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História Glass Girls - Beauany - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 1


Então ela me diz, as palavras escorrendo para fora junto a migalhas de bolo de chocolate, as vírgulas mergulhadas em seu café.

Ela me diz em quatro sentenças. Não, cinco.

Eu não posso ouvir isso, mas é tarde demais. Os fatos entram sorrateiramente e me apunhalam. Quando ela chega à pior parte

... corpo encontrado em um quarto de motel...

... minhas paredes somem e minhas portas fecham. C oncordo com a cabeça como se estivesse ouvindo, como se estivéssemos nos comunicando, e ela nunca sabe a diferença.

Não é legal quando garotas morrem.

 

 •••

— Nós não queríamos que você soubesse na escola ou pelos jornais, — Yonta põe o último pedaço de bolo na boca. —Você tem certeza que está bem?

Abro a máquina de lavar louça e encosto-me ao vapor de água que flutua para fora dela.

Gostaria de poder entrar no liquidificador.  Minha madrasta Yonta poderia fechar a tampa, girar o mostrador para a velocidade três e pressionar ON.

O vapor congela quando chega ao meu rosto. — Estou bem — eu minto.

Ela alcança a caixa de biscoitos de aveia com passas que está na mesa. — Isso deve ser horrível. — Ela puxa a tira da caixa. — Pior que horrível. Você pode me passar uma vasilha limpa?

Eu pego uma bacia de plástico transparente e fecho a porta do armário e a entrego a ela.

—Onde está o papai?

— Ele tem uma reunião de posse.

— Quem lhe contou sobre Joalin?

Ela desintegra as bordas dos biscoitos antes de colocá-los na bacia, para fazê-los parecerem que foram assados por ela ao invés de comprados. —Sua mãe ligou noite passada, com as notícias. Ela quer que você visite a Dra. Diarra imediatamente, ao invés de esperar a próxima consulta.

O que você acha? — eu pergunto.

É uma boa ideia, — diz ela. — Vou ver se podem te encaixar esta tarde.

— Não se incomode — eu puxo a parte superior da máquina. Os vidros vibram dando pequenos gritos quando eu os toco. Se eu pegá-los, quebrarão. —Não há por que.

Ela pausa quase desmoronando. — Joalin era sua melhor amiga.

— Não mais. Eu verei a Dra. Diarra na próxima semana como o planejado.

— Eu acho que a decisão é sua. Prometa-me que vai ligar para sua mãe e conversará com ela sobre isso?

— Prometo.

Jennifer olha para o relógio do microondas e grita: — Belinha! quatro minutos!

Minha meia irmã Isabella não responde. Ela está na sala da família, hipnotizada pela televisão e uma tigela azul de cereal.

Eu pego a faca de cortar carne escondida entre as colheres. O cabo preto está quente. Quando eu a solto, a lâmina fatia o dividindo a cozinha em rodelas. Lá está Yonta, colocando os biscoitos comprados em uma vasilha de plástico para sua filha levar para a escola. Lá está a cadeira vazia do papai, fingindo que ele não tem escolha sobre aquelas reuniões logo cedo. ELE TINHA

Lá está à sombra da minha mãe, que prefere o telefone porque o cara-a-cara toma muito tempo e geralmente acaba em gritos.

Aqui está uma garota segurando uma faca. Há gordura sobre o fogão, sangue no ar e palavras raivosas empilhadas nos cantos. Somos treinados para não ver, não ver nada disso.

... corpo encontrado em um quarto de motel, ...

Aquelas palavras rondam por minha cabeça. 

— Graças a Deus, você é mais forte do que ela era— Yonta termina o café e limpa as migalhas dos cantos da boca.

A faca desliza para o bloco açougueiro com um sussurro. — Sim. — Pego um prato, limpo, livre de sangue e cartilagem. Ele pesa quatro quilos e meio.

Ela tira a tampa da caixa de biscoitos. — Eu tenho um compromisso atrasado. V ocê pode levar Belinha para o futebol? O treino começa as cinco.

— Aonde?

—Richland Park, um pouco depois do shopping. Aqui. — Ela me entrega a caneca pesada, uma crescente marca sangrenta de seu batom na borda. Eu a coloco em cima do balcão e guardo os pratos a tempo, os braços tremendo.

Isabella entra na cozinha e coloca sua tigela de cereal, quase cheia com leite cor do céu, ao lado da pia.

Isabella se arrasta em direção a sua mochila, os cadarços dos tênis desamarrando-se. Ela ainda deveria estar dormindo, mas a esposa do meu pai, a leva mais cedo para a escola quatro dias por semana para aulas de violino e conversação de francês. Alunos da terceira série não são muito jovens para aprimoramento, você sabe.

Yonta se levanta. O tecido de sua saia está tão apertado em suas coxas, os bolsos escancaradamente abertos. Ela tenta suavizar as rugas. —N ão deixe belinha te convencer a comprar batata frita antes do treino. Se ela ficar com fome, pode pegar uma maçã.

— Devo ficar por perto e trazê-la para casa?

Ela balança a cabeça. Os Urrea farão isso. Ela pegou seu casaco das costas da cadeira, coloca os braços na manga e começa a abotoar. — Por que não comeu nenhum pedaço de bolo? Comprei laranjas ontem, ou você poderia fazer torradas ou waffles congelados.

Porque eu não posso deixar-me querê-los porque eu não preciso de um bolo (502) eu não quero uma laranja (75) ou torradas (87), e waffles (180) me fazem vomitar.

Eu aponto para o prato vazio em cima do balcão, ao lado do amontoado de frascos de comprimidos e da caixa de Froot loops 

 —Eu tenho cereal.

Seus olhos disparam para o armário onde ela tinha posto meu cardápio. Me mudei para cá há 6 meses, o cardápio veio em meu aniversário de 18 anos, há 3 meses. 

- Isso é muito pouco para se alimentar - Yonta diz cuidadosamente. 

Eu poderia comer a caixa inteira. 

- Nao irei encher a tigela, meu estômago está indisposto. 

Ela abriu a boca, hesitante. Um cheiro de café forte invadiu o local. Não fale, por favor.

- Acredite, Any. 

Ela falou.

- Esse é o problema. Em um momento como esses não queremos....

Eu pego uma grande bacia no armário e a coloco em cima da pia. 

- Eu estou bem, ok? 

- Eu entendo. Amarre seu tênis e vá para o carro Belinha. 

- Espere - Me aproximo de belinha e me abaixo, amarrando seus sapatos - Você já está velha, não posso mais fazer isso. 

- Sim, você pode boba - ela me dá um beijo na testa antes de ir para o carro.

- Olhe - Yonta diz me chamando a atenção - Apenas continue sua vida ok? Não de atenção para essas coisas. 

- Certo. 



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