História GoBul - Amarração para o Amor - Especial Dia das Bruxas - Capítulo 1


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Goku
Tags Bulma, Bulmaxgoku, Diadasbruxas, Gobul, Goku, Gokuxbulma, Gulma, Halloween, Hentai, Romance
Visualizações 19
Palavras 3.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


* Os personagens de Dragon Ball pertencem à Akira Toriyama.
** +18 - não me responsabilizo pelo acesso de menores.

Short fic em 2 capítulos

Capítulo 1 - O que você faria?


Cidade Paozu

31 de Outubro de 2019 – 21h45

 

As luzes das velas tremelicaram dentro das pequenas cabeças de abóboras que decoravam o quarto. Goku tinha os olhos estatelados e fixados na mulher à sua frente. Ela sorria à vontade com a situação e deixava o corpo exposto sem qualquer pudor.

O cheiro do sexo misturado ao perfume floral adocicado se misturavam no ar dando a ele a sensação de que ainda a tinha nos braços, não podia acreditar no que estava vendo, aquilo seria impossível.

- O que você fez? – ele balbuciou.

- Fiz o que me pediu. – ela falou o óbvio – Você quem desfez.

- Não! – Goku gritou voltando à realidade – Não! Eu só queria...

Ele parou. O que ele queria já não fazia tanto sentido agora.

- O que você esperava, um milagre pelo sacrifício? – ela debochou.

Goku levantou-se da cama e passou as mãos nos cabelos jogando-os para trás, mas logo voltaram, cada fio em seu lugar. Ele queria sim uma recompensa, ele a queria por vontade própria.

Dela.

- Traga-a de volta. – ele ordenou.

- Não posso, não assim. – a mulher à sua frente começou a se vestir – Agora depende de você.

- Como assim? – ele se aproximou e a pegou pelos ombros – O que quer dizer?

A mulher sorriu um sorriso sinistro. Os dentes amarelados e os lábios enrugados se esticando como um chiclete cansado de ser mastigado. Ela tocou no rosto de Goku e o acariciou beijando seus lábios em seguida.

- Você tem até a meia noite de hoje. – ela falou pausadamente após se distanciar – Se a quiser de volta, para sempre, terá de fazer escolhas Goku.

Ela se afastou mais e terminou de se vestir. Goku prendeu os olhos em algum lugar do quarto e ficou estático. Não viu quando a mulher saiu sem se despedir, mas deixando a pequena caixa aberta ao lado dele. A caixa que guardava seu grande amor e que agora estava vazia de amor e dela. 

 

 

Horas mais cedo

 

11h11.

Goku suspirou pela quarta vez após olhar as horas, Bibi estava contando. Ela virou-se e apoiou a cabeça na mão e com a outra correu o indicador pelo peito desnudo do amante.

- Está tudo bem? – sua voz era baixa e acalentadora.

- Hã? – Goku pareceu despertar de algum pensamento profundo – Tá, claro, sim.

Ele olhou para Bibi e forçou um sorriso. Queria que ela fosse embora, mas não queria ser indelicado. Não era para ele ter dormido com ela, não a noite toda, mas as bebidas da noite passada pesaram.

- No que está pensando? – Bibi não era ingênua, sabia que era em outra mulher.

- Não é nada, - Goku desviou o olhar – é que estou esperando uma ligação.

Ele olhou para o relógio digital novamente. 11h12. Depois para o celular. Estava esperando Oolong ligar para confirmar um compromisso e ao mesmo tempo pensava se iria aceitar. Parecia loucura, a princípio, mas também parecia a única opção, depois de todas.

- Bom, - foi Bibi quem suspirou dessa vez – vou tomar um banho. – ela virou o rosto de Goku – Vem comigo?

Ele foi. Precisava se distrair e Bibi o ajudou bastante com isso. Transaram embaixo da água morna, ele a segurando nos braços fortes e ela gemendo em seu ouvido. Bibi era uma mulher bonita e sem qualquer tipo de restrição sobre relacionamentos. Nada de cobranças, sexo de qualidade e uma ótima companhia para conversar.

Os dois se davam bem dessa forma, embora ela soubesse que Goku tinha um amor verdadeiro pesando em suas costas. Não era correspondido e sofria por isso, mas ele sabia separar bem as coisa quando o assunto era beber, conversar e transar e era isso que Bibi gostava nele. Apenas uma vez ele havia pisado na bola e a chamou de Bulma enquanto gozava.

