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História Godmother - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá! Este é o hat-trick da semana.

Capítulo 12 - A supervalorização da baby


Fanfic / Fanfiction Godmother - Capítulo 12 - A supervalorização da baby

— Pobre omma. — Hyejoo disse enquanto checávamos os jogos. — Mal sabe ela que tenho dois desses em mídia digital. — Apontou pros jogos.

— Ela pode trocar. — Disse baixinho. 

— Não é só por isso que tenho pena. — Hyejoo olhou em direção à sala de jantar. — A amante da omma H está aqui desde cedo. — Sussurrou.

— Direi que vou embora pra ela se mancar e dizer “eu também”. — Tentei aliviar seu estresse.

Nós duas flagramos as três sentadas na mesa e jogando conversa fora. Haseul parecia satisfeita com os presentes, mas seus olhos brilhavam para Jungeun.

— Senhoras Jung, com licença. — Curvei a cabeça de leve e notei Jinsoul fitar os olhos em mim de soslaio. — Estou de saída.

— Saída, querida? — Haseul sorriu de lado. — Jungeun e você estão convidadas para o jantar. — Hyejoo e eu nos olhamos com desgosto.

 

I.

 

A casa Jung tinha uma cozinheira de mão cheia. Não havia empregados além desta que parecia cozinhar de vez em quando. Ao menos algo Haseul e Jinsoul tinham em comum: não querer cozinhar.

— E tenho certeza que esta startup vingará. — Jungeun disse enquanto terminávamos as entradas. Ela quem falou a refeição inteira, já que Hyejoo a olhava com ódio, como se Haseul fosse uma vítima de sua lábia.

Haseul e Jinsoul sentavam-se lado a lado. Elas nem sequer trocavam olhares, mas também, Jinsoul tinha a cabeça baixa e ficaria mais corcunda depois de hoje.

— Investirei outra vez, mas com uma condição. — Jinsoul levantou a cabeça e atraiu os olhares. — Contratem mais pessoas qualificadas. — Apontou. — Do que adianta só as duas trabalharem juntas? — Hyejoo e eu nos olhamos. Como pode ser tão cega?!

Aproveitei que Jinsoul atraíra os olhares para olhá-la nos olhos. Queria mostra-la que seu beijo não me intimidava o bastante. “Sinto muito”? Ah, querida, veremos quem “sente muito”

— Estou devendo um estágio para Senhorita Choi. — Haseul disse e Jinsoul devolveu os olhares. Só então notei que Haseul percebeu como olhei sua esposa.

— Pensei que focariam em artes finas. — Jinsoul disse pausadamente. — Mas isso será ótimo, Senhorita Choi, o que nos diz? — Jinsoul olhou nos meus olhos. O que eu deveria dizer? Que queria ficar longe daquele ninho de cobras?

— Focaremos, mas por que não ampliar o conceito? — Jungeun intrometeu-se. — Sinta-se convidada. — Jungeun olhou pra mim e Haseul a olhou com reprovação.

— Agradeço a todas. — Curvei a cabeça de leve sem entrar no assunto.

 

II.

 

As sobremesas seriam servidas, mas meu estômago revirava, embora a comida fosse deliciosa. Nunca comi uma lagosta apimentada tão apetitosa quanto aquela, mas o que pegava fogo não era meu paladar e sim meus olhos.

— Senhorita Choi parece tímida. — Jungeun disse ao limpar-se com guardanapo.

— Está mal acostumada com você. — Haseul a cutucou e as duas se olharam com querer. Jinsoul estava ao lado, mas ainda assim, nem sequer parecia notar!

— Por que pega no pé da Senhorita Choi? — Jinsoul arqueou uma sobrancelha e olhou pra mim. Fingi relaxar nas costas da cadeira e notei Haseul acariciar as pernas de Jungeun por debaixo da mesa. Elas faziam isso pra me testar?

— Bom saber sobre nossa futura estagiária. — Jungeun e Haseul olharam-se enquanto Hyejoo sempre olhava pra mim com desgosto.

Serviu-se a sobremesa gelada e eu senti um alivio por pensar em como aquilo chegava ao fim. Não sabia o que era mais constrangedor naquela mesa, mas com certeza, pensaria naqueles olhares incógnitos que Jinsoul direcionava a mim.

— Está a pé, Senhorita Choi? — Jungeun perguntou quando terminamos.

— Pegarei um táxi. — Disse já na sala de estar.

— Por que não aceita uma carona, querida? — Haseul perguntou com aquela cara cínica e lavada. — Prefere que Jinsoul a leve em casa, hum? — Jinsoul arregalou os olhos pra mim enquanto Jungeun e Haseul riam feito uma piada interna.

