História God Zlatan - Capítulo 32


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Categorias Edinson Cavani, Maxwell Andrade, Zlatan Ibrahimovic
Tags Arrependimento, Divórcio
Visualizações 180
Palavras 1.334
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OH MY GOD, I LOVE VACATION!

Capítulo 32 - Trinta e Dois - Viking Tupiniquim


Acordei sem meu filho na barriga, com o médico fazendo o procedimento de descolar a placenta, trêmula e cansada, indaguei por meu filho, recebi a notícia de que ele estava bem, saudável, e pela primeira vez naquele hospital, uma enfermeira educada e carinhosa elogiou meu nenem, disse que era um lindo garotão. Ela me pediu para descansar, contou que eu havia desmaiado no final do parto, quando minha musculatura relaxou, o corpo de Maximilian tinha vindo para fora, pois senão, teriam que partir para adrenalina ou um parto de fórceps, o que é agressivo e dolorido, precisa de anestesia além de bons pontos. Embora tenha tido o desmaio, ela me chamou de guerreira, sem eu ter percebido, gastei mais que nove horas simplesmente para dar à luz a um bebezinho. Tudo vale a pena se tratando de um filho, controlei a ansiedade e perdi a batalha novamente para o cansaço, só acordei com a voz suave da tal enfermeira que me chamava para amamentar o meu filho, o momento mais mágico é a primeira amamentação, eu me sinto útil, capaz de fazer o mais difícil sacrifico somente para proteger meu filho, me torno a maior e mais forte guerreira, no meio de tantos gritos, dor e sangue, eu ainda acredito ser o melhor que o meu filho pode ter. É o poder de ser mãe.

- Mamãe, eu quero sentir a senhora. Quero minha comida— a enfermeira imitava uma criança, como se Maxi falasse e não ela, e por mais patético e idiota que aquilo soasse, ela pareceu ser uma pessoa diferenciada, a melhor que tinha em todo aquela maternidade. Peguei Maxi de suas mãos, ele é tão lindinho, seus olhos com certeza se parecerão com os de Zlatan, seus olhos claros terão a cor dos de Sefik, ainda é cedo para determinar seus traços, se serão rudes ou delicados. Não importa o quão parecido ou diferente vai se parecer comigo, tenho a certeza de que o mais puro amor está acontecendo agora. Seus dedinhos agarraram o meu polegar, com uma pequena força, e uma lágrima derramou-se de meus olhos. Maximilian sorriu sem seus dentes, não precisa tê-los para ser gracioso, e naquele paraíso todo, eu duvidei do inferno. 

Nem tem cabelos, apenas um fio, beijei o topo de sua cabeça delicadamente.

Que seja inteligente. Que seja sábio.

Ele colocou sua linguinha para fora e soltou uma gargalhada gostosa, que me puxou a rir junto, além de mim, ele também está contente em estar fora, vamos sentir falta, nós dois sabemos, e ambos sabemos que eu serei sempre seu lar, exatamente como sou para Vincent, como serei para um outro futuro filho se eu tiver. 

- Eu vou te ensinar funk, pagode e brega, meu filho, vai curtir a vida que nem doido — dei-lhe a língua fazendo daquilo o nosso toque, nosso outro elo. Nem me importa se o ato é desrespeitoso, não é quando é feito com amor, sem a intenção de magoar. E aí eu vou ao ponto do quão inocente é uma criança, principalmente um recém nascido. Prometi lhe ensinar minhas raízes, para que elas façam dele filho, que o faça florescer, e que ensinem que no meio de tanto rancor ainda é possível fazer o amor — Você é lindo, meu filho.

Mais uma risada vinda dele, Maximilian será o mais feliz, meu menino feliz. Me perdi no mundo novo de seus olhos, com a mesma facilidade que alguém se perde em lugar desconhecido, tão calmamente, nós dois estamos vendo um mundo novo, ele por sua entrada ao meu mundo e eu por fazer parte do seu.

- Eu não posso ter filho, senhora, mas acredito que seja uma sensação inesquecível — ela se pronunciou, sentando na cama e acariciando o pé de Maximilian — Creio que a chegada de um novo ser nos motiva a mudar. Vocês dois serão felizes.

- Você seria uma ótima mãe, enfermeira Inger — eu revidei convicta de minha afirmação — De toda a equipe médica, foi a única que me tratou bem, teve amor.

