1. Spirit Fanfics >
  2. Goddess of Prophecy >
  3. Have the same courage...

História Goddess of Prophecy - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


Haayy!!

Então, sábado passado eu disse que minha faculdade iria manter as aulas, maas... Segunda-feira, um pouco depois das 11 da manhã, eu já tava com tudo pronto e teria aula tarde e noite, e recebi um email da faculdade dizendo que as aulas seriam canceladas durante duas semanas... Ou seja... TO DE QUARENTENA! Mas, ao contrário do que eu pensei no início, acabei ficando mais ocupada do que nunca com coisas da faculdade... Trabalhos, avisos vindo loucamente no virtual, aulas em EAD (que honestamente, isso me soa preocupante. Arquitetura em EAD é meio inimaginável)... Ou seja, nada de garantia de que os capítulos continuarão semanalmente, mas vou fazer o que posso, para tentar dar um incentivo para vocês ficarem em casa.

Capítulo 20 - Have the same courage...


Convencer a adolescente de entrar na enfermaria havia sido muito complicado. Érika trabalhava como enfermeira, porém não podia fazer isso sozinha, porque nunca tinha realizado um exame daquele tipo por ele ser mais complicado. Precisava de Ewelein, e Karenn definitivamente não queria vê-la. Apenas conseguiu convencer a vampira quando disse que pediria que fossem atendidas numa sala separada, e que faria uma introdução a enfermeira pedindo sigilo.

Naquele momento, estavam em uma das salinhas que existiam na enfermaria, onde exames rápidos eram realizados. Karenn estava sentada em cima de uma maca, balançando os pés que não alcançavam o chão, enquanto Érika estava de pé, com a enfermeira élfica na sua frente, claramente achando a situação confusa, e não conseguindo tirar nada pela expressão de nenhuma das duas:

- Ela estava com medo de vir sozinha... – Érika começou falando – Eu quero que você mantenha a calma, e... Que mantenha em segredo o que estiver sendo dito aqui, por favor.

- Como assim?

- Karenn tinha medo que você falasse alguma coisa para o Nevra e se ela não tivesse esse medo... – Érika olhou para Karenn de forma repreendedora, afinal, inúmeras vezes ela tinha dito a menina dos perigos de fazer sexo desprotegido – ...nós não estaríamos nessa situação agora.

- Olha, você está me preocupando... – Ewelein disse – E Karenn, apesar de que eu posso, eu não tenho motivo para falar de nada para o Nevra, a não ser que seja pra te lembrar de tomar vitaminas. – ela respirou fundo – O que está acontecendo? – Érika olhou para Karenn, esperando que ela falasse, mas a adolescente apenas abaixou a cabeça, tentando evitar olhares.

- Karenn acha que está grávida. – a enfermeira parecia em choque – Eu disse a ela que quando ela e Chrome... Bem... Falei que ela deveria procurar você, mas ela tinha medo que você contasse ao Nevra.

- E você não tem medo de engravidar aos quinze anos? – a enfermeira falou de forma levemente alterada.

- Ewelein, ela já tá chorando muito, obviamente ela não está feliz com isso. Por favor. Primeiro faz o teste, e independente de tudo, nós a xingamos depois.

- Ei! – a vampira exclamou – Achei que estivesse do meu lado!

- Eu estou do seu lado para evitar que Nevra mate você, não para passar a mão na sua cabeça e negar que a atitude de você e de Chrome foi muito, mas muito irresponsável! – Érika disse nervosa olhando para Karenn – Eu não sou sua mãe Karenn, e vocês dois já são grandes, e eu honestamente acho o acúmulo vocês terem medo e vergonha de pedir um anticoncepcional. – Ewellein, após mais um olhar duro de reprovação saiu da sala. Ela voltou pouco tempo depois, com seus apetrechos necessário.

- Érika, eu vou te ensinar a fazer os anticoncepcionais e a fazer um exame de gravidez. – ela disse entregando um potinho para a vampira.

- O que é isso?

- Pra você fazer xixi. – Ewelein disse de forma grosseira – Eu já pretendia te ensinar a fazer isso, sabia que você estava pronta, e acho que conseguimos uma boa oportunidade. – ela disse observando Karenn ir em direção ao banheiro – Eu vou analisar simultaneamente com você, explicando como deve fazer, e depois vamos comparar os resultados. Exatamente do jeito que fizemos quando te ensinei os últimos exames.

- Está bem. – ela disse se sentando e respirando fundo – Eu não entendo, eu falei pra ela várias vezes...

