1. Spirit Fanfics >
  2. Gods And Angels >
  3. A Todas as Rosas do Jardim 4

História Gods And Angels - Capítulo 49


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiiiiiiiii AMORESSSS
Deixem vossa opinião!!
BOA LEITURA
BEIJOSSSS

Capítulo 49 - A Todas as Rosas do Jardim 4


Fanfic / Fanfiction Gods And Angels - Capítulo 49 - A Todas as Rosas do Jardim 4

Meses se passaram, e as árvores antes cobertas com doces cerejas estavam agora cobertas com a neve fria e congelante. No inverno, as manhãs eram geladas, mas aquela manhã especifica parecia ainda mais fria do que outra qualquer. Talvez fosse pela tristeza, de ver a carruagem real parada na frente da Casa de Acolhimento de Madame Rose ou então pela saudade que Sakura sentiria daquele lugar... Ou talvez parecesse fria demais por perceber que o “pela última vez” e o “nunca mais”, pesavam cada vez em suas costas. Nunca mais iria tocar no cabelo das irmãs, ou iria brincar com Naruto, ou abraçaria Madame Rose antes de dormir... Ou talvez fosse a mistura de todos esses fatores, que faziam daquela manhã, uma das mais frias e desgostosas de toda a sua vida.  

Ainda era muito cedo quando a carruagem chegou.  

A rosada assistiu á sua chegada do quarto, onde todas as suas irmãs ainda dormiam.  

Era linda, parecia ter saído de um livro de contos de fadas...Era branca, com pequenos detalhes dourados e prateados, e com flores de sakura desenhados cuidadosamente nas portas. Vinha acompanhada por dois grandes cavalos brancos, que velozmente a deslizando pela neve e Sakura, não pode deixar de a admirar, já que fazia tempo desde que vira uma, tão bela.  

Quando a carruagem parou, Sakura se escondeu por baixo do parapeito da janela, deixando apenas os pequenos olhinhos cor de esmeralda espreitando e assim, após alguns segundos, conseguiu ver uma mulher loira e um velho homem saindo de dentro da espantosa carruagem e entrando dentro da pequena casa de madeira.  

Vagarosamente e com cuidado, Sakura deslizou para fora do quarto e desceu as escadas com o máximo de silencio possível, e quando chegou perto da cozinha travou, ficando atrás da porta escutando a conversa dos adultos.  

Ela sabia que era errado escutar as conversas alheias, mas naquele caso era diferente... Era da sua vida que se tratava.  

-Mas, ela pode continuar vindo aqui? Eu posso a visitar, pelo menos?  

A rosada, ouvia a voz de Madame Rose....Uma voz diferente, talvez triste ou embrenhada no choro que parecia se aproximar sempre que uma palavra da sua boca saia.  

-Seria injusto, visto que muitas foram as vezes que tentamos contactar a princesa Sakura, e em todas essas vezes a senhorita recusou o contacto entre o concelho e a princesa.  

-Mas é diferente... Sakura era pequena, ficaria confusa e.... 

-Com todo o respeito, não me faça de idiota. Eu sei perfeitamente, que ignorou completamente todas as cartas que o Reino de Haruno enviou para a senhorita, sabendo perfeitamente que o conselho só aprovou que a guarda da princesa ficasse com a senhora, porque seria um choque retirar a criança das mãos da avó após a situação delicada ocorrida com o rei.  

-Mas...  

A cara da mulher loira, já tinha assustada suficientemente Sakura, mas após ouvir aquelas palavras, percebeu que a mulher realmente parecia ser uma mulher dura e fria comparada a Madame Rose.  

-Não existe “mas” senhorita Rose, você nos proibiu de ver a princesa durante seis anos, e nada será mais justo do que fazer o mesmo para além disso....  

-Chega Tsunade...  

Dessa vez, a rosada ouviu a voz do homem, que parecia querer travar as palavras grossas da mulher.  

-Mas Hiruzen....  

-É normal que a senhorita esteja destroçada por perder sua neta e é óbvio que entendemos a sua situação... Mas, a senhorita também tem de entender a nossa. Eu permito que a possa ver, porém poucas vezes.... Vamos investir na educação da princesa, e serão poucas as pausas dela. Mas, é claro que permitimos que a senhora a possa ver, seria demasiado radical simplesmente cortar a ligação, que acredito que tenha criado com a menina Sakura.  

A rosada, conseguia ouvir o choro fininho e silencioso de Madame Rose, e ver a sua mamãe ali, naquela situação, fazia aquela manhã ser ainda pior do que estava sendo. Mamãe, era uma mulher corajosa, e apesar de delicada nunca a tinha visto chorar. E perceber que ela estava chorando por sua causa, fazia seu coração quebrar em pedaços.  

