História Goddess of Prophecy - Capítulo 2


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Nevra
Visualizações 30
Palavras 2.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeyy pessoinhas! Voltei!!

Sei que falei para alguns nos comentários que tentaria postar quarta, mas quarta foi um horror! Prova de tarde e fiquei até quase duas da manhã fazendo trabalho da faculdade!

Não se acostumem com capítulos sendo postados assim de forma mais seguida. Apenas consegui postar esse porque tive um pequeno estopim de criatividade (e milagrosamente de tempo) e consegui escrevê-lo porém normalmente não tenho tempo para escrever por conta da faculdade.

Capítulo 2 - Routines, customs...


Érika não conseguia exatamente descrever o que estava sentindo. Ela havia sido levada para uma enfermaria, colocada em um teste de guardas e “colocada a par” de como as coisas funcionavam nesse mundo que ela havia parado. Era tudo tão estranho e soava tão irreal. Porém fazia sentindo com as histórias que sua avó contava. Da mesma forma que tirava aquela ideia de que sua avó era apenas uma pessoa com uma imaginação gigante, era legal de pensar na sua mente infantil que um mundo mágico realmente existia:

- Apensar de terem se passado cinco anos e de que sua avó ficou apenas um mês conosco, nós meio que nos apegamos bastante e não conseguimos nos desfazer do quarto dela. – um homem com um chifre de unicórnio, que se chamava Kero, disse enquanto a acompanhava por um corredor cheio de portas – A sua avó era uma consumista absurda. – ambos riram. Isso era um fato, como qualquer filha de família rica e que havia sido mimada desde a infância, sua avó amava fazer compras e encher os armários de roupas caras, que muitas vezes a mesma tinha que mandar embora ainda mesmo com a etiqueta – Ela gastava uma boa parte do salário dela com roupas e acho que as roupas dela vão servir em você perfeitamente. A moda não muda muito aqui em Eldarya, são poucos que se preocupam muito com isso, na verdade.

- Bom, pelo menos eu vou ter algo para as pessoas pararem de me olhar estranho... – ela falou e Kero riu, parando na frente de uma porta enquanto pegava uma chave.

- Bom, esse era o quarto dela. Foi o Nevra que decorou na época. E nós não mexemos em nada, apenas de tempos em tempos alguém entrou para limpar. Como era sua avó, tudo que tiver aqui dentro é seu. Acredito que até mesmo tenha um pouco de dinheiro. Como você vai servir a guarda, a comida do refeitório já meio que é paga com seu trabalho, e você recebe mais um pouco por servir a guarda, e mais uns extras por missões. Com o tempo você poderá encontrar um trabalho mais fixo dentro da guarda mesmo e ganhará um pouco mais.

- Ok... – ela disse entrando no quarto logo atrás de Kero. Era escuro e bem... Cheirava a mofo, porém estava limpo e a decoração, apesar de um pouco mais “trevosa” do que ela gostava, também era de seu agrado.

Kero passou para ela os horários do refeitório, e disse que ela poderia se acostumar ao quarto, trocar de roupa, e até mesmo a explicou como usar as duchas. Kero terminou dizendo que voltaria em menos de uma hora com o resultado de seu teste de guarda, e com um símbolo para ela poder apresentar na cantina na hora de fazer as refeições, e sempre que fizesse missões.

Érika vasculhou o quarto a procura de roupas e toalhas. Tomou um banho rápido e voltou para seu quarto, enquanto pensava o que aconteceria com sua vida daí em diante.

[...]

- Ela é... Igual... Até a voz delas são a mesma, como pode? – Nevra dizia desacreditado.

- Ei, ei... Todos nós estamos assustados... – Ezarel falou – É tão estranho... O que o mascarado queria a mandando para cá?

- Talvez tenha algo que a gente ainda não saiba... – Miiko comentou pensativa.

- É, e acho que ficarmos aqui criando teorias não vai ajudar em nada. – Valkyon falou – Acho melhor esperarmos os resultados com o Kero.

- Pensando bem, é melhor... Podemos testar ela em diferentes áreas e depois ver aonde ela poderia ajudar... Ewelein está precisando de ajuda na enfermaria, já que duas enfermeiras deixaram o QG, uma está debilitada desde a quebra do cristal, e um dos enfermeiros vai ser pai, então, vai precisar tirar uma licença logo... Talvez ela poderia ajudar... – a kitsune falou.