- Érika, você fez sua parte em falar. Ela que não fez a dela em te ouvir, e eu trabalho nessa enfermaria faz muito tempo, e já estou acostumada com isso... Quando ela veio fazer os exames de rotina dela eu já deveria ter dado anticoncepcionais para ela. Acabei focando tanto no que aconteceu comigo e com Ezarel que esqueci das minhas responsabilidades.

- Não fale besteira... Devemos chamar Chrome também, não acha? Nevra também usa as injeções. Um cuidado a mais sempre é bom.

- Bem, Karenn é uma menina e ficou com vergonha de falar conosco, que somos mulheres, imagine Chrome falando com a gente.

- Imagine dois adolescentes com um filho para criar?

- É você está certa, isso é mais importante. Mas como vamos conversar com ele?

- Bem, acho que se ele for atendido por um enfermeiro ele vai se sentir mais confortável, mas fazê-lo vir aqui, acho que apenas Karenn consegue.

- Ou você pode pedir pro Nevra.

- E fazer ele enlouquecer descobrindo que a irmãzinha dele faz sexo? Não, obrigada, eu não estou a fim de ver o Chrome sendo morto, sendo que ele não fez nada de errado sendo que Karenn também queria. E eu tenho um irmão também, a ideia de que meus pais transam é assustadora pra mim, imagina que meu irmão mais novo transa também. É estranho.

- Não combina, né?

- Não... – elas ficaram um tempo em silêncio e logo Karenn voltou.

- Está pronta?

[...]

- Nós não queremos que isso se repita, está bem? – Ewelein disse olhando seriamente para a adolescente que estava quase pulando de felicidade após o negativo.

- E você vai tomar anticoncepcionais e vai fazer Chrome vir até aqui para ele tomar também, está entendo?

- Fazer Chrome vir? Como querem que eu converse com ele sobre isso? – ela perguntou desespera.

- Que tal “nós estamos transando e correndo o risco de fazer um filho sem ter estrutura para criar um, se eu engravidar, vai ser responsabilidade sua também, então vá pedir anticoncepcionais na enfermaria”? Soa bom, não acha?

- Mas eu vou estar tomando já...

- Karenn, o que Érika está querendo dizer é que todo anticoncepcional tem taxas de falhas, e unir métodos é o mais inteligente a se fazer. Ninguém aqui quer ver você e Chrome esperando um filho ainda adolescentes. Eu e Ezarel somos casados, ele tem trinta anos e eu vinte e nove, e mesmo assim usamos mais de um método porque sabemos que essa não é a hora certa para ter filhos, mesmo tendo estrutura para isso. Imagine vocês dois, então? – a vampira ficou em silêncio.

- Eu acho melhor você contar para ele o que aconteceu Karenn. Não só para o Chrome, mas para seus pais também.

- Eu não ia nem contar para ele! Ele não precisa saber, e meus pais muito menos!

- Karenn, ele precisa saber, porque isso pode fazer ele entender melhor a importância dele usar as injeções também. – Érika disse a olhando – E no lugar da sua mãe, eu iria querer saber se minha filha pensou que estava grávida, mesmo que fosse só um susto como foi hoje.

[...]

- Querida, precisamos ser realistas, faz mais de meio ano que Érika...

- Minha filha não está morta!

- Ela é minha filha também! – ele disse nervoso – E eu não estou dizendo que ela está morta, estou dizendo que estamos a seis meses sem nenhuma notícia dela, sem se quer uma pista sobre onde ela está! No mundo todo Martha! Nossa família é rica, somos uma figura pública por conta empresa, todos sabem que Érika sumiu e ninguém viu ela em mais de seis meses! Precisamos no mínimo aceitar a possibilidade de que ela está morta, e parar de ficarmos todos os dias nos lamentando e nos desgastando, sendo que nosso choro não vai fazer ela voltar!

- Três anos! Esse foi o tempo que a gente esperou para conseguir engravidar dela! Eu fiz curetagens para limpar meu útero porque eu não conseguia engravidar, e só conseguirmos o Carlos porque fizemos uma fertilização artificial! Érika foi o nosso milagre! – ela disse deixando as lágrimas caírem por seu rosto – E depois disso tudo, com nenhum dos dois eu consegui chegar até o final, e assim que nasceram, a gente não pode trazer eles pra casa! Nós tivemos que, durante dois meses, ficar vendo eles dentro de uma caixinha numa UTI neonatal, porque eles eram prematuros demais! Eu não pude amamentar os meus próprios filhos!

- Eu também sofri vendo isso acontecer! Eu também chorei ao seu lado durante noites porque não conseguíamos ter um bebê e eu comemorei junto com você quando descobrimos que você estava esperando Érika! Eu também estava lá quando ela ficou dois meses na UTI neonatal por ter nascido cedo, e também estava lá quando isso aconteceu quando Carlos nasceu! Não fique agindo como se só você tivesse passado por isso, porque eu também estava lá, e só porque não fui eu quem carregou eles durante a gravidez, não significa que eu não sofri também!

