História Go Away (Em revisão) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Originalmente esse capítulo seria menor mas eu o mesclei ao capítulo quatro porque eu acho que não tinha necessidade de serem separados. Enfim pra quem não gosta de capítulos grandes, sinto muito :c

Boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo três


As ondas eram altas naquela época do ano e o calor mais forte que o normal, muitos iam a praia para aproveitar o calor, outros para passear com a família ou a dois…

Nicholas estava vestido com uma sunga preta, a pele já um pouco avermelhada por conta do sol brilhou na luz. Ele sabendo que se não se protegesse ficaria igual ao um camarão frito sentou-se em baixo do guarda sol e ficou por lá observando as pessoas passarem e as ondas se quebrando.

Não vivia em um paraíso e tinha consciência disso, costumava pensar que isso tudo eram apenas férias. Férias dos problemas, férias dos sentimentos dele.

Longe de tudo aquilo que o atormentava se sentia bem.

Mas não completo.

— Docinho vem pra água. — Uma voz melosa o chamou.

Ele sorriu colocando a mão em cima dos olhos para ver melhor, observou Kate em seu biquíni rosa bebê.

— Ah não, a água está muito gelada. — Ele disse.

— Deixe de ser fresco, venha por favor. — A garota pediu, Nicholas se levantou e foi de encontro a ela notando o sorriso vencedor no rosto da mesma.

— Só um pouco ok? Minha pele já está ardendo. — Suspirou.

— Não se preocupe bebê, a água vai aliviar. — Ela lhe deu um pequeno selinho.

Eles foram para a água, que realmente estava gelada. Nicholas mergulhou e sentiu suas costas arderem, ignorou subindo a superfície Kate não estava tão atrás assim e logo enlaçou os braços no pescoço dele. Os dois iniciaram um beijo calmo que foi interrompido pela onda que os pegou de surpresa.

[•••]

Nick secou e penteou os cabelos que estavam crescidos, se arrumou e pegou as chaves do apartamento alugado e pôs no bolso. Saiu fechando a porta e chamou o elevador, iria para o melhor restaurante da cidade, a comida era boa e o atendimento, melhor ainda. Achava ele.

Ao chegar em seu destino, pediu uma mesa e esperou uma garçonete lhe atender, quando ela chegou ele sorriu.

— Oi Kate. — Ele disse.

Kate sorriu para ele e segurou sua mão de leve, ela trabalhava ali desde que seu pai faleceu e conheceu Nicholas em seu trabalho a dois meses atrás quando o mesmo chegou pedindo um café. Para ela foi paixão a primeira vista.

— Me espera hoje? — Ela perguntou fingindo estar anotando o pedido dele.

— Claro, pra quê mais eu viria aqui em? — Ele brincou.

Ele pediu uma macarronada e quando ela saiu tirou seu celular do bolso e viu as mensagens que tinha recebido.

Haviam quatro de Demi.

"Quando você volta?" 21:00

"Sinto saudades :(" 21:05

"Não vai me responder?" 21:08

"Você é mesmo um idiota." 21:12

Ele suspirou, também sentia e muitas saudades, mas evitava ao máximo pensar nela ou em qualquer coisa relacionado a mesma. Desde aquele dia onde ele de forma covarde foi embora depois de terem estados juntos ele não era o mesmo, não sorria mais, não sentia mais vontade alguma de estar bem e estava naquele momento com Kate apenas para obter um pouco de distração, para não ter que se afundar na própria dor, porque ele não poderia mais pensar em Demi, em seu corpo, no seu sorriso ou na forma linda como ela o beijava. Ele não poderia sequer pensar na possibilidade de voltar para ela, não tinha perdão o que fez sem ter a intenção de fazer, experimentou e depois foi embora.

Um melhor amigo digno nunca faria o que ele fez.

Ele ignorou as mensagens como o belo idiota que ela tinha dito que ele era, seria melhor para eles dois que se esquecessem.

Guardou o celular, não demorou nem dois minutos e Kate voltou com um prato de macarrão para ele. Ele agradeceu e a deixou trabalhar, iniciando assim a sua refeição.