- Sim, mas como vamos lidar com esse... Fato de que não podemos a levar para casa? – Ezarel perguntou olhando para a líder, que respirou fundo.

- Ela vai ter que entender... Mesmo com o cristal intacto ainda tivemos que esperar uma expedição de reabastecimento para poder levar Meredith para casa, e ainda pagamos o preço por alguém passar pelo portal... – a kitsune disse olhando para o Cristal, e lembrando-se de como as tempestades foram mais cruéis do que o comum quando levaram Meredith para casa – Mesmo na próxima expedição, com o cristal nesse estado... Seria... Custoso demais a deixar ir... Talvez um dia, mas, agora é impossível... – ela respirou fundo – Kero disse que apesar de confusa e com medo por não poder voltar para casa ela parecia ter compreendido.

- Miiko, eu... – Leiftan disse entrando na sala do cristal, e olhou levemente atordoado para os presentes na sala, completamente surpreso por estarem tendo uma reunião sem ele – Interrompi algo? – ele observou a kitsune respirar fundo.

- Uma humana chegou da terra. – a mulher falou. O lorialet se demonstrou assustado – Sente-se. – Miiko o esperou sentar para continuar – Lembra que eu te falei que a cinco anos atrás uma jovem humana apareceu aqui?

- E que ela era uma faeliana e que voltou para a terra? Sim.

Diferente dos atuais líderes da guarda, Leiftan, o braço direito de Miiko, não havia chegado a conhecer Meredith. Durante o período que mesma apareceu no QG, o homem estava fora, representando Miiko em reinos distantes. O lorialet havia partido dias antes da chegada de Meredith, e voltado duas semanas depois dela ir embora, recebendo apenas o relato de todos do QG da simpática e encantadora humana que havia chegado a Eel:

- Bom, não sabemos exatamente por que, mas a neta dela voltou. E voltou porque foi jogada num círculo de cogumelos pelo mascarado...

- E ela é exatamente igual a avó dela... – Nevra comentou baixinho.

- Pelo mascarado? – Leiftan falou surpreso, ignorando a observação de Nevra, apesar de tê-la escutado.

- Sim, e sim, nós também achamos isso estranho. – Ezarel falou.

- Não temos como a mandar embora. Fico pensando se já não tem alguém na Terra procurando por ela... – Miiko falou.

- Bom, com alguém da Terra em Eldarya, o tempo cronológico se iguala. Ela está aqui faz cerca de seis horas. Talvez ainda não tenha ninguém procurar por ela. – Nevra falou.

- É... Talvez... – murmurou a kitsune.

[...]

- Eu não estou nem aí que está tarde, eu quero minha filha aqui comigo! – Marta exclamou para o policial, que queria encerrar as buscas.

- Minha senhora, eu sinto muito. Sua filha é maior de idade e não pode ser dada como desaparecida antes de 24 horas.

- Encontraram o celular dela dentro desse... Matagal! Ela disse que ia sair para tomar um ar, o carro dela está no estacionamento, a bolsa com todos os documentos no quarto da avó e vocês estão me dizendo que não podem dar minha filha como desaparecida pelo fato de que ela é uma adulta? – Marta continuou gritando com o policial.

- Querida, acalme-se. – disse Rodrigo, passando o braço ao redor de sua esposa, que assim como ele, estava desesperada – Por favor, peço que continuem procurando. O segurança do hospital disse que iria olhar as câmeras de segurança. Nossa filha nunca foi de sair sem nos dizer para onde iria. E sei que o senhor, como profissional, também acha essa situação suspeita. – o policial respirou fundo.

- Iremos trocar de turno. Nos deem duas horas para deixar o pessoal do próximo turno ficar a par da situação e veremos o que mais podemos fazer. – o homem disse e se retirou.

- Eu quero investigadores particulares agora! – Marta disse pegando seu celular no bolso da calça.

- Nós vamos contratar todos disponíveis querida, fique tranquila.

- Não deveríamos falar pra vovó? – Carlos perguntou segurando sua mochila nas costas.

- E a deixar ainda pior? É melhor ela não saber que Érika sumiu, e considerando o estado dela, talvez ela nem vá entender o que está acontecendo. – Rodrigo disse para o filho mais novo – Vamos para casa, ficarmos aqui só nos vai causar mais dor de cabeça. – o mais jovem assentiu e a esposa saiu liderando o caminho, enquanto matinha o celular na orelha.

[...]