-Obrigada....Muito obrigada. 

-Está na hora de ir... Por favor, vá chamar a princesa...  

Assim que ouviu o seu nome sair da boca de Tsunade, Sakura correu o mais rápido possível para o seu quarto e se debruçou sobre a janela –Fingindo olhar para a floresta branca- tentando controlar a respiração e pouco tempo depois, sentiu os paços delicados de Madame Rose se aproximarem do grande quarto.  

-Sakura.... 

Sussurrou a mulher, tentando não acordar as restantes garotas.  

-Sim? 

-Está na hora! 

A rosada respirou fundo, pegou em sua pequena mala, e encarou a mulher sorrindo.  

Ambas desceram as escadas e foram até à entrada, onde já se encontrava Tsunade, que nem se esforçou para sorrir para a garota, e Hiruzen que abriu um lindo sorriso para a garota.  

Madame Rose se baixou emocionada, e encarou Sakura.  

-Essa é a senhorita Tsunade sua tutora e esse é o senhor Hiruzen chefe do conselho Haruno, por favor, seja bondosa e educada para eles. Lembre se de tudo aquilo que eu lhe ensinei e jamais se esqueça....  

Madame Rose interrompe o discurso e respira fundo engolindo as lágrimas que já se apoderavam dos seus olhos.  

-Jamais se esqueça, do amor que toda essa casa tem por você, e principalmente do amor que eu sinto por você meu anjinho....  

Após aquelas palavras, Rose abraçou Sakura em um abraço indescritível.... Era amoroso e confortável, mas ao mesmo tempo era triste e doloroso... Não dava para descrever tamanha mistura de sentimentos. E no meio de toda aquela confusa mistura, ainda houve espaço para um breve “Eu te amo” vindo da garota.  

-Eu também te amo....  

-Chega de enrolação! 

Tsunade, interrompe aquele lindo momento de despedida.  

-Já perdemos muito tempo, não podemos perder mais.... Temos de chegar rapidamente no Reino de Haruno, todo o mundo nos está esperando lá.  

Se separaram após alguns segundos, e a rosada foi levada por Tsunade e Hiruzen, não antes de Hiruzen dirigir algumas palavras de conforto a Madame Rose: 

-Não se preocupe, todos nós vamos cuidar bem de Sakura... Não tem com que se preocupar.  

Lhe deu um sorriso, e entrou juntamente com a loira e com a rosada para dentro da carruagem e assim partiram.  

Na carruagem, o silencio era absoluto.  

Sakura, encarava curiosa Tsunade que observava pela janela, a neve que calmamente caia. Do outro lado, havia Hiruzen que lia um livro.  

De repente, gritos são ouvidos, e ao olhar pela janela traseira, Sakura reconhece perfeitamente aquele rosto... Aquele lindo e belo rosto.  

-SAKURA NÃO VÁ....SAKURA....  

O loiro continuava a correr, mesmo Tsunade tendo ordenado ao condutor que aumentasse a velocidade dos animais.  

-Se vire para a frente! 

Ordenou a loira, que ignorava os gritos do garoto.  

Sem grandes opções, Sakura só teve tempo de acenar tristemente a Naruto, que continuava gritando por ela, se virando logo em seguida.  

Lhe doía.... Lhe doía muito deixar Naruto e Madame Rose para trás.... Mas não havia outra opção, ela não tinha outra opção.  

A determinado momento da viagem, Sakura adormece deitando sua cabeça sob o ombro de Hiruzen, e acorda horas depois com o barulho de gritos e festejos.  

-O que é isso? -Questiona a rosada.  

-É para a sua majestade.... 

-Majestade? 

-Sim, vossa majestade, princesa.  

Sakura entende, que tudo aquilo era para ela. Rasteja até á janela, e vê toda a população do Reino de Haruno nas ruas, acenando com lenços brancos e erguendo a bandeira de Haruno. Cantavam canções e bailavam em homenagem ao regresso da rosada, que sorria alegremente olhando para toda aquela festa.  

Chegou ao palácio, depois de alguns minutos, e ainda teve tempo de deslumbrar toda a beleza do palácio que parecia á muito esquecida, antes de Tsunade começar a impor regras.  

-É o seguinte...  

O coração da rosada quase que saiu do peito, quando Tsunade surgiu atrás dela no seu quarto.  

-A partir de agora, eu serei a sua tutora como Rose disse.  

-Tutora? O que significa? 

-Eu serei a responsável por você, até que atinja a maior idade e se case. Por outras palavras, eu serei a responsável pela sua educação e por a tornar numa boa e fiel esposa.  

Esposa? Essa palavra assustava Sakura.  

