História Glass Bridge - Capítulo 70


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Namjin, Sope, Taekook, Taekookmin, Taeminkook, Vkookmin, Vmin, Vminkook, Yoonseok
Visualizações 640
Palavras 4.443
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos 487 favoritos e a todos que comentam!!! :D

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Capítulo 70 - Capítulo 70


Fanfic / Fanfiction Glass Bridge - Capítulo 70 - Capítulo 70

Somin odiava reuniões, principalmente por estar longe de Jiwoo, mas aquela era necessária, então ela estava atenta. A sala de jantar da casa cedida era o suficiente para caber todos os monarcas e pela primeira vez a rainha sentiu-se preocupada, afinal, aqueles soldados seriam o suficiente?

– Segundo o informante, o exército está marchando para cá com cerca de quinhentos homens – informou Seokjin, remexendo em seus papéis. Namjoon estava ao seu lado na mesa como um aliado e não como escudeiro. – Mas sabemos que tem mais homens, ainda mais com a inclusão dos soldados do reino Wendigo.

– O que você propõe? – Hyunwoo perguntou.

– Eu proponho marchar para o mais longe possível da cidade para reduzir o número de mortos e estragos no reino Jeon. Nós temos as armas e um exército, aparentemente, em maior número.

– Mas eles têm as bombas… – comentou Jorge. – Bombas destroem rápido qualquer quantidade…

– Se fizermos uma barreira, essas bombas não chegarão à cidade – Jaehwan concluiu.

– Mas chegam na gente – rebateu Jorge. – Depois do que eu vi… Olha, não sei se é uma boa ideia continuar com esse embate.

– Eu não obrigarei ninguém a entrar em um embate que não quer. Sintam-se à vontade para recuar. Mas façam agora, para que eu possa trocar o plano – Seokjin proferiu sério, apertando a caneta que tinha na mão direita por debaixo da mesa. Ele não podia se dar ao luxo de perder aliados agora, mas não poderia obrigá-los a nada.

– Iremos entrar em embate com Hyungteo de qualquer maneira. Você realmente acha que ele vai parar após matar Seokjin? – Somin tomou a palavra para si. Seu rosto sempre belo estava abatido, mas não menos digno de sua majestade. – Ele irá atacar reino por reino até ter tudo ou nada. Não vai importar, este homem está louco e não vai parar.

– Meu reino é longe daqui.

– O meu não – disparou Suran, suspirando fundo. – Acha que Hyungteo não irá destruir o reino da sua noiva?

– Você poderá viver comigo.

Os cabelos esverdeados de Suran se tornaram flamejantes em menos de dois segundos assustando grande parte da mesa, que em um movimento rápido se afastou um pouco, deixando o casal de, aparentemente noivos, encarando-se.

– Eu não quero fugir do meu próprio reino, seu cachorro!

– Ei, calma que você não está somente o ofendendo – Seokjin interviu, afinal Somin também era uma licantropa. – Estamos todos com os ânimos exaltados. Sei que é complicado e que ninguém veio aqui para ver seus soldados morrendo, mas como eu disse, todos vieram porque quiseram, pois, de alguma forma todos aqui acreditaram em mim e na causa – explicou o vampiro. – Subestimamos Hyungteo, pois ninguém previu uma bomba, ainda mais no castelo… Deveríamos ter pensando que ele mostraria seu poder, mas seria tão fácil algo assim na guerra? Aviões não existem mais, um balão veríamos logo de cara e pessoas se infiltrando do nosso lado podemos matar rapidamente. Então, tenham fé em nossas inteligências e habilidades – disse. – A não ser que vocês saibam de informações que nós não sabemos.  

A sala ficou em silêncio, mas Seokjin ficou na dúvida se mais alguém ali não sabia de algo que não queria dividir; em Jaehwan e Somin ele confiava, porém nos outros ainda ficava na dúvida.

– O exército Wendigo é pequeno.

A voz de Shin Wonho fez com que todos saíssem dos seus próprios pensamentos e o fitassem. O metamorfo quase não proferia nada, mas quando falava parecia ter o impacto de fazer todos prestarem atenção e escutarem tudo o que o homem tinha a dizer. Ele não era o rei, mas de alguma forma, parecia que o cargo não poderia pertencer a outra pessoa, o que os levava a crer que o monarca Metamorfo deveria ser ainda mais magnético e assustador.