Bibi ficou furiosa. Recolheu as roupas e foi se vestindo enquanto ia para a saída e Goku andando atrás dela, pedindo para ficar, pedindo desculpa. Disse que foi o perfume, Bibi usava um perfume igual ao de Bulma. 

 

 

“- O que? – Bibi parou e voltou-se para ele.

- O seu perfume, – Goku se encolheu – é o mesmo cheiro que o dela.

- Qual é o seu problema com essa mulher?! – Bibi se aproximou mais – Por que não vai na casa dela e diz logo o que sente?!

- Eu já fiz isso. – ele baixou os olhos.

- E? – Bibi não aliviou.

Goku se apequenou diante da amiga-amante. Sentiu-se envergonhado pelo que fizera com ela, sabia que tinha sido uma mancada e tanto. Bibi tinha um lugar especial em sua vida e já tinha ouvido falar em Bulma. Mas ambos tinham um acordo muito bem feito: Goku jamais a chamaria para transar imaginando que seria com Bulma. Bibi não era substituta, muito menos atriz.

- Fala Goku! – ela se alterou.

- Esquece Bibi, me desculpa, por favor! – ele estava nu e se aproximou dela beijando seu rosto todo – Por favor?

Goku sussurrou sensual, mas Bibi não cedeu.

- Quando você conseguir separar as coisas me procure. – ela se afastou – É ótimo transar com você, quando você está transando comigo e não ela.

Bibi virou-se e logo estava ligando seu carro e os pneus cantaram um ‘vai se foder’ para o Goku vacilão dentro de casa.”

 

- O que vai fazer no dia das bruxas? – Bibi estava na porta de saída e Goku ainda a abraçava.

- Pra ser sincero eu não sei ainda. – ele colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha dela – E você?

- Tem uma festa à fantasia na casa de um amigo, vai bastante gente. – ela beijou os lábios de Goku devagar – Se tiver afim me liga!

Ele a soltou e ela foi para o carro. Goku ficou na porta olhando até que o carro fez a curva e então ele entrou. Ouviu o celular tocando e correu para o quarto.

- Oolong?!

- Quem era a gostosa? – o amigo de voz nasalada perguntou malicioso.

- Não te interessa! – Goku respondeu e franziu o cenho – Onde você está?

- Na frente da sua casa. – Oolong riu – Eu vi que tinha companhia, então resolvi esperar.

Ele ouviu Goku respirar fundo e soltar devagar, provavelmente se controlando para não manda-lo à merda.

- E então, você vai ou não? – Oolong atravessou a rua – Temos hora marcada.

- Vou, já saio. – Goku desligou e terminou de se vestir.

Sentiu o coração acelerar um pouco. Tinha dúvidas, muitas dúvidas e ao mesmo tempo sentia-se um completo idiota. Oolong garantiu que era seguro e que funcionava, mas Goku não era de crenças.

 

 

Em outro ponto da cidade, em um apartamento pequeno e aconchegante, Bulma fazia as malas. Ela iria viajar no dia seguinte para assumir o cargo de responsável técnica na empresa que trabalhava. Sairia da pequena filial em Paozu para a matriz na Capital Central.

Iria supervisionar um departamento com mais de quinhentas pessoas e muitos, muitos equipamentos. Estava eufórica e ansiosa. Triste e feliz. Encantada com a cidade grande e saudosa de sua pequena Paozu. Seu berço, sua família, seus amigos.

Tudo que Bulma tinha estava em Paozu e ela iria deixar tudo para viver, como ela mesma definiu, um desafio. Todos que a amavam apoiaram, principalmente seu pai. O velho Briefs já era aposentado, mas ainda brincava de cientista na garagem de casa.

Bulma já visitara a matriz e era gigantesca. Quando esteve lá prometeu a si mesma que voltaria para ficar e tinha dado certo. Demorou um ano, mas isso só serviu para que ela trabalhasse intensivamente a cada dia. Reconhecida e confiável, Bulma iria embarcar para uma vida completamente diferente.