Érika abriu mais uma das gavetas do armário de sua avó, e bem, agora, seu armário. Ela já havia encontrado dinheiro, – uma quantidade absurda de maanas inclusive, que Érika achou melhor guardar caso precisasse – joias, poções que ela tinha certeza que estavam vencidas, e estavam nomeadas com sua utilidade, que era basicamente para dor de cabeça e para dor muscular após treino. E também havia encontrado roupas... Muitas roupas e uma boa parte delas estava com cheiro de guardo, e com certeza iriam ser lavadas de poucos em poucos.

Pelo menos as roupas serviam nela, pelo o que ela ao menos por análise visual havia conseguido notar. Sua avó deveria ter os seios um pouco menores do que os dela, e os quadris um pouco mais finos, já que as blusas ficavam levemente apertadas, assim como as calças na região dos quadris e das coxas, porém nada que a impedisse de usar.

Érika escutou batidas na porta e foi atender, dando de cara com Kero, que sorriu ao ver que ela havia conseguido tomar um banho e encontrar o que vestir:

- É estranho te ver com uma roupa mais de... Dia a dia! – ele disse e riu, sendo acompanhado por ela. Érika realmente não se lembrava qual tinha sido a última vez que permitiu ser vista por outras pessoas com algo diferente de uma roupa bem arrumada e saltos desconfortáveis nos pés. Como sua mãe dizia, agora ela era uma mulher de negócios, aparência é tudo – Fico feliz que conseguiu usar as duchas. Mas, bem, o resultado dos testes de guarda saiu. Você ficou na guarda Obsidiana, chefiada pelo Valkyon. – ele disse olhando para um papel, mas logo olhou para ela de novo – Já está na hora da janta, eu vou te acompanhar hoje, se não se importa.

- Eu agradeço, na verdade! – ela disse sorrindo.

- Aqui está seu símbolo. – ele disse a entregando uma espécie de medalhão de metal – Irei conversar com Valkyon após o jantar e amanhã pelas dez horas ele tem um tempo livre e virá te buscar para mostrar como você irá atuar na guarda. Porém, se acordar mais cedo e tiver um tempo livre, estarei na biblioteca e posso te mostrar os arredores e te apresentar a algumas pessoas. – ele disse enquanto a observava fechar a porta e colocar a chave no bolso da calça.

- Está bem.

- Ah, uma das copias da sua chave fica com a Miiko. Ela gosta de ter uma cópia para casos de emergência. Entregue para ela quando puder. – Érika assentiu e ambos foram para o refeitório.

O Quartel General funcionava de uma maneira prática e lógica. Não era difícil de entender, porém Érika sabia que sem a companhia e ajuda de Kero ficaria levemente perdida e se sentiria isolada. Após pegarem as bandejas e de ser apresentada a Karuto, o chefe de cozinha rabugento que pareceu simpatizar com ela, – algo a ver sobre como ele se dava bem com Meredith de acordo com Kero – ambos procuraram onde se sentar, e acabaram ficando em uma mesa com outros seres.

Érika foi apresentada a Ykhar, Alajéa, Karenn e Chrome. Ewelien também estava na mesa, e parecia interessada no assunto colocado a mesa, vulgo do festival de perguntas que Ikhar estava fazendo para Érika. Todos pareciam interessados, e a humana não se sentia mal em responder, afinal, sentia, que apesar de ser uma estranha, era alguém fascinante para eles. O problema era que algumas coisas eram mais difíceis de explicar... Ou de os fazer entender:

- Então, vocês não usam mais cartas para se comunicar com alguém de longe? – Karenn perguntou.

- Hã... Não. Algumas pessoas ainda usam, mas daí não é para comunicação, normalmente só para entregar documentos. – Érika falou ajeitando os talheres após comer.

- Parece fascinante... Uma caixinha onde você enviar algo para alguém e essa pessoa recebe no exato segundo... Independentemente de onde ela esteja! – Ykhar falou baixinho, pela sétima ou oitava vez, exatamente a mesma coisa. Ela ainda parecia desacreditada.

- Bom, eu vou dormir um pouco. Tive um dia cheio hoje. – ela falou se levantando e pegando seu prato e para levar até a cozinha como Kero, que já havia se retirado, havia dito e feito – Boa noite.

[...]

- Você está distraído... – a bela brownie comentou passando a ponta dos dedos no peitoral pálido do vampiro.