– Como você sabe disso? – perguntou Jaehwan, com a sobrancelha levantada. – Eles são tão secretos com tudo…

– Isso é confidencial – disse Shin, balançando os ombros. – O exército deles são de uns cem homens, sem um treinamento muito bom; não é difícil de derrotar.

– Ainda assim não deve ser subestimado – comentou Seokjin. – Wendigos são carnívoros e perigosos.

– Sem querer ofender, Seokjin – Wonho começou, suspirando fundo. – Vampiros não são muito treinados para lutas e consequentemente passam isso para seus soldados humanos. Você sabe disso, tanto que não pediu ajuda somente para Jaehwan – explicou. – Já licantropos e Metamorfos são ótimos em embates e isso afeta seus soldados. Não estou falando que devemos subestimá-los, mas será difícil nós perdemos.

A mesa já concordava com a cabeça quando alguém entrou no recinto sem aviso, o que fez com que vários escudeiros virassem com suas espadas já em mãos na direção da porta aberta. Namjoon assim que viu quem era, abaixou a arma.

A fada remexeu no cabelo, jogando-o para trás enquanto levantava uma sobrancelha em direção a Seokjin; o vampiro pareceu entender o recado.

– Ele é aliado… Abaixem as armas, por favor.

As armas foram abaixadas, mas os olhos continuaram fixos na nova presença, com se precisassem de uma informação a mais; uma explicação a mais para sua abrupta presença naquela sala.

– Eu tenho mais informações sobre como as bombas foram instaladas no reino Jeon, aliás… E acho que posso explicar como grande parte dessa guerra teve início na mente de Hyungteo.

Hm… Quem é você? – Jorge perguntou, olhando para os outros na mesa em seguida. – Achei que aqui só tinham monarcas e escudeiros.

– Eu não sou escudeiro e nem rei – disparou Shin, cruzando os braços. – Eu não deveria estar aqui?

– Mas você representa um rei – o mexicano logo respondeu.

– Não seja por isso – O mais baixo se adiantou, novamente com os olhos sobre ele. – Olá a todos que não me conhecem. Sou Park Jimin, rei das fadas.

O silencio durou exatamente vinte segundos.

– Espera, como é? Achei que o reino das fadas havia sido destruído e toda a família real morta – Suran comentou, seus cabelos já haviam apaziguado das chamas, mas toda vez que Jorge tentava tocá-la, o homem soltava uma exclamação baixa de dor.

– Sim. Eu sou um rei sem reino – Jimin proferiu. Não havia amargura em sua voz e ele também fingiu não ver os olhos piedoso dos outros. – A lenda do príncipe fugitivo é real e eu não sou o único da minha espécie vivo.

– Desculpa, mas você parece uma mulher – disparou Jorge.

– Cala a boca, idiota! – disparou Suran, batendo na mão do noivo e nem se importando de escutar o grito do homem. – Me desculpe por esse animal.

– Tudo bem – disse Jimin, jogando seu cabelo para trás e se aproximando da mesa. – Eu também sou uma mulher, só não agora… Enfim, não foram todas as fadas da família real que foram mortas, recentemente descobri que minha tia que havia sido deserdada está viva e é a culpada por essa guerra.

– C-como? – Somin parecia ter ligado os fatos mais rápidos do que Jimin havia previsto.

– Park Hyunah foi expulsa do reino Park quando eu ainda era uma criança. Histórias de terror foram contadas com ela como vilã principal e todas essas histórias tinham um ponto em comum sobre a vilã: ela tinha o dom de manipular as pessoas utilizando seus maiores medos.

Hm… A gente tem uma história dessas no meu reino também. O cara é chamado de bicho papão – Jorge comentou.

– Você é idiota ou se faz de um? – disparou Jimin, bufando. Ele conhecia a fama daquele homem, de como tudo ou era piada ou era briga com ele. – Seu pai era amigo do meu. Acho que pelo bem de todos, você poderia pelo menos fingir que pode calar a boca enquanto eu estou falando.