[•••]

Demetria.

Acordei e já eram duas horas da tarde, sentia um frio na barriga imenso e Marissa nao estava mais do meu lado. A casa estava silenciosa, levantei da cama e me direcionei ao banheiro para fazer minhas higienes, tirei a blusa e o short que vestia e me olhei no espelho.

Lembrei da conversa que eu e mari tivemos ontem e suspirei, levei as mãos a barriga e apertei levemente.

Teria uma vida aqui dentro?

Minha barriga estava normal, exceto no final que e sentia um leve incômodo ao tocar.

Entrei no box e liguei o registro do chuveiro passando a tomar meu banho, depois de escovar os dentes enrolei meu corpo na toalha e sai do banheiro. Encontrei Marissa deitada na cama.

— Nem troca de roupa, volta pro banheiro. — ela disse.

— Ué, pra quê? — Eu perguntei confusa.

Ela balançou uma sacolinha branca e eu gemi já sabendo o que era.

— Não quero fazer isso. — Disse.

— Não quer mas vai, Demi vamos tirar logo essa dúvida pelo amor de Deus, você já está assim à meses. — Se levantou e deixou o negócio em minhas mãos.

Eu bufei e ela sorriu, piscou e saiu do quarto dizendo que era para eu gritar caso precisasse de alguma coisa.

Não entendi por que ela não ficou no quarto, até parece que eu faria isso na frente dela.

Fui ao banheiro de novo e sentei na tampa da privada, abri a sacola encontrando uma caixinha com cinco teste.

Precavida essa minha amiga viu.

Tomando coragem eu abri um por um e os deixei em cima da pia…

Vamos logo com isso.

×××

— Mari? — Eu gritei.

Ela veio correndo, entrou no banheiro e sorriu quando me viu com um olho aberto e outro fechado.

— Você não teve coregem de ver não é?

— Não, — eu murmurei.

Ela pegou todos os cinco testes e saiu do banheiro, fui junto. Nos sentamos na cama ainda sem encarar os palitinhos.

— Dois tracinhos para positivo e um negativo, certo? — Afirmei.

— Não, nesse vai estar escrito, grávida ou não. — Ela esclareceu.

Cruzei as pernas na cama e abri os dois olhos.

— Seja o que Deus quiser. — Eu disse antes de olhar os testes.

Meus olhos fitaram os objetos em cima da cama e todos estavam escritos a mesma coisa:

Grávida, Grávida, Grávida, Grávida e  Grávida.

Isto era o que todos os testes diziam.

Minha boca estava aberta em descrença, então eu estava mesmo grávida?

Cai em desespero, e comecei a chorar.

Mari olhou rapidamente os testes e me abraçou.

Nos deitamos e eu me agarrei a ela, não sei por quanto tempo chorei copiosamente. Mas foi bastante pois nem me lembro de pegar no sono.

Quando acordei já era noite, chorei sozinha em minha cama sem saber que atitude tomar. Tinha um serzinho dentro de mim e eu não sabia o que fazer. Eu não tinha Nicholas aqui para me ajudar, para me dizer que tudo ia ficar bem como ele sempre fazia, eu estava sozinha desta vez e com um filho dele.

— Deus me ajuda. — Murmurei uma prece desesperada sem conseguir processar toda aquela informação.

Não conseguia acreditar, estava doendo acima de tudo porque era tudo culpa dele, culpa dele nós termos ficado e era culpa dele eu ter esquecido a pílula, droga eu estava tão ocupada pirando com sua partida que me precaver nem passou por minha mente. E agora eu tinha uma parte dele dentro de mim.

Depois de mais alguns minutos daquela maneira, sequei as lágrimas não me permitindo mais chorar, eu era uma mulher forte e se não fosse a partir de agora eu seria pelo meu bebê.

Eu sorri e acariciei minha barriga lisa, não conseguia entender como não estava com nenhuma barriga ainda.