Tinha alugado o apartamento mobiliado, iria tirar apenas as coisas pessoais demais e deixar na casa dos pais. Era uma mudança pequena, já que não tinha mania de acumular muitas coisas. Separou a roupa que usaria mais tarde na despedida organizada pelos amigos, a roupa da viagem e encaixotou o resto.

Tights iria despachar suas outras malas e caixas depois que ela estivesse acomodada no apartamento que já havia conhecido, decorado e mobiliado. Ficava bem no centro da Capital Central há trinta minutos de distância do prédio da Red Ribbon Technologies, uma empresa especializada em armas de longo alcance, precisão e o principal: praticamente invisíveis.

O maior cliente era o Governo, claro. E Bulma iria supervisionar justamente o departamento responsável por atender exclusivamente os pedidos das Forças Armadas do país. Assinaria protótipos, testaria e faria contato com os cliente se fosse necessário, e para isso, ela assinou um contrato de confidencialidade com algumas dezenas de páginas. Além de ter sua vida revirada pelos agentes da inteligência. Estava limpa, como eles disseram.

 

 

- Falta muito? – Goku olhava para os lados e mexia os dedos das mãos dentro do bolso da calça.

- Ei, relaxa! – Oolong o cutucou – Acabamos de sair do carro.

- Cara, - Goku parou – eu não vou fazer isso, é ridículo!

Oolong parou, mas não se virou para ele.

- Tá com medo? – sua voz soou firme.

- Não. – Goku respondeu rápido – Mas eu não acho que vai dar certo.

- Goku, - Oolong se virou devagar – olha pra mim. – ele abriu os braços – Como você acha que eu consigo sair com todas aquelas garotas gostosas e lindas?

Goku ergueu as sobrancelhas.

- Não são prostitutas? – ele coçou a nuca.

- Claro que não! – Oolong se alterou – É ela que me faz parecer atraente para elas! – ele sorriu – Inclusive, hoje eu tenho um encontro com uma gata que ama homens fardados!

- Por isso está com essa roupa verde? – Goku sorriu deboche.

- Isso é uma farda otário! – Oolong virou de costas e recomeçou a andar – Vamos logo, porque hoje eu vou transar muito!

Goku observou o amigo por um tempo e, realmente, ele não era do tipo que só pegava as gatas e gostosas. Tinha um nariz que parecia de porco, a pele meio rosada e oleosa, a voz nasalada e irritante e era completamente careca.

Um arrepio passou pelos braços de Goku que se sacudiu ao imaginar, por um segundo, Oolong sem roupas. Ele esperava nunca mais ter aquela visão.

- Anda, vai ficar olhando a minha bunda?! – Goku revirou os olhos e apressou o passo emparelhando com o menor.

 

 

- Alô?

- Senhorita Briefs?

- Sim. Quem fala?

- Aqui é Lemos, da companhia aérea Hiryō. – Lemos fez uma pausa e continuou – A senhorita tem um vôo marcado para amanhã às quatorze horas, mas ele foi cancelado e remarcado para esta madrugada às quatro horas. A senhorita aceita a troca ou deseja remarcar?

- Mas esse vôo está sendo pago pela empresa que eu trabalho, - Bulma preocupou-se – eles estão cientes?

- Sim, senhorita. – Lemos respondeu prontamente – Nós falamos com eles primeiro.

- Bom, - a ansiedade atingiu Bulma como uma bomba, a possibilidade de chegar mais cedo lhe pareceu muito bem vinda – eu aceito. Os benefícios são os mesmos?

- Sim, tudo está como consta em seu cartão de embarque, inclusive o número da poltrona. – Bulma ouviu o barulho das teclas do teclado – Vou lhe mandar o novo cartão para que possa fazer a troca. A senhorita tem alguma dúvida?

- Não, obrigada por ligar Lemos. – Bulma sorria.

- A Hiryō agradece sua atenção, tenha uma ótima tarde e boa viagem!

 

 

“Ura Baba – Guia Espiritual”, era o que estava escrito na placa de uma pequena loja. Goku parou em frente a pequena vitrine decorada com o tema de Halloween e dentro dela estavam expostos livros, objetos descritos como míticos, pedrarias, velas, toalhas e mais uma variedade de coisas inúteis.