– Eu gosto de você – Suran proferiu antes de deixar uma risada baixa escapar. – Por favor, continue.

– Eu acredito que Hyunah está manipulando Hyungteo. – Da mesma maneira que manipulou a você, ele quis acrescentar, mas não seria uma boa estratégia colocar Somin em uma situação daquelas na frente dos outros reis, então ele apenas a encarou severamente. – Não sei como ela ainda mantém seus poderes, pois deveria ter perdido quando foi exilada, mas manteve ainda que bem mais fraca que originalmente; acredito que ela esteja usando algum animal como fonte do sue poder.

– Por isso precisa da ajuda de outros – comentou Seokjin, arfando. – Mas, há quanto tempo ela está com esse plano?

– Não faço ideia, mas acredito que já estava tudo armado, a bomba, tudo – completou Jimin. – Ela aproveitou que foi expulsa do castelo para explodir tudo de vez, porém não imaginou que eu apareceria. Sua arrogância foi tanta que provavelmente pensou que eu morreria na explosão e por isso me recordou do passado.

– Por quê? Por que ela faria isso?

– Isso somente ela e sua mente conturbada poderiam responder – Jimin falou, suspirando. – Mas acredito que seja por poder. Ela quer uma coroa, já que não conseguiu a do meu reino.

– Como se ser rei fosse algo muito glamoroso – disparou Jorge, estalando a língua. – Olha para a gente aqui, no fundo estamos só com medo de não voltarmos para as nossas famílias.

– Ela não tem o que perder. É o que a torna ainda mais perigosa.

– Okay, tudo muito bom, tudo muito bonito, mas como paramos Hyungteo, Hyunah, quem quer que seja? – Jaehwan interviu, estava cansado daquela discussão toda. Queria pôr um fim naquilo de uma vez por todas. – Lutar até o melhor estar em pé?

– Sim e não – disparou Jimin, parando em seguida para olhar para Seokjin, afinal ele era o chefe da revolução, mas o vampiro mais novo balançou a cabeça, dando-lhe a palavra. – Sim, precisamos lutar, é óbvio. Mas também precisamos parar o plano B deles – explicou. – Vocês perceberam que a bomba não queimou tudo ou destruiu de uma vez? Que na verdade foi um impacto mais localizado tanto que a cozinha foi a mais afetada? Então, isso nos mostra que eles não têm um poderio de uma bomba atômica…

– Ainda bem! – interrompeu Jorge, batendo na mesa.

– Como eu estava falando... – Jimin disse, suspirando fundo. – Aquela bomba foi um teste.

– Para o quê? – Hyunwoo perguntou. Ele estava calado, somente observando o namorado de Jungkook falar. O mais novo sabia daquilo tudo sobre a fada? Provavelmente sim. De alguma maneira, era estranho ficar naquela sala e observar Park com tanta imponência; um rei, de fato. – Para jogar nos soldados?

 – Mais sou menos – respondeu a fada. – Hyungteo tem em mãos um soro que é altamente venenoso. Os criadores vêm fazendo testes e mais testes durante anos, pois eles queriam uma forma de transformar humanos em híbridos, m-

– Céus! Como ninguém impediu isso antes? – Jorge interrompeu, com os olhos arregalados. – Vamos! Nos conte mais o que sabe! Mas, espera… Como você sabe disso tudo?

Jimin bufou.

– Meu informante descobriu, pois, viu uma movimentação estranha com uma carruagem e havia uma grande caixa preta transportando algo frágil, o resto ligamos os pontos – disse a fada. – O soro já era de conhecimento nosso.

– Esse soro venenoso mata as pessoas? – Shin perguntou. Ele estava sério e preocupado e precisava de todas as informações para melhor estratégia pensar para aquela guerra. – É o que está matando a população do reino Kim?

– O soro não mata humanos, fazem eles matarem entre si. É uma loucura generalizada – explicou Jimin, apoiando as costas na cadeira. – Mas isso não afeta só humanos… Vampiros ficam descontrolados e licantropos viram uma espécie de híbrido e também se transformam em vampiros descontrolados. Não sabemos como funciona em outras espécies.