Um sentimento bom me inundou e eu levantei da cama sentindo a fome se fazer presente, ao chegar na cozinha peguei vários salgadinhos de marcas diferentes e os comi enquanto assistia uma de minhas séries favoritas. The Walking dad

Dormi no sofá mesmo, não me importando com nada, apenas em alimentar eu e meu não esperado bebê.

[•••]

Despertei com a campainha tocando, resmunguei vários palavrões enquanto tirava a coberta de meu corpo e pisava em alguns biscoitos, abri a porta e dei de cara com Marissa e minha irmã Madison, as duas com dois sorrisos gigantes na cara.

— Merda, o que que vocês querem hein? Ta cedo cara vão pra casa. — Eu disse, estava chateada naquela manhã.

Em nenhum momento o sorriso murchou, só se alargou mais, estranhei.

— Essa daí acordou com de mal humor, Madie. — Marissa disse fazendo com que eu revirasse os olhos.

Dei passagem para que entrassem e depois fechei a porta, me joguei no sofá novamente e as duas ficaram me olhando.

— Que foi gente? Quem morreu? — Eu perguntei.

— Sua casa tá uma bagunça. — Madison disse.

— Foda-se — Eu disse levantando meu dedo do meio.

Ela só riu, uma risada gostosa que me contagiou, depois é claro a chamei de idiota.

— Demi. — Marissa disse. — Já são uma da tarde.

— Marissa. — Eu a imitei. — e daí?

Madison só riu e foi até a cozinha, Marissa aproveitou o momento para se aproximar e se sentar ao meu lado.

— Eu marquei uma consulta. — Ela sussurrou.

— Pra hoje? — Eu perguntei alto mas tampei a minha boca com medo de que Madison escutasse algo.

— É, a gente tem que saber se está tudo bem, com você e com o bebê. — Ela disse me fazendo sorrir.

Eu a abracei com força e beijei seu rosto diversas vezes e ela soltou algumas gargalhadas com isso.

— Obrigada. — Eu sussurrei.

— Que nada, amigas são para isso. Você faria a mesma coisa por mim que eu sei. — Disse.

Eu sorri e a apertei mais dizendo que sim, era lógico que eu faria.

Não consegui me livrar dá Madie, então Marissa ficou com ela e demos a desculpa que eu tinha que resolver alguma coisa do trabalho, eu não queria contar ainda para minha família sobre a gravidez. Não sei porque mas não tive um pressentimento bom quando pensei nisso.

Vesti varias roupas diferentes, cada uma mais apertada que as outras, parecia que eu engordei da noite para o dia. Impossível???

Acabou que saí de calça moletom e blusa xadrez e isso até ajudou, assim eu não seria reconhecida, Marissa disse que na chamada estava o nome dela, mas na ficha da médica tinha meus próprios dados. Eu estranhei aquilo, afinal de contas uma clínica não é bastante protegida? Com certeza iam pedir a minha identidade. Mas ela disse que a clínica era de confiança e que era para nossa privacidade e eu tive que a abraçar novamente por isso mesmo achando confuso.

Quando cheguei a clínica, com meu segurança ao encalço, pus meu capuz para não ser reconhecida e caminhei em passos lentos para dentro, disse o nome de Marissa na recepção e me deram um crachá para subir o terceiro andar. Sem perguntas ou pedindo a minha identificação.

Ao chegar lá, me deparei com no mínimo dez mulheres grávidas, todas acompanhadas por seus maridos, algumas pareciam estar no fim da gestação e outras no começo parecidas comigo.

Suspirei e me sentei o mais longe possível delas, me sentia deslocada e com um mal estar, meu sonho de ser mãe não estava acontecendo da forma que imaginei. Eu queria estar pelo menos com um relacionamento estruturado, talvez casada ou noiva, mas ser mãe solteira? Definitivamente não estava nos meus planos.

Uma por uma das mulheres foi sendo atendida e indo embora. O nome de Marissa foi o último a ser chamado, a doutora me olhou e sorriu.

— Demetria Lovato não é? — Ela perguntou com um sorriso de orelha a orelha tentando ser simpática.

— Sim. — Eu respondi tentando retribuir o seu sorriso porém falhando, aposto que saiu quase como uma careta.

