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História GN - Além do Tempo - Capítulo 26


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 26 - Não acredito


Giovanna cozinhou o café da manhã da família e serviu a César e Branca. Enquanto trabalhava na cozinha, Alexandre entrou no cômodo e fechou as portas, assustando a moça.

- Calma, eu não vou te beijar de novo. Eu vim te pedir desculpas por ontem. Eu fui muito abusado e vi que a senhorita não gostou disso. -disse Alexandre em tom de lamento.

- Tudo bem. Todos cometemos erros. -respondeu, mordendo o lábio no final da frase.

- Não irá se repetir. -garantiu Alexandre.

Por dentro, Giovanna lamenta pelo fato de que Alexandre garantia que não aconteceria de novo um beijo tão bom.

- Tudo bem. -disse Giovanna, sem soar convincente.

- Parece que a senhorita lamenta por não acontecer de novo. -alfinetou.

- Eu? Impressão sua, seu Alexandre.

- Será mesmo?

- Bom dia, bom dia. Opa, bom dia, seu Alexandre. -disse Amora entrando na cozinha e assustando os dois.

- Bom dia, Amora. -respondeu Giovanna.

- Tá acontecendo alguma coisa aqui? -perguntou Creusa desconfiada.

- Não está acontecendo nada. Com licença e bom dia. -respondeu Alexandre, educado e saindo logo em seguida.

- Não vi vocês chegando. -comentou Giovanna.

- É, chegamos e já logo fomos nos aprontar.

- Ótimo, o café já está pronto, pode servir. O doutor César e a dona Branca já comeram e já até saíram.

- Eu fico agradecida a Deus de ver o doutor César saudável de novo. -disse Creusa.

- Calma, mãe, calma que o velho ainda tá se recuperando, não é Gio?

Giovanna estava aérea.

- Giovanna? -chamou Amora assustando a prima.

- Oi. -respondeu a morena.

- Tu tá muito esquisita, deusa. O que que foi? Desembucha. -disse Amora.

- Nada, Amora, só dormi um pouco mal tentando me adaptar na nova cama. Relaxa. -mentiu. - Bora trabalhar? -completou.

A vida seguiu normal para a família e enquanto Creusa e Amora ficavam por conta da organização da casa, Giovanna ficou na cozinha por conta do almoço e pode devanear a vontade lembrando-se do beijo em Alexandre.

E Alexandre não estava muito longe daqueles lábios tão convidativos. Enquanto estava experimentando o terno de seu casamento com Karen que seria em alguns meses, pensava em seu beijo em Giovanna.

- Doutor Alexandre? -chamou o alfaiate, tirando o empresário do transe.

- Diga, seu Fábio. -respondeu Alexandre.

- O que achou?

O homem foi até o espelho e deu uma olhada em si mesmo.

- Muito elegante.

- Certo, vou acertar as medidas e ele estará pronto.

- Certo.

O empresário tira o terno do casamento e volta com o seu. Em seguida, seu telefone toca e ele pega para atender.

- Alô?

- Oi, amor. Tô perto da alfaiataria, bora almoçar junto?

- Karen, vou almoçar em casa com os meus pais.

- Tudo bem, te encontro  e vamos juntos pra sua casa, ok?

Alexandre não consegue pensar em uma desculpa para fugir de Karen e resolve ceder.

- Certo, te espero aqui então.

- Já tô chegando, beijo.

Alexandre guarda o telefone no bolso de seu paletó e diz para si mesmo:

- Não vai ter jeito, Giovanna, terá de ser a noite nossa conversa.

- Falou comigo, doutor? -perguntou Fábio.

- Falei comigo mesmo, seu Fábio. -respondeu ajeitando a gola do paletó.


XXX

- Oi, amor. -disse Karen ao encontrar Alexandre. Trocaram um selinho.

- Você estava por aqui? -perguntou Alexandre.

- Eu estava com a minha mãe por aqui, estamos procurando um imóvel para ela montar mais uma boutique dela.

- Ah, sim. Bom, vamos?

- Vamos. -começaram a andar em direção ao carro de Alexandre. - Seu pai está bem?

- Ele está bem sim, hoje começou uma nova rotina de exercícios físicos com a minha mãe. Estava bem animado até.

- Ah, sim. Que bom, meu amor. -respondeu Karen.

Chegaram no carro de Alexandre e entraram rumo a casa do empresário. Quando chegaram a cobertura, almoçaram todos juntos e Alexandre não parava de trocar olhares com Giovanna.

- Amora, vem cá. -chamou Giovanna para a biblioteca. As duas andaram para o cômodo e quando chegaram, Giovanna trancou a porta.

- Que que foi, deusa? Tu parece aflita. -disse Amora.

- Eu e o seu Alexandre nos beijamos ontem a noite.

- Que? Tá brincando, né?

- Acha que eu brincaria com algo tão sério assim?

- E aí? Me conta como foi.

- Amora, eu sei que é errado. Sei que eu namoro o Léo a anos e o seu Alexandre vai casar mas...eu nunca senti algo parecido em um beijo.

- Como assim? Foi tanto tesão assim?

- Não foi só isso, foi uma sensação de reencontro, sabe? Uma sensação de...volta pra casa. É, isso mesmo, eu senti que estava voltando pra minha zona de conforto beijando aquele homem. E foi muito bom, o melhor beijo da minha vida, Amora. Algo inexplicável e eu só penso nisso desde então.

- E agora? O que você pensa em fazer?

- Eu não sei. Tô muito confusa.

- Deusa, se um beijo mexeu tanto com você, alguma coisa tem ai.

- Eu sei e fico com medo de pensar nisso.

- Você quer mais?

- Eu quero mas sei que é errado.

- Gio, você precisa descobrir o que sente por esse homem.

- Amora, mesmo que eu sentisse algo, seria impossível ficarmos juntos. Eu sou uma empregada e ele o herdeiro do café. Não vai dar certo.

- Giovanna, ele não pensou nisso quando te beijou ontem. Ele provavelmente só te viu como mulher, a mulher linda que você é. Agora não tem mais jeito, só caindo de cabeça pra descobrir o que você sente.

- Aí, Amora. -lamentou.

- Aproveita que vocês estão na mesma casa. Pede um tempo pro Leonardo e descobre o que você quer da sua vida.


MAIS TARDE

Amora voltava com Creusa para casa e quando chegaram, Creusa foi logo cozinhar o jantar das duas. Enquanto sua aula não começava, Amora estava na área externa da casa.

- Amora, vai demorar pra sua aula começar?

- Ainda faltam trinta minutos, porque?

- Ah, então vá lá na Jurema e pega minha encomenda com ela.

- Tá pode deixar.

Amora saiu de casa e foi até o bar de Jurema. Se aproximando do local, viu que um casal se beijava no beco ao lado do bar e ela não conseguiu ver quem era.

- Boa noite, dona Jurema, vim pegar uma encomenda da minha mãe. -disse Amora quando chegou no bar.

- Ah, sim vou lá pegar pra você, querida. -respondeu Jurema simpática.

Amora virou-se no balcão e viu o casal saindo do beco. Primeiro a mulher, se arrumando e depois quem ela menos esperava. Leonardo.

- Não acredito. -disse Amora. 


Notas Finais


Até a próxima!


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