-O treino começa a partir de amanhã. Vai começar a ter aulas de música, astronomia e literatura com Hiruzen e terá aulas de etiqueta comigo.  

A rosada engoliu em seco, ouvindo a última parte.  

-As muralhas estarão sempre abertas, e poderá sair sempre que quiser desde que acompanhada por mim ou por Hiruzen. Não poderá ter contacto ou ligação com ninguém do povo. Não poderá falar com desconhecidos e sempre que um homem falar com sua excelência, você deve baixar a cabeça e nunca a erguer até obter autorização.  

Todas aquelas regras mexiam com a cabeça de Sakura de uma forma deslumbrante.  

Não sair? Não conhecer? Baixar a cabeça?  

Era idiota para ela, como seria rainha do seu povo se não o conhecia?! 

Mas apesar de todas aquelas regras atordoarem Sakura, a rosada teve de se adaptar. Não tinha outra opção. As aulas de etiqueta eram as piores.... Ficar duas horas ouvindo Tsunade, era cansativo demais. Por outro lado, havia as aulas com Hiruzen e dessas sim ela gostava.  

Quando Sakura desceu do palácio e visitou o povo pela primeira vez, ficou chocada. Ninguém que vivesse em meio á riqueza do palácio, iria sequer pensar, que por baixo daquela pirâmide (que colocava ricos no pico e os pobres na base), estava a pobreza extrema. As crianças, chupavam pedras enganado a fome... Havia mendigos espalhados por toda a parte.... Havia mulheres discutindo por apenas um pedaço de pão.... Era horrível ver toda aquela desgraça.  

Em conversa com Hiruzen, Sakura descobriu que a população do Reino de Haruno, era obrigada a pagar impostos demasiado pesados já que o Reino era governado pelo conselho e não por um rei. Quando os habitantes não tinham dinheiro suficiente para pagar os impostos, pagavam com engenhos, isto é, mantimentos. Quando não tinham nenhum dos dois, então iam trabalhar para as terras do reino, e tudo o que de lá saísse ia para o palácio.  

Não é preciso dizer, o quão Sakura ficou chocada ao saber de tudo aquilo.  

Era surreal....  

Como princesa, decidiu que tinha de tomar uma atitude.  

Sem o consentimento de Tsunade, todas as noites Sakura deslizava sorrateiramente até a dispensa da cozinha (onde estava armazenada toda a comida ) e retirava enormes sacos. De seguida, cuidadosamente os retirava do palácio e os levava até á aldeia, onde entregava um saco a cada criança, que levavam os mesmos para as suas respetivas famílias.  

Durante cinco meses isso se repetiu, e durante cinco meses o povo ficou feliz, já que tinham o que comer e ninguém passava fome, por muito pouco que Sakura conseguisse roubar. 

De qualquer forma, após esses cinco meses, Tsunade descobriu e não adiantou de nada, Sakura argumentar que tudo aquilo era para o bem do seu povo. A mulher, proibiu a rosada de sair do palácio, e reforçou a sua vigia.  

Não podia sair do quarto sem vigia.  

Não podia falar com ninguém sem o consentimento de Tsunade.  

As visitas ao povo eram proibidas, com a exceção de domingos e festas de guarda.  

As visitas de Madame Rose foram proibidas.  

As refeições eram vigiadas pelas aias, bem como banhos ou até idas ao banheiro.  

O palácio, em questão de dias, se tornou uma autêntica prisão para a rosada, cuja liberdade tinha ardido com toda a felicidade que até então sentira.  

Para sua alegria, tinha apenas Hiruzen e as lembranças felizes da pequena casa de madeira...O seu único lar.  

Foi assim, que Sakura  viveu seis anos da sua vida.  

Trancada e enjaulada, naquilo que seria a sua única casa.  

Pensou muitas vezes em desistir da vida, por outro lado, o seu lado racional gritava que todo aquele cativeiro um dia iria compensar.  

Foi a essa ideia que á qual se agarrou durante seis anos.  

Quando atingiu dezoito anos, Sakura teve o prazer de desfrutar de alguns minutos de felicidade. Poucos minutos de felicidade...Porque na mesma manhã, que tudo ia mudar, que teria finalmente a sua liberdade de volta... Tsunade entra no quarto dela sorrindo.  

Ela nunca sorriu. O que foi um grande motivo de preocupação para a rosada, cujo o sorriso foi completamente destruído.  

-Sakura, o convite foi aceite.  

-O que? Que convite? 

-Você vai casar, o príncipe do Reino Uchia.  


Notas Finais


Até ao próximo capitulo.... BEIJOS DE CARAMELO 😍😍😍😍😍😍


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...