– Eles vão lançar esse soro na guerra, né? Por isso da bomba de baixo impacto – concluiu Hyunwoo, suspirando pesadamente. – Como evitaremos?

– Meu primo produziu um antídoto – explicou Seokjin, estalando a língua em seguida. – Mas o melhor seria evitar que a bomba fosse explodida.

– Então, eu proponho que alguns homens habilidosos sejam separados para essa questão – disse Jimin, apoiando as mãos na mesa. – Teria que ser algo silencioso e que não chamasse atenção. A bomba deveria ser desarmada e se não conseguir, pelo menos neutralizar o veneno. O problema é que não sabemos onde ele está, porém acredito que Hyungteo não deve lançar o soro no primeiro dia de guerra.

– Hyungteo irá lançar quando nós acharmos que está ganho – comentou Namjoon, pela primeira vez pronunciando algo. – É exatamente o que ele faria.

Então, mapas foram distribuídos pela mesa, tanto do reino Jeon quanto do reino Kim e com cuidado começaram a analisar cada local e porque ele seria o melhor para uma bomba. Para melhor discernir o vírus pelos locais seria pelo ar, então um local alto seria o escolhido. Primeiro pensaram na Ponte de Vidro – já que o inverno tinha se despedido e ela estava acessível novamente –, porém provavelmente não afetaria muita gente, por isso chegaram à conclusão que prédios seriam os escolhidos, afinal não existiam morros, montanhas ou elevações próximas da população. Pela água foi descartada, pois Taehyung já havia feito testes e o soro perdia sua eficiência daquela forma. Vias aéreas ou diretamente pelo sangue era a melhor forma de contaminar a todos.

– Então, chegamos ao número de quatro prédios – falou Seokjin, apontando paras os círculos nos mapas. – Dois aqui no reino Jeon e dois no Kim…

– Aqui fica mais fácil de investigar – comentou Somin, respirando fundo. – Mas no reino Kim? Como passaremos desapercebidos?

– Pelo reino Park – respondeu Jimin. – Saímos direto na floresta e de lá se chega na cidade.  

– E se Hyunah estiver lá? – questionou Seokjin.

– Não estará… Quando uma pessoa é expulsa do reino Park, ela nunca mais consegue entrar.

Então, com mais alguma conversa, ficou decidido que o plano de Jimin era o melhor. Iria ter o confronto armado corpo a corpo, mas também iriam ter homens espalhados para evitar que a bomba espalhasse o vírus. Todos somente esperavam que no fim tudo desse certo e que não estivessem enganados quanto a estratégia.

Mais alguns minutos foram gastos com alguns outros assuntos e por fim se despediram para conversar cada um com o seu exército e para algumas despedidas, afinal marchariam naquele mesmo dia, à tarde, para a batalha.

– Ei, espera…

Jimin virou-se para voz que o chamava e sorriu para Somin quando ela se aproximava. Park fez um cumprimento com a cabeça e a rainha fez o mesmo em sua direção. Quantas vezes o também monarca não a tratava como majestade quando também era uma? Ela ficou curiosa e queria saber mais sobre o rapaz.

– Olá, majestade.

– Não precisa disso – Somin se adiantou, puxando o braço de Jimin para enlaçá-lo no seu enquanto caminhavam pela casa. – Você se veste muito bem, eu sempre fico de olho nas suas peças de roupa.

A fada riu, deixando seus olhos sumirem em crescentes. Ele estava com uma blusa larga nos quadris, um blazer um pouco mais alongado e uma calça preta, completando tudo com uma bota de couro; tinha comprado a roupa pela manhã, já que as suas estavam soterradas e as que usava no dia anterior haviam ido direto para o lixo. O dinheiro tinha vindo de uma quantia que escondia no galpão, afinal seria sempre desconfiado com as intenções alheias. Jimin por um momento pensou como antes não usaria aquela parte de baixo da sua vestimenta, provavelmente a substituído por uma saia ou colocando somente um vestido, porém atualmente sentia-se mais confiante com as suas roupas, tanto que quando se sentia masculino, deixava algumas de suas características biológicas mais aparentes. Seus amigos pareciam já conseguir identificar o gênero que estava se identificando logo que lhes colocavam os olhos; Park ficava feliz com aquilo.

