os sons que vinham da janela do lugar, mas tinha medo e quis correr, porém estava preso no local, assistindo o destino desembaralhar a sua volta.

Uma porta trancada.

Um grito agudo.

Fumaça por todos os lados, infligindo violência e loucura em todos em que ela encostava.

Uma alta risada.

Mortes.

 

Yoongi não chegou a cair no chão, afinal mesmo cansado, seu treinamento sempre o deixava alerta. Então, o loiro deu a volta e ficou observando Hoseok ter sua visão, pois aprendera que tentá-lo despertar era o pior, pois o vidente ficava agitado.

Foram somente alguns minutos, não era uma visão longa; Yoongi já havia visto Hoseok ficar até dez minutos fitando o nada enquanto estava preso no futuro. O moreno balançou o rosto e piscou algumas vezes, voltando a realidade enquanto sentia a mão do namorado buscar a sua.

– Você está bem? – o loiro perguntou. Ele tentava não aparentar todo o seu sofrimento, mas Hoseok conseguia perceber em sua expressão. – Quer conversar sobre a visão?

– Eu estou bem… Conversamos mais tarde. Eu quero cuidar de você – o moreno garantiu, puxando Yoongi carinhosamente pela nuca e beijando delicadamente a testa do loiro. – Vamos indo, hn?

Então, os dois retornaram para o acampamento. Hoseok deixou Yoongi em uma das tendas para tomar banho e se trocar como podia, afinal estava tudo um caos, mas ele não poderia continuar ensopado no sangue do irmão. Em seguida, o vidente foi buscar alguns voluntários para recolher o corpo de Jihoon.

Não demorou para ele encontrar Yoongi outra vez. O escudeiro parecia menos abalado, mas seus olhos avermelhados e inchados não escondiam que estivera chorando há pouco tempo.

– Eu preciso avisar aos outros, contar o que Jihoon fez e falar sobre o soro. Se este realmente for o plano de Hyungteo, então a situação é mais complicada do que prevíamos, Seokie… Ele não quer apenas o reino Kim, ele quer todos os reinos – Yoongi proferiu rapidamente assim que observou Hoseok adentrar a tenda. Ele caminhava de um lado para o outro, recolhendo suas armas e verificando as balas.

– Yoon…

– Onde está Somin? Seokjin já despertou?

– Yoon…

– Já acharam Tae? Ele precisa produzir mais antídoto.

– Yoongi! – Hoseok chamou mais alto, segurando os braços do namorado e o puxando para si.

O vidente queria perguntar se estava tudo bem, mas seria uma pergunta idiota; óbvio que não estava nada bem. Yoongi estava escondendo suas dores por detrás daquela fachada forte e inabalável, mas ele conseguia sentir sua tristeza e queria ajudar de alguma maneira.

– Eu… não posso pensar nisso agora, Seokie… Não posso.

– Yoon… Seus pais…

– Não, Hoseok.

– Eles estão aqui – completou o moreno, vendo o namorado arregalar os olhos enquanto balançava a cabeça negativamente. – Eles souberam da bomba… E estão assustados, querendo te ver.

– Não… Não! Manda eles embora, Hoseok! Diz… diz que eu estou ocupado, em missão! Eu não posso conversar com eles agora!

– Yoongi… Eles têm direito de saber. De velar o próprio filho e você também.

– Somin ainda nem sabe… Ela pode querer ficar com o corpo, fazer de exemplo na praça pública – falou o escudeiro, virando-se para Hoseok não o ver chorar mais uma vez. – Eu não vou suportar – sussurrou.

– Somin jamais faria isso com você, Yoongi. Jamais. – Hoseok garantiu, segurando o rosto do namorado entre as mãos, acariciando-o com ternura. – Eu prometo que ela não vai fazer.

Yoongi abanou a cabeça, pois queria acreditar naquilo. Queria não precisar saber que seu irmão foi feito de exemplo em praça pública por mais que tenha errado e muito.

– D-deixa eles entrarem.

– Eu vou ficar com você todo o tempo, okay? – garantiu o vidente. – Fique calmo, eu já volto.