— Senhorita Choi, aceite a gentileza de Senhorita Kim. — Jinsoul disse sem nos olharmos e subiu as escadas para o seu quarto. Haseul e Jungeun olharam-se como se quisessem dar um beijo de despedida, mas Hyejoo chegou.

— Até mais ver, família Jung. — Jungeun disse e eu me despedi delas.

Os passos de Jungeun eram duros e o terninho apertado dela a fazia parecer uma criança. Ela é bem diferente de Jinsoul. Como Haseul tem tipos tão diferentes?

— Não repara a bagunça. — Jungeun disse enquanto entramos em seu carro. Era, de fato, inferior ao de Jinsoul e Haseul, mas a única “bagunça” era seu paletó aberto no banco de trás. — Jinsoul e você se conhecem há muito tempo?

Senti minhas bochechas corarem por perguntar isso com naturalidade enquanto manobrava o carro. Será que tenho que receber um sermão a cada carona que recebo?

— Notei como vocês duas se olham e dá pra ver o tesão dela enrustido, como se isso fosse possível. — Jungeun riu fraco. — Ela parece mais velha que quarenta anos.

— Não sei o que fala, Senhorita Kim. — Forcei um riso. Tinha como piorar?

— Mas eu sei. — Jungeun bateu no volante. — Você é amante de uma coroa com idade pra ser sua mãe, assim como sou amante de Haseul, mas temos uma diferença de idade menor. — Senti meu rosto queimar mais que quando mordi a pata apimentada da lagosta. — Deveríamos cooperar, mas você pode fazer mais que eu, sabe por que?

— Por favor, pare o carro. — Notei que ela era histérica. — Posso ir andando daqui e...

— Porque Jinsoul ainda tem o instrumento que usou pra fazer Hyejoo. — Jungeun deu uma risada maquiavélica. — Você leva uma camisinha da próxima vez, fura ela com um brinco e pronto! Receberá uma pensão alimentícia por vinte anos! — Jungeun estava colorida com vermelho vivo em seu rosto e eu também dei uma de maluca quando abri a porta do carro no meio da rua. — Ei! — Ela fechou a porta.

— Quero descer agora! — Gritei e Jungeun parou na calçada.

— Sua mal agradecida! Dou ótimas ideias porque somos iguais! — Abri a porta do carro e bati. — Não pense que ela largará Haseul pra ficar com você! — Que maluca escandalosa! Qual o problema essa psicótica tem?

 

III.

 

Jungeun tem dois problemas: 1) Quer Haseul divorciada; 2) Quer que Haseul saia rica do divórcio já que o amor dela não sustenta as lingeries caras e muito menos as startups que dão errado.

— Terra chamando a Yerim. — Hyunjin me cutucou enquanto eu bebia um drink no bar do clube. — Você não notou que três mommies sentaram ao seu lado nos últimos três minutos?

— O que?!

— Você podia se fazer de difícil, mas tinha que fingir que as enxergou!

— Droga. — Cobri a boca. Isso que dá pensar nos problemas dos outros. — Jiwoo viu isso?

— Não sei. — Hyunjin sussurrou e mais uma mommy sentou ao meu lado.

— Yeri. — Park Sooyoung pousou a mão da aliança no meu copo. — Posso?

— Pode. — Deixei-a provar meu drink já quente.

— Posso lhe pagar uma bebida já que entornei a sua? — Sorriu.

— Por que não, Soo? — Desviei o olhar pra me fazer de difícil.

— Qual é, Sooyoung, você já a alugou uma vez. — Outra mommy sentou-se conosco. — É minha vez de pagar uma bebida pra Yerim.

— Cheguei primeiro, Seulgi! — Sooyoung bateu à mesa e eu levantei antes que brigassem na minha frente.

Naquele momento, agradeci mentalmente por um braço fino me puxar pro lado, o que talvez fosse problema, e ver aquela cara bochechuda que minhas chegadas tanto falavam me deixou mais nervosa.

— Outra Sooyoung. — Suspirei com dissabor.

— Ha Sooyoung. — Disse com sua voz rouca. — Incrível como Jinsoul supervaloriza tudo que toca. — Ela riu e eu estapeei seu ombro. — Ai!

— Eu trabalho aqui há muito tempo e quem pensa que é pra dizer isso de mim?!