Martha ficou em silêncio olhando para o marido, que pensava em como sempre que achava que já tinha se acostumado com o comportamento de sua esposa, ela conseguia o surpreender de alguma forma.

Quando casaram, ambos sabiam que não iriam querer ter filhos logo. Eles eram jovens, e estavam apenas começando a criar uma rotina dentro do seu trabalho, e a mansão deles ainda estava sendo construída quando se casaram. Eles ficaram um tempo em um luxuoso apartamento alugado, e se mudaram para a casa dos sonhos cerca de um ano depois de casados. No dia do aniversário de cinco anos do casamento deles, sua esposa se aproximou e disse:

“Amor, eu acho que está na hora de termos nosso bebê.”

Ambos sempre sonharam em terem filhos, e sabiam que aquele era o momento perfeito para terem seu tão sonhado bebê. Porém, aquele também foi o momento que eles enfrentaram algo que nem imaginavam que iriam enfrentar: a infertilidade.

Depois de um ano tentando, os dois sabiam que alguma coisa deveria estar errada. Procuraram por médicos, que falaram que o útero de Martha era muito pequeno, e foi assim que ela fez uma cirurgia para fazer uma limpeza, e mesmo assim, não conseguiu engravidar. Após a segunda cirurgia, e três anos tentando, veio o tão sonhado positivo.

Quando acharam que finalmente haviam alcançado tudo, Martha entrou em trabalho de parto antes de completar oito meses, o que fez com que Érika precisasse ficar dois meses na UTI neonatal. Tal experiência acabou se tornando um trauma para o casal, que desistiu de ter uma família grande.

Dez anos depois, ambos tinham certeza que não existam para serem pais de uma criança só, e almejaram em conseguir ter um segundo filho, mesmo que a idade e o histórico dos dois não recomendasse isso. Porém, a ganância era maior, e após uma consulta com o médico, Martha apenas conseguiu engravidar após uma fertilização em vitro, e, apesar da idade, conseguiu completar oito meses de gestação, porém o filho mais novo, Carlos, teve que ficar na UTI neonatal por dois meses, assim como Érika:

- Depois de tudo o que passamos. Eu não posso aceitar que vamos perder nossa filha assim... Sem respostas, sem motivo, sem saber se ela está viva ou morta, sem saber de... Nada! – Martha gritou em meio ao choro – Eu só quero minha filha de volta...

[...]

- Vocês acham que eu estou enrolando ela ou que ela está me enrolando?

- Eu acho que vocês são dois idiotas como eu e Ewelein fomos durante cinco anos. – Ezarel disse e tomou mais um gole do seu hidromel.

- Ah, muito obrigada. – o vampiro disse olhando de forma debochada para o amigo elfo – E você? Não vai dizer nada?

- Eu concordo com Ezarel. – o faeliano com cabelos brancos disse e terminou seu copo de cerveja – Eu tenho uma missão amanhã cedo e ainda preciso pegar uns papéis na biblioteca. – ele se levantou e pegou seu copo – Boa noite, e não fiquem até muito tarde.

- Boa noite. – os dois amigos falaram ao mesmo tempo.

Valkyon foi até a cozinha deixar seu copo e em seguida se dirigiu para a biblioteca do QG, e no meio do caminho, enquanto subia a escada, acabou encontrando Érika, que olhou para ele forma bastante confusa, o fazendo levantar uma sobrancelha:

- Valkyon? Está tudo bem?

- Sim, claro. Porque a pergunta?

- Está tarde, você tem uma missão amanhã de manhã cedo, não? Deveria estar descansado.

- Você não trabalha amanhã de manhã na enfermaria? – ele riu – Deveria estar domingo também, não?

- Mas eu também tive que trabalhar essa noite. – ela riu.

- Estava bebendo com Nevra e Ezarel na Cantina. Os dois ainda estão lá se quiser encontra-los.

- Ah, não, não, eu tenho que dormir... Hoje o dia foi... Mais exaustivo do que eu pensei que seria...

- Bem... Eu só preciso pegar algumas coisas na Biblioteca. Sabe se tem alguém lá?

- A luz está ligada, então acredito que sim. Boa noite Valkyon, e boa sorte na missão amanhã. – ela disse se afastando enquanto acenava.

- Boa noite Érika. – ele andou até a Biblioteca, e ao entrar na mesma, encontrou Ykhar que estava sentada lendo alguns papéis – Boa noite...

- Ah, Valkyon! – ela se levantou – Boa noite! Como está?

- Bem... E você? – ele perguntou procurando o conjunto de papeis que ele precisava.