Demorou alguns minutos para Hoseok voltar para a cabana acompanhado de Yangmi e Chul. Os dois mais tinham olhos preocupados, mas assim que viram o filho relaxaram no lugar, logo correndo para abraçá-lo. Yoongi ficou parado, não conseguindo encontrar forças para levantar os braços e retribuir o carinho dos pais.

– Yoon, você está bem? – Yangmi logo perguntou, passando a mão pelo rosto do filho. – Ficamos tão preocupados!

– Como estão as coisas? Podemos ajudar em algo? – Chul logo perguntou, apertando de leve o ombro de Yoongi. – Jungkook está bem? A rainha?

– Eles estão bem… – Yoongi conseguiu proferir, mas sua voz era baixa, quase um sussurro.

– Woozi saiu de casa cedo e ainda não deu notícia estamos tão preocupados, Yoongi – comentou Yangmi, afastando-se um pouco do filho para também fitar Hoseok. – A cidade está um caos; soube de assaltos a lojas, mas de pessoas que nunca vimos, forasteiros… Estamos com medo que seu irmão tenha ido ver a namorada e ficado preso naquela parte da cidade.  

– Eu nem quero ir na Hope – disse Chul. – Aposto que quebraram minha loja… Mas nem podemos cobrar muito da rainha, ela deve tá muito abalada.

Yoongi então soluçou alto, assustando os dois mais velhos que apenas afagaram suas costas e fizeram questões preocupadas. Hoseok olhava a cena sem saber como interferir.

– Meu filho, o que aconteceu? – A mulher então buscou Hoseok com o olhar para saber se conseguiria arrancar dele alguma informação, mas o moreno nada comentou. – Alguém que você conhecia morreu, meu filho?

O loiro então chorou ainda mais e Hoseok se adiantou para buscar uma cadeira que estava no canto da cabana e levá-la até eles. Os mais velhos fizeram com que Yoongi se sentasse ao mesmo tempo que sentiam o coração apertado. O filho não era de chorar daquela maneira.

– S-Seokie… N-não consigo…

– Tudo bem, meu amor… Se calma… – o vidente proferiu, afagando os joelhos de Yoongi já que estava ajoelhado diante do namorado, enquanto os mais velhos mantinham-se de pé, esfregando os ombros do filho.

Hoseok ficou de pé, sentindo o namorado capturar sua mão, trêmulo como uma folha ao vento. Jung suspirou fundo e encarou o casal, detestava ser o portador de más notícias, mas faria aquilo por Yoongi. Faria qualquer coisa por ele.

– Jihoon foi responsável pela implantação das bombas e… infelizmente, ele não conseguiu fugir da explosão vivo.

Yoongi engoliu a seco e não sabia o que comentar sobre a mentira do namorado, mas era melhor daquela maneira, certo? Talvez fosse mais fácil eles lidarem com a verdade quando sabiam metade dela? Ou aquilo somente seria uma forma de maltratá-los? Min não sabia ao certo e não queria pensar sobre o assunto no momento. Tudo doía.

Yangmi sentiu os joelhos falharem e só não foi ao chão pois o marido a segurara, porém estava tão abalado quanto a esposa. Nenhum dos dois entendia o porquê ou como aquilo havia acontecido.

– Mãe… Me perdoa… – o escudeiro proferiu, em meio aos soluços do choro forte. – É tudo culpa minha… minha…

Hoseok foi a Yoongi por instinto, logo abraçando desajeitadamente e sem demora sentindo o escudeiro apoiar-se nele enquanto chorava.

Era um choque, para todos, mas os mais velhos sabiam que se Hoseok havia dito com tanta certeza sobre o filho ser o responsável pelas bombas, era porque aquela era a verdade. A mente deles estava repleta de “porquês” e de perguntas que tentavam esclarecer onde haviam errado como progenitores, porém logo abandonaram aquelas questões, pois o filho mais velho precisava deles.

– Yoongi… – Chul chamou o filho, que lentamente deixou o abraço de Hoseok para encará-lo. – Você é um excelente irmão mais velho. Woozi sempre fez suas próprias escolhas.

Yoongi soluçou outra vez e foi em direção aos pais, abraçando-os apertado, permitindo-se novamente chorar a partida do caçula.

Hoseok então deu espaço para a família, saindo da tenda em silêncio e respirando fundo pela primeira vez. Sentia-se tão cansado mentalmente mesmo que seu corpo ainda estivesse forte e pronto para lutar uma batalha.