- Apenas tive um dia... Cheio. – ele comentou ainda olhando para o teto.

Nevra, apesar de ainda pensar em Meredith, não dispensava uma mulher pronto para agradá-lo. Ele não era bobo nem nada, porém nunca ficava com uma mulher pensando em outra, afinal, ele não era nada apegado. Seus casos envolviam sexo, vez ou outra, com a permissão da bela donzela obviamente, ele se alimentava do sangue dela, e só. A tratava normal no dia a dia, nunca deixando sua responsabilidade de líder ficar abaixo de sua luxúria. Porém naquela noite, enquanto se derramava os lençóis do quarto daquela brownie, não conseguia deixar de pensar naquele belo par de olhos lilás.

O vampiro tinha certeza que ainda estava abalado por conta dela se parecer extremamente com avó dela. Porém saber que Meredith havia voltado para a Terra, casado, tido filhos e agora tem uma neta que tinha sido moldada pelos deuses o havia dado um choque de realidade.

Aquela mulher, apaixonada por ele ou não, havia esquecido dele e seguido a vida dela. Nevra também havia feito isso, obviamente, suas noites de sexo casual eram frequentes, porém jamais havia permitido abrir seu coração para uma mulher, sempre desejando bem no fundo, que Meredith voltasse, e que, de alguma forma eles ficassem juntos.

Ridículo. O amor é ridículo. Uma total perda de tempo.

Nevra sentou-se na cama e começou a se vestir. Ele nunca levava garotas para o seu quarto e nunca ficava para a noite no quarto delas. Nevra não queria que nenhuma das mulheres que ele ficava pensassem na possibilidade de que ele queria algo a mais. Claro, ele sempre foi óbvio com suas intenções, nunca foi a intenção dele iludir romanticamente alguém. Porém as moças, muitas vezes pareciam que se iludiam sozinhas, realmente esperando que após uma noite de sexo, ele mudasse de ideia e quisesse ter algo sério com elas:

- Boa noite. – o vampiro disse indo em direção a porta ouvindo um suspiro de frustação da jovem.

Voltando para o seu quarto, Nevra logo notou um conjunto de cartas que haviam sido passadas por baixo da porta. Sentou-se numa poltrona com as mesmas e começou a lê-las. As que eram declarações fajutas ele deixaria para algum momento que estivesse com tédio, as importantes, como informações da guarda, leu por primeiro, porém no final das contas não tinha nenhuma informação relevante. E por último, havia uma carta de sua mãe, que todos os meses enviava uma para ele e uma para Karenn.

A carta começava com sua mãe expondo a sua saudade, e alguns recados de seu pai. Ela pedia retorno, dizia estar preocupada com missões perigosas e coisas do tipo, porém a sequência da carta o fez revirar os olhos. A menção de que o aniversário de vinte e sete anos de Nevra estava chegando, e de que ele estava “atrasando uma importante etapa da vida” o faziam ficar com tédio.

“A mamãe sabe que você é romântico e que sonha em um dia casar e ter uma família grande, porém não conseguirá isso se não for atrás de uma esposa. Karenn na última carta me disse que você não estava nem procurando alguém. Querido, você está com quase vinte e sete anos, está chegando a hora.”

Em Eldarya, namoros normalmente não eram longos com pessoas que tinham mais de vinte anos. Muitas vezes namoros duravam menos de três meses antes de um casamento acontecer e Nevra sabia que era necessário muito mais tempo do que isso para conhecer alguém ao ponto de sentir que ela era a pessoa certa a se casar. Normalmente as pessoas se casavam por volta dos vinte e cinco, aqueles que casavam depois dos trinta eram considerados atrasados, e normalmente em menos de um ano já tinham o primeiro filho.

Não era a primeira vez que sua mãe tocava no assunto que queria ver Nevra casado e com filhos. Conhecer os netos para ela era uma espécie de sonho e de objetivo de vida. Porém era a primeira vez, depois de muito tempo, que Nevra pensava que casar não parecia ser algo tão absurdo assim.


Notas Finais


Eu sempre imagino Eldarya como uma população com costumes um pouco mais antigos, como casar e ter filhos cedo! Por isso a parte da carta da mãe do Nevra! Hahahahahaha

Gostaria muito da opinião de vocês, não apenas do que estão achando da história, mas também de algo que vocês gostariam que acontecesse muito na fanfic! Podem vir no privado me falar se assim preferirem! Não precisa ser nos comentários!

Beijos!


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