Ao lado havia uma porta de madeira que estava fechada, mas a placa retangular pendurada no centro avisava: “Aberto – Entre”. Goku olhou para a placa novamente, “Ura Baba – Guia Espiritual” e quase riu. Quase. Não fosse o nervosismo e a ideia de que aquilo era uma farsa, ele respirou fundo e o celular vibrou no bolso.

 

“Oi! Meu vôo vai sair mais cedo, eu adiantei a festa para as 19h. Você vai né?”

 

Era Bulma. Goku olhou para a placa novamente. Era um sinal? Ele prendeu a respiração e respondeu.

 

“Oi B.! Claro que vou!”

“Legal, até mais tarde! :*”

 

- E então? – Oolong surgiu de repente e Goku se assustou – Você tá bem?

 

 

“Meu amor

O que você faria se só te restasse um dia?

Se o mundo fosse acabar

Me diz o que você faria”

O som do violão chegou ao ouvido dos dois amigos. Um rapaz começava a cantar sentado em um pequeno banco na esquina. O case do violão aberto feito uma boca de crocodilo esperando moedas ralas para engolir.

 

“Ia manter sua agenda

De almoço, hora, apatia

Ou esperar os seus amigos

Na sua sala vazia”

Goku achou muita coincidência logo aquela música, não que ele a conhecesse, mas a letra era clara. “Ura Baba – Guia Espiritual – Aberto – Entre”.

- Vamos. – ele empurrou a porta e foi seguido por Oolong.

 

Um sinete tocou avisando que tinha cliente. Dentro da loja um incenso de mirra queimava e deixava o ambiente sufocante. Era uma loja comum, com um balcão comum, uma caixa registradora antiga e muita, muita quinquilharia para ser vendida.

- Olá! – um rapazote com um chapéu pontudo, azul e cheiro de estrelas amarelas apareceu.

- Olá Merlin! – Oolong o cumprimentou – Estamos aqui para falar com a Baba.

- Tem hora marcada? – ele também vestia uma túnica preta e comprida.

- Sim, diga a ela que é Son Goku. – Oolong estendeu a mão para Goku.

- O que?

- O dinheiro. – ele falou baixo.

- Eu não vou pagar adiantado! – Goku falou alto.

- Se não paga, não tem serviço. – o rapaz interferiu.

- Qual é mago, tenho cara de otário? – Goku cruzou os braços.

Oolong sorriu envergonhado para o rapaz que permaneceu sério, aguardando o pagamento.

- Goku, não fode cara! – Oolong ficou frente a frente com o mais alto – Dá logo!

Goku fuzilou o amigo e pegou a carteira.

- Se der errado, você me deve mil e duzentos! – ele tirou as notas e Oolong entregou para o rapaz. Merlin conferiu o valor nota por nota, sorriu e se dirigiu para os fundos da loja.

 

 

“Meu amor

O que você faria se só te restasse um dia?

Se o mundo fosse acabar

Me diz o que você faria

 

Corria prum shopping center

Ou para uma academia

Pra se esquecer que não dá tempo

Pro tempo que já se perdia”

 

Goku olhou para fora através da vitrine e o cantor ainda estava lá e ainda cantava a mesma música. Ele pensou que pelo tempo que já estavam lá dentro a música já deveria ter acabado.

- Pode vir. – o rapazote com o chapéu estrelado surgiu através de uma cortina roxa.

- Essa cortina já estava aí? – Goku perguntou ao virar-se na direção dele.

- Você faz perguntas demais Son. – Oolong desconversou e o acompanhou.

- Só ele. – Merlin barrou o mais baixo.

Goku olhou para Oolong que fez um “joinha” encorajando o amigo que desapareceu atrás da cortina. Não tinha o que fazer, senão esperar, então tirou o celular do bolso e mandou mensagem para a mulher com quem se encontraria mais tarde.

 

Um gato malhado chiou ao ver Goku e saltou para o chão, sumindo entre os móveis da pequena sala. Uma luz arroxeada iluminava o local e nada era muito visível. Bem no centro da sala havia uma mesa redonda cercada por quatro cadeiras de madeira.

- Sente-se, - Merlin apontou uma das cadeiras – ela já vem.

Goku sentou e dois gatos brancos saíram correndo de baixo da mesa. Um corvo se debateu em uma gaiola grande e quadrada. Uma bola se iluminou no centro da mesa e a luz branca fez com que Goku fechasse os olhos por alguns segundos.