Era noite e ainda não haviam encontrado Jimin, Taehyung e Jiwoo e o medo era imenso de que logo eles tornassem um dos corpos, iguais àqueles que estavam sendo retirados do pátio para serem levados para o necrotério. O universo seria tão cruel de lhe dar dois irmãos e lhe tirar o terceiro no mesmo dia?

O futuro era incerto e aquilo assustava o vidente, que somente torcia para tudo aquilo acabar logo, por mais que soubesse que somente havia começado, afinal a guerra havia chegado e não tinha uma pessoa que estivesse a salvo a partir daquele momento.

Universo… nos ajude. Precisamos de um futuro favorável… Por favor, nos ajude.

Jung torceu para que houvesse alguém escutando.

 

***

 

Um grande pedaço de escombro impedia Taehyung, Jimin, Jiwoo e Jasmine de saírem do local.

A animale havia sentido os ares diferentes e tinha escutado quando o tic-tac incessante havia ficado mais intenso, então correu para encontro de Jimin, nos últimos segundos empurrando a dona, Taehyung e Jiwoo contra uma parede, porém em seguida tudo desabou.

Jasmine havia sido ferida levemente, mas sangrava e aos poucos sua fraqueza foi passando para Jimin, que com as longas horas de espera, estava debilitada em um canto.

– Como ninguém ainda nos escutou? – reclamou Jiwoo, gemendo em seguida de dor. – Fizemos tanto barulho…

Taehyung, dez minutos depois que ficaram presos no local, cortou sua mão com um pedaço de vidro que caiu próximo à eles e jogou na ferida da escuderia, que sentiu-se um pouco melhor com o ferimento fechado, porém ainda estava com a bala alojada na perna, o que era perigoso, mas não se tinha o que fazer.

Kim também queria poder ajudar Jasmine, porém depois de muitos testes em seu laboratório, descobriu que com animais ou até outros seres com dons, o sangue de vampiro de nada adiantava.

– Eu não sei, Jiwoo – falou o vampiro expirando com força. – Provavelmente está tudo um caos e está difícil para nos acharem.

– Ou… não sabem que estamos aqui – Jimin concluiu, passando os dedos no pelo de Jasmine, a tigresa estava de olhos fechados. – Talvez estejam nos procurando no nosso quarto...

O vampiro levou a mão a perna da namorada, que sentiu um arrepio passar por todo o seu corpo com o contato. Ela estava com febre e qualquer toque a fazia sentir dor, mas não falava aquilo em voz para não preocupar o namorado, afinal que bem aquilo traria? Taehyung somente ficaria ainda mais preocupado.

– Mas logo vão nos encontrar, tenho certeza – garantiu Taehyung. Ele estava feliz pelo antídoto realmente ter dado certo, afinal não estava com a sede descontrolada, na verdade, estava normal, como deveria ser. – Se ao menos eu fosse Kookie… Já teria nos tirado daqui com a Força.

– Eu só espero que ele esteja a salvo.

– Somin… – A voz de Jiwoo era baixa. A escudeira estava com os braços em volta do próprio tronco, sentindo frio e dor, mas sua mente estava na rainha. Ela esperava que a namorada estivesse bem e que Hyunah não tivesse feito nada com a monarca. – Nós precisamos sair daqui…

– Isso é meio óbvio – disparou Jimin.

– Minnie… – Taehyung chamou, acalmando a namorada com um fraco sorriso. –  Fica calma.

– Desculpa, Ji… Eu estou com raiva de ter deixado Hyunah escapar – disse a fada, suspirando fundo. – A vaca me manipulou certinho para eu fazer o que ela queria…

– Estamos todos nervosos; está tudo bem – disse a escudeira. – Esse desabamento, bomba, sei lá… foi ela, né? Só pode.

– Não tenho dúvidas – afirmou Taehyung. – Como você está, Jiwoo? O que sente?

– Nada, estou bem…

Taehyung fitou a escudeira e era óbvio que a moça não estava bem. Ela tremia, sua testa estava coberta de gotículas de suor e ao mínimo movimento, a loira gemia de dor. E, com o passar das horas, a provável infecção que tinha adquirido por conta do ferimento somente piorava. Jiwoo não sobreviveria sem antibióticos e se a bala não fosse retirada do seu corpo.