Estava nervosa admito, entrei na sala branca com leves tons de rosa e sorri fraco, minha filha nunca usaria essa cor.

— Primeira vez não é? — A doutora se sentou na cadeira a minha frente e eu sentei também.

— Isso, estou muito nervosa. — Confessei.

Ela soltou uma leve risada e abriu o que parecia ser uma ficha.

— Rissa me contou, Aliás me chamo Daniella Callahan. Sou prima da sua amiga.

Então está explicado como eu entrei tão fácil daquela clínica, automaticamente eu já comecei a me sentir menos nervosa.

— Nossa eu não sabia, Marissa nem me disse nada. — Mordi o lábio inferior limpando o suor das mãos nas calças, bem talvez eu estivesse segura nas mãos dessa doutora.

— Não se preocupe, minha prima me explicou o sigilo das nossas consultas. Ninguém saberá. — Ela sorriu.

— Muito obrigada. — Eu sorri de volta e dessa vez foi sincero.

— Bem, pelo o que minha prima me contou, a senhorita só fez o exame de farmácia não é mesmo?

— Sim. — Assenti.

Daniella olhava para a prancheta e anotava alguma coisa com a caneta.

— Então geralmente alguns dos exames de farmácia tendem a falhar, por isso irei passar um de sangue para você. — Ela disse.

Rapidamente minha mente já pensou na possibilidade daquilo não acontecer comigo, seria muita sacanagem se todos os testes mostrassem que eu estava grávida e não estava, não é?

— Vou precisar que você se deite naquela maca e levante a blusa, vamos ver como está o seu bebê.

Meus olhos se arregalaram, achei que essas coisas só se faziam quando a barriga já estava maior. Se bem que de algum jeito eu estava grávida de quatro meses e não tinha barriga nenhuma… Mas eu fiz o que ela pediu, deitei na maca e levantei a minha blusa.

Ela pôs luvas e tocou levemente em minha barriga, apertou no pé da minha barriga e perguntou se estava doendo, disse que não então ela parou e ligou uma tela de computador.

Passou gel em minha barriga e o espalhou com um aparelho estranho.

— Humm. — ela murmurou e depois riu.

— Hum o quê? Tem algo de errado? — Perguntei afoita.

— Não se preocupe, só acho que o exame de sangue será desnecessário agora. — Ela disse.

— Por quê? — Minha cara deveria estar confusa por que ela parou de olhar a tela do computador para me olhar.

— Houve esse barulho? — Disse pressionando o aparelho em meu ventre.

— Sim ué, é meu coração né? — Eu perguntei.

— Não, esse é o seu. — Ela apontou o aparelho para outra direção da minha barriga e nós duas ouvimos um coração bater rápido, bem mais rápido que o outro. — Aquele é o do seu bebê.

Deus do céu, essas notícias tão diretas me fazem quase passar mal.

Eu me senti tonta e tive que respirar fundo.

— Tem certeza doutora? — Eu perguntei com urgência, minha mão esquerda segurou em seu braço direito.

— Sim Demi é uma criança aqui, que pelos meus cálculos já está bem grandinha. — Ela olhava para a tela, também olhei e apenas vi borrões.

— A senhora acha que estou de quantas semanas? — Percebi que ainda segurava seu braço, tirei a mão dali me  sentindo envergonhada.

Ela parou de mecher no meu ventre com aquilo e pegou um lenço removendo o gel, levantei e a ajudei abaixando minha blusa.

— Bom Demi, eu não diria semanas, e sim no mínimo três meses. Eu sei não parece, algumas mulheres isso acontece, sua barriga ainda não cresceu mas seu bebê está aqui. Mas nós vamos fazer todo o processo e descobriremos de quantas semanas realmente a senhorita está. Eu quero saber o que você vem sentindo, o que anda comendo e se tem dormido bem…

Nós conversamos bastante, ela me esclareceu que eu não poderia me estressar de mais pois neste estágio da minha gravidez há muitos enjôos e desmaios então não poderia ter muitas elevações de humor por que isso só faz os mal estares aumentarem. Coitada de mim, senti pena quando a doutora me esclareceu isso, tive que contar para ela sobre minhas doenças e afins o que a deixou bem alarmada por eu não ter pedido a criança ainda, ok quis dar na cara dela.