- Faço porque eu gosto de presenciar o nascimento de uma nova vida — seus olhos marejaram — Você merecia o tratamento que recebeu, a pessoa que gera a vida e a coloca no mundo tem que ser respeitada como tal. Nunca saberemos se aquele ser que acabou de nascer será o futuro descobridor da cura da AIDS. Nunca saberemos se será um novo ditador, ainda sim, todos, merecem acima de tudo, respeito.

Eu olhei para o bebê em meus braços, que brinca com meu cacho, é fase que ele irá procurar descobrir o mundo, no final ele notará que não sabe nem da metade da metade deste universo, e o vejo como uma pessoa maravilhosa no futuro. 

Dei meu peito para que ele pudesse mamar, é primeira alimentação dele, e não há como não agir com meu lado emocional, apesar de sua boca ter agarrado meu bico com força, é o instinto dele falando mais alto, o primeiro é agressivo, após isso ele conhece o pacífico, é hora de aprendizagem. 

- Está faminto sim, meu filho — fiquei sentada com a ajuda de Inger e o coloquei numa posição que fosse boa, e segura para que ele não se engasgasse. 

A melhor sensação do mundo é a de ser mãe, posso ter mais que um filho, e cada sensação vai sendo modificada, com uma grande intensidade a cada vez, porém a melhor sensação já experimentada pelo ser humano. É a capacidade de dar amor sem esperar receber de volta, é colocar-se abaixo de um ser menor que você que foi feito para ama-lo ainda que você sozinho consiga suprir toda a necessidade de amor, mãe ama e se não receber aquele amor de imediato está tudo bem, apenas que saiba que o primeiro amor veio dela. Desde a minha barriga venho amando esse frutinho, essa minha outra metade, eu sou inteira com minha família, não me senti mais só.

Vincent vai amar conhecer o irmão, me ajudará com os problemas, será seu maior cavalheiro, é a união dos irmãos, é o que irmãos fazem. Não te abandonam e não pensam nisso, nem na primeira briga, muito menos na que parece ser a última. Sei que meus filhos se darão bem, porque é o nosso amor que nos une, e o que o amor uniu, ódio nenhum tem poder para separar.

Nem na primeira briga, muito menos na que parece ser a última. 

- Você está mergulhada em seus pensamentos, e ele nesse leite que deve estar apetitoso — ela brincou. Mal sabe ela na paz que estou. Que estamos.

Assenti, de novo limpando uma lágrima que corria na lateral do meu rosto, quase escorrendo pela bochecha, e antes de chegar na boca, eu impedi se caminho.

De repente a porta se abriu, assustando a enfermeira e a mim, não ao meu filho que continuou com sua meta de se alimentar e se abastecer.

- É a cena mais gloriosa que eu já pude presenciar — Zlatan tampou a boca e deixou as lágrimas escorrerem, e se colocou dentro do quarto, fechando o recinto. A enfermeira se afastou, seguindo para fora, nos deixando a sós. Meu amor por ele só cresceu, claro que junto com meu sofrimento, meu desapontamento. Meu sorriso murchou, minha bolha de felicidade estourou. Aquela é a realidade — Por Deus, como ele é grande, esperamos tanto por esse momento, Dalia.

Sentou-se na cama e observou nosso filho, estava admirando a nossa obra de arte, nosso pequeno Ibrahimovic. Ao fim, nosso filho bocejou, sem minha permissão, com jeito de quem já é pai pela oitava vez e não segunda, Zlatan o pegou de meu colo e o colocou para arrotar, por fim fazendo-o dormir. Maximilian fez dos braços fortes de Zlatan a melhor cama que alguém poderia ter oferecido, Ibrahimovic fazia carinhos e cantava, segurava nosso segundo mundo, a nossa segunda vida, nosso outro amor, nosso resultado de prazer. Nosso filho.

Só faltava Vincent, e completaria o time dos homens da minha vida.

- Eu vou dormir.

 


Notas Finais


Sabe a beleza que é poder escrever dois capítulos por dia? Férias que fiz né?

Gostaram da narração dos sentimentos dela pelo mais novo Ibrahimovic? Hummmm

Enfim esse meninão conheceu o mundo de fora, achei que ia demorar, foi um parto difícil, porém tudo vale a pena por esses coisinhos de mamãe, né? Zlatan chorou, gente, o cara derramou lágrimas, ser que aconteceu o mesmo na real? Sei lá, eu acho difícil, não impossível.

Espero que tenham aproveitado

Bjsss


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