Eles estavam apertados no local, ainda mais com Jasmine ocupando grande parte do espaço, mas ainda assim Jiwoo estava apoiada em uma pedra, a alguns palmos de distância. De início ela fez aquilo para poder chorar e se permitir ficar de luto pelos amigos, porém depois de tantas horas estava dando espaço para os namorados, que claramente pareciam uma família, quanto a dela estava em algum lugar do lado de fora daquela caos, bem e viva, era o que a Jeon pedia ao universo.

– Jiwoo, vem para cá – pediu o vampiro. – Ficamos perto é melhor…

– Eu estou bem – afirmou a loira.

– Venha para perto – ordenou Jimin, estalando a língua. – Agora.

Jiwoo não demorou para se arrastar, ficando ao lado de Taehyung, que ainda sorriu sem graça antes de esticar o braço e abraçar a escuderia. Claramente, ela estava com frio por conta da febre.

– É tão estranho você ordenar as coisas… – comentou Jiwoo para Jimin, que somente balançou os ombros. – Então, é majestade?

– Não tenho reino – falou Jimin. – Não sou majestade.

– Você é muito fechada para as coisas – a loira falou, aconchegando-se ainda mais no peitoral de Taehyung. – Uma rainha sem reino ainda é uma monarca – disse. – Você poderia pedir apoio de todos esses reis que vieram ajudar Seokjin e reerguer o seu, mesmo sem fadas, só com humanos.

– Só tinham fadas no reino Park.

– Eu sei, mas com a notícia se espalhando, você poderia encontrar fadas que escaparam; não é possível que elas não existam. Se você quando criança fugiu, outros fizeram o mesmo.

Jimin sinceramente nunca havia pensado naquilo. Sim, ela sabia que deveria existir fadas por aí, afinal algumas foram parar em seu antigo bordel, então calculava que existissem outras escondidas em outras nações, porém nunca pensou em pedir em ajuda a outros reinos. Talvez pelo fato de não ter confiado em ninguém após todo o trauma que sofreu.

– Não vamos pensar sobre isso agora – disparou Taehyung ao perceber que Jimin não sabia exatamente o que comentar. – Agora, vamos poupar energias…

Todos concordaram e não demorou para Jimin apoiar a cabeça no ombro de Taehyung, tentando descansar de alguma forma e assim também ajudar Jasmine, que gemia baixo, com a cabeça apoiada em seu colo. A tigresa precisava que seu corte fosse fechado propriamente, pois o pedaço rasgado da camisa do vampiro, que estava amarrada no local, ajudava um pouco, mas ainda assim a animale perdia sangue.

O local foi ficando mais frio aos poucos e eles sabiam que a noite provavelmente estava virando madrugada, o que não era uma boa coisa, pois quanto mais tempo passava, mais difícil seria para sobreviverem aquele soterramento, afinal seus corpos logo ansiariam por água e Taehyung, por sangue.

E se ninguém sobreviveu?

A questão passou pela cabeça de Taehyung, que logo a descartou. Claro que haviam sobrevivido pessoas, era óbvio que sim. O vampiro sabia que estava sendo otimista demais, acreditando em algo que sim, poderia ser verdade, porém como continuaria sua vida sem as pessoas que amavam? Pois, para o moreno, cada uma delas faria falta e arrancariam um pedaço do seu coração se não mais estivessem vivas.

Seokjin? O primo que sempre havia sido seu irmão. Namjoon? O amigo que recentemente descobriu ser seu irmão, porém aquilo nem parecia absurdo, afinal o escudeiro sempre estivera ao seu lado, protegendo-o. Hoseok? Conhecia há pouco tempo, entretanto era tão importante para ele quanto para Jimin. Yoongi? Rabugento, mas pularia na frente de uma bala por Min e sabia que a recíproca sempre seria verdadeira. E, por fim, Jungkook. Ah, o príncipe, seu Kookie. Kim não queria imaginar um mundo onde não tivesse o sorriso contagiante – quase infantil –, de Jeon para fazê-lo duvidar de suas crenças, pois antes o vampiro acreditou que nunca amaria alguém além de Jimin. Sinceramente? Ele estava muito feliz por estar errado.