— Acontece que a maioria dessas mommies que querem você, são concorrentes da Jinsoul na KOSPI. — Sooyoung sussurrou. — Todas as ações que Jinsoul especula são compradas imediatamente por elas porque sabem que a bichinha não tem dedo podre, mas não sabia que isso aconteceria aqui. — Ela me fitou dos pés à cabeça.

— Todas querem ficar comigo porque sabem sobre... — Respirei fundo só de pensar em como aquela fofoca passou dos limites. — Sobre Jinsoul e eu.

— Sabem, mas isso fica aqui, até porque, querem roubar você dela agora.

— Que ótimo. — Revirei os olhos. Não podiam me supervalorizar por mérito próprio?

— Ótimo poder escolher, hum? — Os olhos de Sooyoung brilharam. — Quem você escolhe? — Não sabia se estava se insinuando pra mim.

— Já saí com Park Sooyoung antes, então...

— Ah, sério? — Sooyoung franziu o cenho. — Por que não Jinsoul?

Meu coração palpitou. Por que ela fazia aquilo? Contribuía em iludir alguém? Jinsoul nem sequer estava por perto!

— Porque ela mesma não investe onde especula. — Afastei-me de Sooyoung.

 

IV.

 

As piores provas caíram justo quando recebi as melhores propostas de contrato. Mal terminei minha prova de estatística, onde sentei com força, que uma mommy buzinou pra mim na porta da faculdade, mas nela não sentei.

Nada de sexo, até então, mas não que interpretar personagens não seja um tanto quanto perturbador. Ao menos, a teoria da comunicação e a psicologia do meu curso têm me servido de algo já que nunca entendi porque estavam na grade curricular de moda.

Apesar desta narrativa, não há nenhuma catarse. Pode ser final de semana, mas não é bem um final feliz já que bombar em The breakfast club me fez ser uma das atrações principais na casa da ricaça.

— Ataque de estrelismo? — Chaewon cruzou os braços quando cheguei na van que Jiwoo dirigiria até a mansão. — Só porque, literalmente, será a cereja do bolo? — Esqueci de contar que Park Chaewon me odeia agora porque “roubei” a mommy dela.

— Precisei enviar um trabalho e o sistema tinha caído. — Não sei porque me defendi já que não devia satisfações.

— Meninas, não percam tempo com isso. — Jiwoo reclamou. — Hoje eu quero todas felizes e contentes porque animarão uma festa de gala.

— Nunca vi festa de gala sem vestidos longos. — Heejin disse.

— Muito menos sem vestido. — Hyunjin completou.

— Afinal, Jiwoo, quem é a ricaça? — Perguntei e ela me olhou pelo retrovisor com aquele olhar parecido com do gêmeo Byun gago de Strangers From Hell.

 

V.

 

Cochilei na viagem e pensei que estava em Jeju quando acordei, mas não, era Busan com seu típico cheiro de maresia. Porém, em poucos minutos o cheiro foi substituído pelo de glacê quando tive que dividir meu espaço com minha “rival”.

— Não queria furar o seu olho. — Sussurrei enquanto alguém carregava Chaewon e eu dentro do bolo. — Foi só um lance. — A verdade só podia ser aquela, tanto pra mim quanto pra Jinsoul. — Mas falo sério quando digo que Jinsoul é difícil.

— Não pareceu. — Cruzou os braços. — Ela fácil pra você, mas você é lerda demais pra aproveitar! — Recebi uma puxada de orelha justo de Chaewon?

Que seja. Precisei das minhas orelhas pra ouvir o estouro e pra pularmos de bolo com nossas roupas curtíssimas em preto e branco.

 

Oh, baby come, come, come

I'll be there for you

 

Haviam quatro cadeiras na nossa frente, onde Heejin, Hyunjin e Chaewon sentaram-se rápido e eu notei que estava atrasada pra coreografia de Be Natural. E foi naquele momento que notei o porquê das nossas saias curtas precisarem de shorts por baixo. Já disse como é vergonhoso se abrir toda na cadeira?

 

Welcome to my heart inside

We're gonna get to become one

Just holding you forever in my mind

 

Agradeci mentalmente quando as últimas palavras em inglês bagunçaram minha cabeça, até porque, a melhor parte de coreografar é quando acaba, mas naquela salva de palmas é que consigo olhar a plateia. Então, talvez seja esta a pior parte.

— Bravo! — Ha Sooyoung era a primeira da fileira a bater palmas altas, mas meus olhos apenas esbarraram-se nos seus antes de encontrar os dela, ou melhor, os delas.

— Yerim? — Hyejoo faltou cair no ombro de Jinsoul e eu faltei cair em cima do que restava do bolo.

 

 


Notas Finais


E aí galeris


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