– Obrigado… Mas acho que você quer falar outra coisa comigo além da minha roupa.

– Sim, sim… – falou Somin, com um também sorriso no rosto. – Ontem eu cheguei no quarto e você estava na cama com Kookie e o outro rapaz, o Taehyung… Eu não sabia que isso estava acontecendo.

– Tenho certeza que Kookie está procurando o momento certo para falar com você – explicou a fada. – E também, meio que começou ontem – Jimin riu. – Espero que isso não seja um problema para a senhorita.

– Quê? Claro que não! – disparou a rainha, dando uma baixa risada. – Eu sabia que tinha algo, só ficava na dúvida se com você ou Taehyung… Acho que fui um pouco mente fechada e não pensei que eram com os dois. Mas isso não importa, pois só quero que Kookie seja feliz.

Jimin somente sorriu mais uma vez. Com pequenos comentários e algumas risadas, os dois chegaram ao quarto que inicialmente seria somente para a família real Jeon, mas sinceramente, Somin não se importava que Jungkook tivesse levado seus namorados para local, mesmo que no fim do dia, a rainha tivesse que encontrar outro cômodo para se deitar, como acontecera na noite anterior.

– Espera… então o cofre ficou intacto? – perguntou a fada, levantando as sobrancelhas. – Uau… Foi bem construído, hein?

– Foi sim… – respondeu a monarca. – Eu não me importo com dinheiro, por mais que isso seja batido e falado por todo mundo… Enfim, realmente não faz diferença, mas eu preciso dele para manter meu reino funcionando, ainda mais em uma guerra, então fico contente por isso; por mais que eu trocasse todo o ouro pelas vidas perdidas em um piscar de olhos.

– És uma boa rainha.

A monarca agradeceu com um murmúrio, pois no fundo ainda não gostava de ser elogiada por seu trabalho, afinal considerava uma obrigação moral que tinha para com o seu povo. Eles esperavam que ela fosse uma rainha justa e honesta e em troca lhe davam parte dos seus salários em impostos e sua força de trabalho. Somin sabia que somente estava naquela posição por conta da população, pois no momento que ficassem descontentes, fariam protestos e revoluções. Então, a Jeon nunca imaginou que seu cargo fosse garantido, porque sabia que a qualquer instante, poderia ser retirado.

– Tenho certeza que você também seria – falou a licantropa, piscando um dos olhos. – Na sala de reuniões… Bato palmas para você.

Dessa vez foi Jimin que respondeu com um murmúrio. Ele queria ter um reino para governar e somente nos minutos anteriores, quando agiu como um monarca, percebeu que era uma vontade que sempre teve e nunca havia considerado. Talvez houvesse uma solução para aquilo ou não, ainda não tinha muita certeza. Era um pouco estranho pensar naquilo após tantos anos.

O quarto não estava silencioso quando Somin e Jimin chegaram, pois Jungkook estava com o sobrinho – a rainha não deixava o irmão chamá-lo de primo –, e Taehyung estava ao seu lado ambos brincando com o bebê. Jiwoo estava na cama, com uma caneca nas mãos ao mesmo tempo que sorria para a cena que presenciava.

Awn… É um bebê brincando com outro bebê – Somin alfinetou assim que fechou a porta do quarto atrás de si.

Jungkook fez careta para a irmã e em seguida sorriu para Jimin que retribuiu o gesto. Somin observou toda a cena.

– Cadê seu noivo, Kookie? – perguntou a rainha, indo até Jiwoo e sem se importar com os outros, beijou-a nos lábios, para em seguida sentar-se ao seu lado. – Ou você tem alguma outra coisa para me contar?

Taehyung arregalou os olhos assustado assim como Jungkook, Jimin por sua vez escondeu uma risada por detrás da mão. A fada se aproximou do namorado mais novo pegando o bebê de seu colo e entregando-o a Jiwoo antes de segurar a mão de Jungkook e chamar o vampiro para se juntar a eles.