Por isso, Taehyung torcia com todas as suas forças para que estivesse totalmente errado e que seus pensamentos sobre a completa destruição do castelo, o que acarretaria na morte de todos os outros, estivessem errados. Todos estavam vivos e bem. E era isso que repetiria por horas e horas, até que suas palavras se tornassem verdade.

Kim tinha os olhos fechados quando escutou algumas batidas de coração distintas. Elas estavam longe, mas depois do desabamento, além das de Jimin, Jasmine e Jiwoo, mas nenhuma outra havia sentido, então aquilo deveria ser um bom sinal.

– Ei, meninas – chamou o vampiro, balançando de leve Jimin e Jiwoo, que estava cada uma de um lado do seu corpo. – Estou ouvido corações… Acho que estão nos procurando…

– Ei! Estamos aqui! – Jiwoo gritou, enquanto batia palmas. – Aqui! Aqui!

Os gritos da escudeira logo foram acompanhados pelos de Taehyung e de Jimin. Eles sabiam que estava fazendo bastante barulho, mas seria o suficiente? Talvez se fossem simples humanos do outro lado não, mas torciam para seres com dons estarem ajudando nas buscas, pois se não, ainda demoraria para saírem do local.

– Tem alguém aí?

Os três ficaram em silêncio por exatamente dois segundos, quando começaram a gritar ainda mais alto. Era agora, estavam ali para socorrê-los.

– Tae? Jimin? – A voz gritou, perguntando. – São vocês?

– Jungkook! –  disparou o vampiro, também gritando. – Somos nós! Estamos aqui! Kookie!

– Fiquem calmos, estamos chegando. – Uma outra voz se fez mais alta do que a de Jungkook. – Vocês conseguem se mexer?

– Um pouco. Não tem muito espaço – respondeu Taehyung. – Mas não tem nenhum escombro sobre a gente…

– Okay, os bombeiros tão em outra parte – Jungkook falou. – Vamos começar a retirar as pedras, se alguma começar a enfraquecer a estrutura, nos avisem, ‘tá?

– Sim, amor – Taehyung gritou de volta. – Cuidado aí!

Os que estavam presos não escutaram nada por uns segundos, até que o som das pedras sendo movidas chegou aos ouvidos deles e com expectativa esperaram que Jungkook logo os alcançassem e finalmente pudessem sair daquele local.

– Vocês estão feridos? – Era Jungkook perguntando. O serviço de retirada das pedras ainda demoraria, então talvez conversar um pouco fosse bom para ambos os lados.

– Jiwoo está com uma bala na perna – Taehyung respondeu. Ele estava sendo o portador das notícias, já que estava mais forte do que as moças. – Jasmine está ferida e Jimin fraca.

– Jas está aí? Ainda bem! Estava preocupado!

– Estamos bem, Kookie – Jimin murmurou, sentindo um arrepio pelo corpo. – Não precisa se preocupar com isso…

A fada desmaiou no instante seguinte, pois sua mente se tornou negra por algum tempo e quando abriu os olhos outra vez, os rostos preocupados de Jungkook e Taehyung pairavam a sua frente.

– O-Onde estou?

– Fora daquele buraco – Taehyung afirmou, passando a mão no rosto da fada. – Como se sente?

– Jas?

– Ela está bem, Minnie. – Jungkook garantiu, afagando a palma de Jimin, levando-a até os lábios para beijar com carinho. – Um veterinário está cuidando dela… Acabamos de vê-la; Jas está dormindo.

– Jiwoo?

– Está em cirurgia – disse o vampiro. – Mas não deve demorar muito para sair… – explicou. – E nossos amigos estão bem, antes que você pergunte – Kim tentou brincar. – Só Jin que ainda está desacordado, mas… tenho certeza que logo ele melhora.

– Sinto muito, amor – Jimin proferiu, movimentando de forma que se sentasse; os namorados a ajudaram na tarefa. – Espera… esse não é o hospital. Onde estamos?

– Essa casa foi cedida para a gente. Somin estava aqui antes, mas agora ela está esperando Jiwoo. – disse o mais novo, buscando um copo de água que estava no criado mudo. – Está com sede?