- Estou bem... Precisa de ajuda com alguma coisa? – ela perguntou se aproximando dele, que ficou em silêncio por um tempo, procurando o que precisava, antes de falar alguma coisa.

- Encontrei. – ele disse passando os olhos pelos papéis. A coelhinha o observou em silêncio, respirou fundo e fechou os olhos, tomando coragem – Eu vou indo, então, tenha uma bo...

- Posso falar com você? – ela perguntou de forma nervosa.

- Comigo? Agora? – ele perguntou confuso e ela assentiu – Bem, desde que não demore muito. Eu já deveria estar na cama. – ele a observou corar – Ykhar, você está bem?

- Eu... Sei que você pode... Ficar surpreso com o que vou dizer agora, mas é algo que eu realmente pensei em ter deixado bastante óbvio nos últimos meses, mas... Você não falou nada, e sinto que se eu não falar isso para você vou... Explodir!

- Ykhar...

- Eu gosto de você... Tentei me aproximar de você aos poucos e nos tornamos amigos. Emprestei livros para você achando que isso realmente podia nos aproximar porque mesmo sendo meu amigo você continuava sendo muito fechado. Estou apaixonada por você desde que entrei na guarda, e realmente quero saber se meus sentimentos são recíprocos.

- Eu... Realmente sinto muito, mas eu nunca pensei em você dessa forma.

- Você... Nem mesmo pensa que talvez consiga pensar? – ela perguntou o olhando fixamente.

- Eu realmente sinto muito. Sempre te enxerguei como uma irmã mais nova, e acho que não consigo tirar isso de mim.

- Por favor, me diga se há outra pessoa... – Valkyon ficou por longos segundos em silêncio.

- Sim.

- É Érika? Vocês são... Tão próximos...

- Não... Érika é como uma irmã pra mim, assim como você. – ele observou a brownie respirar fundo – Você é alguém muito legal, Ykhar. Não pense que fiquei perto de você por sua insistência, eu realmente sempre gostei muito de você, mas não da forma como você gosta de mim.

- Eu entendo, por favor, não ache que eu pense que você tem alguma obrigação em corresponder o que eu sinto. Eu tinha pensado na possibilidade de que você recusaria, e isso foi muito melhor do que vários cenários que eu imaginei, mas eu precisava te dizer o que sentia, porque não conseguia guardar mais pra mim... – ela respirou fundo – Mas mesmo assim dói. – ela abaixou a cabeça para ele não a ver chorar.

- Não me odeie, por favor. – ele observou ela fazer um sinal de negação com a cabeça.

- Eu não consigo te odiar... Você não fez nada de errado, mas... Eu gostaria de ficar sozinha... Boa sorte na missão amanhã. – ela o ouviu respirar fundo.

- Boa noite.

O líder da Guarda Obsidiana saiu da biblioteca sem obter uma resposta de sua melhor amiga. Ele já havia percebido que a brownie tinha sentimento por ele, porém, como ele nunca havia correspondido, pensou que ela desistiria dele um dia, mas sabia que talvez ela iria se confessar para ele:

- Ei Valkyon! Vejo que não sou só eu que estou procrastinando meu descanso para a missão de amanhã! – ele se virou e encontrou Caméria.

- Ah, eu tive um... Imprevisto! – ele a observou sorrir.

- De qualquer forma, descanse bem! Boa noite!

- Boa noite...

Valkyon observou Caméria ir embora, e sorriu levemente, pensando em como desejava ter a mesma coragem que Ykhar tinha, para pode conseguir se confessar para a hamadríade.


Notas Finais


Esse acontecimento da Karenn eu coloquei mais para servir de alerta: USEM CAMISINHA, TOMEM PÍLULA, BOTEM DIU, SE CUIDEM. Não pensem que "comigo não vai acontecer", pq pode acontecer, além de gravidez, DST's.

A cena dos pais da Érika, foi pq achei que a família estava um pouco fria demais. Querendo ou não, eles são pais dela, e estão loucos porque não a encontram. Além disso, quis abrir um pouco mais sobre a família da Érika.

Sempre olhei pra Ykhar como alguém com uma paixão secreta por Valkyon, mas realmente não consigo imaginar eles juntos... Por algum motivo, sempre achei que Valkyon e Caméria combinam muito bem... Mas vamos ver o que vou conseguir arranjar para esses dois...

NO PRÓXIMO CAPÍTULO (pq sim, estou a fim de dar SPOILERS): Sabendo o que aconteceu com Karenn e sobre o relacionamento impróprio que Nevra mantém com a tal Érika, um certo casal decide vir até Eel fazer uma visita...

E por último... FIQUEM EM CASA!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...