Ihhh, meu anjinho acho que o tio Kookie está enrascado! Sim ele está, ele está sim! – Jiwoo ainda ria da expressão assustada do príncipe, enquanto brincava com o bebê que gargalhava não entendendo nada, apenas se divertindo. – Como será que ele vai sair dessa, bebê?

Jungkook estava nervoso, pois como contar para a irmã que havia terminado o noivado e agora estava com dois namorados? Ela entenderia? O povo entenderia? Eram questões que o mais novo estava evitando pensar para não ter um ataque ansioso e acabar terminando com os dois que amava somente por medos que muitas vezes eram infundados e estavam somente em sua mente.

– So… Eu...

– Amor, ela já sabe, só está tirando uma com a sua carinha fofa de coelho perdido – falou Jimin, não resistindo a deixar um selinho no mais novo. – Mas sabe, seria legal você apresentar formalmente.

– Eu ia gostar de ser apresentado formalmente – Taehyung proferiu ao pé do ouvido de Jungkook, rindo da reação levemente assustada do caçula.

– Jungkook, eu estou esperando… – Somin chamou, mas ela sorria então tudo devia estar bem, era o que o príncipe pensava.

– E-eu terminei meu noivado com Hyunwoo e estou namorando com Jimin e Taehyung… Eu queria ter dito antes, mas… as coisas fugiram do controle. Me desculpa…

Somin sorriu, levantando e indo em direção ao irmão, que antes de qualquer coisa, já estava de pé para receber o abraço da irmã. Ele gostava daquilo, daquele carinho entre irmãos, ainda mais porque sabia como a mentalidade da mais velha havia mudado, afinal meses antes provavelmente ela nunca aprovaria algo assim. Na realidade, a rainha mudou as atitudes depois que Jungkook ficou desaparecido; o mais novo perguntava-se se era pelo fato dela pensar tê-lo perdido para sempre. Haviam sido péssimos dias aqueles, para ambos.

– Assim que essa merda toda acabar, eu aprovo aquela lei, maninho. – Somin riu com o apelido que há bastante tempo não usava. – Aí você poderá ser feliz com quem quiser, okay? Não importa o que os outros digam ou queiram.

– Obrigado, Somin. Eu te amo – Jungkook proferiu de uma vez, só apertando a irmã no abraço. A mais velha riu alto com a confissão. Há vários anos Jungkook não lhe diria aquilo e ela não percebera o quanto sentia falta daquelas palavras até aquele momento.

– Eu amo você, Kookie.

Taehyung tentou disfarçar que estava emocionado, mas Jimin logo segurou em sua mão. Ele tentava bloquear o fato de que soubera pelo informante do namorado: que seu pai havia matado sua mãe e sua prima, Yewon, para se casar com uma outra pessoa, mas agora ao observar Jungkook e Somin sendo uma família, sentiu saudades da mãe, a que sempre lhe sorria e dele cuidava quando seu progenitor parecia não o amar.

– Estou bem – disparou Taehyung, passando o dedo rapidamente no canto do olho para Jungkook não o ver chorando. – Já passou…

– Tae…

– ‘Tá tudo bem, Minnie.

Jimin segurou o rosto de Taehyung entre as mãos e então selou seus lábios com carinho algumas vezes, como que para o assegurar de que nunca deixaria o lado dele.

– Eu tenho um favor para pedir a vocês três… – Somin chamou atenção para si outra vez. – Quero que acompanhem Jiwoo e Taeyang para a casa de veraneio…

– Quê?! – disparou Jiwoo. Sua expressão antes divertida logo mudou para irritação. – Eu irei ficar ao seu lado!

– Amor, você passou por uma cirurgia! Mesmo com o remédio de Taehyung, precisa de várias semanas de repouso.

– Eu posso ficar de pé sem problema! Não vou passar a guerra sem fazer nada.

– Nem eu! – Jungkook falou, ficando de pé. – Eu vou lutar!

– Não vai não, cala a boca Jungkook – disse Somin, levantando a palma da mão para o irmão, que bufou alto e cruzou os braços. – Jiwoo, cuidar de um bebê não é fazer nada! Já viu o trabalho que uma criança pode dá?

– Eu não sou dona de casa!