Jimin concordou com a cabeça e logo recebeu o copo na mão, vagarosamente sugando pelo canudo o líquido. Ela sentia-se perdida e como se algo faltasse, mas calculou que deveria Jasmine que estava longe de si.

– Minnie, tem certeza que você está bem? – perguntou Taehyung, passando o polegar na bochecha da namorada. – Seu olhar…

– Está tão apagado – Jungkook completou a fala do vampiro. – Está com dor?

De repente as coisas fizeram sentindo para a fada. Sim, ela estava com dor, mas esta era em seu peito, algo emocional e não físico. O dia havia sido terrível e estava cansada e sentida com o universo, afinal quando o seu sofrimento terminaria? Claro que poderia ser egoísmo reclamar, mas Park às vezes sentia-se no direito de pensar um pouco em si e esquecer todas as mazelas do mundo.

– Estamos perto do castelo?

– Sim – respondeu Jungkook, apertando ainda mais a colcha em volta do corpo da fada. – Mas é seguro… Não se preocupe.

– Quantas pessoas morreram? – A fada perguntou.

– Até agora foram encontrados trinta e sete corpos – disse Taehyung, suspirando fundo. – A cozinha estava lotada por conta da hora do almoço, principalmente porque todos os funcionários, mesmo de outros locais do castelo, comem ali.

– Minha tia é cruel – disparou Jimin, levantando a mão para esfregar a testa e somente naquele momento percebendo que tinha uma agulha em sua veia, provavelmente soro, pensou a fada. – Mas, não se preocupem comigo… Eu estou assim por conta das mortes – explicou a morena. – Fadas são sensíveis a tudo que envolva a natureza, entendem? Então tantas mortes assim nos afetam muito… Hobi também deve ‘tá mal, se não, ele tá escondendo bem.

Taehyung ficou impressionado como a cada dia que passava descobria algo a mais sobre Jimin e por isso, sem pensar muito, buscou os lábios da namorada com um rápido beijo, em seguida vendo Jungkook fazer o mesmo, para por fim, o mais novo se esticar na cama e também lhe deixar um selinho.

Hum-Hum.

O som veio alto da porta e somente naquele momento Jimin percebeu que não estavam sozinhos e sim com uma companhia alta e musculosa, que não usava a parte de cima da vestimenta. Era Son Hyunwoo.  

– Posso conversar com você, Jungkook?

O mais novo nem falou nada com os namorados, levantando-se de uma vez, nervoso. Ele ainda não tinha explicado nada para Hyunwoo, pois mais cedo quando havia dito para Yoongi que iria se encontrar com o monarca, tinha ficado enrolando no jardim para tomar coragem e quando conseguiu, a bomba explodiu e Jeon só teve tempo de pular e proteger Son, afinal tinha a Força do seu lado e seria difícil se machucar gravemente.

Então, quando estava no corredor da casa cedida, fitando Hyunwoo com os braços cruzados e uma expressão que não parecia muito simpática, Jungkook teve medo; não de uma luta, mas que suas ações tivessem atrapalhado Seokjin e o amigo perdesse um exército aliado.

– Então era sobre isso o que queria conversar? – perguntou o mais alto, fitando Jungkook com os braços ainda cruzados. – Desde quando isso vem acontecendo? Você me enganou desde o início?

– Não! Eu juro! Dou a minha palavra! – disparou Jungkook, levando a mão ao braço do mais velho, mas logo a retirando, assustado. – Eu os amo, mas achei que nunca poderia acontecer nada já que eles tinham um ao outro, mas percebi que também sou amado – explicou o licantropo, levando a mão a cabeça e bagunçando o cabelo; grãos de poeira voaram para todo os lados. – Eu realmente quis casar com você, Hyunwoo. Sei que parece que te usei para atraí-los ou algo do gênero, mas não foi nada disso.

– Jungkook…

– Por favor, não tire as tropas de Jin! – disparou o mais novo, juntando as mãos e as colocando debaixo do queixo, como um pedinte ao mesmo tempo que arregalava os olhos. – Por favor, por favor! Eu sei que errei e estou disposto a pagar… assim que as coisas melhorarem, mas por favor!

– Jungkook, calma! – falou o mais velho, segurando nos ombros do licantropo e o sacudindo de leve. – Está me escutando agora?