Ele piscou algumas vezes até se acostumar e assim que sua visão focou a imagem à sua frente, Goku se assustou. Uma velha enrugada e sombria olhava para ele com o sorriso mais sinistro que já tinha visto.

- Son Goku... – ela falou arrastado e sua voz parecia sair de uma cripta.

- É..., - Goku se arrepiou – sou eu.

A velha, que ele deduziu ser a tal Ura Baba sorriu mostrando os dentes amarelados e gastos pelo tempo. Devia ter no máximo um metro e meio de altura e era rechonchuda deito a bola branca em cima da mesa. Ela estendeu a mão aberta com a palma para cima.

- Trouxe o que eu pedi?

- Sim. – Goku se levantou e tirou uma fotografia do bolso traseiro da calça – Isso serve?

Ura Baba não respondeu, pegou a foto e foi para uma espécie de balcão no fundo da sala. Goku sentou novamente e observou. Ela acendeu um pequeno fogareiro e pegou alguns frascos de um suporte de madeira.

- O euq revit euq res àres. Es oãn rof arap, ue ieraf recetnoca!

Ela pronunciou as palavras e jogou algumas misturas no fogo fazendo as chamas se levantarem. Em seguida pegou a foto que Goku dera a ela e virou-se para ele.

- E então? – ela balançou a foto – Por um dia ou para sempre?

Goku foi pego de surpresa, ele não havia pensado nisso. Não para o que estava fazendo.

- Eu não sei... – ele passou as mãos nos cabelos.

Mas então ele se lembrou que Bulma iria embora da cidade. Iria trabalhar na matriz da empresa. Goku queria estar com ela ao menos por essa noite e sem pensar mais ele respondeu para Ura Baba. Ela virou-se de volta e colocou a ponta da fotografia nas chamas e logo todo o papel se queimou.

Goku estava ansioso, ela mexia em alguma coisa que ele não conseguia ver. Também prestava atenção em seu corpo, esperando que algo estivesse mudado, mas não sentia nada.

 

- Tome. – Ura Baba colocou na mesa uma caixa pequena e preta – Não abra até que o dia termine.

Goku olhou para a caixinha, se parecia muito com uma daquelas caixas de joalheria onde se colocavam anéis ou alianças. Ele pegou a caixa com cuidado e Ura Baba alertou novamente.

- Não abra, a menos que queira perder sua chance.

Goku ia agradecer, mas a bola branca brilhou mais intensamente e apagou. Ura Baba havia sumido e Merlin apareceu novamente.

- Por aqui. – ele apontou para a saída e Goku se levantou seguindo-o.

 

- Onde está Oolong? – Goku perguntou assim que cruzou a porta de madeira que separava a loja da sala dos fundos – E a cortina?

- O seu amigo precisou ir, ele disse que a garota estava muito excitada. – Merlin respondeu sério – Obrigado por escolher nossos serviços.

Goku olhou para trás e não havia mais ninguém na loja. O cantor ainda estava na esquina, mas não conseguia ouví-lo. Guardou a caixinha no bolso e saiu, a placa que estava na porta avisava: “Fechado – Volte Amanhã”.

- Kami Sama... – Goku sussurrou.

 

 

“Meu amor

O que você faria se só te restasse esse dia

Se o mundo fosse acabar

Me diz, o que você faria

 

Andava pelado na chuva

Corria no meio da rua

Entrava de roupa no mar

Trepava sem camisinha

 

Meu amor

O que você faria?

O que você faria?

 

Abria a porta do hospício

Trancava a da delegacia

Dinamitava o meu carro

Parava o tráfego e ria

 

Meu amor

O que você faria se só te restasse esse dia?

Se o mundo fosse acabar

Me diz o que você faria

 

Meu amor

O que você faria se só te restasse esse dia?

Se o mundo fosse acabar

Me diz o que você faria

Me diz o que você faria

Me diz o que você faria...”


Notas Finais


Música: O último dia - Paulinho Moska - https://www.youtube.com/watch?v=Zb4eqZqCZFo

Feitiço que Ura Baba lançou: O que tiver que ser será. Se não for para ser, eu farei acontecer. (eu que criei!)

Especial #diadasbruxas #halloween #gobuldiadasbruxas


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