Tirando isso nossa consulta foi boa, prometi voltar no começo da semana seguinte para pegar meu exame de sangue, mesmo ela dizendo que era desnecessário eu quis fazer um.

Cheguei em casa já era noite, Marissa estava sentada no sofá e Madison dormia ao seu lado.

— E ai Dems, como foi? — Ela levantou do sofá quando fui para a cozinha, me seguiu.

Peguei um copo d'agua e uma maçã, comi e bebi calmamente com seus olhos em mim. Eu sabia que ela estava curiosíssima, e eu a queria maltratar um pouquinho por não me falar que a doutora era sua prima. Mas logo mudei de ideia quando lembrei que foi ela quem marcou a consulta.

— Foi bom, ela passou um gel na minha barriga e nós ouvimos o coraçãozinho do bebê. Prometi voltar para a próxima consulta.

— Então você está mesmo grávida? Parabéns aa' — Ela me abraçou soltando um gritinho.

— É. — Eu disse, não me sentia tão animada quanto ela.

A ficha ainda não tinha caído direito, para mim ainda era um sonho louco eu estar grávida, mas mesmo eu sentindo no meu interior que já estava me acostumando com isso ainda não consigo gostar da ideia de ser mãe.

— Quando você vai contar para ele? — Ela me olhou.

A encarei confusa e me afastei dos seus braços.

— Contar o que para quem Mari? — Eu sorri irônica, deixei copo na bancada e fui para o quarto sendo seguida por ela.

Eu sabia do que ela estava se referindo ou melhor, de quem. Mas não estava com cabeça para pensar em Nicholas, não depois de descobrir que vou ter um filho dele.

Tirei os tênis e a calça, deitei na cama e vi Marissa encostada no batente da porta.

— Você não vai contar ao Nick que está grávida? — Ela perguntou cruzando os seus braços.

Suspirei e escondi o meu rosto no travesseiro fofo.

— Não sei. — Eu disse abafado.

Mas eu sabia, minha decisão estava tomada desde o momento que descobri aquilo, ele não merecia saber desta gravidez.

— Ele merece saber. — Ela disse totalmente ao contrário dos meus pensamentos.

Soltei uma risada em deboche, ela só podia estar brincando comigo.

— Em que merda de mundo? Aquele idiota não merece nada. — Eu disse virando para a encarar, a escutei bufar.

Estava começando a sentir raiva daquele assunto.

— Ele é o pai Demi, é o direito dele.

Eu me levantei de sobressalto, poderia estar sim sentindo saudades de Nicholas. Mas eu não deixaria mais a necessidade que eu sentia dele me atingir, não agora que eu tinha descoberto que seria mãe solteira.

— E é meu direito como mãe não querer contar para ele. Nicholas não quer saber de mim Marissa e quem não quer saber de mim também não quer o meu filho.

— Mas demi… — Ela tentou falar.

— Mais nada Marissa, minha decisão está tomada! — Eu gritei.

— Mas uma hora ele vai descobrir Demi, e o que você vai dizer? Que não é dele? Não seja covarde como ele. — Ela também gritou.

— Não sei, talvez eu diga ou não diga nada, Nicholas não tem que me pedir explicação nenhuma. E eu não estou sendo covarde Mari, estou sendo precavida. Eu já sofri de mais por alguém que dizia ser "apaixonado" por mim — Fiz aspas com os dedos. — Não quero isso para o meu filho.

— Ok, a decisão é sua. Irei respeitar. — Ela disse levantando as mãos em rendição, respirou fundo e saiu do quarto.

Depois de alguns segundos ainda parada no mesmo lugar fui até a porta do quarto e a tranquei por dentro, eu não poderia pensar na possibilidade de contar ao Nick sobre minha gravidez, não daria certo. Nunca.

Deitei em minha cama e cobri meu corpo até a cabeça, levei as mãos a barriga e suspirei

— Somos só você e eu, meu bebê.



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