O som alto que chamou atenção em seguida fez com que os dois se virassem em direção a porta onde haviam saído, porém antes que falassem algo, um vulto voou em Hyunwoo, o prensando com a parede oposta. As presas amostra foram a primeira coisa que Jungkook percebeu, seguidas pelas mãos que seguravam o pescoço de Son.

– Tire as mãos dele!

– Taehyung! – gritou Jungkook, puxando o namorado para longe do monarca. O vampiro não queria resistir, mas acabou deixando que o mais novo o segurasse. – Ele não estava me machucando, calma!

– Possessivo, nossa – Hyunwoo falou, revirando os olhos. O homem virou a cabeça de um lado para o outro, estalando o pescoço. – Eu não sou capaz de machucar Kookie, ‘tá? Olha essa carinha aí assustada… Impossível.

Taehyung ainda tinha a respiração pesada, mas estava mais calmo. No entanto não se controlou e segurou na mão de Jungkook, mostrando para o mais velho que protegeria o mais novo a qualquer custo. Hyunwoo novamente revirou os olhos, mas por fim riu.

– Jungkook, não se preocupe com o meu acordo com Jin… Este está mantido, não importa o que aconteça – afirmou o monarca, balançando os ombros em seguida. – E você ou o seu reino não precisam pagar nada por conta do noivado. Eu disse que era uma experiência, lembra?

– Lembro…

– Então, está tudo bem… Fico feliz por você estar com as pessoas que ama – disse Hyunwoo e era sincero, tanto Jungkook e Taehyung conseguiam perceber pelos gestos do mais velho. – Eu… posso te dar um abraço?

O vampiro nada comentou, somente soltando a mão do mais novo, vendo-o sem demora abrir os braços para receber um apertado abraço de Hyunwoo. Era uma cena bonita e Taehyung ficava feliz por Jungkook ter encontrado um amigo no ex-noivo, pois muitas pessoas em situação parecia ficariam extremamente irritadas com o modo com que tudo chegou ao fim.

– Seja feliz, Kookie – murmurou o tritão, afastando aos poucos do licantropo. – Ah, o convite para visitar meu reino ainda está de pé, hn? Eu tenho certeza que você, seu namorado e sua namorada irão gosta de conhecer Atlantis.

– Obrigado por tudo… Inclusive por me ajudar a tirá-los dos escombros...

– Sem problema, não foi nada – afirmou Hyunwoo, virando para Taehyung em seguida.  – Não parta o coração dele, hein?

– Pode deixar, Vossa Majestade.

Hyunwoo concordou mais uma vez e se afastou pelo pequeno corredor, para em seguida ir para as escadas e sumir das vistas dos mais novos. Jungkook respirou fundo, pela primeira vez relaxando completamente.

– Kookie, me perdoa por interromper… Achei que ele estava te machucando.

– Tudo bem, o importante é que deu tudo certo e Shownu não me odeia – disse o licantropo, encerrando o espaço dos dois para deixar um beijo no namorado. – Jimin está melhor?

– Ela dormiu, então pensei em buscar Jas… Elas se curam melhor juntas.

– Sim, é uma boa ideia – proferiu o mais novo. – Vamos buscar nossa filhinha.

Taehyung riu, juntando a mão à de Jungkook e assim seguiram pelas ruas até a clínica veterinária. Talvez não devessem ainda mostrar a quem quisesse ver que estavam juntos, mas as coisas estavam difíceis demais para ficarem escondendo algo tão bonito quanto o amor.

Quando Jimin novamente acordou, Jasmine estava no quarto. A melhora era visível em ambas, somente de estarem mais uma vez juntas; as bochechas da fada estavam mais coradas, o olhar caído tinha desaparecido e até um simples sorriso havia aparecido no rosto da moça.

Alguns poucos minutos de conversa e alguns beijos, os namorados adormeceram, com Jasmine velando seus sonhos.

 


Notas Finais


Moodboard com qualidade: https://twitter.com/giseledute/status/1027404417883095041

Sobre o horário incomum: pela manhã/tarde terei um dia cheio, então resolvi postar logo agora.

Gostaram do capítulo? Divulguem a fic!
E, por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.

Até amanhã ;*


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