– Eu não vou passar por isso outra vez Jeon Jiwoo! E-eu preciso saber que vocês dois estarão seguros! Taeyang não tem nem um ano, ele não pode ficar aqui! E Taehyung precisa fazer mais antídoto; na casa tem espaço e podemos arranjar os materiais.

– So…

– Não, Jungkook… Por favor, não faça isso mais difícil do que é.

– Eu os levarei para a casa de veraneio – Jungkook respondeu, erguendo a palma ao ver Jiwoo tentar reclamar. – Mas eu não irei ficar lá. Meu lugar é aqui, lutando ao seu lado!

– Garoto de cabeça dura…

– Somin, eu sou um guerreiro, treinei para isso – afirmou o mais novo. – Eu preciso saber que fiz a diferença.

– Somin… – Jiwoo chamou e seja o que for que a loira quisesse ter dito para ficar e lutar ao lado da mulher que amava ela desistiu, pois sabia que era um ponto fraco agora. Sabia que estava debilitada e que a morena tinha razão ao mandá-la para longe junto de Taeyang. – Você precisa ir me buscar, entendeu? Eu não sairei daquela casa se você não for me buscar…

– Eu estarei lá, meu amor. Não se preocupe.

Somin novamente beijou a namorada e ambas sabiam que aquela promessa talvez não pudesse ser cumprida, mas um pouco de esperança não faria mal a ninguém.

– Você tem certeza que precisa ir? – Taehyung perguntou, levando a mão ao rosto do mais novo. – Acabamos de tê-lo…

– Tae…

– Jimin também vai. Eu sei que vai… Eu ficarei sozinho – o vampiro disse, suspirando fundo. – Eu não sei lutar… Não para uma guerra. Sei o máximo para me defender.

– Tae… – sussurrou o mais novo. – Você é o responsável pelo nosso maior trunfo. Essa guerra não será ganha no campo de batalha. Nós precisamos de você e nunca diga que está sozinho. Nós sempre estaremos juntos.

– Eu vou ficar com você – Jimin falou, com um sorriso. – Sei que precisa de ajuda para fazer o soro e Jiwoo com o bebê não vai poder te ajudar…

– Minnie, você lutando mata sete com um golpe só!

– Não seja exagerado, Tae.

Taehyung olhou para os dois namorados e suspirou fundo, afastando a mão de Jimin que ainda estava na sua. Doía-lhe que eles precisassem ir, mas ele era adulto e estavam no momento de guerra e todos tinham que fazer sacrifícios, inclusive ele.

– Não… Vocês podem ir. Eu cuido de tudo. Faço os antídotos e protejo Jiwoo e Taeyang – Taehyung falavam em frases curtas tentando não chorar. Era uma mania do vampiro. – Se vocês forem, a guerra acabará mais rápido.

– Eu vou beijar você. Agora. – Jungkook proferiu, segurando o moreno pela nuca antes de beijá-lo como havia prometido. Ele sentia os dedos de Jimin acariciando suas costas e aquele momento parecia certo e acolhedor, esperava que os outros dois sentissem o mesmo. – Eu realmente amo vocês.

– Nós também te amamos, Kookie – Jimin falou, beijando seu pescoço. O licantropo pulou no lugar e riu nervosamente em seguida. – Oh, você é sensível, hn?

– P-para…

– É, por favor, parem… – Somin proferiu de maneira dramática relembrando aos três que elas ainda estavam no quarto com o bebê. – Eu odeio interromper os pombinhos, ou não… Mas vamos marchar à tarde, então seria melhor vocês já começarem os preparativos. Eu reservei uma carruagem para levá-los para a casa…

Logo eles concordaram e iniciaram os preparativos, quanto mais rápido saíssem maiores as chances de sucesso. Irmãos, primos e amigos se despediram e até algumas lágrimas rolaram, mas todos entendiam que era pelo bem maior, por mais que estivessem apavorados de que talvez aquela fosse a última que se veriam. Porém, tinham fé e tentariam acreditar que o universo estava aos seus lados.

 


Notas Finais


Moodboard com melhor qualidade: https://twitter.com/giseledute/status/1028257482190270464

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E, por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.

Até amanhã ;*


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